E para não deixar o tão aclamado Halloween passar em branco, trouxe à vocês uma indicação especial; bastante peculiar. Trata-se de uma trama policial da nossa eterna Rainha do Crime, cujos mistérios se desenvolvem em uma festa do dia das bruxas. Vejamos...


Edição: Nova Fronteira
SINOPSE: ''Durante os preparativos de uma festa de Halloween, na pacata cidadezinha inglesa de Woodleigh Common, a adolescente Joyce Reynolds vangloria-se de ter, certa vez, presenciado um assassinato, sem citar nomes. Ninguém acredita na história, pois a menina era famosa por suas mentiras. Por coincidência ou não, a jovem é morta na mesma noite, durante a festa. Chocada com o terrível crime, uma das convidadas, a escritora Ariadne Oliver, pede ao famoso detetive Hercule Poirot, seu amigo, que descubra quem é o assassino.''

~*~

Infelizmente eu ainda não tive a oportunidade de realizar esta leitura, mas ela com certeza se encontra em minha wishlist, pois, além de ser um enredo criado por Agatha Christie (autora que para quem não sabe eu muito admiro), a história me soa interessante. Sei que a temática é puramente policial, mas a ideia de criar um assassinato em um dia das bruxas, além do próprio título, não devem ter sido em vão. Agatha costuma brincar muito com isso, e uma outra curiosidade é que a capa de seus livros sempre parecem querer dizer algo, então... bem, digo isso por experiência própria, portanto sintam a minha empolgação pela leitura (haha!).

Gostaria de saber se alguém aqui já leu a narrativa pautada (se sim, quero opiniões), ou se possui alguma indicação de histórias que se passam nessa data ícone. Vamos todos compartilhar ideias e experiências de leitura, sim?   :)


Happy Halloween!!!

A escolha da data se deve a transferência da primeira biblioteca do Brasil no ano de 1810, que funcionava em pequenas salas do Hospital da Ordem Terceira do Carmo, na cidade do Rio de Janeiro. A partir daí ela passou a ser chamada de Biblioteca Nacional do Livro. 

De antemão, o acervo bibliográfico era constituído por medalhas, moedas, livros, manuscritos, mapas, entre outros. Todo o material foi disponibilizado pela Real Biblioteca Portuguesa, que requeria de autorização prévia para a consulta do material.




Curiosidades:
  • O primeiro livro publicado no Brasil foi ''Marília de Dirceu'', escrito por Tomás Antônio Gonzaga. Na época, o imperador do país fazia uma leitura prévia dos mesmos, a fim de liberar ou não o seu conteúdo, funcionando como censura.
  • Em 1925, Monteiro Lobato, escritor e editor, autor do Jeca Tatu e do Sítio do Pica-pau Amarelo, fundou a Companhia Editora Nacional, trazendo grandes possibilidades de crescimento editorial para o Brasil.


Celebremos o dia nacional do livro, assim como toda sua história e evolução em terras brasileiras. Um viva também aos autores nacionais, as editoras e a todos que compõe esse círculo literário tão gostoso do qual fazemos parte.


"Viajar pela leitura
sem rumo, sem intenção.
Só para viver a aventura
que é ter um livro nas mãos.
É uma pena que só saiba disso
quem gosta de ler.
Experimente!
Assim, sem compromisso,
você vai me entender.

Mergulhe de cabeça na imaginação!"

 
(Por: Lívia Loureiro)


Título: O Silêncio das Montanhas
Autor: Khaled Hosseini
Edição: 1
Editora: Globo Livro
Páginas: 352
ISBN: 9788525054081
Nota: 4 de 5

SINOPSE: O Silêncio das Montanhas traz como protagonista os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. Assim como a fábula que abre o livro, as crianças são separadas, marcando o destino de vários personagens. Paralelamente à trama principal, Hosseini narra a história de diversas pessoas que, de alguma forma, se relacionam com os irmãos e sua família, sobre como cuidam uns dos outros e a forma como as escolhas que fazem ressoam através de gerações. Assim como em O Caçador de Pipas, o autor explora as maneiras como os membros sacrificam-se uns pelos outros, e muitas vezes são surpreendidos pelas ações de pessoas próximas nos momentos mais importantes.
Seguindo os personagens, mediante suas escolhas e amores pelo mundo – de Cabul a Paris, de São Francisco à Grécia –, a história se expanda, tornando-se emocionante, complexa e poderosa. É um livro sobre vidas partidas, inocências perdidas e sobre o amor em uma família que tenta se reencontrar.

