A black friday já passou, embora algumas lojas virtuais como a Amazon ainda estejam com boas promoções – que aliás devem se estender por mais um tempinho. Por se tratar de uma época em que muitos leitores aproveitam para enfiar o pé na jaca, queria comentar um pouquinho sobre o porquê eu decidi continuar exercitando o autocontrole.

Ilustração/Fonte: Google.

Promoções maravilhosas surgiram durante toda a última semana, e, por incrível que pareça, não senti vontade de sair comprando aleatoriamente. Como já citei várias vezes por aqui, o exercício do desapego e a ajuda do kindle têm me ajudado a ser mais seletiva e controlada nesse aspecto. 

O fato de pensar mil vezes antes de comprar algum livro significa que eu quero ter o máximo de certeza que ele permanecerá comigo. Óbvio que nem sempre a gente acerta... às vezes, um livro que queremos muito em nada nos surpreende. Mas que maravilha que existem as possibilidades de troca e/ou doação, não é mesmo!?

Foi pensando nisso tudo que eu decidi compor uma lista de prioridades, para adquirir somente o que eu realmente estive desejando há algum tempo. E tudo isso, claro, dentro do meu orçamento (cartão de crédito só para o essencial). Na minha perspectiva é bem melhor assim do que sair comprando aleatoriamente, só porque estava em promoção (já fiz muito isso e hoje sei que não é o ideal).

No final das contas, adquiri somente dois livrinhos. Mas, gente, fiquei tão feliz com essa compra! E acho que essa sensação de que você acertou (e aproveitou um baita desconto) é a melhor. Haha! E são eles: A Caminho do Altar (Julia Quinn), que já estava em minha listinha, e o box de Os Miseráveis (Victor Hugo), que há muito tempo eu queria ler, mas que nunca dava para comprar, em partes por causa do preço mesmo (agora chegou a minha vez!!!!).

Imagens do meu instagram (@francs_x)

Mesmo não sentindo a necessidade de sair comprando, confesso que meus olhos brilharam ao acessar a Amazon, que, em especial, deu um show de promoções... quem soube aproveitar fez um bom negócio, sem dúvida. Acho até que se uns gastos não previstos não tivessem surgido este mês (agggrr!), eu teria pego mais coisas da minha lista. 

Resta esperar pelo próximo novembro com um bom plano de compras. Vale até, inclusive, juntar um dinheirinho e evitar comprar ao longo do ano, de forma aleatória, para se esbaldar na próxima black friday. Coisa que, aliás, eu praticamente fiz este ano. Estou numa vibe detox literária que vocês nem imaginam. Ou será que já deu para perceber?  

Enfim... agora me conta de você! Comprou muito nessa black friday?
Abraços!


Eu vivo publicando no instagram fotos do kindle e das leituras que faço por ele. E foi através dessas imagens que percebi uma coisa: eu ando fazendo cada vez mais leituras digitais. Só deixando claro que não estou substituindo os livros físicos... mas o fato é que meu e-read tem me ajudado em algumas coisas do qual eu gostaria de comentar melhor com vocês hoje. Vamos lá, então!?

Imagem/Fonte: Google.

5 coisas que aprendi com o kindle

1ª - Selecionar melhor o que vou comprar
Com o kindle eu aprendi a comprar somente o essencial; aquilo que eu realmente quero e acho que vale a pena ter. O resto eu leio no formato digital mesmo (e de forma confortável, o que é melhor). Estou livre das compras por impulso. 

2ª - Ser mais paciente com minhas leituras
Tenho impressão que com o kindle eu leio mais devagar. Com isso eu exercito a paciência.

3ª - Dar adeus ao spoiler
Eu tenho uma péssima mania de, ao começar o capítulo de um livro, verificar onde ele termina e quantas páginas tem. E nesse 'folhear' eu já acabei me deparando com spoilers importantes. No kindle não dá pra fazer isso (ao menos no meu aparelho). E aí vem a questão de exercitar a paciência mais uma vez... além de que, aos poucos, eu estou conseguindo me livrar desse hábito.

4ª - Comodidade importa, sim
Chega de levar calhamaços por aí. O kindle, além de prático, é levinho e cabe em qualquer lugar. Aprendi com ele que no que diz respeito a leitura comodidade também é fundamental.

5ª - Ter mais possibilidades de leitura
Eu não sei você, mas apesar de comprar livros com mais frequência antes do kindle, nem sempre eu tinha grana para alimentar esse vício. Acabou que investir no kindle eu acabei ganhando mais possibilidades de leitura. Por exemplo: eu não fico mais restrita aos meus livros físicos (posso passar meses sem comprar coisa alguma), porque com o kindle eu consigo: 1) adquirir e-books, que tem um preço mais em conta; 2) utilizar o serviço do kindle unlimited da amazon, onde uma taxa pequena é paga por mês para se ter acesso a uma infinidade de livros; 3) ter acesso a sites de livros piratas e/ou de domínio público, para ler em meu aparelho (por questões éticas não irei indicar nenhum endereço por aqui, mas quem quiser procurar basta ir no google. Existem vários!).

No mais, eu amo minha estante repleta de livros... mas kindle também é amô.
Beijos!



Estamos no final de outubro e eu já consegui bater minha meta pessoal das 50 leituras anuais. Isso poderia me servir de motivação para conseguir um número ainda, mas não. Resolvi que é hora de desacelerar um pouco e aproveitar esse fim de ano para repensar no eu leitora.

Imagem/Fonte: Google.

Quem lê bastante é porque prioriza a leitura de todas as formas possíveis. Em outras palavras, a leitura vem sempre em primeiro lugar, sem competir de igual para igual com a TV, o celular, as redes sociais, um seriado, um filme e várias outras coisas. Não estou dizendo que quem lê muito não faz outra coisa da vida... apenas me refiro ao livros como algo que está em primeiro plano. Sempre.

E isso se torna ainda maior quando o leitor é blogueiro e/ou youtuber, porque é a leitura constante que gera conteúdo para essa pessoa. É um ciclo vicioso (maravilhoso!), por isso é tão difícil perceber que você está lendo descontroladamente, e, às vezes, deixando outras coisas passar. 

Eu cheguei a esse ponto e por isso tomei a decisão de desacelerar um pouco, nesse fim de ano. Tanto para priorizar alguns projetos que não estão saindo do papel (porque até então não eram prioridade), quanto para me avaliar, as leituras que fiz este ano e o que eu posso fazer para melhorar.

Não estou dizendo que você precisa ler menos para conseguir fazer outras coisas. Isso não é verdade! Eu já passei por momentos mais complicados em minha vida, com mil atividades, e mesmo assim consegui manter meu ritmo de leitura igual. Quando gostamos de ler damos sempre um jeito.

O que eu quero dizer é que estou sendo humilde o bastante para reconhecer que a vida está me pedindo isso nesse momento; pedindo foco para outras coisas (e isso também inclui leituras de outro teor). E porque estou dizendo tudo isso?

