Aproveitando a deixa da última resenha, trago à vocês um pouquinho sobre a vida do escritor Ernest Hemingway a título de curiosidade para os interessados. Por que tanto sucesso, afinal?
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| "A sabedoria dos velhos é um grande engano. Eles não se tornam mais sábios, mas sim mais prudentes." |
Ernest Miller Hemingway nasceu no ano de 1899, em Oak Park, Illinois (EUA). Filho de um médico da zona rural, cresceu em contato com um ambiente pobre e rude, que conheceu ao acompanhar o trabalho do pai na região. Esse ambiente foi descrito em seu livro de contos In Our Time (1925).
A vida e a obra de Hemingway tem intensa relação com a Espanha, país onde viveu por quatro anos. Uma breve passagem, mas marcante para um escritor americano que estabeleceu uma relação emotiva e ideológica com os espanhóis. Em Pamplona, meados do século XX, fascinado pelas touradas, a ponto de tornar-se um toureiro amador, transporta essa experiência para o livro O Sol Também Se Levanta (1926).
Ainda muito jovem, decidiu ir à Europa pela primeira vez, quando a Grande Guerran assombrava o mundo (1918). Hemingway havia terminado o segundo grau em Oak Park e trabalhado como jornalista no Kansas City Star. Tentou alistar-se, mas foi preterido por ter um problema na visão. Decidido a ir à guerra, conseguiu uma vaga de motorista de ambulância na Cruz Vermelha. Na Itália, apaixonou-se pela enfermeira Agnes Von Kurowsky, sua inspiração na criação da heroína de Adeus às Armas (1929) – a inglesa Catherine Barkley. Atingido por uma bomba, retornou para Oak Park que, depois do que viu na Itália, tornou-se monótona demais.
Trabalhou como correspondente de guerra em Madrid durante a Guerra Civil Espanhola. A experiência como jornalista do North American Newspaper Alliance, não o hesitou em se aliar às forças republicanas contra o fascismo , tema do livro Por Quem os Sinos Dobram (1940), considerada sua obra-prima. Ao fim da Segunda Guerra Mundial se instalou em Cuba.
Levando uma vida turbulenta, Hemingway casou-se quatro vezes, além de vários relacionamentos românticos. Em 1952 publicou "O Velho e o Mar", com o qual ganhou o prêmio Pulitzer(1953).2 Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1954.
Ao longo da vida do escritor, o tema suicídio aparece em escritos, cartas e conversas com muita frequência. Seu pai suicidou-se em 1929 por problemas financeiros e de saúde. Sua mãe, Grace, dona de casa e professora de canto e ópera, o atormentava com a sua personalidade dominadora. Ela enviou-lhe pelo correio a pistola com a qual o seu pai havia se matado. O escritor, atônito, não sabia se ela queria que ele repetisse o ato do pai ou que guardasse a arma como lembrança.Aos 61 anos e enfrentando problemas de hipertensão, diabetes, depressão e perda de memória, Hemingway decidiu-se pela primeira alternativa.
Todas os personagens deste escritor se defrontaram com o problema da "evidência trágica" do fim. A vida inteira jogou com a morte, até que, na manhã de 2 de julho de 1961, em Ketchum, Idaho, tomou um fuzil de caça e disparou contra si mesmo. O autor encontra-se sepultado em Ketchum Cemetery, Condado de Blaine, Idaho, nos Estados Unidos.
Bibliografia
Romances
- As Torrentes da Primavera (1925);
- O Sol Também Se Levanta(1926);
- Adeus às Armas (1929);
- Ter e Não Ter (1937);
- Por Quem os Sinos Dobram (1940);
- Do Outro Lado do Rio e Entre as Árvores (1950);
- O Velho e o Mar (1952);
- Aventuras de um Homem Jovem (1962);
- As Ilhas da Corrente (1970);
- O Jardim do Éden (1986).
Fonte: Ernest Hemingway - Biografia














