O 'destaques' de outubro trás um autor muito querido no âmbito literário. Confiram!!



# Autor destaque e sua biografia:


Stephen Edwin King nasceu em Portland, Maine, no ano de 1947. Foi o segundo filho de Donald e Nellie Ruth Pillsbury King. Após a separação de seus pais, Stephen e seu irmão, David, foram criados por sua mãe. Stephen passou a infância em Fort Wayne, Indiana, onde moravam parentes de seu pai, e também em Stratford, Connecticut. Quando King completou 11 anos, sua mãe voltou com ele e o irmão para Durham, no Maine, pois seus avôs viviam lá e precisavam da ajuda de sua mãe.

Stephen frequentou aulas em Durham e na Lisbon Falls High School, onde se graduou no ano de 1966. Foi para a Universidade de Maine, onde mantinha uma coluna semanal para o jornal escolar que tinha o nome de The Maine Campus. Stephen foi um estudante ativo, colaborando em questões políticas e servindo como membro do Student Senate. Ele se graduou em 1970 e obteve qualificação para lecionar.

O escritor casou-se com Tabitha Spruce no ano de 1971, com quem teve três filhos: Naomi Rachel, Joe Hill e Owen Phillip. Eles se conheceram na biblioteca da universidade quando ainda eram estudantes. Enquanto vendia pequenas histórias para algumas revistas, Stephen escreveu seu primeiro conto profissional ''The Glass Floor'' para a Startling Mystery Stories, em 1967. Muitos destes contos foram compilados posteriormente na coletânea Night Shift (Sombras da Noite) ou apareceram em outras antologias.

No ano de 1973, a editora Doubleday & Co aceitou a novela Carrie. A partir daí, Stephen consegue subsídio para deixar de lecionar e dedica-se à escrita em tempo integral. Neste mesmo ano, o escritor consegue sua segunda aceitação com a novela Salem's Lot (A Hora do Vampiro). Neste período, a mãe do escritor morreu de câncer aos 59 anos.

Um ano após a aceitação da editora, a novela Carrie é publicada ao mesmo tempo em que Stephen se muda com a família para o Colorado. Viveram lá aproximadamente um ano, e nesse tempo Stephen escreve The Shining (O Iluminado), que foi levado aos cinemas pelo diretor Stanley Kubrick no ano de 1980. Retornam para Maine em 1975, onde o escritor finaliza The Stand (A Dança da Morte).

Em 1999 Stephen King sofreu um acidente gravíssimo. Foi atropelado durante uma de suas caminhadas. Perdeu a memória, fraturou o quadril, quebrou a perna e teve danos pulmonares. Mas acabou se recuperando. 

Embora seu talento se destaque na literatura de terror/horror, escreveu algumas obras de qualidade reconhecida fora desse gênero e cuja popularidade aumentou ao serem levadas ao cinema, como nos filmes Conta Comigo, Um Sonho de Liberdade (contos retirados do livro As Quatro Estações), Christine, Eclipse Total, Lembranças de um Verão e À Espera de um Milagre. No ano de 2003, Stephen recebeu um título distinto da The National Book Foundation por contribuir com a literatura americana, e hoje é reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração.

Bibliografia (livros de ficção publicados):
  • 1974: Carrie; 
  • 1975: A Hora do Vampiro; 
  • 1977: O Iluminado; 
  • 1978: A Dança da Morte; 
  • 1979: A Zona Morta; 
  • 1980: A Incendiária; 
  • 1981: Cão Raivoso; 
  • 1983: Christine; 
  • 1983: O Cemitério; 
  • 1983: A Hora do Lobisomem; 
  • 1984: O Talismã; 
  • 1985: Tripulação de Esqueletos; 
  • 1986: A Coisa; 
  • 1987: Os Olhos do Dragão; 
  • 1987: Angústia; 
  • 1987: Os Estranhos; 
  • 1989: A Metade Negra; 
  • 1990: A Dança da Morte; 
  • 1991: Trocas Macabras; 
  • 1992: Jogo Perigoso; 
  • 1992: Eclipse Total; 
  • 1994: Insônia; 
  • 1995: Rose Madder; 
  • 1996: À Espera de Um Milagre; 
  • 1996: Desespero; 
  • 1998: Saco de Ossos; 
  • 1999: A Tempestade do Século; 
  • 1999: The Girl Who Loved Tom Gordon (não publicado no Brasil); 
  • 2000: Riding the Bullet (não publicado no Brasil); 
  • 2001: O Apanhador de Sonhos; 
  • 2001: A Casa Negra; 
  • 2002: Buick 8; 
  • 2005: O Rapaz do Colorado; 
  • 2006: Celular; 
  • 2006: LOVE - A História de Lisey; 
  • 2008: Duma Key; 
  • 2009: Sob a Redoma; 
  • 2010: Blockade Billy; 
  • 2011: 11/22/63; 
  • 2012: Dança Macabra.