Porque se você já passou por algo semelhante, não precisa se sentir sozinho. Além disso, esse é o meu espaço pessoal para desabafos e experiências de leitura... nada mais justo do que comentar isso com você que me acompanha. Aliás, alguém aqui já passou por isso? 

Abraços!

Nesse dia das crianças, ao invés de fazer o de sempre (recomendar livros infantis ou falar sobre autores que se dedicaram ao gênero), optei por algo diferente: irei contar um pouco da minha infância, quando minha história como leitora começou, e porquê eu quis levar esse hobby tão a sério.

Não comentei no texto, mas acho válido ressaltar aqui a importância que os quadrinhos da turma da Mônica têm para a minha formação de leitora. Definitivamente, eles foram uma influência muito positiva para mim.

Desde muito pequena eu sempre fui incentivada a me dedicar aos estudos. Aliás, minha mãe sempre fez de tudo para que meu irmão e eu tivéssemos uma educação base minimamente estável e de qualidade. Apesar disso, eu percebia que a leitura não fazia parte dos hábitos dos meus pais, ou até mesmo do meu irmão. 

Para mim isso soava um tanto confuso, pois estudar e ler possuem uma ligação direta. É claro que com o tempo fui notando as diferenças entre ambos, mas, até então, dedicar um tempo para estudar era o mesmo que dedicar parte do meu dia para a leitura. E eu me sentia uma leitora por isso. Porque estudava até quando não havia necessidade.

É, eu gostava mesmo de estudar. Gosto! E sempre li por conta disso. Mas me restringia demais às leituras que guiavam meus estudos, ou ao que chamavam na época de paradidáticos para as aulas de português e redação (também conhecidos como romances). Ou seja, não havia muito espaço para a minha imaginação ser aguçada, porque eu não tinha a iniciativa ou o incentivo para buscar outras leituras fora do que era proposto pelo ambiente escolar.

Até sentir curiosidade pelos livrinhos de banca que meus avós tinham guardados num baú super velho e empoeirado. Pois é, o baú até poderia estar sujo, mas os livros não. Eles era constantemente utilizados pelos meus avós; eram o tesouro deles.

Acho importante destacar que essa fase relatada se trata dos meus sete aos doze anos.

Não tenho vergonha de dizer aqui que meu avô nunca frequentou uma escola. Tudo que ele aprendeu foi ensinado pela minha avó, que parou os estudos ainda muito nova por conta do casamento e de uma série de partos que ocorriam um atrás do outro. Enquanto isso meu avô tinha que trabalhar para sustentar a família. 

Ainda assim, ele foi a pessoa mais inteligente que eu conheci. Criado na roça, sem grandes oportunidades, tinha tudo para ser um matuto, mas não. Era inteligente, falava muito bem (sem contar nas palavras cultas proferidas sempre tão corretamente), e escrevia melhor que muita gente. Gostava de história, de ler jornais e livrinhos de banca, e era o trovador apaixonado que criava belas poesias e me inspirava como ninguém. Meu avô e minha avó foram a faísca que eu precisava.

Graças a eles, e ao tesouro que eles guardavam naquele baú velho (livros antigos com inúmeras anotações nas margens), entendi que a leitura é muito mais do que eu imaginava... ela é mágica, rica em ensinamentos, e nos abre um leque de oportunidades. Parece clichê, mas hoje eu entendo que é a mais pura verdade.

Depois de descobrir esse universo, coloquei na cabeça que eu poderia criar minhas própria histórias. Mas quem poderia me servir de inspiração para isso? Meus avós, é claro. Eu queria escrever sobre eles, porque a história de vida deles era a minha maior referência. Assim surgiu minha paixão por blocos de nota e canetas. Isso quando eu não pegava aquela embalagem de desodorante vazia para fazer de microfone. Eram tantas as entrevistas, que meus avós ficavam até cansados.

Mas foi esse cansaço, esse incentivo, esse exemplo, que me despertou para a leitura, e, consequentemente, para o jornalismo, do qual hoje sou graduada. Devo muito a eles pelas tardes de leitura, pelas arguições em épocas de prova, pelas brincadeiras onde eu era a repórter e, eles, os entrevistados. Devo muito a eles por me mostrarem que a falta de oportunidades não são motivos para desistir. A nossa vontade e os nossos sonhos devem prevalecer.

Também devo muito à minha mãe, que sempre fez o possível e até o impossível para que eu seguir alcançando meus objetivos. Ela nunca foi uma leitora assídua, mas sua paixão pelos jornais de TV, sua vontade de saber o que estava acontecendo no mundo, seu incentivo para eu me manter informada através dos periódicos impressos nas bancas de jornais... tudo isso me despertou para um caminho que estou trilhando com  muito orgulho.

Hoje, parte do que sou, também atribuo à leitura, que me permitiu aprender sobre diversas situações da vida, e que tanto me edifica e que me faz ser alguém mais paciente e tolerante. Por isso, fica aqui o meu apelo pelo incentivo à leitura. Sei que muitas pessoas se tornam leitores por interesse próprio, mas quando nossos mentores nos dão exemplo, quando temos em quem nos inspirar, a gratificação é inesgotável e simbólica; é muito maravilhoso!

Guie suas crianças pelo caminho da educação, da leitura, da curiosidade... e eles estarão sendo bem preparados para a vida. E mais: falando por mim, o maior presente que ganhei em pequena foi ter essas pessoas ao meu lado; é ter em minha mente essas boas lembranças. Melhor que alguns presentes (também muito legais) que, infelizmente, o tempo se encarregou de apagar da minha mente.

Fica aqui a mensagem para esse dia das crianças.
Abraços!


Se tem um gênero literário que costuma dividir opiniões, é o da autoajuda. De um lado temos os resistentes, seja por preconceito ou por falta de interesse. Do outro existem leitores que buscam as respostas que orientem os males da modernidade, e que acreditam encontrar nesses livros a chave para o sucesso.

Independente da ambiguidade do qual a autoajuda se interpõe, suas obras estão sempre entre as mais vendidas nas listas divulgadas pelas editoras, que evidentemente apostam em sua lucratividade. Se a vendagem é rentável, então, por que não investir? Não vejo motivos contrários para tal. Ok. Mas qual o motivo de tanta oposição?

Imagem: Google.

Em sua grande maioria, a autoajuda atua como uma espécie de conforto, suavizando a ansiedade, o estresse e a angústia dos leitores. Talvez as pessoas desacreditem das respostas e soluções que esses livros tanto oferecem através de fórmulas prontas, quase sempre vistas como meio de dinheiro.

Quanta crendice boba! Na realidade, esta literatura só pode oferecer uma simples ajuda, caso a pessoa se permita. A partir do contato com o livro é que os leitores poderão decidir seguir ou não o caminho oferecido pelos autores, muitas vezes movidos por experiências pessoais ou pesquisas científicas. 

Em outras palavras, a cura para os males deve ser encontrada por cada um, com base em suas experiências pessoais. Não basta saber. Você tem que querer fazer, também.

Ler autoajuda, seja sobre ciência, técnica, cultural, psicologia, relações humanas, religião ou lazer, não é pecado. Mesmo sendo uma literatura considerada por muitos como um campo à margem da esfera cultural, ela propõe novos caminhos para quem deixa ser guiado. 

