E aí, galera, tudo bom? Espero que vocês tenham tido ótimas festividades e uma excelente transição de ano. 2013 está aí, e com ele novas postagens aqui no Universo Literário. Espero que continuem conosco conforme vamos tentando dar o melhor de nós para que o façam.
O Adaptações Literárias consiste em apresentar, discutir e argumentar
sobre filmes que deveriam ganhar vida nas páginas físicas dos livros.
Coluna ofertada uma vez por mês pelo Roger.
"It's about a girl who gets turned into a swan and she needs love to break the spell, but her prince falls for the wrong girl so she kills herself." Sendo um dos meus filmes prediletos em 2011, até hoje não consegui superar o efeito "Cisne Negro".
Título Original: Black Swan
Roteiro: Andres Heinz
Diretor: Darren Aronofsky
Elenco: Natalie Portman (Nina Sayers);
Vincent Cassel (Thomas Leroy);
Mila Kunis (Lily).
Ambientado na cena atual em Nova York, o filme conta a história de Nina Sayers, uma bailarina esforçada que já está há anos na Companhia de Balé de Nova York, e agora vê a sua oportunidade de brilhar quando se é planejada uma nova reinterpretação do Lago dos Cisnes. Ela quer o papel, assim como qualquer colega de trabalho DO MUNDO, mas começa a ficar preocupada quando o diretor Thomas lhe diz que ela não tem o necessário para ser a protagonista - já que a mesma deverá interpretar dois personagens, o Cisne Branco (A Princesa Odette), no qual Nina é a escolha certa, e o Cisne Negro (A irmã gêmea malvada Odile), este último exigindo a sensualidade que falta na moça. Para completar a história temos a personagem Lily a quem Nina vê como uma potencial ameaça contra o seu objetivo de conseguir o papel central do balé.
Não sendo um filme fácil de ser visto, Cisne Negro brinca com a mente do telespectador ao inicialmente faze-lo acreditar em algo (sob o ponto de vista de Nina), onde logo em seguida quebra essa crença, mostrando que tudo não passa de visões esquizofrênicas de nossa "doce garota''. Ao nos apresenta-la, vemos ali uma menina correta que, apesar de já ter seus 28 anos, ainda vive com a mãe controladora e a deixa tratá-la como se ainda tivesse 12 anos. Apesar de descrente, Nina consegue o papel central, e é aí a história começa. Quando ela se vê pressionada (tanto pela mãe quanto pelo diretor e, enfim, por si mesma) a melhorar ainda mais como dançarina para fazer por onde ter merecido o papel, é onde Nina e os Cisnes se encontram. Mais conectados do que nunca, nossa protagonista sofre reflexos de ambos os lados dos personagens, pois assim como o Cisne Branco procurava por liberdade, Nina busca obsessivamente pela perfeição no palco. E o Cisne Negro por uma chance de ser liberto da própria dançarina.
Inspirado no balé original do Teatro Bolshoi e no romance "O Duplo" de Dostoievski, nos é mostrada uma narrativa bem equilibrada, onde o filme não peca em momento algum e controla as doses de adrenalina perfeitamente sem ser corrido demais, ou lento demais. É um típico filme do Darren Aronofski, onde o diretor começa contanto uma história calma e que, num estalo em um determinado momento, fica quase desesperadora, jogando cenas com o intuito de chocar o telespectador.
Sendo realmente uma releitura do clássico ao qual se refere, nele Nina retrata o Cisne Branco, Tomas o Príncipe e Lily o Cisne Negro, além de outros personagens que podem ser conferidos nos créditos finais. Ele rendeu a Natalie Portman o Oscar (o Globo de Ouro e outros prêmios) de melhor atriz num papel principal, e não é por menos. A atriz dá um show de atuação ao levar Nina de uma virginal e pseudo-inocente garota à uma mulher sedutora e que se deixa ser seduzida. E entre toda essa transição temos momentos marcantes e verdadeiramente emocionantes no filme, agradando a todos que gostam de uma boa produção que ao fim de sua sessão, faz você refletir sobre o que viu.
É isso aê. Até o mês que vem!
Rogério Gerson











