Finalmente parei para escrever sobre das leituras de fevereiro. Creio que quem acompanha o blog deve estar curioso para saber, especialmente, acerca do saldo da maratona literária de carnaval. Nesse post eu pretendo contar o que eu consegui conferir durante o feriado estendido e, claro, ao longo do mês.

Pausa para um desabafo: Ultimamente muita coisa tem mudado por aqui. Tenho acumulado muitas tarefas e, infelizmente, o blog acaba sendo penalizado por isso. Tenho pensado em utilizar meu instagram (na época criado apenas para divulgar as ações do blog, mas que acabou se tornando também pessoal) para compartilhar com mais intensidade minhas leituras e afins, através de comentários e opiniões mais construtivas. A minha ideia é interagir de verdade com você, de forma rápida e dinâmica. Creio que essa seria uma forma de suprir minha ausência no blog. O que você acha disso?

Agora vamos às leituras de fevereiro.

Kindle sempre presente.  <3
  1. O mês começou com O Príncipe da Névoa, de Carlos Ruíz Zafón. Esse livro faz parte da trilogia da névoa e nos conta a história de um jovem que se vê cercado de mistérios em seu novo lar, que, curiosamente, possui um jardim abandonado com uma estranha estátua e símbolos desconhecidos. Isso tem tudo a ver com um barco que afundou há anos naquela região, deixando apenas um sobrevivente; e com um diabólico personagem que concede desejos em troca de um preço. É uma fantasia intrigante, de leitura rápida, que me prendeu muito. Apesar de deixar algumas pontas soltas e da pouca profundidade, vale a pena conferir pela experiência visual que o autor nos permite ter através de suas descrições precisas e encantadoras.
  2. Depois foi a vez de terminar Joyland, do Stephen King, pois eu já havia começado a leitura no mês anterior. A trama gira em torno de um rapaz que, ao começar a trabalhar no famoso parque de diversões chamado Joyland, descobre um misterioso caso de assassinato que ocorreu há algum tempo em um dos brinquedos. Interessado na história, ele começa a buscar pistas sobre o possível assassino, o que acaba deixando-o em uma situação perigosa. Essas características fizeram deram ao livro uma cara de romance policial, ao contrário da proposta de suspense e mistério. Eu gostei bastante, especialmente dos personagens que foram muito bem construídos. Porém, no geral, achei o livro um pouco arrastado.
  3. Resolvi desenterrar da estante o meu exemplar de Cante Para eu Dormir, escrito por Angela Morrison. Muitos amigos me falaram super bem desse livro, mas confesso ter tido vários problemas com ele. A história traz uma jovem que sempre fora rejeitada por sua aparência. Mas graças a uma grande oportunidade, ela recebe uma transformação que lhe dá a chance de conhecer o amor de sua vida. No entanto, esse relacionamento se desenrola através de segredos e mentiras que tornam tudo muito perturbador. Enfim, me desagradou porque: existem muitos clichês; a história é infantilizada; não concordo muito bem com a forma como a 'beleza' é tratada; a protagonista é demasiadamente dramática e força demais a barra; o mocinho, apesar de fofo, se mostra egoísta, já que até agora não entendo o real motivo dele se aproximar da menina, sabendo que logo não estará mais por perto (detalhe que ele nem dá a ela o direito de saber o motivo); e mais um monte de coisas do qual vou adorar comentar mais por aqui. Em breve!
  4. Na maratona literária de carnaval eu consegui ler o incrível Maus, de Art Spiegelman. Para quem não sabe, a HQ retrata os judeus como ratos, os nazistas como gatos, os poloneses como porcos e os americanos como cachorros. É dessa forma peculiar que o autor nos traz mais um relato perturbador da catástrofe social que foi o Holocausto. Há tanto o que dizer sobre essa HQ, por sua intensidade, pelos valiosos dados históricos, pelas reflexões profundas sobre a capacidade humana... é intenso, carregado de sofrimento e de sonhos destruídos. É real, peculiar, particular. É também impressionante a genialidade do autor e a forma como ele conduz toda a narrativa. Vale muito a pena para quem se interessa por leituras com essa temática. Especialmente pela experiência em ler no formato HQ.
  5. Ainda na maratona eu consegui dar um gás na leitura de Os Miseráveis, do Victor Hugo, para o meu projeto de leitura. Felizmente, na maratona, eu consegui finalizar a segunda parte do livro, dedicado a Cosette. Resultado: foram mais 359 páginas lidas em fevereiro. Na oportunidade eu também li boa parte de A Caminho do Altar, de Julia Quinn. Mas eu só concluí a leitura efetivamente no início de março. Portanto, sobre ele eu falo melhor contigo no mês que vem.

E você, leu muito em fevereiro?
Abraços!


O ano começou relativamente bem por aqui, com muitas leituras interessantes (porém, tristes, mas isso a gente releva) e um rendimento bastante satisfatório. Então vamos lá, porque esse é o primeiro diário de leitura de 2017!!!

Tem que ter e-book no meio. Haha!
  1. Comecei o ano lendo As Cores da Vida, de Kristin Hannah. Inclusive, há três anos consecutivos eu inicio meu ciclo de leituras com essa autora que eu tanto estimo... já virou tradição! Eu gosto da forma como ela conduz suas histórias, sempre pautando o desenvolvimento pessoal e mostrando o que o tempo e as nossas escolhas fazem conosco. Neste livro eu só senti falta da emoção e da intensidade de sempre, talvez por conta do excesso de acontecimentos clichês. Você pode conferir minha opinião completa acessando a resenha que já fora publicada por aqui.
  2. Depois eu tive o prazer de conhecer a escrita da famosíssima Elena Ferrante, do qual todo mundo tem falado super bem. E não é para menos. Sua escrita verdadeira, impactante e sem floreios provoca um desconforto com reflexões profundas, e eu considero isso como algo super positivo. Porém, A Filha Perdida, num panorama geral, não me comoveu. Ao longo da leitura fui tendo a impressão que a ideia de desmistificar a maternidade através dos conflitos pessoais/familiares da personagem Leda, transformou-se num transtorno pessoal que deixou a narrativa cíclica e sem rumo. As coisas simplesmente não caminham e o desfecho é repentino. Pretendo falar mais sobre esse livro por aqui, em breve.
  3. Na sequência eu li O Primeiro Dia do Resto de Nossas Vidas, da Kate Eberlen. Eu estava louca para conferir essa história, nem tanto pelo romance, mas para vivenciar as experiências de vida dos personagens principais, que parecem difusas tanto quanto as nossas (essa é a impressão que a sinopse do livro dá). Ao final, o romance acaba nem sendo o foco da narrativa, de fato. São os acontecimentos individuais da vida de cada um deles que guia toda a trama, e que nos presenteia com reflexões sobre o ato de que nem tudo que acontece conosco está relacionado às nossas escolha. A vida simplesmente parece nos levar à certos caminhos, às vezes. Enfim, gostei da escrita realista da autora... é detalhista e ao mesmo tempo sem floreios. Vale a pena!
  4. Também teve leitura de Questões do Coração, da Emily Giffin, do qual eu gostei bastante. O início é um pouco lento, mas com o desenrolar dos fatos tudo fica tão interessante, que é até difícil largar o livro. Apesar de clichê, a história é muito verdadeira, assim como os personagens, e só por isso já merece ser lida. Além disso, a autora nos coloca nas posições das pessoas ali envolvidas, provocando questionamentos sobre atitudes que muitas vezes não concordamos, mas que acabamos tomando como verdade para as nossas vidas. É um livro triste, sobre traições, perdões e recomeços.
  5. Por fim eu li a primeira parte de Os Miseráveis, de Victor Hugo, exatamente como eu me propus para o projeto de leitura que estou executando. Foram 430 página lidas na edição da cosac naify. E, gente, estou numa satisfação sem igual! Mas a empolgação nem é por ter cumprido a meta quantitativa de leitura. É por estar completamente envolvida com a história. Definitivamente, começamos muito bem aqui.

É isso aí. E você, leu muito em janeiro?
Abraços!


Demorou, mas aqui está o diário de leitura de dezembro do ano passado. Se você tem acompanhado o blog regularmente, deve saber que no final do ano eu reduzi um pouco as minhas leituras por conta da falta de tempo. Ainda assim, deu para conferir coisas bem legais que eu super recomendo à você.