Além disso, se pensarmos bem, a procura pela autoajuda é semelhante ao fato de muitas vezes nos identificarmos com as experiências alheias – onde consequentemente aprendermos com elas. Se ler histórias diferentes, mesmo romanceadas, nos dá ideias e conceitos de mundo que nos enriquecem, por que com a autoajuda seria diferente?

Aliás, não é só a autoajuda o nicho da literatura mais criticado. Todos os gêneros literários sofrem o mal do preconceito. Mas ler nos faz crescer por dentro, multiplica as nossas visões e ideias, e reduz preconceitos. É o que eu acredito.

Ao contrário de apontar defeitos sem conhecimento de causa, devemos recomendar que as pessoas leiam mais, leiam o que gostam. Portanto, se você curte a autoajuda, seja como fonte de estudo e conhecimento, seja por prazer, leia! Não devemos ter vergonha daquilo que nos apetece.


De um lado é possível encontrar tradições teóricas em que prevalecem a imposição do erudito. Do outro, a acepção do popular, também definida como a cultura feita pelo povo e apreciada por ele. São essas constantes disputas existentes entre os gêneros tradicionais e massivos, independente do fenômeno, que refletem uma sociedade convergente. O desafio aqui, logo, é adaptar a compreensão sobre esses conceitos.

A cultura pop é uma construção e reprodução de modelos de referência da cultura erudita. Todavia, há uma forte resistência por parte dos elitistas conservadores, que criticam essas manifestações e os enquadram como uma subcultura; como uma cultura inferior. Assim, muitas dessas diversidades e expressões culturais não se tornam legítimas, tampouco respeitadas.

Talvez isso seja justificado pela experiência estética, que é a principal característica que difere esses dois elementos. A literatura de massa (também conhecida através do modelo best-sellers), por exemplo, sofre sérias restrições quanto a sua qualidade. Neste caso, críticos literários e leitores elitistas enquadram essa leitura como acrítica, de gratificações momentâneas, e feitas apenas para o lazer. 

Esses mesmo críticos fecham os olhos para uma realidade eminente: são justamente esses livros, essa subliteratura, os responsáveis pela difusão do hábito da leitura e, consequentemente, do impulso no mercado literário atual. Além disso, eles também se tornaram uma importante ferramenta na formação de novos leitores. Por isso, ao condenarem livros populares, e falando igualmente em um contexto mais geral, esses críticos contribuem para reforçar a imagem da cultura como um prazer sofisticado. Mas a realidade é que o mundo não é composto somente por uma elite intelectual e letrada.

Vale salientar ainda que o grande responsável pela massificação do fenômeno pop é a comunicação de massa, que atua na representação da sociedade, na padronização do comportamento social, e na influência dos modos de vida. São os meios de comunicação que proporcionam a criação de novos padrões culturais adaptados a modelos anteriores. Ou seja, a convergência provém da revitalização do primitivo com base no interesse da juventude em tempos modernos.

Portanto, a cultura pop é um gênero em mutação, que provém de referências primárias, mas que ganha uma identidade própria, com regras, formas e técnicas; com uma estética jovem. Não adianta afirmar que todas as novas expressões são representações equivocadas de uma cultura consagrada, pois estamos vivendo um momento oportuno à transformação dos gêneros, onde a cultura popular brasileira e qualquer outro modelo cultural podem se tornar culturas híbridas. E estas definitivamente merecem a atenção de estudiosos que se disponham a aceitar as transformações da sociedade contemporânea.


Outro dia eu estava passeando pelas páginas da seção ''folhinha'', do portal Folha de S. Paulo, e me deparei com uma manchete um tanto curiosa. Ela dizia: A história de Percy Jackson é ruim e confusa, diz garoto de 11 anos. A matéria é nada mais nada menos que uma resenha do menino Bruno Napoleão, que descreve de forma objetiva sua total insatisfação com a trama do garoto que descobriu ser filho do Deus Poseidon.

Com uma breve introdução sobre o que se trata a famosa saga que vendeu mais de um milhão de livros no Brasil (popular também por sua adaptação cinematográfica), o texto é de se admirar porque Bruno faz questão de assinalar seus principais descontentamentos durante sua leitura. Ele comenta que a história é bizarra, confusa, e que o humor de Rick Riordan, autor da série em livros, é chato e nada instigante. E, veja bem, este garoto tem apenas 11 anos.

Para os curiosos de plantão, segue o link da matéria: folha.uol.com.br/folhinha

O que mais me chamou a atenção não foi o fato do menino ter apenas 11 anos e descrever tão claramente sua opinião sobre o livro pautado. O que me impressionou foi a audácia de fazê-lo. Bruno não recomenda aos fãs da saga a leitura de sua resenha, porque prevê a reação de muitos deles (ou não). E é justamente por isso que eu estou aqui, para comentar o fato de que, infelizmente, muitas pessoas não sabem levar na esportiva uma opinião negativa sobre um livro.

''Antes de fazer alguma coisa, pense,
quando achar que já pode faze-la ,
pense novamente.'' (Pitágoras)
O que te impede, blogueiro, de comentar negativamente sobre uma leitura? Seu público leitor? A editora parceira? Não. Não deveríamos se ater a esses motivos. Devemos ser livres e opinarmos com consciência, e com respeito! Mas o que se vê, tanto na blogosfera como nas demais redes sociais, são pessoas que não aceitam a crítica negativa, e que ''surtam'' através de xingamentos e ofensas desnecessárias. 

Se eu tenho um blog, seja lá sobre qual assunto for, é porque eu desejo compartilhar a minha opinião com demais pessoas que se interessem pelo assunto abordado (pelo menos é o que subtende-se). Se você amou um livro de paixão e eu não, é seu direito, assim como é o meu, também. Cabe a nós compartilharmos nossas experiências literárias e dizermos o porquê de se ter gostado ou não... afinal, cada um possui um olhar sobre o mundo.

Eu acredito que nenhuma obra é totalizada. Sempre satisfará a alguns, e a outros não. Como tudo na vida...

Antes de concluir, gostaria de deixar bem claro que sou contra a todo e qualquer preconceito literário. Odeio ofensas! E acho ainda que ninguém deveria falar mal de determinada obra sem ao menos tê-la experimentado. Convenhamos que não é nada justo. Porém, no caso do Bruno, há a explicação do porquê Percy Jackson foi uma decepção para ele, pois houve a oportunidade de leitura e de avaliação de acordo com sua perspectiva. Qual a carga literária que esse garoto tem para dar uma opinião negativa sobre o livro? Mas também o que te impede disso? É mesmo preciso ser formado em crítica literária, ler clássicos ou estudar letras para expor sua opinião sobre uma determinada obra?

Bruno expôs sua opinião, nada mais que isso. Talvez algum fã da série tenha se sentido ofendido, mas talvez alguém tenha considerado sua opinião e pensado a respeito. Quem não concorda, seja neste ou em qualquer outro caso, deveria sentir a necessidade debater, e não de afrontar. Ofensas a troco de quê mesmo?

