Oi pessoal! Primeiro gostaria de me apresentar...

Meu nome é Rafaela, tenho 17 anos, e adoro ler de tudo – tanto que não tenho um gênero literário favorito. Eu diria que passo por ''fases literárias'', pois há épocas que estou afim de muitos romances, e há épocas em que quero ler clássicos, ou muita aventura, e, diria ainda, que minha ''preferência literária'' também varia de acordo com o meu humor. E é justamente por ser tão eclética quando se trata de livros que vou debater com vocês mensalmente sobre diversos gêneros e movimentos literários.

Literatura em Movimento: coluna que consiste em apresentar, argumentar e discutir de forma opinativa sobre os mais variados gêneros e movimentos literários existentes.
Será ofertada mensalmente pela Rafa.
 
 
 
Para começar resolvi falar de um gênero que foi um dos meus favoritos entre o fim de 2010 e o início desse ano: O Chick Lit. O chick lit é um gênero moderno, conhecido como ''literatura de mulherzinha'', onde os livros são na maioria das vezes escritos por mulheres, e tem como público alvo as mesmas. Os assuntos abordados no gênero são diversificados... vão de trabalho à traição, ou aborto, consumismo e até mesmo vícios. Eu costumo dizer que o Chick lit aborda o dia-a-dia das mulheres comuns de uma forma leve e divertida, mas com alguns toques de drama.

Há quem diga que o gênero não passa de ''lixo literário'', algo que eu realmente não entendo. Já cheguei a pensar que talvez seja por abordar temas simples, ou porque na maioria das vezes os livros – aparentemente – não passam nenhuma mensagem grandiosa para o leitor. Mas ora! Todos os movimentos literários abordam a sociedade na determinada época em que foram escritos, seja criticando ou apenas relatando de alguma forma como era a sociedade do ponto de vista do autor. Então faz todo o sentido que o Chick Lit nos apresente, vez por outra, uma protagonista viciada em compras ou viciada em drogas, ou ainda uma desesperada por marido/namorado, afinal, não são esses alguns dos grandes males da nossa sociedade hoje em dia? Por isso eu acho o gênero tão interessante, diferente da maioria dos livros de autoajuda tão bem vendidos e falados atualmente. A intenção do Chick Lit não é te dizer o que fazer pra superar seus vícios ou medos, é só um relato como alguém foi capaz de se livrar de um vício, ou como teve ou não seu final feliz ao lado do ''Príncipe Encantado''. Este é, aliás, mais um ponto que eu gosto nos Chick Lits, o de que nem sempre a protagonista precisa estar com um homem no final para ser feliz. Muitas vezes elas acabam encontrando a felicidade consigo mesmo. E não é que não haja crítica ou alguma mensagem nisso tudo, pois as críticas estão lá, e as mensagens também estão presentes... basta você perceber.


Outro ponto que eu gosto bastante nos Chick Lits é que os livros costumam ser bastante divertidos, mesmo quando abordam temas dramáticos, porque apesar de eu também adorar drama, gosto muito de dar umas boas risadas. Então, mesmo se o livro não vier a acrescentar absolutamente nada na minha vida, pelo menos eu sei que irei me divertir. Claro que isso vai das preferências de cada um... enquanto algumas pessoas preferem não perder tempo lendo livros com temáticas ''fúteis'', outras querem ler só para terem um divertimento ou passar o tempo.

Algumas escritoras famosas de Chick Lit:
Meg Cabot: Os livros de Meg costumam ser bastante divertidos, e são voltados principalmente para o público infanto-juvenil e jovem-adulto – ela também escreve livros adultos, no entanto, usa seu nome do meio, ''Patricia'' –. Eu já fui super fã da Meg, mas cansei dos livros dela de uns tempos para cá, acho que justamente por se tratarem de livros mais ''simples''.
Marian Keyes: Marian é a minha escritora de Chick Lit favorita! Seus livros abordam temas bastante dramáticos, como vício, aborto, traição e etc. E por tratarem de assuntos mais ''pesados'' eu não recomendaria os livros dela para alguém com menos de 14 anos.
Sophie Kinsella: Seus livros são voltados para o público adulto, e são muito divertidos também, porém, são livros que apenas divertem, pois não acrescentam em nada. Ou como eu costumo dizer: ''são bons pra passar o tempo''.
Paula Pimenta: Uma das poucas escritoras de Chick Lit brasileiras, conhecida como a Meg Cabot brasileira. Seus livros (assim como os da Meg) são voltados para o público infanto-juvenil e jovem-adulto, e apesar de eu só ter lido os quatro livros da série Fazendo Meu Filme até o momento, achei o enredo super-fofo. Com certeza vou ler mais alguns em breve.
Leila Rego: Outra autora brasileira, escritora dos livros ''Pobre não tem sorte I e II'' e do ''Amigas (im)Perfeitas''. Eu ainda não li nada da autora, mas tenho bastante interesse, e pelo que li por aí, acho que talvez ela possa ser considerada a Sophie Kinsella brasileira.


E vocês, já leram algum Chick Lit? Se sim gostaram? Se não, dariam uma chance? Espero que tenham gostado da coluna! Comentem o que acharam, e até o próximo mês.


Rafaela Lopes

"Diferentemente das redes de relacionamento pessoal, o que importa no site não são as fotos dos usuários ou para que time eles torcem, e sim o que merece ou não ser lido."
Estadão


Em um país onde os índices de leitores assíduos são considerados baixos, as redes de relacionamento para os amantes da literatura andam ganhando um espaço notório, e até, quem sabe, promovendo um maior incentivo no âmbito nacional.