<3
  1. A primeira leitura do mês foi um presente de uma amiga muito querida. Eu Sou Malala, da própria Malala Yousafzai, me ajudou a completar o desafio dos 12 livros temáticos para 2016. Devo dizer que essa foi uma excelente forma de terminar o ano, embora tenha sido com uma história por vezes triste e conflitante. Ainda assim, a biografia da menina Malala é forte, inspiradora e cheia de sonhos, com ideais que nos fazem pensar, em suma, sobre uma coisa: enquanto alguns desmerecerem a importância da educação, outros são ameaçados por defender o direito de tê-la. O livro também é uma excelente forma  de conhecer outros aspectos sobre os costumes e a religião Islâmica. Vale muito a pena!
  2. Depois eu terminei a releitura do livro A Arte de Fazer Acontecer, de David Allen. A obra, que já fora resenha aqui no blog (confira aqui), é recomendada para quem curte estudar métodos de organização pessoal. Após a primeira leitura vi que não basta só entender os conceitos. É preciso aplicá-los para ver o que melhor te atende. E esse é um exercício que requer paciência e disposição. Por isso resolvi fazer uma releitura mais cuidadosa da obra. Aliás, esse é um livro que deve ser sempre relido.
  3. Na sequência eu li A Vez da Minha Vida, da Cecelia Ahren. Eu estava doida para ler esse livro... senti uma necessidade impulsiva, mas alguma coisa me avisava por dentro que eu poderia me decepcionar. Foi dito e certo. Apesar de ter uma boa mensagem, ele é um pouco enfadonho, detalhista demais e um tanto clichê. Também não curti muito a personagem principal. No geral não me desagradou por completo, mas também não me surpreendeu. Enfim... caso de amor de ódio com Cecelia. Dos quatro livros que li dela, dois eu amei e dois eu achei funhéé. Alguém aqui pode me recomendar outro dela? Que seja bom, claro!
  4. Por fim eu li O Som do Amor, da Jojo Moyes. Já tem resenha dele por aqui, por isso não irei falar muito a respeito. Só gostaria de comentar que a autora fez, mais uma vez, um ótimo trabalho. O livro sabe trouxe temas clichês numa história particular, suscitando reflexões acerca da conduta humana e sobre a importância que damos às coisas que acontecem em nossa vida. Muito bom!
E você, conseguiu ler bastante em dezembro?
Abraços!

Como assim estamos quase na quinzena do mês!? Gente, dezembro tá passando muito rápido... aliás, peço desculpas pelo sumiço nas duas últimas semanas e pelo atraso no diário de leitura. Na realidade, esses espaços maiores nas publicações tendem a acontecer por aqui todo fim fim de ano, devido ao corre corre com as festividades e outras coisinhas mais. Portanto, sinta-se avisado(a) acerca de eventuais sumiços. Prometo que, ainda assim, teremos aquela velha retrospectiva gostosa que já virou tradição aqui no Universo Literário

Agora vamos deixar de lero lero e partir logo para as leituras de novembro.  :)

Kindle sempre presente.  <3
  1. A primeira leitura do mês foi A Lista de Brett, de Lori Nelson Spielman. Vale frisar que esse livro foi a minha escolha para o desafio dos 12 livros para 2016. Como eu já falei sobre ele aqui no blog (a resenha completa você confere aqui), não irei me estender muito. Só queria dizer que foi uma delícia ler essa história e que ela me conquistou pelas mensagens bonitas, apesar dos clichês. Vale a pena conferir!
  2. Em seguida eu li A Menina Submersa, de Caitlín R. Kiernan, do qual depositei muitas expectativas devido a tantas opiniões positivas no booktuber, especialmente. Porém, confesso que me decepcionei um pouco. De início tudo é muito instigante e é impossível não se sentir prezo à narrativa. Só que, a medida que as coisas vão acontecendo (lentamente...), tudo vai se tornando muito confuso e cansativo. Tentei levar em consideração o fato de que a trama é narrado por uma pessoa com esquizofrenia, mas o desfecho é frustrante porque não permite que o leitor chegue a uma conclusão sólida, sobre o que era ou não real. Além disso, os personagens não me soaram cativantes. Ou seja, a leitura acabou sendo arrastada e um tanto maçante. Mas não se trata de um livro ruim... trata-se de uma decepção por conta do excesso de expectativas numa história cujos aspectos não me compram.
  3. Por fim li o incrível Light, de Michael Grant. Esse é o sexto e último livro da série Gone... aqui no Brasil ele tem o título de Luz (que, inclusive, tem tudo a ver com a história), mas a Galera Record ainda não o lançou por aqui. Creio que a série não tenha vendido o bastante e por isso eles estão se segurando, o que é uma pena. Felizmente, consegui Light através de um site que traduziu para os fãs brasileiros o último volume... fiquei tão feliz quando encontrei esse e-book. Estava ansiosa demais por essa leitura. E tive todas as minhas expectativas superadas, pois a série conseguiu mostrar um desfecho convincente, além de explicações racionais para os problemas do LGAR e a redoma que cercava as crianças. Os personagens também surpreenderam, apresentando uma evolução e maturidade impressionantes. Grant escreve muito bem e eu estou torcendo muito para que mais livros dele cheguem aqui no Brasil.

Foi isso aí. Aposto que você leu mais que eu. Me conta aí.
Beijos.


Desacelerar minhas leituras até o final do ano foi uma decisão que começou a ser posta em prática já em outubro. Vocês vão perceber isso pela quantidade de livros deste diário de leitura. Vamos lá!?

Livros + kindle = muito amor.
  1. Comecei o mês com uma cortesia que me foi enviada pela Editora Intrínseca: As Mil Noites, de E. K. Johnston. O livro é inspirado no clássico da literatura universal d'As Mil e Uma Noites. A trama original conta a história de Sherazade, a mulher sagaz e inteligente que se casou com um homem cruel, e, por mil e uma noites, driblou a morte narrando contos de amor e ódio, medo e paixão. Neste, porém, só a base prevalece... aqui nós temos elementos fantásticos, ênfase na fraqueza humana (não somente no amor) e um reino peculiar bem impressionante. Para saber mais, confira minha resenha aqui. Nela você saberá minha opinião completa.
  2. Depois li o clássico Menina Má, de William March, que conta a história da pequena Rhoda. A garotinha tem apenas 8 anos de idade, mas a forma dissimulada com que ela se porta vai mostrando a sua mãe que ela mais é mais madura - e esperta - do que aparenta. E é assim que, aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha. Enfim, esse livro é um verdadeiro suspense psicológico, muito bom, objetivo e bem escrito. A trama é apenas, por vezes, um pouco óbvio, principalmente quando o autor enfatiza frequentemente que Rhoda é um anjo por fora e um demônio por dentro. Ademais, é uma ótima experiência de leitura, apesar de não ter soado tão impressionante para mim.
  3. Por fim eu li Misery (Louca Obsessão), de Stephen King. Aliás, essa foi a leitura escolhida para o tema de outubro no desafio de 12 livros para 2016. O enredo narra a dramática história de um autor que é sequestrado por uma fã maluca após sofrer um grave acidente de carro. Para sobreviver, Paul deverá reescrever a narrativa de seu último com o final que Annie considerar apropriado. É uma verdadeira loucura! Mas uma loucura espetacular. O livro é excelente, repleto de ótimas descrições e de muita tensão. Ainda quero falar melhor sobre ele aqui no blog, mas desde já super recomendo. É um prato cheio para quem curte o tema.

E você, o que leu em outubro?
Abraços!


Não sei para você, mas para mim setembro passou voando. Mesmo assim ele me rendeu boas leituras... e é sobre isso que iremos falar hoje.

Duas leituras físicas, e as demais digitais.

