Talvez alguns de vocês não lembrem, mas no dia das mães eu e alguns dos colunistas do blogs nos unimos para um breve especial em homenagem a data, onde compartilhamos com vocês importantes e inesquecíveis mamães literárias (quem quiser (re)lembrar pode clicar aqui). E hoje, claro, eu não poderia fazer diferente. 

Na literatura existem muitos personagens com histórias de vidas diferentes, e com formas distintas de ser, agir e pensar, e alguns certamente são bem marcantes para nós enquanto leitores. É por isso que eu decidi compartilhar com vocês sobre quem é o meu papai literário favorito. Não se trata de uma descrição minuciosa, mas de um comentário significativo, que caracteriza-o de modo especial. Mas já adianto que não foi uma tarefa fácil. Vamos a ele...

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São poucos os pais literários que eu considero extremamente especiais, mas para este dia, talvez o mais notável seja o Mackenzie Allen Philip, do livro A Cabana, escrito por William P. Young. Para quem não sabe a trama gira em torno dele e da sua total descrença em Deus após ter sua filha mais nova assassinada durante uma viagem de férias. O fato marcou a vida de Mack, que se questiona sobre a vida, sobre o propósito de nossa existência e o sofrimento do mundo. 
Um fato marcante é a pessoa que ele se tornou após a morte de sua pequena Missi, perdendo o rumo da vida e o sentido de existir. É realmente bem triste e angustiante.
No geral é um livro reflexivo, diferente, muito criativo e bem questionador. Trata sobre crenças, sobre a vida, sobre o próximo, ações pessoais... mas, acima de tudo, trata sobre o amor de um pai e um filho, que pode não ter sido o elemento mais evidenciado da trama, mas com certeza foi um dos que mais me marcou.


Bem, a ideia é de fato homenagear todos os papais de todos os universos paralelos existentes. Por isso, se você tem um papai literário favorito, não deixe de compartilhar comigo e com os demais leitores. Será um misto de experiências.
Um excelente dia a todos, e até mais!

Estava pensando algo diferente para essa coluna tão querida. E quem é leitor sabe o quão renovador é um bom trecho, uma frase marcante ou um poema inspirador.
Como não costumo trazer fragmentos do tipo, por que não desta vez? Escolhi um poema muito especial que reflete muito bem o meu atual estado de espírito. Vamos lá...


Cortar o Tempo 
 
''Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
 

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.''

(Carlos Drummond de Andrade)


Existe algum poema do Drummond que você gostaria de compartilhar comigo? Ou, talvez de um outro autor? Expresse-se através de um poema ou frase você também! A hora é agora...


Já conferiu o que a Arqueiro preparou para nós este mês?


Como Salvar Um Vampiro Apaixonado, por Beth Fantaskey

Quando Jessica Packwood descobriu que era uma princesa vampira romena, sua pacata vida adolescente virou de pernas para o ar. Ela precisou fazer as pazes com seu passado e vencer muitos obstáculos para ficar com seu belo príncipe, Lucius Vladescu.
Depois de se casarem na Romênia, agora Jessica e Lucius devem unir os clãs mais poderosos dos vampiros e estabelecer a paz de uma vez por todas. Mas primeiro ela vai ter que convencer uma nação inteira de vampiros ardilosos de que tem plenas condições de se tornar rainha. O problema é que Jessica nem mesmo consegue pedir uma refeição decente aos empregados de seu castelo, quanto mais lidar com súditos mortos-vivos malignos que adorariam vê-la fracassar. E tudo se complica ainda mais quando Lucius é acusado de assassinar um vampiro Ancião e é condenado à masmorra, onde espera pelo julgamento que pode levá-lo à morte. Jessica então se vê em apuros, lutando não só pela vida de seu amado, mas também pela própria sobrevivência em um mundo repleto de intrigas.
Desesperada para provar a inocência do marido, ela conta com a ajuda de sua melhor amiga, Mindy Stankowicz, e do misterioso primo italiano de Lucius, Raniero Lovatu. Mas será que a princesa pode mesmo confiar neles?
Com romance, humor sarcástico, ação e muito suspense, a ansiosamente aguardada sequência de Como se livrar de um vampiro apaixonado chega para provar que às vezes uma princesa precisa dar o sangue – literalmente – para ter o seu ''Felizes para sempre''.
 
 
Uma Longa Jornada, por Nicholas Sparks
 
Aos 91 anos, com problemas de saúde e sozinho no mundo, Ira Levinson sofre um terrível acidente de carro. Enquanto luta para se manter consciente, a imagem de Ruth, sua amada esposa que morreu há nove anos, surge diante dele.
Mesmo sabendo que é impossível que ela esteja ali, Ira se agarra a isso e relembra diversos momentos de sua longa vida em comum: o dia em que se conheceram, o casamento, o amor dela pela arte, os dias sombrios da Segunda Guerra Mundial e seus efeitos sobre eles e suas famílias.
Perto dali, Sophia Danko, uma jovem estudante de história da arte, acompanha a melhor amiga a um rodeio. Lá, é assediada pelo ex-namorado e acaba sendo salva por Luke Collins, o caubói que acabou de vencer a competição.
Ele e Sophia começam a conversar e logo percebem como é fácil estarem juntos. Luke é completamente diferente dos rapazes privilegiados da faculdade. Ele não mede esforços para ajudar a mãe e salvar a fazenda da família. Aos poucos, Sophia começa a descobrir um novo mundo e percebe que Luke talvez tenha o poder de reescrever o futuro que ela havia planejado. Isso se o terrível segredo que ele guarda não puser tudo a perder.
Ira e Ruth. Luke e Sophia. Dois casais de gerações diferentes que o destino cuidará de unir, mostrando que, para além do desespero, da dificuldade e da morte, a força do amor sempre nos guia nesta longa jornada que é a vida.


