O mês de abril trás um autor em destaque super especial. Saiba mais sobre a vida do escritor John Green, e compartilhem conosco quais foram as leituras do autor já realizadas por você!

Destaques do Mês: uma coluna referente à proeminência de autores, lançamentos e obras aclamadas que possuem em comum um direcionamento temático. Dada à ênfase, esta será ofertada eventualmente quando necessário.

Autor destaque:

John Michael Green nasceu em 24 de agosto de 1977 em Indianapolis, Indiana, Estados Unidos. John é um vlogger e autor de livros para jovens adultos. Green cresceu em Orlando, Flórida, antes de entrar na Indian Springs School, um internato e externato fora de Birmingham, Alabama. Ele se formou em Kenyon College no ano de 2000, com uma dupla especialização em Estudos Ingleses e Religiosos.

Depois de sair da faculdade, Green passou cinco meses trabalhando como capelão, enquanto estudava em um hospital infantil. Inclusive, foram suas experiências de trabalho com crianças enfermas que o inspirou a escrever mais tarde A Culpa é das Estrelas. John viveu por vários anos em Chicago, onde trabalhou para o Review Journal Booklist como assistente editorial e editor de produção. Nesse mesmo tempo, escreveu sei famoso livro 'Quem é Você, Alasca?'. Enquanto esteve em Chicago, ele analisou centenas de livros de ficção particularmente literários, e livros sobre o Islã ou gêmeos siameses. O autor também fazia crítica sobre os livros revisados do New York Times Book, e escrevia para a Rádio Pública Nacional All Things Considered e WBEZ, estação de Chicago em uma rádio pública. Green viveu em Nova York por dois anos, enquanto sua esposa frequentou a escola de pós-graduação.

John Green reside atualmente em Indianapolis, Indiana, com sua esposa, Sarah (também conhecido como "O Yeti" em blogs, cunhado devido ao seu pedido de não ser vista em vídeo), seu filho Henry, e seu cachorro, um West Highland Terrier , chamado Willy.


Lançamento atual:

Em O Teorema de Katherine, Colin Singleton, após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine -, resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história vai vingar séculos de injusta e vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.


Uma das obras mais aclamadas:

Em Quem é Você, Alasca? Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras — e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o ''Grande Talvez''. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, engraçada, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao Grande Talvez. Quem é você, Alasca? narra de forma brilhante o impacto indelével que uma vida pode ter sobre outra. Este livro incrível marca a chegada de John Green como uma voz importante na ficção contemporânea.


Oi pessoal, tudo bem? Aproveitaram muito o feriadão? Eu vou aproveitei para estudar, porque as provas estão chegando. Enfim... e por falar em provas, esse mês resolvi falar de um movimento literário mesmo, ao invés de um gênero. Trata-se do Pré-Modernismo.


Literatura em Movimento: coluna que consiste em apresentar, argumentar e discutir de forma opinativa sobre os mais variados gêneros e movimentos literários existentes. 
Será ofertada mensalmente pela Rafa.



HQ baseada no clássico de Euclides da Cunha.

O Pré-Modernismo no Brasil: ''O pré-modernismo em nossa literatura compreende o período cultural que vai dos primeiros anos do século XX até 1922, quando ocorreu a Semana de Arte Moderna, marco que assinala o início do Modernismo no país. O Pré-Modernismo não constitui uma escola literária, mas um momento de transição entre a tradição literária do século XIX e sua ruptura radical, proporcionada pelo advento do modernismo.''  [...]  ''São considerados pré-modernistas alguns escritores cujas obras destoam de nossa produção literária do início do século. Esta refletia uma mensagem artística ainda ligada ao século XIX, e na qual os ecos do Realismo-Naturalismo na prosa e do Parnasianismo-Simbolismo na poesia não contribuíam para criações significativas. Em vez disso, tínhamos uma literatura superficial, servilmente submissa a modelos europeus já superados, aliena das questões nacionais. Tal produção foi significativamente caracterizada por um dos seus representantes, Afrânio Peixoto, como 'literatura sorriso da sociedade'. Em oposição a este cenário dominante, convencional e conservador, os escritores denominados pré-modernistas anunciam a Modernidade.''