  1. Meu primeiro lido foi Lembrança de Nós Dois, de Kristin Hannah. Essa é uma história curta se compararmos com as outras escritas por ela já lançadas aqui no Brasil, mas possui uma intensidade bastante significativa – que é algo característico da autora. Inicialmente, achei a trama bem semelhante com a do livro Quando Você Voltar. Contudo, logo é possível perceber sua própria essência, que desperta emoções bem particulares. Hannah faz isso com as pessoas... ela nos leva para histórias fictícias e ao mesmo tempo tão reais; nos faz ter experiências de vida essenciais. Com este livro, por exemplo, eu aprendi um novo significado para a união familiar e para o amor, que às vezes reflete na generosidade sem esperar nada em troca, apenas para o bem estar e felicidade do outro.
  2. Fluam, Minhas Lágrimas, Disse o Policial, de Philip K. Dick, foi a leitura do desafio de 12 livros para 2016. Nele, o personagem Jason Taverner, um dos apresentadores mais populares da TV, um dia acorda sozinho num quarto de hotel e percebe que não há qualquer registro legal de sua existência. É uma trama que mexe com percepção e realidade, dotada de descrições psicodélicas e progressões atropeladas. É difícil se sentir cativado pelos personagens e a leitura também demora a engatar. Mas, ao mesmo tempo, é extremamente interessante por suscitar questões pertinentes (tipo drogas, fama, racismo, dentre outros) em uma sociedade particular e diferente da nossa. Ademais, tive uma relação de amor e ódio com esse livro... gostei, mas faltou mais explicações e ser melhor amarrado.
  3. Depois eu li Pecados no Inverno, de Lisa Kleypas. O terceiro livro da série Quarteto de Noivas deixou todos bem ansiosos. E o mais satisfatório é senti que a espera valeu a pena. Não farei muitos comentários sobre a história, porque já foi publicada uma resenha dela por aqui. No entanto, gostaria de acrescentar que adorei conhecer o outro lado dos personagens principais (já apresentados no livros anteriores da série), das cenas, da linguagem leve e repleta de seriedade, e por ter tido a oportunidade de ler um enredo mais sério numa série tão descontraída. Lisa Kleypas sabe como dosar as coisas.
  4. O Navio das Noivas, de Jojo Moyes, foi chegou a mim como cortesia pela Editora Intrínseca. Portanto, aguarde por uma resenha muito em breve. O que eu posso adiantar é que temos uma leitura tranquila, apesar do pano de fundo (a história se passa em 1946, logo após o término da Segunda Guerra Mundial). É repleta de dúvidas e esperança. É comovente, e pauta o amor e a amizade. Traz também outras questões muito pertinentes, como reputação, o papel da mulher na sociedade, e as escolhas que fazemos para as nossas vidas (ou a falta de opções para realizar essas escolhas). É maravilhoso!!!
  5. Também li A Fúria e a Aurora, de Renée Ahdieh, porque quero fazer uma comparação dele com outro livro de temática semelhante que irei ler agora em outubro. Sendo assim, ainda pretendo falar mais dele aqui no blog. O que posso comentar por agora é que o livro me surpreendeu bastante porque trouxe algumas novidades que eu não esperava. Confesso que não li os contos originais das mil e uma noites, mas como esse livro é uma prosa, achei mesmo que poderiam ocorrer muitas adaptações. Ainda assim a surpresa foi inevitável... apesar de alguns pontos fracos, como o romance, os personagens que não cativam tanto e a falta de elementos que caracterizam uma fábula, ele tem seus atrativos.
  6. Por fim eu li o conto O Adulto, de Gillian Flynn. A história nos apresenta a uma jovem que ganha a vida praticando pequenas fraudes. Seu principal talento é se passar por vidente e, com isso, dizer às pessoas exatamente o que elas querem ouvir. Mas quando visita uma impressionante mansão, a moça se depara com acontecimentos aterrorizantes, o que a leva a descobrir onde o mal se esconde, e como escapar dele. Se é que há alguma chance disso. No início tudo é meio estranho, mas logo passa a fazer sentindo. A história é tão instigante que você não consegue desgrudar das páginas... Gillian Flynn sabe como fisgar um leitor. Só que o desfecho é tão decepcionante! Não há explicações e tudo acaba de repente, sem mais nem menos. Tudo bem, Flynn, não será por conta disso que eu irei deixar de te admirar. Haha!

E você, leu muito em setembro?
Abraços.


Assim como julho, agosto não foi um mês muito produtivo em termos de leitura. Muitas coisas aconteceram e grande parte delas exigiram muito da minha atenção - e concentração - nesses dois últimos meses. No tempo restante eu não conseguia me manter centrada o suficiente para ler.

Mas vejamos, de qualquer forma, o saldo do mês anterior.  :)

Em agosto todas as minhas leituras foram realizadas no kindle. Imagem/Fonte: Google.

  1. Comecei o mês com a leitura de Formas de Voltar para Casa, de Alejandro Zambra. É o segundo romance que leio do autor, e confesso que minha primeira experiência não foi muito boa. Ainda assim eu quis me arriscar dentre as memórias de um homem cuja infância se passou no Chile, durante a ditadura vivida pelo país. E é através dessas memórias que ele encontra um modo de voltar para casa. Apesar do narrador personagem não ser muito cativante, eu gostei do livro. Principalmente por pautar a ideia de que, por deixarmos muitos acontecimentos a nossa volta passar despercebidos, nos tornarmos personagens secundários em nossa própria história. Vale a pena conferir pelo teor filosófico, mas só quem curte essa pegada.
  2. A Arte da Procrastinação, de John Perry, foi minha segunda leitura. Eu a fiz mais por estar nessa vibe, em alguns aspectos da minha vida, de deixar o que tenho que fazer para depois... é como se eu quisesse me sentir melhor com essa leitura (haha!). A proposta do livro é mostra como repensar a importância de nossos afazeres e conseguir realizar todos eles, mesmo quando adiamos aquelas tarefas mais chatas. Em geral, ele te ajuda a não se sentir péssimo através de exemplos que mostram que o procrastinador consegue realizar várias tarefas, mesmo sempre deixando de lado algumas delas. Só que eu esperava algo mais prático, e talvez por isso não tenha me envolvido tanto. Ainda assim ele é motivador e traz reflexões em interessantes... se você se interessa pelo tema vale a pena.
  3. Por fim eu li Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, para cumprir o desafio literário de 2016. Em agosto a meta era ler um clássico... eis que surgiu a oportunidade de ler aquele que eu mais tinha interesse em conferir. E eu adorei! Além da trama trazer temas que se repetem nos dias atuais, os personagens são marcantes e a trama te prende porque você não sabe muito bem o que te aguarda, embora tenha uma ideia. Ainda assim, confesso que senti certa dificuldade no início por não estar habituada com certos costumes e com o modo de falar da época, coisas que não vemos nos romances de época contemporâneos. Enfim, essa experiência foi melhor que a primeira que tive com Jane Austen, em Razão e Sensibilidade. Recomendo!

Foi isso. Espero que você tenha lido mais que eu.
Abraços,

Até o presente momento julho foi o mês mais paradão, de pior rendimento. Passei por uma ressaca literária estratosférica, fora alguns contratempos na vida pessoal... bem, acontece né!? Vamos ver então o que deu para conferir. Segue abaixo.

Dois e-books e dois livros físicos. Ops, grafic novels. :)

