A resenha de hoje diz respeito ao livro de uma das nossas autoras parcerias. Apreciem!


Título: Annástria e os Sete Escolhidos
Autor: Selène D'Aquetaine
Edição: 1
Editora: Ícone
Páginas: 456
ISBN: 8527411776
Nota: 4 de 5


Com uma narrativa ainda mais consistente, Annástria e os Sete Escolhidos, escrito por Selène D'Aquitaine, supera a narrativa do primeiro volume da série somente por sua particularidade. Um enredo infanto-juvenil que espairece, e que entre altos e baixos sabe como prender o leitor graças à criatividade da autora.

No livro em pauta temos a entrada de novos personagens. A principal, que se torna destaque em boa parte da obra, é Stellnaja, uma jovem francesa que estuda em um estimado internato exclusivo para garotas. Sua vida era aparentemente normal, mas com a chegada de sonhos estranhos a jovem se vê atormentada. Isso apenas intensifica-se quando, certa noite, a garota perceber o surgimento do desenho de uma cobra naja impregnada em seu pulso. É nesta sucessão de fatos que a diretora do internato e tutora de Stellnaja, Anita Collin, revela a sua protegida a verdade sobre o destino que a aguarda. E é deste modo que a mesma descobre ter uma missão. Ela precisa reunir sete annastrianos que viveram em diferentes épocas para os manterem seguros, precisando viajar no tempo e através de dimensões até encontrá-los. Cada um dos escolhidos foi indicado pela deusa de Annástria, Florença. 

Já Darin e Ímpar continuam com a incumbência de reunir as penas das asas de Darin, enquanto Satine e seus aliados estão cada vez mais fortes. Ela finalmente consegue dominar boa parte da dimensão dos humanos e ameaça perigosamente a missão dos nossos protagonistas. Neste contexto ainda temos o William, que ainda alimenta esperanças de fazer com que Ímpar se alie a ele. 

É deste modo que somos introduzidos ao segundo enredo, com um acervo de acontecimentos que passam adiante com rapidez. No meu ponto de vista, assim como em O Príncipe dos Deuses, Os Setes Escolhidos deve ser lido com calma e precisão, porque a passagem de cenas pode acontecer quando menos se espera (e pode soar confuso se o leitor não estiver atento). Mesmo assim, nota-se a evolução da série, que passou de maleável a mais séria e cordata. As aventuras tornam-se mais tensas e os mistérios – que passam a ser revelados aos poucos – estão cada vez mais imprevisíveis e enigmáticos. Entretanto, muitas coisas são respondidas neste volume, clareando nossa mente para o que ficou em aberto no livro anterior. A impressão é que se for o caso de ler este sem ter passado pelo primeiro é de total confiança, e isso é genial.

O segundo volume da trilogia é dividido em quatro partes, e estes são narrados na percepção do personagem a quem é direcionado – Stellnaja, Ímpar, Darin e William, respectivamente. São setenta e oito capítulos (curtos), um prólogo e um epílogo, ao todo. A narrativa flui facilmente (apesar dos momentos mais calminhos e invariáveis introduzidos para o nosso entendimento), e há mistos de diversão e tensão. Impossível não abismar-se, sentir raiva ou indignação. Acerca dos termos técnicos, a revisão foi melhorada em comparação ao primeiro livro, mas ainda encontrei alguns erros e repetições desnecessárias, devo admitir.

Os Sete Escolhidos nos oferta por fim um desfecho com um gancho que nos faz imaginar muitas coisas sobre o próximo e último livro da trilogia. Confesso ainda que até nisso há progresso, pois o remate do primeiro livro não foi tão interessante quanto o deste. Acredito que teremos uma sucessão de acontecimentos de tirar o fôlego, já que a autora permanece com o seu teor de criatividade que sabe como impressionar, principalmente àqueles que adoram um bom enredo fantástico. Portanto, minha recomendação. Se você deu uma chance à primeira obra, dê continuidade com o enredo, e verá que apesar de tudo a trilogia Annástria entretém de forma contagiante.

– Meu nome verdadeiro é Stellnaja. Sou enviada da Deusa de Annástria, estou aqui para recrutar sete escolhidos que irão lutar ao lado da Deusa para salvar Annástria de cair nas garras da Santine, a deusa das Trevas. Ela quer dominar os humanos e já tentou me matar. Ela deseja matar Darin, o príncipe de Annástria, pois somente ele pode salvar seu mundo – minha respiração estava ofegante. Por que eu disse aquelas coisas? Como Padre Coran iria encarar isso? Senti que eu estava em grave perigo. Tentei sair do confessionário, porém eu estava presa ao banquinho. Não havia cordas nem corrente me prendendo, mas mesmo assim eu estava presa, ou melhor, colada. Padre Coran pigarreou do outro lado do confessionário.