# Lançamento atual:


Em um dia como outro qualquer em Chester’s Mill, no Maine, a pequena cidade é subitamente isolada do resto do mundo por um campo de força invisível. Aviões explodem quando tentam atravessá-lo e pessoas trabalhando em cidades vizinhas são separadas de suas famílias. Ninguém consegue entender o que é esta barreira, de onde ela veio e quando — ou se — ela irá desaparecer. Os moradores de Chester's Mill percebem que terão de lutar por sua sobrevivência. Pessoas morrem, aparelhos eletrônicos entram em pane ao se aproximar da redoma e a situação fica ainda mais grave quando a cidade se vê exposta às graves consequências ecológicas da barreira. Para piorar a situação, James ''Big Jim'' Rennie, político dissimulado e um dos três membros do conselho executivo da cidade, usa a redoma como um meio de dominar a cidade. Enquanto isso, o veterano da guerra do Iraque, Dale Barbara, é reincorporado ao serviço militar e promovido à posição de coronel. Big Jim, insatisfeito com a perda de autoridade que tal manobra poderia significar, encoraja um sentimento local de pânico para aumentar seu poder de influência. O veterano se une a um grupo de moradores para manter a situação sob controle e impedir que o caos se instaure. Junto a ele estão a proprietária do jornal local, uma enfermeira, uma vereadora e três crianças destemidas. No entanto, Big Jim está disposto até a matar para continuar no poder, apoiado por seu filho, que guarda a sete chaves um segredo. Mas os efeitos da redoma e das manobras políticas de Jim Rennie não são as únicas preocupações dos habitantes. O isolamento expõe os medos e as ambições de cada um, até os sentimentos mais reprimidos. Assim, enquanto correm contra o pouco tempo que têm para descobrir a origem da redoma e uma forma de desfazê-la, ainda terão de combater a crueldade humana em sua forma mais primitiva. 


# Uma das obras mais aclamadas:

Danny Torrance não é um menino comum. Ele é capaz de ouvir pensamentos, transportar-se no tempo, olhar o passado e o futuro. Danny é um iluminado. Maldição ou benção? A resposta pode estar guardada na imponência assustadora do hotel Overlook.
Quando Jack Torrance consegue o emprego de zelador do velho hotel, todos os problemas da família parecem estar solucionados. Não mais o desemprego e as noites de bebedeiras. Não mais o sofrimento da esposa, Wendy. Tranquilidade e ar puro para o pequeno Danny livrar-se de vez das convulsões que assustam a família. Só que Overlook não é um hotel comum. O tempo esqueceu-se de enterrar velhos ódios, cicatrizar antigas feridas. O Overlook é uma chaga aberta de ressentimento e desejo de vingança. O Overlook é uma sentença de morte e quer Danny, e precisa dos poderes de Danny para chegar ao fim.
A luta assustadora entre dois mundos: um menino e a ânsia assassina de poderosas forças malignas. Uma família refém do mal. Nesta guerra sem testemunhas, vencerá o mais forte.

A entrevistada de hoje é a brasiliense Carolina Ribeiro, nossa autora parceira. Falamos um pouquinho sobre ela há alguns meses atrás (para conferir é só clicar AQUI), mas agora é hora de explorar um pouco mais sobre o seu trabalho. Vale a pena conferir!


Universo Literário: Carolina, conte-nos um pouco sobre você. Quando surgiu a ideia de escrever enredos seus?
Carolina Ribeiro: Bem, a ideia surgiu do nada. Eu sempre gostei muito de ler e a partir disso comecei a criar minhas próprias histórias, escrevi sempre alguns trechos sem início ou fim em um caderno. Sempre tive gosto pelo sobrenatural e acho que isso me impulsionou para começar a escrever Lua Cheia – meu primeiro livro – que mais tarde deu início a uma trilogia.