Por isso, caros colegas, sintam-se livres, assim como o Bruno. Exercitem seu poder de argumento e expliquem suas satisfações e descontentamentos. Sejamos mais respeitosos com a opinião do outro, e busquemos mais harmonia. E, tem mais! Não deixem de ler determinado livro que te chama à atenção por preconceito literário. Leia o que aflora o seu pensamento e o que te faz vibrar. Viva esse momento da sua vida, e lembre-se que se ao fim àquilo não foi o que você exatamente esperava, ao menos foi dada a chance de conviver com uma experiência nova que exercitará seu senso crítico e criativo. Leia, porque é isso o que importa! 


Nós e o Relicário propomos anteriormente uma pesquisa que trás como análise as principais motivações que levam leitores brasileiros ao consumo de blogs literários. As questões que nortearam essa pesquisa se voltaram principalmente à compreensão dos critérios de decisão do receptor, e as satisfações gratificadas.

Blogosfera literária como uma importante ferramenta de comunicação.

No processo de codificação, os dados (colhidos a partir de um questionário virtual repassado aos que se dispuseram a participar deste diagnóstico) foram examinados e rotulados em categorias com base nas informações interpretadas. Vale salientar que dos 20 entrevistados, 3 estão cursando o ensino médio, 12 estão no ensino superior e 3 já são graduados. No total, 15 possuem blogs literários.

Com a análise, apurou-se que a maioria dos leitores busca a opinião dos blogueiros sobre livros que sejam do seu interesse, motivo a que intitulamos de aprendizagem e aconselhamento. Este é realizado por meio de resenhas ou textos críticos, que sinalizam se o livro pautado merece ou não ser lido, e o porquê. A partir daí surge outro motivo notório, rotulado como integração opinativa, em que os leitores procuram trocar ideias, opiniões e conceitos sobre o que está sendo tratado. Isso geralmente é feio por meio de comentários dentro das próprias publicações, e o receptor é livre para falar o que achar que deve. 

Outro fator predominante é a busca por informações literárias, como lançamentos, indicações, curiosidades sobre gêneros e autores, e eventos ocasionais. A este, demos o nome de vigilância de conteúdo. Já os caçadores de recompensas se referem àqueles que estão sempre buscando participar de promoções para satisfazerem seus desejos de obtenção de um determinado livro, e esta é uma motivação que, embora apareça nos questionários de forma tímida, não poderia deixar de ser observada.

Temos ainda a valorização de imagem, ao qual centra na ideia de que blogs de excelente aparência merecem ser lidos. Nessa categoria levou-se em consideração o fato de que muitos dos leitores buscam personalidade e um caráter próprio, tanto em termos visuais como de conteúdo. E, por último, se comparada com as motivações já assinaladas, passatempo e fuga do tédio mostraram ser as menores em evidência, pois são poucos os que se aparentaram motivados a ler esses blogs apenas por estarem enfadados de suas demais atividades.

Após a exposição dos meios, as gratificações obtidas resultam em duas principais determinantes: se os conteúdos dos blogs literários orientam a decisão de leitura do receptor, ou se o mesmo consome ou adquire livros após a exposição dos meios. As respostas mostraram que a maioria dos entrevistados refletem acerca do conteúdo, que, graças ao seu teor, é considerado relevante o bastante a ponto de provocar, na maioria das vezes, o consumo frequente das obras. Mas há também quem alegue não consumir com afinco, mesmo após a exposição. Para estes, as gratificações dizem respeito apenas para o consumo de informações.

Concluímos, portanto, que esses blogs são cada vez mais visados por leitores assíduos, porque, além de servir como divulgadores de produtos literários – já que a leitura também está relacionada ao consumo –, contribui com o hábito da leitura através de um diálogo constante em torno de livros que vão dos famosos clássicos aos lançamentos modernos. Em outras palavras, a manutenção desse espaço online é feita por fãs e acessada pelo público-alvo de boa parte do que se é oferecido.
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Saliento que o nosso artigo original – desenvolvido através de um trabalho acadêmico para o curso de Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe – está melhor detalhado, e que por isso é enorme. Por questões de espaço tentamos resumir ao máximo as informações para repassarmos o essencial a vocês, mas será um prazer esclarecer quaisquer dúvidas que possam surgir. Gostaríamos ainda de agradecer a todos que participaram da nossa pesquisa. Sem vocês isso não seria possível. Até mais!




Apesar da falta de motivação e de programas de incentivo à leitura,
Aracaju se mostra rica no que diz respeito ao hábito de redes literárias.


Aracajuanos optam por leitura em livrarias da capital. (Foto: Francielle Couto)


O Brasil é um país carente de leitores frequentes. É o que confirma a 3ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil realizado pelo Instituto Pró-Livro em parceria com a Ibope Inteligência. Foram 5 mil entrevistados em 315 municípios do país, medido entre crianças e adolescentes. Embora os dados apontem que o brasileiro lê em média 4 livros por ano, Aracaju possui um público amplo de leitores assíduos que acreditam no poder do incentivo e da disseminação de ideias.

A ausência do hábito da leitura é um problema decorrente de inúmeros fatores. Para muitos bibliotecários e escritores, o costume deve partir da infância, quando as crianças devem ser apresentadas desde cedo a histórias. Nesse momento, os pais e educadores se tornam seus principais mentores, mas na prática isso nem sempre acontece. Como na maioria dos casos o incentivo que deveria ser dado em casa não é frequente, resta à escola a dura tarefa de cultivar entre os alunos o gosto pela leitura.

Além disso, é difícil encontrar na cidade de Aracaju programas que centrem no incentivo. Porém, apesar da carência de eventos e mostras literárias que proporcionem momentos de lazer e informação aos leitores aracajuanos, existem pessoas que se propõem a mudar essa realidade. É o que acontece com um grupo de amigos que, unidos pela mesma paixão, se reúne pelo menos uma vez por mês no Parque Augusto Franco, localizado na zona sul da cidade. O encontro tem como objetivo compartilhar experiências de leitura e discutir sobre os assuntos literários mais atuais, como lançamentos, questões biográficas, livros mais comentados na blogosfera literária, e muito mais.

Unidos pela mesma paixão: a leitura. (Foto: Francielle Couto)

Fabiana Lima, de 28 anos, crê que em todos os lugares existem bons leitores, mas que no geral ainda falta motivação. A leitora acredita que esse é o principal motivo para o baixo índice de leitura no país, e que sem isso as pessoas não serão capazes de se descobrirem como leitores. Para ela, é mais fácil encontrar pessoas interagindo sobre novela ou futebol, mas raramente sobre obras da literatura. ''A leitura infelizmente é considerada por muitos uma cultura inútil, mas nada é inútil'', afirma. ''Tudo é aproveitado em algum momento da nossa vida. Eu mesma adquiro muito conhecimento através dos livros, coisas que em uma escola tradicional eu não aprenderia'', diz Fabiana.

