As wishlists agora serão postadas eventualmente, sem uma previsão exata. Não pretendo enche-los com a minha lista (eterna) de desejados, mas trarei para discussão (periodicamente) alguns dos títulos que mais almejo. Portanto, não esperem essa coluna com frequência...


Wishlist
Nesta coluna serão postados 5 livros desejados, suas respectivas sinopses e comentários. 
Desta forma, compartilharei meus gostos e poderei ver também a opinião dos leitores frequentes.


1001 Livros Para Ler Antes de Morrer - Peter Boxall


A arte de contar histórias é intrínseca à natureza humana – seja para transmitir conceitos morais, registrar acontecimentos históricos, relembrar a vida de uma grande personalidade, por puro entretenimento, ou, como Sherazade, para viver por mais um dia. Desde "As mil e uma noites", as narrativas de ficção exercem grande fascínio e influência sobre as pessoas. Seduzidos pela leitura, inúmeros jovens descobriram seu talento e se tornaram escritores. Livros inspiram outros livros numa progressão tão espantosa que fica difícil para qualquer um acompanhar todas as opções disponíveis. "1001 Livros Para Ler Antes de Morrer" reúne algumas das obras de ficção de maior impacto da história. De clássicos como "Dom Quixote", de Cervantes, e "Os Lusíadas", de Camões, até os mais recentes e inovadores, como "Almoço nu", de William Burroughs, e "Tudo se ilumina", de Jonathan Safran Foer, você encontrará aqui títulos que marcaram época, dos mais diversos estilos e para todos os gostos. Com resenhas elaboradas por uma equipe de escritores, críticos literários e jornalistas internacionais, este livro poderá guiá-lo pela história da literatura mundial. E, para darmos mais destaque à produção literária de língua portuguesa, incluímos nomes como Aluísio de Azevedo, Lima Barreto, Lygia Fagundes Telles e Mia Couto. Não importa se você está escolhendo sua próxima leitura, tentando encontrar o presente ideal para um amigo ou se deseja conhecer um pouco mais sobre grandes obras e seus autores, "1001 Livros Para Ler Antes de Morrer" é perfeito para todos os que gostam de ler.

- A última frase da sinopse diz tudo... ''perfeito para todos os que gostam de ler''. Esse livro é uma verdadeira mina de ouro, e eu sou louca para tê-lo só pelo simples fato de poder viajar pela literatura mundial a fim de obter conhecimento sobre diversos títulos em uma única obra. É excelente, é genial, é crítico e inteligente. Acho a ideia brilhante!



Resposta Certa - David Nicholls


O ano é 1985. Brian Jackson, com uma bolsa de estudos e ótimas notas, acaba de entrar para a universidade. E parece que finalmente conseguirá realizar um antigo sonho: aparecer em um popular programa de perguntas e respostas na televisão, onde poderá demonstrar todo o seu repertório de cultura geral. Após entrar para a equipe da faculdade e passar pela fase classificatória, Brian se prepara para seu primeiro embate televisivo, ao mesmo tempo em que se vê apaixonado por uma de suas colegas de time: a linda, inteligente e assustadoramente elegante Alice Harbinson. Quando Alice se recusa a ceder aos encantos ligeiramente ansiosos de Brian, ele aparece com um plano infalível para conquistar o coração de sua amada de uma vez por todas. Ele vai ganhar o jogo. A qualquer custo. Porque, afinal, todos sabem que o que uma mulher realmente procura em um homem é uma vasta gama de conhecimentos gerais... 

- Já ouvi diferentes opiniões acerca desse livro, e como ele é do Nicholls, com certeza irei lê-lo. Quero poder tirar minhas próprias conclusões... não sei se o enredo irá superar a de Um Dia, mas com certeza irei apreciar sua narrativa.


Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley


Ano 634 d.F. (depois de Ford). O Estado científico totalitário zela por todos. Nascidos de proveta, os seres humanos (pré-condicionados) têm comportamentos (pré-estabelecidos) e ocupam lugares (pré-determinados) na sociedade: os alfa no topo da pirâmide, os ípsilons na base. A droga soma é universalmente distribuída em doses convenientes para os usuários. Família, monogamia, privacidade e pensamento criativo constituem crime. Os conceitos de "pai" e "mãe" são meramente históricos. Relacionamentos emocionais intensos ou prolongados são proibidos e considerados anormais. A promiscuidade é moralmente obrigatória e a higiene, um valor supremo. Não existe paixão nem religião. Mas Bernard Marx tem uma infelicidade doentia: acalentando um desejo não natural por solidão, não vendo mais graça nos prazeres infinitos da promiscuidade compulsória, Bernard quer se libertar. Uma visita a um dos poucos remanescentes da Reserva Selvagem, onde a vida antiga, imperfeita, subsiste, pode ser um caminho para curá-lo. Extraordinariamente profético, "Admirável Mundo Novo" é um dos livros mais influentes do século 20. 

- Agora vamos de clássicos. Admirável Mundo Novo, conhecido mundialmente como um verdadeiro referencial, é uma obra de prioridades em minha lista de leitura clássica. Ainda sou meio parada quando o assunto é esse (confesso), mas estou tentando mudar isso aí, e aos poucos sinto que estou conseguindo, o que é ótimo para diversificar a leitura... enfim, com uma premissa dessa é impossível para mim não querer ler.


A Culpa é das Estrelas - John Green

Em A Culpa é das Estrelas, Hazel é uma paciente terminal de 16 anos que tem câncer desde os 13. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

- A premissa soou instigante, sim. Ainda mais por ser um livro indicado pelo mestre Markus Zusak. Mas meu interesse pela obra se intensificou mesmo após a leitura de uma resenha, e a descoberta de alguns quotes, eventualmente, na blogosfera afora. Acho que esse é o tipo de enredo que com certeza eu irei me identificar e, claro, me emocionar. 


1001 Dias Que Abalaram O Mundo - Michael Wood, Peter Furtado

Do Big Bang à recente eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos - passando por catástrofes naturais, descobertas científicas, escândalos políticos, conquistas sociais, revoluções, guerra e movimentos culturais -, 1001 Dias Que Abalaram o Mundo conta a história da humanidade através de 1001 momentos-chave causados pelas mãos do homem ou pela ação implacável da natureza. Organizado pelo historiador Peter Furtado e escrito por um time internacional de historiadores, jornalistas e cientistas, este livro é indispensável para qualquer pessoa que queira conhecer e compreender melhor o mundo em que vivemos. 

- Eu confesso ter um interesse muito grande por fatos históricos (no geral), desastres e afins. Gosto de conhecer, saber mais, entender... acho que essa obra nos dá a oportunidade de um modo bem particular apreciar tudo isso. A ideia é muito boa, e eu definitivamente quero poder ter a chance de conferir.


E então? Alguém já leu algum dos livros citados acima?

Em outubro deste mesmo ano ocorrerá a 108º premiação do Nobel de Literatura, a mais importante e distinta afluência do ramo literário. Designado em 1901, o prêmio é atribuído àqueles que produziram um magnífico trabalho em termos de obras particulares, impondo a elas suas filosofias e estilo próprio, tornando-se um marco mundial. Os denominados são escolhidos através da Academia Sueca, e o valor do prêmio é o equivalente a R$ 2,75 milhões.

Até hoje nenhum brasileiro recebeu o prêmio Nobel. Entre eles, Jorge Amado e João Cabral de Melo Neto já foram citados como possíveis concorrentes, mas acabaram morrendo em 2001 e 1999, respectivamente, sem serem premiados. Além deles também já foram indicados Jorge de Lima, Guimarães Rosa, Ferreira Gullar e outros. O mais próximo que tivemos foi a conquista de José Saramago, único escritor em língua portuguesa a ganhar o Nobel, em 1998, além do sul-americano Mario Vargas Llosa, que venceu em 2010.