O Universo realizou recentemente uma entrevista muito bacana com a autora nacional Julianna Costa. Saiba mais sobre ela conferindo nossa conversa abaixo.



Universo: Conte-nos um pouco sobre você e sobre sua relação com a escrita. Como tudo começou?
Julianna Costa: Eu acho que todo escritor começa com um leitor e, no meu caso, não foi diferente. Desde muito nova eu sempre li muito. Comecei escrevendo poesias e contos. Com o tempo eu conheci o RPG (Role-Playing Game) que é um jogo que exige muita imaginação e criatividade, e foi com isso que eu comecei a escrever ''pesado'' mesmo.

Universo: J.K. Rowlingm J.R.R., Stephen King e George Orwell são os nomes que mais te inspiraram desde cedo. Mas porque eles? O que te levou a lê-los?
Julianna Costa: Meu pai! (risos). No natal do ano que eu aprendi a ler, meu pai disse a toda a família que eu só poderia ganhar livros de presente. Ele é assim: sempre estimulou muito a leitura, e uma leitura bem diversificada. Mas esses autores são alguns dos que realmente me encantaram. Eu acho a fantasia um dos estilos literários mais ricos, e eu sempre tive um ''quedinha'' pro lado do horror também (risos) o que, acredito eu, explica o meu gosto pelo King.

Universo: A quadrilogia A Idade de Sangue é o seu primeiro projeto como escritora, ou você já tinha algumas ideações sólidas? Há algum enredo em mente para uma futura publicação?
Julianna Costa: É o primeiro trabalho que eu publiquei. Mas tenho outros prontos e vários outros ainda em produção. Tenho muitos enredos em mente. Muitos mesmo. É só uma questão do que escrever primeiro (risos). Mas acho que o próximo que vou encaminhar para a editora é a minha versão do apocalipse zumbi. Vai seguir o mesmo estilo da Idade do Sangue: não vai ter um personagem principal, mas vários grupos diferentes interagindo.

Universo: Quanto tempo Agnus Dei levou para ser escrito? Para a concretização do primeiro livro foram necessárias muitas pesquisas e consultas a outras histórias como referências?
Julianna Costa: Eu passei entre cinco e seis anos desenvolvendo a história completa. Por fim resolvi dividir em quatro partes. Escrevendo, mesmo, foi aproximadamente um ano para o primeiro livro, e o segundo (que está quase pronto) já estou escrevendo há mais ou menos esse mesmo tempo. Pesquisas foram muitas (risos). Além da internet – que é uma ferramente incrível para isso – eu tinha uns oito livros ao meu lado todo o tempo enquanto escrevia. Da Bíblia ao Livro dos Vampiros de J. Gordon Melton, fundador do Instituto para Estudos de Religiões Americanas, eu li tudo. Isso sem contar os mapas... tantos mapas... (risos).

Universo: Atualmente, qual o seu maior desafio como escritora independente? Como funcionou o processo de ingressão no mercado literário?
Julianna Costa: O primeiro desafio inicial foi conseguir publicar e divulgar o livro. Mas agora que – ainda bem (risos) – essa etapa já foi ultrapassada e eu já consegui alguns contatos bem interessantes, acho que o maior desafio tem sido tempo. Conciliando diferentes atividades, às vezes, sobra pouco tempo pra escrever. E quando eu não consigo escrever com alguma freqüência, eu acabo ficando ansiosa e aí vira um ciclo vicioso! (risos).

Universo: Agnus Dei tem referencias bíblicas sem apologia alguma. O que te levou a incrementar a história de uma forma tão polemica?
Julianna Costa: Confesso que a ideia não foi criar qualquer polêmica (risos). Se ela surgiu foi completamente não intencional. Quando eu ainda estava na fase de preparação da trama, algumas organizações e alguns personagens se fizeram necessários para que eu pudesse montar as coisas do jeito que eu queria. Aí eu montei o cenário, joguei os personagens lá dentro e esperei para ver o que acontecia! (risos)

Universo: Como você ministra seu tempo para escrever? Exerce, além disso, alguma outra atividade?
Julianna Costa: Apesar de não praticar, eu sou advogada. Me formei há pouco tempo, e estou estudando para alguns concursos específicos de áreas que me interessam. Se eu pudesse viver só de escrever seria o cenário ideal. Mas o mercado é muito competitivo e tem pouco espaço para novos autores nacionais. Então, eu não tenho ilusões megalomaníacas, não, sabe? (risos) O plano é escrever, mas não confiar só nisso.