Trechos retirados do livro: 3° série Novas Palavras. Editora FTD, 2005, 2° edição.


Quem me conhece sabe que eu adoro literatura nacional, e quando comecei a estudar o movimento Pré-Modernista na escola fiquei super empolgada, porque foi quando a literatura nacional começou a se desprender das influências europeias e passou a ser mais nacional. A literatura começou a denunciar a realidade dos povos marginalizados, como os nordestinos, os negros recém-libertos da escravatura, assim como a desvalorização da multicultura brasileira, e a supervalorização da cultura europeia. Devo admitir que quando a minha professora de literatura começou a falar do movimento, e sobre o retrato da desvalorização do conterrâneo, fiquei super curiosa e também um pouco receosa, pois com exceção da literatura nacional e de algumas bandas/artistas, eu nunca fui de curtir muito as coisas consideradas 'nacionais', mas desde o ano passado que eu tenho me esforçado para conhecer mais e mais sobre a cultura do meu país. E saber que tal movimento falava exatamente sobre algumas coisas que até pouco tempo eu costumava ignorar, foi quase como um soco na cara. Infelizmente ainda não tive a oportunidade de ler todos os livros do movimento (na verdade estou lendo 'Triste Fim' de Policarpo Quaresma, que foi pedido pela escola, e quando criança li alguns livros do Monteiro Lobato, mas como eram todos infantis, creio que eles não entram no movimento também pelo menos em nenhuma das minhas pesquisas citava isso), mas pretendo explorar um pouco mais esse lado.


Abaixo os autores Pré-Modernistas:
Augusto dos Anjos: Nasceu e viveu até os 24 anos na Paraíba, no Engenho Pau d'aço, onde a família foi obrigada a vender devido à crise que atingiu a lavoura açucareira nordestina nos primeiros anos da República. Embora formado em advocacia, foi professor de literatura a vida toda. Divulgando poemas em jornais até a publicação de sua única obra: Eu. Adorava expor as temáticas da podridão, da decomposição e dos terrores noturnos.
Euclides da Cunha: Nasceu no município de Cantagalo, Rio de Janeiro. Era engenheiro civil, e bacharel em matemática e ciências físicas e naturais, mas como sempre gostou de escrever, tornou-se jornalista e depois escritor. Passou por um episódio de decisão para a literatura brasileira. Trabalhando no jornal A Província de São Paulo, foi enviado como correspondente para o interior da Bahia, na região de Canudos, onde supostamente estaria havendo um levante monárquico. Lá, ao acompanhar os episódios finais da chamada Guerra de Canudos, foi testemunha de um massacre resultante do encontro de duas sociedades que se ignoravam: o litoral civilizado e europeizado, e o sertão inculto e bárbaro. A constatação da existência dos ''dois brasis'' e da forma criminosa com que se defrontaram nessa campanha levou o jornalista a idealizar 'Os sertões', obra que denuncia contradições nacionais ainda não superadas e que manifesta um profundo sentimento patriótico.
Monteiro Lobato: Contista, ensaísta e tradutor, este grande nome da literatura brasileira nasceu na cidade de Taubaté, interior de São Paulo, no ano de 1882. Formado em Direito, atuou como promotor público até se tornar fazendeiro, após receber herança deixada pelo avô. Diante de um novo estilo de vida, Lobato passou a publicar seus primeiros contos em jornais e revistas, sendo que, posteriormente, reuniu uma série deles em Urupês, obra prima deste famoso escritor. Em uma época em que os livros brasileiros eram editados em Paris ou Lisboa, Monteiro Lobato tornou-se também editor, onde implantou uma série de renovações nos livros didáticos e infantis.
Lima Barreto: Mulato e órfão de mãe aos seis anos, enquanto o pai era doente mental e alcoólatra, Lima Barreto teve uma existência desde cedo marcada pelo sofrimento. Quando o pai adoeceu, precisou afastar-se da faculdade que cursava, a Escola politécnica do Rio de Janeiro, para trabalhar na Secretaria da Guerra. As experiências com o jornalismo, que vinham dos tempos de estudante, continuaram e se transformaram em profissão. Em 1905, tornou-se jornalista do Correio da Manhã, e dois anos mais tarde publicou o seu primeiro romance Recordações do Escrivão Isaías Caminha. Neste trabalho há fortes elementos autobiográficos, principalmente quando o autor focaliza os bastidores dos grandes jornais brasileiros, formadores de opiniãoo, e o tema 'preconceito racial', de que sempre se sentiu vítima. Em 1911, Lima Barreto publicou em forma de folhetim, seu romance mais conhecido, Triste Fim de Policarpo Quaresma.