Universo Literário: Até agora seus projetos estão solidificados, mas nenhum foi publicado oficialmente – através de uma editora. Como tem sido todo esse percurso?
Carolina Ribeiro: Confesso que fiquei bem feliz quando, há alguns anos, várias editoras se mostraram interessadas pelo meu livro, mas cobravam um preço muito alto, então deixei para lá a questão de publicação até que retornei esse ano. Tenho mandando o original para várias editoras e fiquei bem feliz quando uma delas aceitou publicar gratuitamente, mas como o livro ainda está passando por um processo de revisão – que não é fácil – ainda não tem nada definido.

Universo Literário: Em sua opinião, qual o maior desafio hoje para um autor independente?
Carolina Ribeiro: Ter reconhecimento e seus livros publicados. A pessoa tem que ter muita força de vontade e não ter medo de críticas para sair pelas redes sociais divulgando seu trabalho e confesso que, na minha opinião, pelo Brasil não ter um público de leitores tão grande assim, isso acaba se tornando mais difícil. 

Universo Literário: JK Rowling é uma das suas fontes de inspiração, já que a série Harry Potter foi uma das responsáveis pela ideia da criação de histórias de sua autoria. Além dela, há algum outro autor que você admire e que, através dele, percebeu que escrever não é apenas um hobby?
Carolina Ribeiro: Admiro muito a história da Rowling por sua determinação e persistência, pois ela não desistiu quando ouviu o primeiro não de uma editora e todos riram dela achando que Harry Potter era apenas mais uma historinha. Creio que por isso e outros motivos sou uma grande fã dela e até hoje não me deparei com um autor(a) que tivesse história similar.

Universo Literário: Quando você se deu conta de que seu primeiro projeto poderia tornar-se uma trilogia? No geral, você utilizou de alguma fonte de pesquisa para a concretização e finalização do enredo?
Carolina Ribeiro: Acho que decidi que teria continuação quando terminei Lua Cheia. Eu estava tão empolgada por ter concluído meu primeiro livro que pensei ''Preciso continuar! Preciso escrever mais sobre esses personagens!''.
Sim, eu fiz muitas pesquisas para escrever. Na verdade faço inúmeras pesquisas para qualquer livro que escrevo. Acho que quanto mais parecido com a realidade e mais fatos o livro tem, melhor. E confesso que nessas horas o Google Earth foi um grande amigo e aliado. [Risos]

Universo Literário: A Trilogia A Dama da Noite centra em vampiros e lobisomens. O que te levou a tratar sobre essa temática fictícia?
Carolina Ribeiro: Sempre fui fascinada pelo sobrenatural, principalmente por vampiros. E na época, logo quando comecei a escrever, o filme Anjos da Noite estava fazendo o maior sucesso e acho que 60% de minha inspiração veio daí. Tanto é que já li alguns comentários falando que as sinopses dos meus livros lembram um pouco o enredo do filme, mas as semelhanças param por ai. 

Universo Literário: Há uma coluna em seu blog em que você apresenta aos leitores um pouco sobre os personagens da trilogia. Além disso, você pode comentar para nós sobre alguma especificidade da obra?
Carolina Ribeiro: Os livros, basicamente, se passam em Londres apesar de aparecerem vários outros cenários ao longo da história. Escolhi a capital inglesa por ser apaixonada pela Inglaterra e fiquei muito feliz quando conheci a cidade e pude ver ao vivo e a cores vários lugares que aparecem nos livros. 
Para criar os personagens me baseei na mistura de personalidades de pessoas que conheço, alguns até em mim mesma, e na parte física eu costumava observar muito as pessoas na rua e ''coletava'' seus traços para os meus personagens. 

Universo Literário: Foi lançado recentemente o book trailer de Lua Cheia, primeiro livro da trilogia. Quais são suas expectativas agora, após a exibição geral do enredo?
Carolina Ribeiro: Espero que as pessoas se interessem mais e conto com um aumento na divulgação. Achei bem divertido fazer o book trailer e é um meio rápido e dinâmico para deixar o pessoal mais por dentro do livro. Posso também dizer que o book trailer do segundo livro, Sangue Real, já está pronto. 