  1. Minha primeira aventura ficou por conta de a Menina de Vinte, escrito por Sophie Kinsella. Esse não é o tipo de livro que eu busque com frequência, mas como eu estava à procura de algo leve e divertido, resolvi me aventurar. Além disso, eu nunca havia lido nada da Sophie... todos falam tão bem dela, que a curiosidade falou mais algo. E não é que eu me surpreendi!? Sim, super positivamente! A história da moça que passa a viver uma série de aventuras por conta do espírito da tia-avó que aparece para ela misteriosamente com um último pedido, é divertida e ao mesmo contém questões sérias; é bastante dinâmica e conta com personagens bem construídos; e nos prende até o fim. Apesar de algumas pitadas de surrealidade, no geral o enredo convence e te coloca frente as mesmas situações vividas pela protagonista. Eu realmente adorei! Fica aqui a recomendação. E, ah! Com esse livro eu cumpri a meta de leitura de julho, que propõe uma leitura com uma média de 500 páginas.
  2. Depois eu li a grafic novel O Árabe do Futuro, de Riad Rattouf, que é o primeiro volume de uma trilogia. A história é autobiográfica, contada pelo autor quando ele era muito pequeno. Para ser mais precisa, a trama se passa de 1978 a 1984. Riad é filho de pai sírio e mãe francesa, e por isso acaba tendo que entrar em contato com culturas completamente distintas, além de experiências (em suma políticas) que ele mal consegue compreender. Apesar de cômica, a história traz uma realidade forte e difícil de ser engolida. Mais comentários sobre essa HQ você verá por aqui em breve.
  3. Em seguida eu emendei em O Árabe do Futuro 2, onde Riad Sattouf narra seus choques frente ao primeiro ano como aluno de uma escola síria. E aí que ele enfim aprende a ler e escrever em árabe, enquanto enfrenta um ambiente rígido e violento. Neste livro o até então menino também conhece mais a fundo a família paterna e seus costumes. Por outro lado, o livro é um impactante mergulho na realidade da ditadura de Hafez Al-Assad na Síria. Então você pode imaginar que mais questões políticas são abordadas. Para alguns, isso pode ser maçante, mas quem narra a história é um garoto que não sabe muito bem o que está acontecendo, ou que é certo ou errado. Entõ é possível se identificar. Eu particularmente gostei mais desse volume do que o anterior, porque ele é mais sério e traz mais situações interessantes de serem observadas. Também irei falar mais sobre ele por aqui em breve.
  4. Por último eu conferi o Tá Todo Mundo Mal, da Julia Tolezano, ou simplesmente Jout Jout. Eu o li porque a proposta é legal (eu não acompanho o canal da Julia, apesar de conhecê-lo), e porque, claro, tá todo mundo falando super bem do "livro das crises". Acho que todos buscam, ao ler esse livro, identificar-se com situações diversas que muitos vivem em comum; situações de crises que nos colocam em frente à dilemas, inseguranças, decisões, dentre outros. Eu não vou mentir que me identifiquei com algumas coisas e até me vi ali. Mas, em suma, os textos da autora trazem coisas bem pessoais (alguns com situações mais íntimas que no meu ponto de vista foram apresentadas de forma desnecessária) que não me transmitiram nenhum tipo de sentimento, tampouco me fizeram refletir sobre algo. Muita coisa ali não me despertou tanto o interesse ou fixação, mas o livro é legal, fácil e rápido de ser lido e, para quem curte a Jout Jout, acredito que vale a pena.

E você, conseguiu ler bastante em julho?
Abraços!

Junho chegou ao fim. Então vamos a mais um balanço de leituras...

O e-book dominou em junho.  :)

  1. Iniciei o mês conferindo o maravilhoso Como Eu Era Antes de Você, escrito por Jojo Moyes. Como faz bastante tempo que eu o li, achei que reler seria uma boa ideia para ter todas as cenas bem fresquinhas em mente, já que sua adaptação cinematográfica foi lançada mundialmente no mês passado. Não vou comentar aqui o que acho da história, pois já fiz vários posts sobre esse livro aqui no blog. Mas queria saber se vocês gostariam de ler o que achei sobre o filme. E então?
  2. Depois foi a vez do livro temático de junho para cumprir a meta de leitura para 2016. Nesse mês o desafio era ler um romance, e para tal eu escolhi Uma Prova de Amor, de Emily Giffin. Apesar de ter gostado muito da escrita da Emily (aliás, esse foi o meu primeiro contato com ela) e da estrutura como um todo (cujo foco foi amplificado e não focalizado apenas no casal principal), eu não simpatizei com nenhum dos personagens especificamente. Isso, geralmente, compromete o nosso envolvimento com a narrativa. Mas eu tentei abstrair e absorver o que a história pôde me oferecer de melhor. E ela dá muitas reflexões interessantes sobre um relacionamento e conflitos pessoais, isso eu garanto. Ademais, quero expressar minha frustração com o desfecho, que ficou em aberto, apesar de conclusivo.
  3. Em seguida eu li mais um livro da Agatha Christie (já é o terceiro esse ano!). Desta vez conferi O Adversário Secreto, onde a autora apresenta Tommy e Tuppence pouco tempo depois do fim da Primeira Guerra Mundial. Nessa época, eles ainda são jovens e apenas amigos. De forma geral a trama traz a reinserção de ambos na sociedade através de uma empreitada pouco comum: eles oferecem seus serviços e estão dispostos a fazer qualquer coisa, prontos para ir de bom grado a qualquer lugar. Mas a remuneração deve ser boa e nenhuma proposta sensata será recusada. E é assim que eles acabam sendo contatados pelo serviço secreto britânico, iniciando uma carreira de espionagem e um relacionamento duradouro (também possível de ser visto em outros livros de Agatha Christie). Eu gostei muito do livro, principalmente porque foge do padrão 'policial' da autora. A história é bem cheia de reviravoltas... super recomendo!
  4. Além da Esperança, de Kristin Hannah, foi a minha próxima leitura. Na trama, Joy embarca em uma viagem na esperança de se recuperar emocionalmente, após seu marido tê-la traído. Mas quando o avião que ela está cai numa floresta, Joy acaba ficando perdida entre árvores gigantescas que a deixam transtornada. Isso até encontrar o pequeno Bobby e o enigmático pai do garoto, que parece ignorá-la. Esses acontecimentos dramáticos resultam em reviravoltas que colocam a Joy frente a frente com uma verdade assustadora, obrigando-a a decidir entre a realidade ou sonhos impossíveis. Não sei se isso te dá algum indício sobre o que ocorre na história, mas se você captou algo, irá concordar comigo que a trama é um pouco previsível. Logo você entende o que está acontecendo, só não sabe muito bem como tudo irá terminar. E essa é a grande sacada da autora. Apesar de clichê, ela consegue te prender e te emocionar... e nem é tanto pela Joy, como personagem principal, mas sim pela inocência do garoto Bobby e como os fatos se desenrolam ao seu redor. Gostei muito!
  5. Teve também leitura de Felicidade Conjugal, de Lev Tolstói, do qual conferi mais por curiosidade, para conhecer um pouquinho sobre o autor. Apesar de não ter simpatizado com os personagens, e de ter achado tudo mais atrativo somente a partir da segunda parte do livro, no geral, a escrita de Tolstói é instigante, poética e reflexiva. Ele fala sobre o amor e suas diferentes faces com tanta propriedade (especialmente a fragilidade que ele nos impõe), que acabamos tomando a narrativa como espelho para a nossa vida. Vale a pena para quem curte o tema.
  6. Em julho eu também finalizei a primeira edição de 2016 do projeto leitura de domingo, com o livro O Prisioneiro do Céu, de Carlos Ruiz Zafón. Minhas impressões detalhadas sobre essa narrativa, bem como as demais que compõe a trilogia do Cemitério dos Livros Esquecidos, você confere aqui. No mais, garanto que essa trama especificamente é sensacional, mas que só faz sentido se lida após as outras.
Finalizo esse post declarando que nos seus primeiros meses do ano eu consegui realizar 36 leituras. Acho que tá bem satisfatório. E você, o que tem lido? Qual seu saldo semestral?
Abraços!


Maio foi um mês produtivo, de leituras bem variadas. Vou tentar ser sucinta com os livros já resenhados (e com os que ainda aparecerão por aqui)... com os demais tentarei explicar melhor o que achei, ainda que de forma objetiva. Vamos ao balanço, então!?