Este ano, porém, temos o escritor e dramaturgo Ariano Suassuna, de 84 anos, como representante oficial do Brasil, escolhido pelo Senado. Agora, as chances de termos o primeiro brasileiro a ganhar tal honraria, tornam-se, de fato, verídicas.


Suassuna, além de poeta, é defensor da cultura do Nordeste, e tornou-se conhecido principalmente por suas obras intituladas de Auto da Compadecida e A Pedra do Reino, verdadeiras referências nacionais. De origem paraibana, mas pernambucano de coração, o autor se consagrou um dos escritores brasileiros mais importantes do século 20 graças a sua maneira de narrar em um universo simbólico muito rico. Desde 1990, ocupa a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras. Em 1993 foi eleito para a cadeira 18 da Academia Pernambucana de Letras, e em 9 de outubro do ano 2000 assumiu a cadeira 35 na Academia Paraibana de Letras.

Leia mais em: Jornal Informação

Cedido pela própria autora para resenha no blog, os comentários de hoje estão direcionados a um enredo fantástico. Alguém aqui curte?


Título: Annástria e o Príncipe dos Deuses (Annástria: Livro I)
Autor: Selène D'Aquitaine
Edição: 1
Editora: Ícone
Páginas: 352
Nota: 4 de 5


Quando o gênero fantástico é posto em questão, nomes como J.K. Rowling, George R. R. Martin e J. R. R. Tolkien vêm logo a mente. Talvez seja porque eles são os mestres, verdadeiros ícones do mundo fantástico. Adentrar neste universo, no entanto, não é um trabalho simples. O autor precisa ter consigo um teor considerável de criatividade e originalidade para saber agradar o público leitor que a cada dia anda mais exigente. Selène D'Aquitaine, escritora de Annástria e o Príncipe dos Deuses, primeiro livro de uma trilogia, apostou em sua capacidade de inventividade. E isso, confesso, resultou em um enredo mais rico do que eu imaginava.
Annástria é uma das dimensões mais evoluídas entre as sete principais, governada pela Deusa Memória e pelo Deus Zolum. Reza uma profecia que o filho primogênito dos Grandes Deuses (neste caso o Rorek) estava destinado a trair sua família, unindo-se a deusa das Trevas, Satine. Esta, que também é irmã de Memória, representa o mau, e seu único objetivo é dominar todas as dimensões existentes, rompendo com o equilíbrio. A profecia revela ainda que o filho do Rei (Strauss, irmão mais novo de Rorek) será o salvador. Recebendo o nome de Darin, o primogênito do Rei (que é um anjo) tem as penas de suas asas cortadas e espalhadas por vários reinos. Para salvar Annástria, que começa de fato a se afogar nas Trevas, Darin precisa recuperar todas as suas penas antes que Satine o faça, pois elas representam a sua alma, e sem as mesmas ele poderá não ter força o bastante para cumprir sua missão. Para isso ele vai contar com a ajuda de Impar, uma feiticeira que de alguma forma misteriosa está especialmente ligada a ele.

Baseado na sinopse do livro eu tentei explanar acima (da forma mais resumida possível) sobre o que estamos tratando. Confuso? Sim, talvez até seja. No entanto, em meio à leitura, todas as confusões serão digeridas caso o leitor se doe e se disponha a fazer uma leitura cautelosa. Percebi que isso seria necessário porque em alguns pontos eu me perdi entre as palavras, e precisei voltar para assimilar com precisão. Mas, calma! Isso tem uma explicação...