Além desta, existe outra roda de leitores que se reúne frequentemente com um intuito específico. Unidos graças ao projeto criado pela escritora nacional Renata Ventura, o grupo intitulado ''Potterheads Arretados'' tem como ideia principal reunir voluntários que se disponham a visitar os orfanatos da cidade. O objetivo é propagar a leitura e mostrar que ela tem um poder transformador.

Potterheads em tarde de leitura. (Foto: Arquivo pessoal)

Para o desenvolvimento do projeto os jovens precisam contar com a colaboração de profissionais qualificados que façam o acompanhamento e saibam lidar com as crianças, além de parcerias que contribuam com a ação. O comprometimento e a participação dos interessados para que as visitas se deem de forma organizada e atinjam o ponto alvo também são essenciais. Mas os Potterheads Arretados encontraram alguns problemas na efetivação da iniciativa.

Rafaela Lopes, uma das organizadoras da campanha, afirma não ter obtido nenhuma resposta da Secretaria Municipal de Assistência Social, e sem a autorização as visitas não podem ser realizadas. Graças a isso, tudo que foi arrecadado pelo grupo, como livros infantis, será doado para outro projeto cultural. No entanto, a possibilidade de concretizar a ideia que uniu o grupo não se desfez. ''Para mim, além de conhecer novos amigos, os encontros são importantes para conhecermos outras obras da literatura, e também para entender a opinião de outras pessoas sobre um mesmo livro'', declara Rafaela. A permanência da roda de leitura motiva os integrantes às demais leituras existentes, e está aberta a novos membros. Ela também atua em um grupo específico no facebook, onde são feitas discussões e conversas dos mais variados tipos.

Os grupos existentes creem no poder da comunicação. O intuito deles é mostrar aos demais que ler é o que realmente faz a diferença no mundo, independente do que seja.


O papel das livrarias no incentivo à leitura

As livrarias da cidade tornaram-se ótimos pontos de leitura para crianças, jovens, adultos e até dosos. São livros de todos os tipos para todos os gostos, e a procura, que não é apenas comercial, faz delas verdadeiros points de apoio.


Livrarias como ponto de encontro. (Foto: Francielle Couto)

Gilvan Santos, supervisor de vendas da livraria Escariz e que trabalha no local há mais de 10 anos, assegura que em todo esse tempo já viu pessoas frequentarem o local desde pequenos. Para ele, o intuito principal não é permitir que o público venha somente com a intenção de comprar, mas sim para ter um contato direto com os livros. ''A partir do momento que é criado um local como esse, o pensamento principal é fazer com que sejam formados novos cidadãos. Por isso, não é só uma questão comercial, é de incentivo também'', esclarece. ''Esse é um ambiente em que podemos adquirir conhecimento, e isso não tem preço'', conclui Gilvan.


Blogosfera literária em Sergipe

A blogosfera literária tem se mostrado cada vez mais eficaz para a divulgação e estímulo à leitura. Em Sergipe é possível encontrar pessoas que estão à frente desse trabalho, como o blogueiro Ronaldo Gomes, de 17 anos, que assegura a importância de um blog, mas também enfatiza a responsabilidade que o mesmo traz. ''Uma resenha, por exemplo, precisa ser honesta, tendo como base o ponto de vista da pessoa como leitor. Não adianta dizer apenas que gostou, é preciso dizer o porquê. Só assim teremos pessoas de opinião própria'', declara.

A leitora Anna Beatriz Fernandes, 18 anos, confirma essa teoria ao afirmar que cada um tem uma preferência, e que por isso há leituras feitas de modos diferentes. Para a estudante, isso promove debates entre opiniões às vezes divergentes com a do blogueiro. ''Em alguns casos saímos com vontade de adquirir aquele livro que está sendo resenhado, talvez por curiosidade, ou interesse na temática da obra'', diz. ''Acho toda a divulgação da blogosfera bem motivadora. Um modo diferente e eficaz de incentivo à leitura'', completa.



Redes de relacionamento como ferramentas de divulgação da leitura

Semelhante às redes sociais mais tradicionais, os sites literários são de fácil e rápido acesso, gratuitos e bastante atrativos aos olhos dos usuários. Os mais conhecidos são 'O Livreiro' e o 'Skoob'. Em ambos é possível partilhar opiniões sobre qualquer livro através de notas ou resenhas, formando assim uma legítima estante virtual carregada de críticas e comentários.

Para a leitora Ana Caroline dos Santos, de 27 anos, o uso do skoob permite organizar melhor sua vida literária. Ela acredita na capacidade de incentivo que a rede social possui. ''Já que hoje as pessoas vivem conectadas, essas redes ajudam-nas a conhecerem o que há de novo na literatura. Além disso, é possível conhecer pessoas, e trocar ideias sobre livros e personagens'', afirma.

Mas o estímulo não é característica somente de sites literários. Redes sociais mais tradicionais, como o facebook, também contam com inúmeras páginas que são usadas por leitores para discutir sobre nomes e obras renomadas da literatura, além da troca de expectativas acerca dos lançamentos mais atuais. São destaques também assuntos sobre filmes adaptados de livros e a descoberta de jovens autores. Desafios literários e campanhas também são promovidos, assim como a avaliação de livros e o relato do conhecimento adquirido através da leitura realizada. É uma notória propagação e disseminação de ideias.


Confira alguns dados da última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil feita em 2011. A pesquisa feita com 5 mil pessoas em 315 municípios traça um panorama da leitura no país.



Fonte: Instituto Pró-Livro


Reportagem: Francielle Couto St.
Edição: Leonardo Vasconcelos

Publicado originalmente em Jornal Contexto On-line

Lendo a respeito da Imprensa Colonial em um livro de Nelson Werneck Sodré, me deparei com um tópico que trata sobre o impedimento da arte de multiplicar textos. Estes, inclusive, que acompanharam e serviram como iniciativa a ascensão burguesa. O fato é que enquanto a nova terra (o Brasil) integrava o mundo conhecido, o livro e a técnica de fazê-lo assumiram o aspecto herege e herético que atraía maldição e condenação.

É curioso estudar essa questão, porque o livro e o seu poder de disseminação continuam exatamente iguais. A diferença hoje é que naquela época eles estavam sujeitos a três censuras: a episcopal, a da Inquisição, e a Régia. Estas superioridades firmavam a proibição de qualquer obra ''sem primeiro ser vista e examinada...''. Em outras palavras, os livros dependiam das autoridades civis para serem impressos.

Quem já teve a oportunidade de assistir o filme O Nome da Rosa, dirigido por Jean-Jacques Annaud, e adaptado da obra do autor Umberto Eco, ou até mesmo já tenha lido a narrativa, pôde acompanhar um pouco sobre essa realidade, a de que o livro sempre fora visto com extrema desconfiança, só natural nas mãos dos religiosos. Até as bibliotecas, por exemplo, existiam apenas nos mosteiros e colégios, mas nunca em casas particulares. O ato era visto como crime, até porque os poderosos temiam o poder da leitura sobre as pessoas. O objetivo era se manter no poder e fazer com que todos permanecessem submissos às leis sem o menor direito a contestações. 