As Informações acima foram retiradas de sites como Infoescola, 
Sua Pesquisa, e também do livro 3° série Novas Palavras. Editora FTD, 2005, 2° edição.


Enfim pessoal. Sei que a coluna desse mês foi bem diferente das outras, e sei que foi mais informativa que argumentativa, mas eu adorei escreve-la e espero que vocês tenham gostado da leitura também. Acredito que a maioria de vocês já devem ter estudado esse 'movimento' na escola, então, o que vocês acharam? Quais os livros que vocês leram? E quais os que gostaram mais? E pra quem não estudou ainda, ficaram curiosos? Comentem, e até o próximo mês!  (: 


Rafaela Lopes

Leitores, olá!

Enfrentamos muitas coisas nas duas últimas semanas, e graças à falta de tempo o blog acabou tendo o um ritmo de postagens mais lento. Peço desculpas em meu nome e em nome dos demais colunistas, e agradeço a compreensão de todos. Dar tempo a todas as nossas obrigações não é um trabalho fácil, mas aos poucos as coisas se enquadram. Mas, bem, vamos ao que interessa.

Enquanto navegava por sites literários, me deparei com uma postagem do Universia Brasil que chama a atenção para as leituras de cunho denso, onde é afirmado que estas cultivam ainda mais a nossa inteligência e sabedoria. Deste modo, nos é ofertada uma lista com 5 categorias de leituras inteligentes, e achei que seria interessante mostra-la à vocês. Discorram suas respectivas opiniões a respeito para que possamos conversar sobre a temática pautada, ok? Segue a lista...

1. Ciências

categoria não inclui apenas os livros científicos, mas todos aqueles que melhoram o nosso conhecimento sobre o mundo ''natural'', como estudos sobre a sociedade, etc. O valor desses livros não vem das teorias que eles provam (ou questionam), mas do desenvolvimento da curiosidade que eles despertam, bem como os métodos de aprendizado. Os livros científicos podem ensinar a conduzir uma investigação, confiar na sua intuição e validar temas a partir de evidências.

2. Filosofia 

Assim como a ciência, a filosofia cresce a partir do pensamento crítico. Ao contrário das ciências, que nos ajudam a entender o mundo exterior, a filosofia é voltada para dentro, facilitando o processo de entender a si mesmo. A filosofia vai melhorar o seu entendimento das necessidades e desejos humanos, além de aumentar o seu conhecimento sobre as principais prerrogativas do comportamento humano.

3. Ficções Científicas

O fato de um livro não ser baseado em uma história real não diminui o seu valor de ensinamentos. Os melhores trabalhos de ficção contêm mais verdade que muitos outros gêneros literários, pois permitem ao seu leitor uma experiência com novas realidades. As ficções criam experiências que elevam o nível de consciência e lidam com questões como a filosofia, a psicologia e até mesmo a história. Lendo ficções você pode desenvolver a sua linguagem e se tornar um melhor escritor, pensador e orador.

4. História

A história pode parecer bastante entediante a princípio, como todos aqueles nomes e datas distantes. Contudo, a história pode ser bastante estimulante se discutida da maneira correta. Ao invés de longos textos explicativos, por exemplo, é possível encarar os fatos como grandes anedotas, cheia de personagens complexos e ideias inovadoras para a época. Aprendendo o passado você se torna mais capaz de interpretar os fatos do seu tempo e consegue reconhecer, inclusive, as heranças deixadas por outras épocas.