Quatro livros físicos e três e-books.  :D
  1. A primeira leitura do mês foi fruto da nossa parceria com a Editora Intrínseca: Simon vs. a Agenda Homo Sapiens, de Becky Albertalli. Trata-se de um YA que pauta com naturalidade a tarefa de amadurecer e os dilemas pelos quais enfrentamos para encontrarmos a nós mesmos. O livro apresenta uma abordagem que pode resultar opiniões ambíguas. Para saber mais confira a resenha completa clicando aqui.
  2. Depois eu li Fique Onde Está e Então Corra, do John Boyne, para cumprir a meta literária de maio (onde o desafio era ler uma obra infantil). A trama se passa em meio às tragédias da Primeira Guerra Mundial, e conta as aventuras do menino Alfie Summerfield, que mobiliza todas as suas forças para trazer seu pai (que está em combate) de volta para casa. Essa é uma história de amor... é nisso que Alfie acredita que irá salvar seu pai. Agora imagem só: John Boyne + grandes guerras + narrativa do ponto de vista de uma criança. O resultado só pode ser positivo. Ainda assim, algumas coisas me incomodaram no sentido de serem um pouco surreais demais, tendo em vista que estamos falando de um período bastante crítico da história do mundo. Aliás, não consegui não compará-lo com O Menino do Pijama Listrado, que, apesar de ser mais infantil, é ainda mais intenso. Enfim, ambos tem suas qualidades. E são igualmente adoráveis e emocionantes.
  3. Minha próxima aventura foi com Baía da Esperança, de Jojo Moyes, do qual tive acesso também através da Editora Intrínseca. Confesso que essa leitura demorou um pouco a fluir, porque inicialmente as descrições são cansativas e as alternâncias de pontos de vista são excessivas. Ainda assim, a autora sabe exatamente como nos prender até o final, e nos dá gratas surpresas (mesmo um pouco clichês). Eu gostei, apesar dos pesares. Para saber mais confira a resenha completa clicando aqui.
  4. Em maio eu também li O Misterioso Caso de Styles, primeira obra publicada pela Rainha do Crime, Agatha Christie. Eu gostei bastante do livro, especialmente porque ele já nos dá indícios de coisas que foram se tornando com o tempo a marca registrada da autora. Nele, e como em tantas outras obras, todos os personagens são igualmente suspeitos, além de existir uma série de reviravoltas que faz o assassino ser revelado somente ao final. Só me incomodou o fato de que a narrativa é sintetizada e objetivada demais, ausente de descrições mais completas dos personagens, lugares e até das situações. Além disso, o assassino é meio óbvio (e você não quer acreditar que foi ele justamente por ser óbvio, haha), mas vale a pena!
  5. Sono foi a minha próxima leitura. No conto de Haruki Murakami, uma mulher não consegue dormir há 17 dias. Ela tinha uma vida normal, aparentemente perfeita, mas nunca chegou a pensar seriamente nisso. Até o dia em que deixou de dormir. Vi essa situação como uma metáfora. Acredito que em um devaneio lúcido através da insônia persistente, a personagem desperta para a vida e passa a refletir sobre seus desejos, sua vida (estagnada pela rotina), seus amores, dentre outros. A história é curta, narrada em primeira pessoa e bastante reflexiva. Gostei, com exceção do desfecho (totalmente em aberto), e pretendo ler outras coisas do autor.
  6. S (O Navio de Teseu), de JJ Abrams e Doug Dorst, também foi uma das leituras de maio. Eu pretendo falar mais desse livro por aqui, portanto, irei me ater ao que eu achei de forma bem geral: engenhoso. O livro tem uma qualidade espetacular, e é impossível largá-lo, mesmo que ele soe confuso (fiquei assim por diversas vezes). Vale ressaltar que nesse livro nós somos apresentados a duas histórias: a do Navio de Teseu, escrito por V. M. Straka, e a história de dois leitores que começam a conversar através de anotações no livro a fim de descobrir quem foi Straka. Enfim, apesar de ambas as histórias terem seus altos e baixos, o mais bacana desse quebra-cabeça todo é, sem dúvidas, a experiência de leitura. É por isso que ele vale a pena.
  7. Por fim, li O Jogo do Anjo, de Carlos Ruiz Zafón. Essa foi a segunda leitura do projeto leitura de domingo (edição 2016). Mais uma vez a Barcelona do início do século XX é explorada, mesmo cenário de seu grande êxito internacional A Sombra do Vento. Trama totalmente eletrizante e cheia de suspense. Tem também uns tocs de fantasia, é macabra, cheia de mistérios e tem muita emoção. Me vi preza aos personagens ainda mais do que no livro anterior, e em vários momentos eu não conseguia parar. Excelente!

Eita que eu falei demais. E você, leu muito em maio?
Abraços!


Abril foi um mês para sair da zona de conforto. Teve livro de parceria, literatura brasileira clássica, livro nacional contemporâneo, maratona literária... teve de tudo um pouco! E o melhor é que no geral foi tudo muito produtivo. Vamos aos comentários? Tentarei ser sucinta graças ao número de obras.

Em abril foram mais leituras digitais...  :)
  1. Minha primeira leitura foi uma obra-prima de Graciliano Ramos, Vidas Secas. Apesar de apresentar personagens não muito envolventes (exceto pela cachorra Baleia), a escrita 'seca' do autor fez emergir uma história de cunho social importantíssima. Por suas críticas e militância social. Além disso, o mais impressionante é que os problemas apontados pelo autor em 1938, quando o livro fora publicado, ainda persistem. O tempo passou, mas muitas coisas continuam iguais, como a seca, a fome, a miséria e a subserviência... problemas longe de desaparecerem.
  2. Em seguida eu li Tenda dos Milagres, do Jorge Amado. Aliás, esse livro faz parte da minha TBR de metas para 2016. Ele trata, em geral, da miscigenação e da cultura popular através de uma narrativa que transparece resistência contra os atropelos da civilização ocidental, que visava descaracterizar culturas ditas primitivas para suprir seus fins capitalistas. Além disso, é mais um alerta contra o preconceito racial e religioso; um alerta para a luta contra a igualdade e a preservação das crenças de cada um. Eu escolhi essa leitura porque o tema me interessa bastante. Sem contar que a escrita popular de Jorge Amado é uma maravilha! É preciso calma para ler esse livro (nada de pressa!), caso contrário soará cansativo, mas vale muito a pena.
  3. Depois eu fiquei doida para ler um romance policial. E a quem eu recorri? Agatha Christie, claro! Foi assim que eu li O Assassinato de Roger Ackroyd. A morte do sr. Ackroyd, na verdade,  foi a terceira de uma misteriosa sequência de crimes que podem estar relacionadas devido a uma série de fato. E quem nos conta essa história é o dr. Sheppard, o médico legista que se vê envolvido nos crimes por saber demais. Como sempre, fiquei bastante surpresa com o desfecho... o responsável é sempre aquele que menos imaginamos, não é? Mas desta vez a coisa foi surreal, gente (haha!). Enfim, ótimo livro para quem procura algo cheio de ameaças, chantagens, vícios, heranças, obsessões amorosas e muito mais!
  4. Em abril eu também consegui finalizar a primeira leitura do projeto leitura de domingo (edição 2016). Estou falando de A Sombra do Vento, do Carlos Ruíz Zafón. Trama totalmente eletrizante, repleta de romances, tragédias, amizades feitas e desfeitas, crueldade, paixões, enfim... tudo numa construção excelente e escrita primorosa. Em breve pretendo falar mais dele por aqui...
Agora vamos às leituras da Vedatona.
  1. Para cumprir o desafio de ler um livro cujo autor eu gosto bastante, escolhi Noah Foge de Casa, do John Boyne. Leitura incrível, gente! O narrador é o Noah, de 8 anos, que foge de casa para não ter que lidar com certo problemas. Mas é exatamente nessa fuga que ele passa a pensar neles graças a ajuda do dono de uma loja mágica de brinquedos. E assim, ele avalia melhor as consequências sobre aquilo que deixa para trás. Maravilhoso! Ainda quero escrever uma resenha sobre esse livro.
  2. Em seguida eu li E Se Obama Fosse Africano?, do Mia Couto, para cumprir o desafio de ler um gênero ainda não lido este ano. A obra reúne ensaios, do qual o autor chama de "interinvenções", que aborda os principais impasses da África contemporânea, como corrupção, autoritarismo, ignorância, ódios raciais e religiosos, além da riqueza da tradição oral e das culturas locais e a influência de Jorge Amado e Guimarães Rosa sobre a literatura luso-africana. É maravilhoso e faz emergir muitas reflexões. Vale super a pena!
  3. Depois foi a vez de Surpreendente, do Maurício Gomyde, lido para cumprir o desafio de ler algo de um autor que até então eu não conhecia. Confesso que a história foi bem diferente do que eu imaginava (o que não é algo necessariamente negativo, se não fosse...)... e muitas coisas me desagradaram: os personagens (imaturos demais para a idade deles, e chatos), as pontas soltas deixadas na trama, os exageros. Gomyde escreve muito bem, e é isso que eu tiro como ponto positivo. Mas é praticamente isso.
  4. Por fim, para continuar uma série, eu resolvi não adiar mais a leitura de Um Beijo Inesquecível, da Julia Quinn. Vai ter resenha dele por aqui em breve, mas já adianto que gostei bastante (isso não é novidade), apesar de que algumas coisas (lê-se a conduta dos personagens) me fizeram questionar sobre a época da história. Ademais, é super fofo! 

Agora chega que eu já falei até demais. E você, leu muito em abril?
Abraços,



Março foi um mês bem positivo, tanto na qualidade das leituras que realizei quanto na quantidade. Além disso, percebi que tenho conseguido resgatar alguns dos livros mais antigos da minha estante... não tenho como estar mais satisfeita. Enfim, vamos aos comentários! Mas tentarei ser sucinta desta vez, devido ao número de obras.