Segundo dados recentes da 3ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feito pela Ibope Inteligência com 5 mil entrevistados em 315 municípios entre junho e julho de 2011, o brasileiro lê em médio 4 livros por ano. Mas o que de fato levam as pessoas a lerem tão pouco? Ou, ainda, qual o principal motivo para tanto desinteresse? Isso é o que pesquisadores e os sites criados para tal tentam descobrir. Para isso são criados mecanismos que dão ao leitor a capacidade de livre expressão, ou seja, eles poderão ofertar livremente suas respectivas opiniões da forma mais dinâmica possível, de modo rápido e simples.

Seria inoportuno, no entanto, não frisar que possuímos, sim, uma margem bastante considerável de leitores frequentes – e a blogosfera literária é a prova viva disso. Mas a verdade mesmo é que somos carentes de ledores, e talvez a deficiência esteja no processo histórico de ensino. Por isso, ainda há muito o que ser revisto e reformulado, principalmente na educação. Até lá, são as redes sociais que irão continuar tentando mudar essa condição, buscando acabar aos poucos com o ''ler por obrigação'', mesmo que às vezes em prol da indústria cultural. Mas como isso será possível? Bem... isso pode ocorrer sem a pessoa ao menos se dar conta.

Aqui no Brasil as iniciativas, apesar de poucas, são existentes e populares. Semelhante às redes sociais mais tradicionais, os sites literários são fáceis de usar, dinâmicos e bastante atrativo aos olhos dos usuários. Com elas é possível listar o que está sendo lido, o que já foi lido, o que se pretende ler, o que deseja, o que é considerado como favorito ou o que foi abandonado. Os leitores ainda podem compartilhar com os demais suas respectivas opiniões sobre as obras através de notas, comentários ou até resenhas, formando assim uma legítima estante virtual carregada de críticas e conceitos. E o melhor disso tudo é que cada um pode ter tudo isso em seu perfil juntamente com as informações pessoais que deseja inserir. [...]



Sei que tenho estado meio ausente ultimamente, e mesmo que eu tenha uma justificativa plausível para dar, compreendo que o importante mesmo é cumprir com a minha responsabilidade para com o blog. Entretanto, gostaria de frisar que o Universo não é uma blog na qual publico textos, resenhas e afins apenas por obrigação. É claro que, com o amadurecimento do nosso conteúdo, tudo isso tornou-se um dever, algo que tento ao máximo cumprir com precisão para satisfazer a quem lê. Só que mais que isso, o Universo é um espaço meu e seu, onde procuro tratar daquilo que tanto gosto de discutir, comentar e opinar em suas diferentes vertentes: sobre o universo literário. Portanto, peço a compreensão de todos para as eventuais sumidas... tento ao máximo evitar essas coisas, mas há momentos em que chega a ser inevitável.

Sem mais delongas, trouxe as respostas de um meme indicado pelo Carlos, do blog Cantina do Livro. Como eu adoro essa interatividade, porque não respondê-lo? Ah! Carlos, muito obrigada pela recomendação. Bem, vamos lá?

1. Qual seu personagem favorito de todos os tempos?
Anny, de Jogando Xadrez com os Anjos (Fabiane Ribeiro)

2. Qual seu livro favorito?
A Cidade do Sol, do Khaled Hosseini.

3. Qual o pior livro que você já leu na sua vida?
Os Bruzundangas, do Lima Barreto.

4. Que música combina perfeitamente com um livro?
Angels, do Robbie Williams, com o livro Um Dia (David Nichols).

5. Se você pudesse se casar com um personagem, com quem seria? E por quê?
Ed Kennedy, de Eu Sou o Mensageiro (Markus Zusak). Ah, o Ed pode ser marrento e um zé ninguém, mas tem um coração do tamanho do universo. Quem diria que justo ele faria todas aquelas coisas lindas em prol do próximo? É de impressionar...

6. Qual livro que te deixou mais triste?
O Menino do Pijama Listrado, do John Boyne.

7. E mais feliz?
O Casamento, do Nicholas Sparks.

8. Qual livro que você leu só pela capa?
Sereia, da Tricia Rayburn.

9. Qual livro você já leu por boas recomendações de amigos?
Amante Sombrio, da J. R. Ward.

10. E por resenhas positivas?
Gone, do Michael Grant.

11. Qual seu autor favorito?
Khaled Hosseini.


*Deixando um lembrete que vale responder as perguntas escrevendo ou em videos, cada 
qual escolhe o que for melhor.*

Indico o meme para qualquer leitor do Universo que tenha blog e queira fazê-lo. Quem pegar me manda o link depois... vou adorar ver as respostas de vocês.
É isso, pessoal. Agradeço a visita frequente de todos, e o imenso carinho que recebo graças as minhas postagens singelas feitas decoração. Até a próxima!

E vamos de BBHop...


O Book Blogger Hop é um meme criado pelas meninas do Murphy's Library. Toda semana elas lançam uma pergunta sobre o universo dos livros, e cabe à nós, blogueiros, responder a mesma de forma clara, expressando nossa opinião acerca do assunto discutido.


E a pergunta da vez é...
''Você tem uma meta de leitura estabelecida? Se sim, qual é a meta e o período para alcançá-la?''
Tenho, sim, mas ela é muito imprevisível. Costumo apenas estabelecer em números a quantidade de livros que pretendo ler em um mês, ou ano, por exemplo. Já o que será lido eu não consigo prever ou organizar muito bem. Às vezes acabo passando alguns livros na frente daquele que pretendia ler, ou acabo deixando de ler aquele que há tempo deveria ser lido... há também a questão do que é necessário ler no momento e da leitura por prazer e/ou passatempo. Portanto, é irregular... mas, no geral, não tenho uma meta exata, pré-estabelecida. Vou adequando o meu tempo e a minha necessidade... e no fim dá tudo certo. 


E vocês, possuem metas de leitura?