Não Brinque Com o Fogo, por John Verdon

No ano 2000, um criminoso que ficou conhecido como Bom Pastor matou seis pessoas em estradas, dentro de seus carros em movimento. Na época, ele enviou um manifesto à polícia no qual deixava claras suas motivações: uma cruzada solitária contra a ganância. Após o sexto assassinato, no entanto, encerrou a matança e nunca foi descoberto.
Dez anos depois, uma jovem estudante de jornalismo está fazendo um documentário sobre os familiares das vítimas quando coisas estranhas começam a acontecer em sua casa. Objetos são trocados de lugar, maçanetas são afrouxadas, luzes se apagam sozinhas.
Assustada, ela contrata Dave Gurney como consultor. Depois de ler o material sobre o caso – incluindo o perfil psicológico do assassino elaborado pelo FBI –, o detetive coloca em dúvida toda a lógica da investigação.
Ao confrontar os agentes responsáveis, porém, Dave percebe que está mexendo em um ninho de vespas, o que fica evidente quando até pessoas que o apoiaram no passado se voltam contra ele.
Agora seu único aliado é o antigo parceiro Jack Hardwick, um policial grosseirão e debochado que não esconde seu desprezo pelas autoridades. Com sua ajuda, Dave tem acesso aos relatórios confidenciais do caso e começa a própria investigação. Mais uma vez, ele se colocará em risco enquanto tenta provar seu ponto de vista e capturar o criminoso.
Além de reunir todas as qualidades da série Dave Gurney – personagens bem construídos e uma admirável engenhosidade narrativa –, Não brinque com fogo vai além: é um lembrete do poder da fé em si mesmo num mundo onde isso é cada vez mais raro.


Private: Suspeito nº 1, por James Patterson

Jack Morgan, o diretor da Private, está sendo acusado de um crime terrível e nem mesmo sua equipe de investigadores de primeira linha pode provar sua inocência.
Quando Coleen, ex-secretária e ex-namorada de Jack, é encontrada morta na cama dele, um terrível pesadelo começa. A polícia está convencida de que ele é culpado e determinada a botá-lo na cadeia. Além disso, uma vizinha alega ter visto Jack na praia perto de sua casa por volta da hora provável do crime.
Passando pela maior crise de sua história, a Private não pode rejeitar nenhum caso. É justo nesse momento que um ma fioso decide cobrar uma dívida de Jack e pede que ele recupere uma carga de remédios contrabandeados.
Além disso, um jovem astro de cinema conta com a discrição da agência para se defender de uma acusação de abuso sexual e descobrir por que coisas estranhas estão acontecendo em sua vida. Tudo piora quando um assassinato num hotel revela uma série de crimes envolvendo clientes de uma agência de garotas de programa.
Com toda a sua equipe sobrecarregada, Jack está praticamente sozinho para provar sua inocência.






Para quem não sabe, atualmente eu me encontro no quinto período de jornalismo. Recentemente foi requerido que a minha turma produzisse uma série de seminários para a disciplina Estética e Cultura de Massa – que trás discussões críticas sobre as diversas áreas da indústria cultural. A ideia é analisar um produto da cultura de massa em termos estéticos dentro de um contexto comunicacional, incitando, através dos mecanismos de julgamento de gostos e suas oscilações histórias, um bate-papo com os demais. O trabalho deve ser realizado em dupla (mas eu farei em trio... enfim), e o tema é livre. 

Pensando em algo um tanto polêmico, e bastante atual, resolvemos discutir a respeito da literatura erótica. Falar sobre isso, no entanto, é mais complicado do que imaginávamos. O convencionalismo ainda é eminente, porque muitas pessoas olham para esse estilo literário como um produto pornográfico impresso. Acontece que, na realidade, os contos eróticos existem desde o início dos tempos (lê-se: literatura erótica não é apenas cinqüenta tons de cinza). A diferente é que, o que antes era censurado por ser considerado pecaminoso e reprovável, hoje é exposto sem o menor pudor, e nos mínimos detalhes. 

Em termos conceituais, o erotismo – na forma escrita – é utilizado apenas para despertar e instruir o leitor às práticas sexuais, geralmente revelado através do gênero romance. Ele se preocupa com o conteúdo e a estética da obra, trazendo consigo um enredo intricado ao método central, permanecendo naquele jogando constante de esconder e revelar. Deste modo, o erotismo não perde seu valor como literatura. O pornográfico, por sua vez, só se preocupa com a exposição pura da sexualidade.

Como todas as outras, a literatura erótica é apenas um gênero. Ninguém é obrigado a gostar e a ler histórias que trazem esse conteúdo, até porque cada um possui sua afeição individual por certos tipos de leitura, seja lá o que for que ela trate. Mas não podemos, enquanto leitores, deixarmos de tentar entender as vertentes exploradas nessa categoria. É por isso que eu trouxe essa breve introdução a tona, porque adoraria saber a opinião de vocês sobre o assunto. 

Gostaria de frisar, porém, que eu não estou aqui para defender a categoria literária, tampouco apresentar o gênero. Além disso, não costumo fazer postagens pessoais, mas achei que seria interessante compartilhar isso com vocês. Minha intenção apenas é entender a visão daqueles que se propuserem a comentar neste post, para abranger as minhas pesquisas de um modo dinâmico, afinal, não existem melhores fontes que vocês, leitores assíduos. Por isso, lanço a seguinte pergunta: Esteticamente, por que ler um livro erótico, e por que não lê-lo?

Dê a sua opinião sincera, e iremos (com certeza) ter um acervo de perspectivas a serem analisadas. Até mais!