Nem todos estão na imagem. Foram 6 livros físicos +1 audiolivro + uma leitura em andamento...
  1. O primeiro livro lido foi o Depois de Você (Jojo Moyes). Eu estava muito ansiosa - e receosa - por essa leitura, devido o sucesso que antecedeu essa trama (me refiro a Como Eu Era Antes de Você). Trata-se de um livro bom, escrito por uma autora competente que eu muito admiro. Mas existem algumas ressalvas que implicaram bastante em minha nota. Saiba mais lendo a resenha completa já publicada por aqui.
  2. Na sequência eu ouvi o audiolivro de Um Estudo Em Vermelho (Arthur Conan Doyle). Esse é um livro super famoso e o mais recomendado para quem nunca leu nada do autor. Além disso, é a primeira onde Sherlock Holmes aparece publicamente como detetive mais popular da literatura universal. Eu gostei muito do desenvolvimento do enredo, e fiquei muito feliz em satisfazer-me tanto! Especialmente porque o meu primeiro contato com Holmes, através de O Cão dos Baskerville, não foi tão proveitoso.
  3. Era Uma Vez no Outono (Lisa Kleypas) foi a minha próxima leitura. Eu ainda irei falar mais sobre esse livro por aqui, mas já posso adiantar que é romance super leve e divertido (assim como Segredos de Uma Noite de Verão). Me fez lembrar que eu deveria ler mais coisas da autora. Ainda bem que temos mais dois volumes dessa série. Sim! As Quatro Estações do Amor ainda reservam muitas surpresas para nós.
  4. Em seguida eu li o incrível Grito de Guerra da Mãe-Tigre (Amy Chua), que, aliás, foi o livro escolhido para compor a minha lista dos 12 livros temáticos para 2016. Eu ainda pretendo publicar uma resenha dessa autobiografia super honesta e sensível sobre as decisões de uma mulher frente a criação das filhas. Isso, como é de se esperar, envolve erros e acertos... ver o reflexo disso foi o que mais me impressionou.
  5. De Volta Para Casa (Karen White), fruto de uma troca somente para leitura, foi o próximo livro lido. A narrativa é legal, a história é bacana, mas eu não consegui me conectar aos personagens. A nenhum deles. Além disso, tudo é muito previsível e clichê. Lembrei até de algumas tramas do Nicholas Sparks, o que significa que eu não encontrei muita coisa nova por aqui. Ainda assim a narrativa tem suas qualidades... muitas lições legais sobre família, escolhas e erros/acertos.
  6. Depois foi a vez de Uma Vida no Escuro (Anna Lyndsey). Um relato cru e direto sobre como é viver no escuro. Essa é a condição do qual Anna vive desde que adquiriu dermatite seborreica fotossensível, uma doença que a priva de qualquer tipo de luz. Aqui, assuntos como depressão e suicídio também são abordados. Enfim, um livro real e intenso, sobre novas perspectivas. Para saber mais leia a resenha completa já publicada por aqui.
  7. Ouro (Chris Cleave) foi o último efetivamente concluído. No início, eu não consegui me prender muito bem à história. Mas com o passar dos fatos, me vi ligada aos limites da resistência humana dos personagens, especialmente a emocional. O que me incomodou um pouco é que a narrativa nos remete demais ao passado, deixando o desenrolar do presente um pouco ofuscado. Ao mesmo tempo em que precisamos daquilo para entender a narrativa, acabou sendo um pouco cansativo esses flashs a todo momento.
  8. Em março eu também iniciei a leitura de A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafón), para o meu projeto leitura de domingo. Já ultrapassei a metade e tenho certeza que no próximo diário de leitura ele aparecerá por aqui como concluído.

Então é isso. 
E você, quantos livros leu em março?
Abraços,


Fevereiro foi um mês bem cheio por aqui. Isso quer dizer ele não rendeu tanto quanto eu gostaria, mas isso já era previsto. Primeiro, eu viajei e estiver fora a metade do mês. Segundo, ao retornar, fui acometida por alguns imprevisto pessoais que tomaram muito do meu tempo. Mas, vida que segue. O importante é ler, certo!? Então vejamos o que eu consegui conferir mês passado.

Em fevereiro foram dois audiolivros, uma leitura física e uma digital.
  1. A primeira leitura finalizada foi de As Pontes de Madison, de Robert James Waller (aliás, o livro faz parte das minhas metas literárias para 2016). Na trama, Francesca Johnson é uma mãe de família que vive uma vida pacata no campo. Isso até seu caminho cruzar com o de Robert Kincaid, um fotógrafo de espírito aventureiro que recebeu a missão de registrar as belíssimas pontes de Madison County. Sim, trata-se de um romance. Um romance maduro, intenso e diferente que vai tocar profundamente àqueles que se identificam com o gênero. No entanto, confesso que esperava mais da construção do livro em si... o filme, em contrapartida, é maravilhoso! Sobre isso converso melhor com vocês em outro post.
  2. Depois eu ouvi o audiolivro de Malala - A Menina Mais Corajosa do Mundo, de Viviana Mazza. Sim, gente, eu ouvi o livro inteiro... sobre essa experiência eu pretendo comentar aqui em breve. Mas vamos ao livro, ok? Este é uma biografia pouco detalhada da menina Malala, de quando ela decidiu levantar sua voz e lutar para que mulheres e meninas tivessem os mesmos direitos que os homens em seu país, o Paquistão. Os relatos prometem revelar a trajetória, os medos e os sonhos da jovem, no entanto, algumas coisas me fizeram questionar a autenticidade da obra. Por exemplo: de início, a autora deixa claro que só conheceu Malala pessoalmente depois da produção do livro. Mas ele, em contrapartida, conta com uma série de diálogos em meio a situações bem específicas. Meio estranho, não!? Ainda assim, dá para se ter uma noção bem ampla da história de Malala... além disso, é curto e de fácil entendimento.
  3. A próxima leitura (ok, não foi bem uma leitura, porque esse eu também ouvi) foi a de O Sal da Vida, de Françoise Héritier. O livro é, na realidade, uma meditação na espécie de poema em prosa, onde são homenageadas a vida íntima e sensorial. Aqui são descritos os momentos e as recordações que dão sabor à vida, segundo o autor, e que a tornam mais rica e interessante. É uma obra bacana, inspiradora e carrega consigo muitas emoções e reflexões. Mas chega a ser um pouco cansativa, também. Veja bem, não estamos falando de uma história, ou poesias diversas, mas sim de uma longa lista de fatos e acontecimentos que dão "sal à vida". Ainda assim é dinâmico e atrativo. Vale a pena!
  4. Por último eu resolvi acelerar a leitura e terminar de uma vez o primeiro volume de Outlander. Sim, estou falando de A Viajante do Tempo, de Diana Gabaldon. Com este eu havia começado a leitura em janeiro com previsão de término para março. Mas aí eu pensei: por que esperar tanto? O livro é maravilhoso! Durante uma viagem para Inverness, nas Ilhas Britânicas, Claire Randall é atraída para um antigo círculo de pedras onde testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente ela se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Lá ela conhece Jamie, um jovem guerreiro escocês que a faz ficar dividida entre a fidelidade ao marido (que ficou lá em 1945) e o desejo que passa a sentir por ele. Sim, é um romance. E muito mais do que isso. Diana não tem pressa em nos contar a história, e por isso nos fornece uma série de fatos e acontecimentos bem detalhados e precisos, sobre relacionamento familiar (ou não); o dia-a-dia das pessoas naquela época; suas regras; a posição da mulher nessa sociedade; os clãs; questões de honra; dentre muitas outras coisas. Super recomendo!

Acho que é só. E vocês, o que leram em fevereiro?
Abraços,


Quem acompanha o blog regularmente sabe que eu decidi começar o ano com um mini projeto de leitura – concluído com êxito e muita satisfação! A ideia era ler em janeiro todos os livros físicos da minha estante cuja história tenha como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial (saiba mais). Com este critério reuni quatro grandes obras. Veja quais são abaixo.