Foi apenas em meados do século XVIII que começaram a aparecer bibliotecas particulares, mesmo que ler ainda estivesse sendo considerada uma indesculpável impiedade, ou uma prova de crimes inexpiáveis. A entrada desses livros, deste modo, eram feitos de formas clandestinas e perigosas. 

Foram por esses e por demais motivos, intitulados de destruição cultural, que o Brasil não conheceu nem a universidade e nem a Imprensa no período colonial. Os poderosos impediram a nossa autonomia na vanguarda liberal desde o início da nossa história como civilização. Muitos acontecimentos que nos definem, e fatos marcantes, de certo modo, sempre chegaram com atraso às terras brasileiras. Será deste modo que os problemas foram implantados?

Bem, o fato é que a charada da leitura ainda é evidente. Somos uma nação rica de leitores, mas que ainda está longe de se destacar como tal. Muitos ainda veem a leitura como uma perda de tempo, ou uma obrigação, mas acontece que o período colonial acabou faz tempo, e que hoje temos a autonomia para criarmos nossas próprias ideologias e os nossos pensamentos. Somos pessoas livres, com opinião própria, direitos e deveres. E muitas dessas coisas devemos as leituras que realizamos e a forma como elas introduzem ideias e pensamentos nos conceitos que já temos pré-estabelecidos sobre as coisas. 

As experiências que adquirimos e a visão que criamos possuem um valor inestimável. Por isso, apelo para vocês que não desistam de incentivar o próximo. Mostrar o poder transformador que a leitura possui é algo importantíssimo... além de estarmos fazendo a nossa parte, estaremos contribuindo para mudar o rumo de uma história que se perdeu no início, mas que foi capaz de se refazer e de reduzir suas tendências ineficazes.

Não poderia haver dia melhor para voltarmos com as nossas atividades.


Sentiram a nossa falta? Porque nós sentimos, sim. Mas as semanas em que ficamos parados foram importantes para recarregarmos a energias e voltarmos com tudo.  :D  Não comentarei todas as ideias pautadas, pois tudo estar sendo preparado aos poucos, e temos certeza que vocês irão gostar (falo em meu nome e em nome dos colunistas do blog, que a partir deste ano estarão mais ativos por aqui). O que eu posso adiantar é que iremos proporcionar cada vez mais uma maior interatividade e dinamismo entre todos nós – leitores e blogueiros – portanto, aguardem! No mais, desejo um ano repleto de livros e muita literatura para nós... que possamos continuar – incentivando – semeando e cultivando esse amor nato e maravilhoso que compartilhamos em comum.

E não poderia haver dia melhor para iniciarmos o ano letivo do Universo Literário, pois hoje é o nosso dia! Dia em que celebramos o fato de sermos leitores, e de termos orgulho de nos considerarmos como tal. Proponho que façamos um levantamento de leituras, focando no ano que passou, e no que acabou de começar. A ideia é que possamos pesquisar e anotar possíveis futuras leituras, mas com temáticas diferenciadas, que ainda assim se encaixem com os respectivos perfis de cada um. O objetivo é dar vez a novos temas, com enredos que possam agradar. Afinal, expandir os horizontes, dar a chance de conhecer coisas novas e diferenciar a leitura são sempre muito válidos. O que vocês acham?


Vocês sabiam que os estilos de leituras foram alterados desde o ano de 1500? Evidências físicas dos formatos dos livros, nas notas escritas nas margens e nas descrições ou imagens de leitores comprovam que sim. Para os historiadores, cinco tipos de leituras merecem uma atenção especial, e devem ser avaliadas. E são elas:

Leitura Crítica: refere-se à oportunidade de comparar opiniões diversas em livros diferentes sobre o mesmo assunto. Isso significa que nós, leitores, podemos ter a capacidade de formar nossas próprias ideologias a partir das leituras que realizamos.
Leitura Perigosa: está relacionada às discussões a respeito do perigo da leitura privada realizada em séculos passados. Na época, a atividade era vista como uma ameaça para certos grupos... talvez por conta da disseminação de ideias, que era evitada a qualquer custo. Apesar disso, as leituras eram realizadas, mesmo algumas não sendo permitidas.
Leitura Criativa: diz respeito às leituras realizadas do modo contrário às intenções do autor. Um exemplo disso foi a condenação de Menocchio, um moleiro italiano do século XVI, que foi acusado de herege por conta dos livros que lia, sendo um deles a bíblia. São deste modo, interpretações contrárias.
Leitura Extensiva: diferentemente da leitura intensiva – procura minuciosa de informações, feito através de consulta e estudo detalhados –, a extensiva está relacionada com a proliferação e dessacralização dos livros.
Leitura Privada: está ligada à tendência de privacidade de leitura, o que para a grande maioria é de extrema importância. Esta também é vista como parte do crescimento do individualismo, quando no ato de ler é priorizado o silêncio e a relação única entre livro e leitor.

Existem vários outros formatos de leitura, e a emergência da categoria literária de divertimento é uma delas, visto que a hospitalidade demonstrada por nós é algo notório. Escolha um formato de leitura e aproveite o seu dia, leitor! Não se esqueçam de incentivar o próximo, pois assim, todos estarão contribuindo para uma nação melhor, mais pensante, e capaz de criar suas próprias opiniões e teorias.


Feliz dia do leitor!


Você, caro leitor, teria o renome de ler algum livro de autoria local?
E você, querido escritor, já tentou algo novo?


Em uma época onde um alude de obras de diferentes tipos – e para todos os gostos – soterra o mercado editorial, encontramos muitas criações solidificadas por autores da terra. Estes são os nossos queridos escritores brasileiros do atual século, que insistem no sonho de um dia serem reconhecidos por suas histórias, e que provam que suas respectivas imaginações não podem ficar adormecidas em casa.

A literatura fantástica, aquela que muitos jovens optam na hora do ler por diversão, também é da preferência dos novos talentos da literatura brasileira. É notória a quantidade de jovens que dedicam parte do seu tempo à escrita, e que ofertam ao mercado livros de grande porte, inclusive. O convencionalismo, no entanto, ainda é evidente. É muito comum encontrarmos pessoas que não se aventurariam a ler algo de cunho nacional, pois são os mais reconhecidos da atualidade, ou até mesmo os clássicos, que têm a preferência. Mas o que não se pode deixar de lado é que, embora pouco desenvolvido na arte de escrever, muitos desses autores nacionais tem muito a oferecer. São enredos novos, ideias novas, criações que desafiam o comum. E isso se torna essencial, pois estamos em um âmbito onde ser diferente, contribuir com algo singular, que se sobressaia, é o efetivo; que o faz prosperar.

Estes guerreiros vivem tentando a sorte enquanto correm atrás de uma editora que esteja disposta a publicar sua história, e não cansam de trabalhar em cima de suas criações. As divulgações também são investidas, e é aí que entram os blogs, um veículo válido na hora de apresentar aos demais o que se tem a dar. Tudo em prol do próximo, porque se o enredo for realmente bom, o beneficiado é o leitor, que dedicou horas àquela leitura. Entretanto, o afazer é árduo, e se tornar um escritor conhecido e reconhecido pelo trabalho que faz exige mais do que qualquer um imagina.