Universo Literário: Como você ministra seu tempo para ler e escrever? Qual a temática que você busca estar mais por dentro?
Carolina Ribeiro: Geralmente escrevo nos finais de semana, mas na época de férias eu escrevo quase toda a noite. Eu necessito estar sempre lendo algum livro e sempre que surge um horário vago – intervalo entre aulas, antes de dormir – eu pego meu livro e leio um trecho, tanto é que não saio de casa sem ele. Eu gosto de ler quase tudo, mas ultimamente meu interesse tem aumentado pelos livros de suspense e policial.

Universo Literário: Além de Dama da Noite, você possui publicado em e-book mais dois livros, Abadia Lockwod e Anjos Caídos. O que você pode nos contar sobre eles, e por que deveríamos lê-los?
Carolina Ribeiro: Abadia Lockwood foi o primeiro livro que escrevi depois da conclusão de Dama da Noite e confesso que fiquei assustada comigo mesma com a rapidez com que ficou pronto; eu o iniciei e conclui nas férias de 2011 e 2012. Ao contrário de Dama da Noite, esse livro é um romance que não envolve qualquer coisa sobrenatural, mas possui dois enredos que estão interligados, a de Lydia e de Elizabeth. Também se passa na Inglaterra, mas possui um cenário mais rural. Duas séries que me inspiraram a escrever esse livro foram Downton Abbey e The Promise. 
Ainda estou trabalhando em Anjos Caídos, e como o nome já é bem sugestivo, retornei ao assunto do sobrenatural, dessa vez com anjos. Esse enredo se passa na Finlândia e conta os conflitos que Rephaim vive ao ser banido do céu. 

Universo Literário: Há mais algum enredo sendo preparado? Quais os projetos para o futuro?
Carolina Ribeiro: É curioso, pois quando estou escrevendo um livro sempre surgem ideias para um próximo. Como já disse, ainda estou trabalhando em Anjos Caídos, mas ao terminar já tenho algumas ideias para um próximo livro e quero me arriscar um pouco em um enredo épico.

Universo Literário: Gostaria de deixar alguma mensagem para os leitores do blog? Informe também seus contatos e ondem podem ser realizadas a compra dos seus livros.
Carolina Ribeiro: Primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade dessa entrevista.
Se quiserem saber mais sobre a série Dama da Noite ou os outros livros, é só entrarem no meu blog. Lá terá os links para download do primeiro capítulo de cada livro e o link para compra da versão e-book e imprensa dos livros. 

Contatos da autora:
Blog: http://autoracarolinaribeiro.blogspot.com.br
Skoob: http://www.skoob.com.br/autor/7224-ana-carolina-da-luz-ribeiro
Twitter: https://twitter.com/autoraac
Facebook: https://www.facebook.com/autoraac?ref=hl

Assista também o book trailer de Lua Cheia, primeiro livro da trilogia Dama da Noite:


Título: Private - Agência Internacional de Investigações
Autor: James Patterson
Edição: 1
Editora: Arqueiro
Páginas: 224 
ISBN: 
9788580410532 
Nota: 3 de 5


Como admiradora de romances que tragam pitadas generosas de mistérios em meio a uma boa investigação policial, não pude deixar de conferir Private: Agência Internacional de Investigações, escrito por James Patterson. Esta, inclusive, é a primeira obra do autor que tenho a oportunidade de ler, mas, infelizmente, nem todas as expectativas foram superadas como desejei.

No centro da história temos Jack Morgan, dono daquela que é considerada a melhor agência de investigações que existe, com escritórios em vários cantos do planeta, chamada de Private. É a ela em que os homens e as mulheres mais influentes do mundo recorrem quando precisam de total eficiência e máxima discrição. A agência é o único recurso quando a polícia não pode fazer mais nada, e os criminosos estão à solta. Enquanto Jack e sua equipe investigam o assassinato de 13 garotas, surgem dois outros casos, bem mais pessoais. Fred, tio de Jack, procura-o pedindo ajuda com um escândalo financeiro que pode destruir a liga profissional de futebol americano. E a esposa do melhor amigo de Jack, Andy Cushman, é encontrada morta. Com a Private, nenhum caso fica sem solução. Os três mistérios parecem insolúveis, mas Jack conta com os melhores investigadores e com o que há de mais avançado em tecnologia – recursos que, muitas vezes, não estão à disposição da polícia. Além disso, a agência não responde a instituições oficiais, portanto, nem sempre precisa jogar de acordo com as regras.