O ano começou muito bem por aqui... *-*
  1. Minha primeira leitura se tornou uma das minhas favoritas da vida. Isso quer dizer que comecei o ano muito bem. Me refiro a O Rouxinol, de Kristin Hannah (melhor autora!!). Na trama, duas irmãs muito diferentes precisam enfrentar o furor da guerra. Enquanto Vianne e a filha são forçadas a conviver com o inimigo durante o período que seu marido é levado ao front, Isabelle decide se juntar à Resistência arriscando tudo para salvar os outros e libertar seu país. Enredo sensível, de amores, rancores e, sobretudo, esperança. Além disso, nos dá uma noção bem real do que foi a guerra, deixando impressionado mesmo os que estão acostumados a ler histórias com essa temática. É arrebatador! Confira a resenha completa aqui.
  2. Depois parti para O Diário de Anne Frank, da própria Anne. Como você já deve saber, trata-se de um livro de memórias da menina judia que ficou mundialmente conhecida por sua maturidade e fé inabalável. Os relatos de Anne trazem, principalmente, as descobertas de uma adolescente somado ao medo de viver em um esconderijo, encurralada pelas leis ditadas pelo governo alemão daquela época. As descrições de Anne, sempre em forma de carta, nos levam ao seu cotidiano no Anexo Secreto junto a outra família tão peculiar quanto a sua. Além disso, conhecemos uma Anne cheia de planos para o futuro... essas partes, em especial, realmente me emocionaram. Pretendo falar mais sobre o livro por aqui, em breve.
  3. O terceiro livro lido foi uma grande surpresa! Estou falando de O Menino dos Fantoches de Varsóvia, da Eva Weaver. O enredo nos apresenta o ilustre Mika. Com a morte de seu avô no gueto de Varsóvia, Mika acaba herdando um grande casaco, onde encontra escondido o fantoche de um príncipe. Isso o fez ter a ideia de criar um teatro de marionetes, que acaba alegrando todo o gueto enquanto a guerra vai assolando aos poucos a vida de cada um. O que mais me impressionou é que esses fantoches trouxeram esperança não só para os judeus de Varsóvia, mas também para um soldado alemão que se insere na história de forma muito peculiar. Isso dá uma perspectiva que dificilmente encontramos em livros do gênero. Adorei!
  4. Toda Luz Que Não Podemos Ver, do Anthony Doerr, foi a última leitura do projeto. No livro conhecemos a pequena Marie-Laure, de seis anos. Quando a menina fica cega, seu pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos daquele lugar (detalhe: na ocupação nazista, em Paris, eles precisam fugir). Em paralelo temos o Werner, um rapaz que tem como missão descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Para isso ele é enviado a Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial. Como um todo a história causa certa estranheza devido a forma desconexa como é contada. De qualquer forma, a leitura é fluida... e a história é bela.
  5. Por último, comecei a leitura de A Viajante do Tempo (primeiro volume da série Outlander), da Diana Gabaldon. O livro faz parte das minhas metas literárias para 2016. Não vou comentar muito porque ainda não finalizei o livro... pretendo fazer isso até meados de março, que é quando a segunda temporada da série de TV dá início. Ademais, estou gostando muito de relembrar os fatos... agora vejo que a série está sendo bem fiel ao enredo original.

Acho que o rendimento foi bem positivo. E você, leu muito em janeiro?
Abraços,


As leituras de dezembro de 2015 não foram planejadas. Acho que de todos os meses do ano passado, esse foi o mais inusitado... eu literalmente li o que surgiu na minha frente. Infelizmente, isso não resultou em um saldo geral bem positivo, mas, ainda assim, me proporcionou experiências interessantes. Vejamos...


Em dezembro foram mais leituras digitais do que físicas. 

  1. A Garota Que Perseguiu a Luz, escrito por Sarah Addison Allen, já estava marcado no meu skoob há algum tempo. Esse é o tipo de livro que a gente adiciona por ter um título intrigante + capa maravilhosa (haha!). Sinceramente, eu nem sabia muito o que esperar dessa leitura. E, felizmente, não foi uma decepção. A autora escreve muito bem, e soube criar uma história instigante, repleta de segredos e respostas que me prenderam do início ao fim. Porém, ainda assim, eu esperava um pouco mais. Talvez eu tenha sentido falta de um aprofundamento dos personagens paralelos em relação aos principais, tendo estes me chamado mais a atenção. Cômico, eu sei.
  2. Bonsai, de Alejandro Zambra, veio como indicação de alguns amigos. Por ser curtinho, resolvi lê-lo de uma vez. O inicio da história até que me prendeu, mas o desenrolar se mostrou tão raso, que acabei me dispersando sem perceber. Além disso, os personagens são desagradáveis e isso acabou deixando tudo um pouco maçante. A trama é simbólica, mas não a considero poética ou emocionante. Apesar disso, a escrita do autor é fluida. Para quem gosta de tramas cruas sobre amor e sexo, fica a recomendação. Só não esperem muito.
  3. Sherlock Holmes - Casos Extraordinários, de Arthur Conan Doyle, é um livro de contos bem curtinho, que eu encontrei na casa de uma tia bem por acaso. Resolvi lê-lo porque eu já estava começando a leitura de "O Cão dos Baskerville", e percebi que não estava me sentindo muito a vontade. Como este foi meu primeiro contato com o autor, achei que a mescla de leituras iria me ajudar. E ajudou. Só não foi majestosa. Eu gostei das histórias paralelas, mas, como no geral não curto muito de ler contos (por serem histórias pequenas e passarem rápido demais, haha), não foram tão surpreendentes assim.
  4. O Cão dos Baskerville, também de Arthur Conan Doyle, foi efetivamente a minha primeira experiência com Sherlock Holmes. Imagem a minha expectativa, afinal estamos falando de um dos detetives mais incríveis da literatura policial. Agora imaginem a minha decepção quando percebo que essa personalidade não se faz tão presente nessa trama. Além disso, a história é um pouco previsível, e caminha a passos lentos. Foram expectativas demais... acho que comecei pela obra errada. Alguém tem alguma outra recomendação? Enfim, considero este um bom livro e nada mais.
  5. 365 Dias Extraordinários, de R. J. Palacio, é aquele tipo de livro que você pega para folhear e, quando percebe, já está acabando a leitura. Nele temos lindas frases, uma para cada dia do ano. São preceitos, inspirações, conselhos, tocs... é uma verdadeira reunião de ideias e pensamentos sobre a vida que todos deveriam ter a chance de ler. Livro maravilhoso. Super recomendo! Confesso que fiquei com vontade de criar meu próprio caderno de preceitos também. Haha!


E vocês, conseguiram ler bastante no último mês de 2015?
Beijos,


No post anterior eu comentei que durante todo o mês de novembro alguns projetos pessoais me deixaram bastante ocupada. Isso acabou me ausentando daqui e até mesmo das redes sociais. E não foi só isso. Meu ritmo de leitura, infelizmente, caiu bastante.

Ultimamente eu tenho estado bem cansada mentalmente, e por isso, ao fim do dia, nada parece render como eu gostaria. Bem, cada um conhece seus limites, e devemos saber respeitar o nosso momento, certo?

Portanto, optei por reduzir o ritmo de leitura. Além disso, achei que seria válido escolher livros mais leves e que, ao mesmo tempo, eu estava super afim de ler. Se é para render pouco, que seja de qualidade. Vamos ao saldo final, então?

Em novembro foram dois e-books e um livro físico.  :)

  1. O mês começou com uma indicação super especial do pessoal do Constantes & Variáveis. Estou falando de Um Romântico Incorrigível (Devan Sipher), cuja trama envolve um famoso colunista de casamentos que tem sua vida amorosa flopada. Após conhecer aquela que ele acredita ser sua alma gêmea, Gavin inicia uma jornada por Nova York em busca dessa intrigante mulher. Gente, esse é o primeiro chick lit narrado por um homem que leio, e a experiência foi super bacana. Apesar de simples, a história é bem divertida, fofa e me distraiu na medida certa. Achei tudo bem cômico e inusitado, por isso gostei tanto, porque fugiu do tradicional. Muito bom!
  2. Depois eu li A Dama da Ilha (Patricia Cabot), que me despertou uma série de expectativas positivas. Para quem não sabe, foi graças a essa autora que eu me apaixonei pelo gênero romances de época, então imaginem o meu alvoroço. Contudo, apesar de agradável, eu não consegui me ligar tanto à história. Nela, o marquês Reilly Stanton assume um posto médico na remota Ilha de Skye convencido de que pode conviver com com as condições primitivas daquele lugar. É aí que ele conhece Brenna Donnegal, e por mais que tentasse, Stanton não consegue ignorá-la. E assim tudo começa... e é basicamente isso. Não tem nada de muito original, novo ou envolvente. Os personagens também não são tão cativantes. Claro que tem momentos bons e em várias partes consegui me sentir a vontade com a leitura, mas confesso: eu esperava bem mais.
  3. Por fim eu consegui ler o terceiro e último conto de Auggie e Eu (R J Palacio), que até então era o único do livro que eu não tinha lido. Shingaling mostra Auggie pelos olhos de Charlotte, a única menina entre as três crianças escolhidas para apresentar a Auggie sua nova escola. Com ela entramos no universo das garotas e vemos como a chegada de Auggie afetou as relações entre elas. Caramba, que conto mais fofo! Aliás, como todos os outros. Vou escrever uma resenha caprichada para contar melhor quais as peculiaridades desse livro, mas já adianto que ele é incrível e super original. A autora não se aproveita de Extraordinário para desenvolver as outras histórias... elas são, na realidade, bem independentes. E extraordinárias ao seu modo. 