5. Poesia

A leitura de grandes poesias produz um sentimento de admiração e reverência com relação ao poder das palavras. Ela aguça suas competências linguísticas e ajuda a desenvolver a sua eloquência. Além disso, você desenvolve o seu vocabulário e compreende melhor o significado das palavras.


Algum dos tipos de leitura citados acima é da preferência de vocês?

Minha resenha não fará jus à obra, mas espero que eu tenha conseguido transparecer o quão maravilhoso foi poder ter lido esse livro. Vale muito a pena devido a sua particularidade e a carga emocional e divertida, que unidas resultaram em uma trama muito convidativa e bacana de ser lida. Apreciem!


Título: P.S. Eu Te Amo
Autor: Cecelia Ahern 
Edição: 
Editora: Novo Conceito
Páginas:368
ISBN:9788581630625
Nota: 5 de 5

SINÓPSE: ''Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa do que nunca.''

Diferente de muitos, não li P.S. EU TE AMO com o objetivo de compara-lo com a produção cinematográfica da obra, mas sim com o interesse de avaliar a evolução da narrativa de Cecelia Ahern. A autora, desta vez, conseguiu de fato me surpreender, coisa que após a leitura de AQUI É O MELHOR LUGAR eu não achei que fosse possível. Deixando claro que eu nunca duvidei da capacidade de escrita da Cecelia, mas jamais achei que fosse morrer de amores por algum livro seu. 

P.S. EU TE AMO possui um pouco mais de cinquenta capítulos não muito extensos, todos narrados em terceira pessoa. Com uma linguagem coloquial e integralmente acessível, o enredo propõe que o leitor se aventure ao lado de Holly durante longos meses de superação, mas, apesar da temática proposta, o livro pautado não possui exclusivamente o gênero dramático. O diferencial dado por Cecelia é justamente a mescla de particularidades que ela oferta nos fatos da trama... nota-se não apenas os momentos de tristeza e aflição vividos por nossa protagonista, mas também os períodos de descontração e alegria. Isso torna a leitura convidativa, instigante, emocionante e divertida. Uma bela forma de conduzir um texto que se tornou tão original quanto sua ideia inicial.

Não basta apenas criar um conceito. É preciso saber desenvolvê-lo para dar certo. E é exatamente isso que presenciei no ato da leitura: uma história muito bem escrita, com um formato único. É fácil demais se identificar... e não somente com os acontecimentos, pois os personagens também são extremamente característicos, e encontra-los em nosso cotidiano não é algo difícil. No geral é tudo muito imprevisível, triste e pensante, mas também com muitas cenas felizes, passagens marcantes e fatos divertidíssimos. É impossível não rir, não impressionar-se ou não pensar a respeito. 

A obra possui um acervo de especialidades que compõem muito bem toda a trama. Cecelia acerta muito quando decide em não apenas focar na morte do Gerry e na dor da Holly... os demais personagens (seus pais, irmãos e melhores amigos, por exemplo) também tem suas vidas expostas, mescladas a situação principal, e isso dá uma pitada especial na narrativa. Te faz rir, o emociona e ainda faz com que vivencie toda a situação.

É um livro que, apesar de fictício, é extremamente real. E provedor de grandes ensinamentos, também. A leitura como um todo foi uma surpresa muito boa... sua leveza e a falta de pressa pelo término me ajudaram a saborear cada cena com apego. Vale muito a pena para quem busca um enredo que trata a superação da morte de alguém especial de uma forma reflexiva (e bem diferente), e para os demais interessados também. Recomendo a obra com muito gosto, inclusive, pois não é sempre que temos o prazer de ler algo tão belo e original ao mesmo tempo. Tenho certeza que você não irá arrepender-se.


- Ai, Sharon, se todos os momentos de minha vida fossem repletos de coisas perfeitas assim, eu nunca mais reclamaria.
- Mas, Holly, a vida de ninguém é repleta de momentos perfeitos. E se fosse, não seriam perfeitos. Seriam apenas normais. Como você conheceria a felicidade se nunca passasse pelas fases tristes?
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