É diante deste dilema, tanto para autores (que buscam seus almejos) como para leitores (que por vezes sentem-se receosos), que nós, do Universo, decidimos dar uma dica para ambos. 

Se você deseja se tornar um autor, lembre-se que está fazendo isso porque quer; por prazer. Aprenda a se virar, corra atrás, busque sempre aperfeiçoar sua escrita e não desanime diante dos ‘nãos’ recebidos. Saiba que, antes de escritor, você é um leitor! Alimente este hábito, procure expandir sua leitura e dê a sua mente a oportunidade de pensar e conhecer sobre diversos assuntos. Só assim poderá escrever sobre o que conhece, e quanto a isto não há argumentos controversos. Não esqueça também que ser você mesmo, que falar do que mais importa para você e que expor sua opinião sincera e franca (sempre respeitando a dos demais) é sempre essencial, seja lá onde for.

E para você, meu amigo leitor, basicamente o mesmo. Não há coisa melhor do que expandir os horizontes, dar oportunidades e, ainda melhor, surpreender-se com elas. Não se acomode e procure buscar sempre o novo (não esquecendo o antigo, claro)... lembre-se que muitos desses autores renomados começaram como estes que buscam por um publico alvo na qual você também pode fazer parte.

E só assim ambos poderão trabalhar pelos seus referentes crescimentos. É mais bacana, e dá mais prazer.



"Diferentemente das redes de relacionamento pessoal, o que importa no site não são as fotos dos usuários ou para que time eles torcem, e sim o que merece ou não ser lido."
Estadão


Em um país onde os índices de leitores assíduos são considerados baixos, as redes de relacionamento para os amantes da literatura andam ganhando um espaço notório, e até, quem sabe, promovendo um maior incentivo no âmbito nacional.

Segundo dados recentes da 3ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feito pela Ibope Inteligência com 5 mil entrevistados em 315 municípios entre junho e julho de 2011, o brasileiro lê em médio 4 livros por ano. Mas o que de fato levam as pessoas a lerem tão pouco? Ou, ainda, qual o principal motivo para tanto desinteresse? Isso é o que pesquisadores e os sites criados para tal tentam descobrir. Para isso são criados mecanismos que dão ao leitor a capacidade de livre expressão, ou seja, eles poderão ofertar livremente suas respectivas opiniões da forma mais dinâmica possível, de modo rápido e simples.

Seria inoportuno, no entanto, não frisar que possuímos, sim, uma margem bastante considerável de leitores frequentes – e a blogosfera literária é a prova viva disso. Mas a verdade mesmo é que somos carentes de ledores, e talvez a deficiência esteja no processo histórico de ensino. Por isso, ainda há muito o que ser revisto e reformulado, principalmente na educação. Até lá, são as redes sociais que irão continuar tentando mudar essa condição, buscando acabar aos poucos com o ''ler por obrigação'', mesmo que às vezes em prol da indústria cultural. Mas como isso será possível? Bem... isso pode ocorrer sem a pessoa ao menos se dar conta.

Aqui no Brasil as iniciativas, apesar de poucas, são existentes e populares. Semelhante às redes sociais mais tradicionais, os sites literários são fáceis de usar, dinâmicos e bastante atrativo aos olhos dos usuários. Com elas é possível listar o que está sendo lido, o que já foi lido, o que se pretende ler, o que deseja, o que é considerado como favorito ou o que foi abandonado. Os leitores ainda podem compartilhar com os demais suas respectivas opiniões sobre as obras através de notas, comentários ou até resenhas, formando assim uma legítima estante virtual carregada de críticas e conceitos. E o melhor disso tudo é que cada um pode ter tudo isso em seu perfil juntamente com as informações pessoais que deseja inserir. [...]




Estamos na Semana Internacional do Livro, mesmo que a data oficial seja celebrada de fato no mês de abril. Talvez para alguns a comemoração um tanto simbólica passe despercebida, ou até seja desconhecida, mas as manifestações a respeito são de fato existentes, o que prova que em termos de incentivo a leitura a internet também sabe como contribuir positivamente.


''Somar, e não substituir.'' Esse é o dilema em que vivemos, onde os livros foram trocados e esquecidos por muitos. Mesmo assim, é evidente que para os amantes da literatura como um todo estes não morrerão jamais. Muito pelo contrário.


Encontramo-nos em uma era em que ler para alguns ainda não é algo interessante, ou prazeroso, e muitos ainda limitam-se ao universo literário e as suas riquezas. Estes precisam de estímulo, pois não sabem que esse mundo rico em palavras e conhecimento tem muito mais a oferecer. Foi pensando nisso e na propagação da leitura que alguns desafios foram criados por leitores e blogueiros. Eles estão circulando pelas redes sociais e pela blogosfera afora com agilidade, e para os profissionais do livro a tática é bastante satisfatória. Isso mostra a mobilização e a atenção que os leitores assíduos estão tendo, tonando-se algo de valor.

Além disso, há as editoras que promovem frequentemente brincadeiras, gincanas, promoções... qualquer coisa que chame a atenção de quem está de fora para integrar-se ao meio. São a partir de gestos pequenos como estes que o apoio e o incentivo são criados aos poucos. [...]

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Noticiando... 

O centenário de Augusto do Prado Franco, trouxe, entre tantas e memoráveis homenagens, a chegada de um livro de cunho histórico. ''O Legado Desenvolvimentista do Governo Augusto Franco'', escrito pelo professor e economista Marcos Melo, trata-se não apenas do simbólico governo do Dr. Augusto Franco, como também boa parte da história econômica de Sergipe.

O livro, que foi lançado no encerramento do Fórum 'Cenários da Economia Brasileira', que ocorreu no dia 04 deste mês, conta com um acervo de dados históricos que marcaram o trabalho ao longo da vida do Dr. Franco, onde são destacas a exploração de minérios no estado, a construção da adutora do São Francisco (e outras mais), e a construção dos conjuntos habitacionais feitos pelo ex-governador.

Para quem não lembra, ou não sabe, Augusto Franco, como é conhecido, é natural de Laranjeiras, nascido em 1912. Graduou-se em Medicina, mas com o tempo expandiu seus negócios para o ramo das comunicações. Foi o fundador da Rádio Atalaia, da TV Atalaia e do Jornal da Cidade em Aracaju. Além disso, foi presidente do Sindicato dos Produtores de Açúcar de Sergipe e delegado da Confederação Nacional da Indústria. Foi deputado, senador e governador, realizando ao longo do tempo um trabalho extraordinário e memorável para o estado, principalmente por sua visão futurista. Deste modo, tornou-se como pessoa, e político, alguém que soube fazer história.

[...]
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A ASL (Academia Sergipana de Letras) é uma instituição ativa que foi criada no ano de 1929 graças à iniciativa do poeta Antônio Garcia Rosa. Localizada atualmente na Rua Pacatuba, o prédio conta com uma estrutura típica que reúne em média 40 acadêmicos não somente ligados aos gêneros literários, mas também às ciências em geral.