Bem, é isso aí. Infelizmente essa rotina relapsa deve continuar até dezembro. Por outro lado, nesse meio tempo eu poderei repensar melhor nas leituras que fiz este ano e avaliar o caminho que devo seguir em 2016 - QUE TÁ CHEGANDO!!!

Beijos,



Vamos a mais um diário de leitura, repleto (ou quase) de coisas diferentes...

Um e-book (de "O Cemitério") e três leituras físicas em outubro.  :)

  1. A pedido do meu namorado (mentira, ele praticamente me obrigou... ahahaha!), o mês começou com a leitura de Resident Evil: A Conspiração da Umbrella, de S. D. Perry. O livro é um prato cheio para quem curte a franquia e/ou gosta da temática 'zumbi'. Na trama, a cidade de Raccoon está sendo tomada por ataques de criaturas violentas, onde as vítimas parecem ter sido parcialmente devoradas. No epicentro dessas mortes está a sombria mansão que pertence à misteriosa Corporação Umbrella, que durante anos tem conduzido pesquisas genéticas de alto custo e sem supervisão. O resto você já pode imaginar... é uma obra excelente para quem quer entender como tudo começou. 
  2. Em seguida eu li o incrível Mulheres, da ilustradora Carol Rossetti. É um livro destinado a quebra de tabus em relação às mulheres do mundo todo, e a integração de outros temas aos debates sobre a luta contra o machismo. Para a própria autora, "existem mulheres negras, brancas, morenas, latinas, asiáticas, indianas, indígenas. Existem engenheiras, donas de casa, prostitutas, senadoras, artistas, executivas, atrizes. Há mulheres cegas, surdas, mudas. Mulheres bipolares, deprimidas, ansiosas. Existem heterossexuais, lésbicas, bissexuais, arromânticas, pansexuais, assexuais. Mulheres cristãs, ateias, budistas, islâmicas. Cada uma tem sua própria história, mas todas merecem ser respeitadas igualmente". Já tem vídeo sobre o livro por aqui.
  3. O Leitor do Trem das 6h27, de Jean-Paul Didierlaurent, foi o próximo livro do mês. Nele temos um  amante das palavras que trabalha como operário em uma usina que destrói livros. Todos os dias ele salva algumas páginas dos dentes de metal da máquina que opera e, a cada trajeto até o trabalho, lê no trem das 6h27 os trechos que escaparam do triturador no dia anterior. Um dia, meio que sem querer, ele encontra textos de um misterioso desconhecido que vão fazê-lo buscar cores diferentes para seu mundo e escrever uma nova história para sua vida. Com este me surpreendi bastante pela sensibilidade com que o tema sobre o poder dos livros e da literatura foi tratado. É tão sensível que chega a ser poético. Porém, tenho algumas poucas ressalvas que estará na resenha a ser publicada em breve.
  4. Depois foi a vez do perturbador O Cemitério, de Stephen King (minha escolha para o mês do horror!). Aliás, este o primeiro livro do autor que leio de fato. Na trama, tudo se encaixava perfeitamente na vida de Louis Creed e de sua família... até o terror começar a mostrar suas garras. Primeiro, o aparecimento do jovem Pascow após sua morte. Depois, a volta de Churchill, o gato de sua filha Eillen, do mundo dos mortos. Ambas as situações estão ligadas a uma antiga lenda que envolve um cemitério de bichos. Louis está assustado e não sabe que o pior ainda está para acontecer. Enfim, a história é gigantesca e mexe muito com o psicológico do leitor, especialmente sobre a morte e o medo da perda. É incrível, mesmo que assustador, e vale muito a pena.
  5. E para fechar o mês com chave de ouro, li Medo, quinto livro da série Gone (Michael Grant). O livro traz situações de um ano após todos os adultos simplesmente desapareceram, quando as ameaças são ainda mais aterrorizantes do que as mentiras, a praga e a fome que assolaram as crianças de Praia Perdida nesse meio tempo. Agora é a vez da Escuridão dominar todo o LGAR, fazendo com que enxergar torna-se impossível, assim como plantar e colher alimentos. Com isso, o pânico e a ameaça da fome levam os moradores à beira da loucura (aliás, fora da cúpula também). É um livro espetacular, que deixa os fãs da séries simplesmente loucos pelo próximo - e último - livro.

Bem, foi isso aí. E você, o que leu em outubro?
Beijos,


Setembro, como era esperado, foi um mês de poucas leituras. Especialmente porque passei metade do mês fora, e, quando voltei, demorei uma semana para por as coisas em ordem e voltar à rotina. Mas, ainda assim, a coisa fluiu e eu consegui ler pelo menos os livros de parceira que estavam a minha espera. Ou seja, ao final o saldo foi positivo.

Vamos ao que interessa?

Saldo de setembro. Só livros físicos.
  1. Abri o mês com um YA muito bacana, que me surpreendeu bastante. Me refiro a "Em Queda Livre", de Ally Carter. Na trama, a personagem principal, Grace Blakely, de 16 anos, vive sob a incapacidade de lidar com as misteriosas circunstâncias que cercam a morte de sua mãe (três anos antes da história propriamente dita). E tem mas! Dilemas psicológicos e de relacionamento, segredos, mentiras e muitas outras coisas norteiam esse livro. Achei o final bem cruel, por isso espero por ótimas justificativas no próximo volume (sim, estamos falando de uma série, intitulada de 'Segredos Diplomáticos'). Em breve tem resenha aqui no blog.
  2. Em seguida parti para o mais aguardado do mês. Estou falando de "O Conde Enfeitiçado", de Julia Quinn. No sexto livro da série 'Os Bridgertons', a personagem principal é a Francesca, que torna-se viúva logo no início da trama, após uma fatalidade. Mas seu sonho de ser mãe a faz seguir adiante, mesmo que isso vá contra à sua moral. Gostei do enredo principalmente por sua seriedade; por oferecer um perspectiva bem diferente dos livros anteriores; por trazer uma história de amor apaixonante e, ao mesmo tempo, angustiante. Eu adorei e já estou ansiosa pelo próximo (que, aliás, é o penúltimo. Estou sofrendo!!). Resenha em breve, com mais detalhes.
  3. "Objetos Cortantes", de Gillian Flynn, foi a minha próxima leitura. Nela, a jornalista Camille Preaker volta a sua cidade natal para apurar uma série de assassinatos entorpecentes. De certo modo, suas investigações a fazem relembrar sua infância e adolescência conturbadas, ao mesmo tempo em que, aos poucos, vai desvendando os segredos (macabros) de sua família. É de arrepiar! E tá comprovada a fixação de Flynn por personagens femininas um tanto complexas (aliás, assim como os livros). Definitivamente, mais uma narrativa tensa, cheia de reviravoltas, e assombrosa. Enfim, aguarde que em breve vai ter resenha.
  4. Por fim, li a adaptação para quadrinhos de François Rivière e Solidor, de "Assassinato no Expresso do Oriente" (1934) e "Morte no Nilo" (1937), duas das histórias policiais mais celebradas de Agatha Christie. Ambas as tramas, protagonizadas por Hercule Poirot (um dos maiores personagens da Rainha do Crime), são duas queridinhas! Felizmente eu já tinha tido a oportunidade de lê-las. A experiência, mesmo que nova (graças ao formato de gaphic novel), me permitiu relembrar dos fatos principais (sim, porque a adaptação não foi integral, mas suficiente para um bom saboreio). Eu adorei!

E vocês, leram o quê em setembro?
Beijos,