Universo: Como escritora você possui algum sonho? Se sim, pode nos contar?
Julianna Costa: Um Nobel e um filme (risos)! Brincadeira! Acho que meu sonho é conhecer George Martin. Apertar a mão dele e dizer ''me ensina''.

Universo: Qual o conselho que você dá àqueles que desejam tornar-se autores com ingressão e reconhecimento verossímil no mercado literário?
Julianna Costa: Paciência e determinação, sabe? As coisas demoram pra acontecer, e às vezes elas demoram muito mesmo e você chega a pensar em desistir. Mas tem que ter calma. Confiar no trabalho que você produziu e ir em frente. Lembrar que até grandes autores como a própria Rowling e o King tiveram seus manuscritos recusados em diversas ocasiões. O segredo é não se desesperar.

Universo: Gostaria, por favor, de deixar uma mensagem para os leitores do blog?
Julianna Costa: Leiam muito e escrevam sempre que tiverem tempo. Eu sei que existem coisas melhores que literatura, mas acho que não são muitas! (risos)
Querendo falar comigo sobre algo que gostou ou detestou no meu livro, sobre o livro de outra pessoa, sobre um livro que você tá escrevendo e quer ajuda, sobre um filme que você viu essa semana ou sobre o clima: meu email é juliec.costa@gmail.com , meu facebook é http://www.facebook.com/ju.costa.7967 e meu twitter é @JuCosta_Fantasy . Pode ficar a vontade pra me adicionar, que a gente bate um papo. Beijos pra todos!


Para conferir a resenha do primeiro livro de Julianna Costa basta clicar AQUI
Até a próxima, pessoal!

Vamos de Book Blogger Hop, pessoal? A última perguntada postada é um tanto polêmica... vamos a ela, então.



O Book Blogger Hop é um meme criado pelas meninas do Murphy's Library. Toda semana elas lançam uma pergunta sobre o universo dos livros, e cabe à nós, blogueiros, responder a mesma de forma clara, expressando nossa opinião acerca do assunto discutido.


E a pergunta é...
''Qual sua reação quando alguém te dá um spoiler — revelações sobre o enredo — de algum livro que você pretende ler?''

Não é segredo que os spoilers não são a minha praia. Eu os evito a qualquer custo, inclusive. Não que eu não leia resenhas, até porque elas são mais introdutórias e explanam mais acerca dos pontos técnicos da obra. Mas, claro, sempre acontece de algo (de extremo valor) ser revelado sobre o enredo em momentos totalmente inoportunos (tsc tsc tsc). Felizmente eu passei por isso raras às vezes, mas quando aconteceu eu fiquei meio frustrada. Tem coisa pior do que ler um livro sabendo de algo primordial e imprevisível que acontece nos momentos finais? Não mesmo. Mas não deixei de ler a obra... apenas não a li com as mesmas expectativas.

E vocês, deixariam de ler algo por conta de um mega spoiler?

Noticiando... 

O centenário de Augusto do Prado Franco, trouxe, entre tantas e memoráveis homenagens, a chegada de um livro de cunho histórico. ''O Legado Desenvolvimentista do Governo Augusto Franco'', escrito pelo professor e economista Marcos Melo, trata-se não apenas do simbólico governo do Dr. Augusto Franco, como também boa parte da história econômica de Sergipe.

O livro, que foi lançado no encerramento do Fórum 'Cenários da Economia Brasileira', que ocorreu no dia 04 deste mês, conta com um acervo de dados históricos que marcaram o trabalho ao longo da vida do Dr. Franco, onde são destacas a exploração de minérios no estado, a construção da adutora do São Francisco (e outras mais), e a construção dos conjuntos habitacionais feitos pelo ex-governador.

Para quem não lembra, ou não sabe, Augusto Franco, como é conhecido, é natural de Laranjeiras, nascido em 1912. Graduou-se em Medicina, mas com o tempo expandiu seus negócios para o ramo das comunicações. Foi o fundador da Rádio Atalaia, da TV Atalaia e do Jornal da Cidade em Aracaju. Além disso, foi presidente do Sindicato dos Produtores de Açúcar de Sergipe e delegado da Confederação Nacional da Indústria. Foi deputado, senador e governador, realizando ao longo do tempo um trabalho extraordinário e memorável para o estado, principalmente por sua visão futurista. Deste modo, tornou-se como pessoa, e político, alguém que soube fazer história.

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