A obra diz respeito basicamente no resumo acima, e é dividida em quatro partes, contendo também um prólogo e um epílogo. Os capítulos no geral são curtos e objetivos, o que em outros casos eu acharia bem conveniente, mas, neste isso me irritou um pouco, devo admitir. Os relatos são rápidos demais, e passaram até despercebidos sem eu ao menos notar. Não dava tempo de sentir o gostinho da cena... claro, não foi um enredo empurrado com a barriga, mas senti falta de fatos mais elaboradas. Tive a impressão que isso foi feito para criar mistério e/ou instigar, mas não me senti convencida. Em relação aos enigmas que, consequentemente, estão relacionados com o desfecho, também não me satisfez por completo. Parcial seria a palavra certa para definir o fim da trama. Sobre a linguagem não tenho do que reclamar... sucinta e de fácil entendimento. E, no geral, a obra não é exatamente confusa.

Como na maioria das tramas, também temos em Private uma leve pitada de romance, mas nada muito extremo. Porém, não sei dizer se isso foi bom ou ruim, sinceramente. Foi leve, superficial, sem expectativas, coisa que já presenciamos por aí, de um jeito ou de outro. Como este não é o foco, tudo bem se o deixarmos passar.

Os personagens são neutros, com personalidades diferentes e bem descritas, e uma coisa interessante é a forma como passamos a conhecê-los e diferenciá-los. Patterson mescla as investigações com a relação que isso possui na vida dos profissionais... é uma analogia do pessoal ao profissional, e em visões diferentes isso foi bacana de ser analisado.

No mais, o indico, sim! Embora eu não o tenha achado extremamente maravilhoso como muitos, reconheço as qualidades do enredo. Ele desperta sentimentos e curiosidades que te levam até o fim, mesmo que no meu caso não tenha sido tão envolvente como eu gostaria que fosse.


''Ela precisava entender por que esses garotos privilegiados se transformaram em monstros. Havia mais perguntas do que respostas sobre a natureza da psicose que movia e muitas possibilidades entre as quais escolher: predisposição genética, trauma, fisiologia cerebral e a sempre popular justificativa 'quem poderia saber? Afinal, somos todos diferentes.'''



O mês das crianças está sendo marcado por uma iniciativa que vem movimentando as redes sociais. O projeto criado pela escritora nacional Renata Ventura consiste na ideia de juntar um grupo voluntário que se disponha a visitar os orfanatos da cidade em que reside. Além de proporcionar uma tarde diferente, mais dinâmica e interativa para crianças carentes, este possui como propósito principal o incentivo a leitura por meio da série em livros mais famosa da última década: Harry Potter. 

O grupo terá como atividade principal a leitura dos primeiros capítulos de Harry Potter e a Pedra Filosofal nos locais de visitação, além de deixar alguns exemplares do mesmo para que as crianças leiam o resto da história gradualmente. Isso não irá somente estimular a leitura, como também irá mostrar que, de certa forma, ninguém está sozinho. 

A ideação tomou conta de várias cidades e estados pelo Brasil inteiro, e aqui em Sergipe a coisa não foi diferente. Organizado por Rafaela Lopes de Nadine Hora, o Potterheads Arretados foi criado há um pouco mais de uma semana, e já possui mais de 180 membros ativos. Ele representa o estado no âmbito nacional, e trata a iniciativa com interesse. 

É importante deixar claro que todo o processo de desenvolvimento do projeto está sendo trabalhado com cautela. Para a efetivação do mesmo estão sendo buscados mecanismos que atendam a necessidade de todos, portanto, há a sugestão de criação de subgrupos padronizados para que a ideia se solidifique e atinja todos os lugares da mesma forma – pois, apenas frisando, o estado conta com mais de 8 (oito) orfanatos, além de hospitais e casas de apoio. A procura por uma ajuda profissional também está sendo cogitada como algo de extrema importância.

Todos os detalhes e ideias já postas em pauta serão discutidos na primeira reunião do grupo que será realizada às 14hs30 do dia 27 deste mês (outubro), no Parque dos Cajueiros. As organizadoras contam com a presença de todos os fãs da série que possuem a vontade de propagar a leitura e mostrar o porquê de ler algo tão mágico e estimulante. Mas, não se prendam a temática, pois o grupo visa o incentivo no geral. Portanto, quem desejar integrar ao projeto será muito bem-vindo, bem como sugestões construtivas e ideias que expandam a campanha. [...]