Com um prólogo, cinquenta capítulos (não muito extensos) e um epílogo, Annástria e o Príncipe dos Deuses é dotada de uma história extremamente rica. Não apenas em personagens, mas em fatos, em cenas, em historias... ela é diversa. Estamos lidando com um mundo fantástico que envolve deuses, magos, elfos, ninfates, feiticeiros, criaturas das trevas, obsessores, monstros e mais tantos outros seres. Eles dizem respeito às outras dimensões, também, já que o desenrolar do primeiro livro não se passa somente em Annástria. Graças à busca de Darin e Impar pelas penas, nós – leitores – pudemos acompanha-los por reinos extremamente diferentes, com criaturas novas e impressionantes. Interessante destacar também que mesmo com a diversidade de personalidades, Selène não se perdeu de modo algum. É óbvio que alguns têm uma aparição rápida, e nem todos possuem muito destaque, mas foi o suficiente para agradar de um modo satisfatório.

A obra é narrada em terceira pessoa e infelizmente possui alguns erros de impressão, além de algumas repetições que a meu ver são desnecessárias. Nada extremo, mas que eu não poderia deixar de citar. Garanto ainda que isso não me atrapalhou diretamente. Gostaria de comentar também, inclusive, um fator muito positivo que no meu caso contribuiu muito para uma leitura mais segura: a autora disponibiliza um guia de personagens, de artefatos, de lugares e de seres no final do livro. É possível se encontrar e matar a curiosidade sobre o que está sendo mencionado.

O gênero fantástico, embora eu aprecie com muito gosto, ainda não é o meu forte. Adoro temáticas fictícias e seres surreais, mas são poucos ainda os que li com esse exato direcionamento, como o de Annástria. Todavia, surpresa me definiu, e ansiosa eu confesso estar para o próximo volume, mesmo que este primeiro tenha ofertado um desfecho um pouco tíbio aos meus olhos. Torço pela evolução da trilogia, pois, acredito, ela ainda tem muito a nos oferecer. Ah! E Darin está longe de ser meu personagem favorito... Impar, que é a dona (digamos assim) do prólogo, ainda vai dar muitos motivos para que meus sentimentos sejam aflorados em meios as leituras que se seguem...

Indicado para os amantes da leitura fantástica. Embora eu queira dar 'bom' como nota, um 'muito bom' torna-se o digno graça a esperteza da autora. E, olha, os escritores nacionais andam cada vez mais surpreendentes em termos de criatividade. Dê uma chance a eles você também!


 Boa? – perguntou – Será mesmo? O que é ''Bom'' e o que é ''Ruim'': A definição é muito volátil! A Natureza não é totalmente boa ou má... ela é ambas ao mesmo tempo, ela é única. Bom ou Ruim... são só idealizações. Nada é totalmente bom ou totalmente ruim. Ao mesmo tempo em que a Natureza dá frutos fartos e nos ampara em seu seio... ela é má, capaz de criar tornados, furacões que são destruidores. Ao mesmo tempo que ela é Mãe e tudo nos provê, ela é a Morte e tudo pode nos tirar. Os humanos são muito tolos em pensam que dominam coisa alguma! [...]
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Hoje é dia de BBHop. Vamos a pergunta do mês?



 Book Blogger Hop é um meme criado pelas meninas do Murphy's Library. Toda semana elas lançam uma pergunta sobre o universo dos livros, e cabe à nós, blogueiros, responder a mesma de forma clara, expressando nossa opinião acerca do assunto discutido. 


Seus hábitos de leitura mudam de acordo com seu humor? Você lê propositadamente um determinado gênero se está se sentindo triste ou feliz?
Meu hábito de leitura costuma mudar, sim. Na realidade eu procuro mesclar gêneros para que a constância não se torne enfadonha. Há momentos que a necessidade de ler uma história que aparenta ser triste e reflexiva é gritante, como também há ocasiões em que enredos mais fictícios falam mais alto. Enfim, vai muito a depender, até porque para quem lê com frequência sabe muito bem o que é ter uma boa ressaca literária e/ou uma DPL (Depressão Pós Livro) incontestável.


E o hábito de leitura de vocês, como costuma funcionar?