Contribuindo principalmente com a valorização e fortalecimento da cultura sergipana, estes pensadores e intelectuais tornam-se – através da instituição – verdadeiros guardiões da língua, literatura e das artes. No entanto, muitos ainda infelizmente desconhecem a existência da Academia, resultando na procura escassa pelos benefícios culturais ofertados por eles. Se de um lado há àqueles que simplesmente não se interessam, do outro há o pouco empenho por parte dos órgãos governamentais em divulgar e promover a instituição. Um verdadeiro dilema. 

Em uma entrevista cedida ao Sergipe Cultural (Secult), o presidente da ASL, José Anderson do Nascimento, declara que está sendo produzido um site para a Academia que deverá ser lançado oficialmente em outubro deste ano. Isso possivelmente criará...

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O folclore, que quer dizer sabedoria do povo, busca a permanência das crenças e da cultura popular nacional. Lembrada principalmente no nordeste, a festa é comemorada anualmente no mês de agosto com foloteios e muita diversão. O folclore, porém, não é somente sinônimo de folguedo. A data comemorativa, na realidade, significa uma verdadeira e sólida busca pela identificação da cidadania, e pela preservação dos valores e tradições deixadas por gerações.


''A Cultura Popular é um magnífico tesouro que enobrece a alma do nosso país, encantando e dando lenitivo aos nossos corações. Ela abrange um elenco de manifestações que  fazem parte do cotidiano do povo; um relicário de valores expressivos que  vão se perpetuando através das gerações, e alimentando  a memória viva da nação.'' - Parte da obra constante do 
Livro 'O Reino Encantado do Cordel – A Cultura Popular na Educação', de Rubenio Marcelo



No folclore a literatura também é uma especialidade verídica e fundamental. É uma qualidade notória, pois está presente sob a forma de poemas, lendas, contos, canções, provérbios, crônicas e poesias. Isso sem contar nas descrições de jogos, danças, desenhos, pinturas e até de e-books da era moderna. É uma prática contagiante de livre expressão lúdica e popular.

Presente principalmente através das histórias contadas em cordéis, a literatura está relacionada com o folclore porque juntos ambos representam símbolos, linguagens e falas vivas. Juntos eles permitem um maior contato e comunhão entre o povo através de suas curiosas histórias. No entanto, eles costumam serem confundidos e classificados em um mesmo patamar, e isso já foi pauta para muita discussão afora.

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Em outubro deste mesmo ano ocorrerá a 108º premiação do Nobel de Literatura, a mais importante e distinta afluência do ramo literário. Designado em 1901, o prêmio é atribuído àqueles que produziram um magnífico trabalho em termos de obras particulares, impondo a elas suas filosofias e estilo próprio, tornando-se um marco mundial. Os denominados são escolhidos através da Academia Sueca, e o valor do prêmio é o equivalente a R$ 2,75 milhões.

Até hoje nenhum brasileiro recebeu o prêmio Nobel. Entre eles, Jorge Amado e João Cabral de Melo Neto já foram citados como possíveis concorrentes, mas acabaram morrendo em 2001 e 1999, respectivamente, sem serem premiados. Além deles também já foram indicados Jorge de Lima, Guimarães Rosa, Ferreira Gullar e outros. O mais próximo que tivemos foi a conquista de José Saramago, único escritor em língua portuguesa a ganhar o Nobel, em 1998, além do sul-americano Mario Vargas Llosa, que venceu em 2010.

Este ano, porém, temos o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, de 84 anos, como representante oficial do Brasil, escolhido pelo Senado. Agora, as chances de termos o primeiro brasileiro a ganhar tal honraria, tornam-se, de fato, verídicas.


Suassuna, além de poeta, é defensor da cultura do Nordeste, e tornou-se conhecido principalmente por suas obras intituladas de Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, verdadeiras referências nacionais. De origem paraibana, mas pernambucano de coração, o autor se consagrou um dos escritores brasileiros mais importantes do século 20 graças a sua maneira de narrar em um universo simbólico muito rico. Desde 1990, ocupa a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras. Em 1993 foi eleito para a cadeira 18 da Academia Pernambucana de Letras, e em 9 de outubro do ano 2000 assumiu a cadeira 35 na Academia Paraibana de Letras.

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Olá, leitores!

Na tentativa de promover o Skoob, tendo como referência dados dos IBGE do ano de 2005, escrevi esse texto na tentativa de mostrar que, apesar dos enormes avanços tecnológicos na qual estamos acometidos, existem sim bons leitores que ainda dão prioridade aos livros físicos. Sendo assim, decidi compartilhá-lo com vocês, por isso espero que gostem.


Ferramentas virtuais, como o Skoob, ajudam na utilização frequente de livros no papel. 

Quando falamos sobre serviços gráficos, logo pensamos na modernidade e nas transformações vindas com ela. As tecnologias andam tomando um espaço considerável na vida das pessoas, e as publicações digitais andam mudando aos poucos a forma como elas consomem livros, jornais, revistas ou qualquer outro tipo de arquivo impresso. Isso põe em discussão o futuro desses meios de informação e entretenimento que até pouco tempo, ocupavam grande parte das atividades do comércio cultural. No entanto, lidamos com outro dado bastante relevante em meio à modernidade. 

A tecnologia pode estar presente na vida de um leitor de várias maneiras, mas as páginas dos livros físicos ainda serão folheadas por muito tempo, isso graças também a internet. Segundo o IBGE, o percentual pessoal de atividades culturais industriais, em termos de Edição e Impressão, ainda estão em alta, possuindo uma média de 45,6% em todo o Brasil. Basicamente, se você é um leitor ativo e bem informado, com certeza conhecerá uma das redes sociais mais acessadas e dinâmicas da atualidade, e o que é melhor, ele é dedicado unicamente para leitores. 

O Skoob – semelhante também ao Orkut – é moderno e muito fácil de usar. Nele você poderá criar sua própria estante virtual, listando os livros que tem, aqueles que deseja ou pretende ler, aqueles que abandonou, emprestou, ou até mesmo os seus favoritos. Nesta ferramenta você também poderá publicar resenhas, adicionar amigos, mandar recados e atribuir notas aos livros da sua estante. Além de prático, ele incentiva e motiva não só o jovem, sendo isso válido também para pessoas de qualquer idade. Atualmente, a sociedade possui a necessidade de estar sempre bem informada sobre as últimas novidades e lançamentos, não só do mundo literário, mas também dos cinemas, que também acabam influenciando nas leituras cotidianas.

Os jovens, hoje, lêem e escrevem muito na internet, abrindo um caminho para a leitura de livros no papel. Infelizmente, as pessoas têm o hábito de querer substituir, e não somar, mas é evidente que nem tudo é o que parece, e mesmo com toda a tecnologia presente, ainda existem bons leitores físicos. O hábito da leitura faz com que as pessoas passem a se expressar melhor, tanto na linguagem oral quanto na escrita, melhorando seu vocabulário, e aumentando seu raciocínio. Existe coisa melhor?