Comentários:

Alguns anos após seu último lançamento, Kahled Hosseini finalmente nos presenteia com mais uma trama peculiar. O Silêncio das Montanhas, diferente de O Caçador de Pipas e/ou A Cidade do Sol, trás novas apostas por parte do autor, que desta vez oferta uma narrativa desafiadora e complexa que requer bastante a atenção do leitor.

Como revela a sinopse, Pari e Abdullah são os protagonistas da história, que começa a ser narrada pelo pai deles, Saabor. Pobres afegãos e órfãos de mãe (Saboor casa-se posteriormente com Parwana, com quem tem dois filhos. O mais novo, porém, acaba morrendo após duas semanas de nascido devido às condições climáticas da cidade. Só Iqbal consegue sobreviver ao rigoroso inverno, sendo este o meio irmão dos dois noor de Cabul.), os dois irmãos em evidência, ainda muito pequenos no início do livro, apresentam uma união e pureza admirável.

A vida, entretanto, se encarrega de separá-los, cujo destino traça caminhos diferentes para ambos. Enquanto Pari, ainda muito pequena, acaba sendo levada a Paris por Nila Wahdati (onde é habituada e criada, formando posteriormente uma família, mas com pouquíssimas lembranças de sua infância e de seu irmão), Abdullah, a princípio, se refugia no Paquistão, construindo sua vida tempos depois nos Estados Unidos, embora sempre tenha preservado as memórias dos poucos momentos vividos com a irmã mais nova na aldeia em que moravam. Inclusive, Abdullah conservou tanto a vontade de reencontrar Pari, que deu à sua filha anos mais tarde o mesmo nome dela.

A trama se passa ao longo de 60 anos, mostrando um contexto diferente a cada capítulo. Eles são apresentados sob a perspectiva de personagens diversos que, embora estejam relacionados com as duas personalidades principais, não são identificados sobre quem se tratam a princípio. Vale ressaltar ainda que o que está ocorrendo nas narrativas seguintes, de antemão, parece bastante confuso, porque a impressão é que trata-se de uma trama distinta, e isso não contribui muito para o nosso entendimento sobre as vidas de Pari e Abdullah, que acabam ficando no segundo plano da história, infelizmente  mesmo que esta não seja a intenção.

Em O Silêncio das Montanhas não existe uma linha do tempo concreta, pois a narrativa vai do passado ao presente (e vice versa) sem receio de aversões. Além disso, diferentes culturas são trabalhadas: Cabul, Grécia, Paris e Estados Unidos, todos bem divergentes, mas igualmente incluídos e muito bem apresentados. É importante frisar, porém, que este é um livro que quando lido sem atenção, passa despercebido, como se fosse uma reunião de contos novelísticos quaisquer e sem a menor aderência. É denso e intrincado de personagens onde o leitor presenciará seus respectivos desenvolvimentos graças à leva de fatos criados pelo autor.

Embora a ideia genial de ofertar um conjunto de estórias distintas e interligadas ao mesmo tempo (cuja função é ajudar a moldar e a explicar o que aconteceu com os dois noor da história), o artifício se apresentou por vezes confuso e cansativo. Por isso, quem estava ou está esperando por uma narrativa ao estilo de O Caçador de Pipas ou de A Cidade do Sol (que possuem estruturas semelhantes), saiba desde já que neste volume Hosseini instiga a capacidade de reflexão do leitor, desafiando sua mente para uma história nada mastigada, e carregada do início ao fim.

E mais uma vez o autor consegue me emocionar. Hosseini é sutil ao tratar de vidas separadas e reencontros. Apesar das idas e vindas e de alguns detalhes desnecessários, a história consegue ser tocante, aflorando sentimentos e pensamentos sobre a vida e a nossa existência, sobre nossos atos e escolhas, e nos dando uma autêntica e maravilhosa lição de vida.

Para finalizar, eu gostaria de comentar neste momento da resenha algo que o próprio Hosseini diz na sinopse do livro. "O novo título fala não somente sobre a minha própria experiência como alguém que viveu no exílio, mas, também sobre a experiência de pessoas que eu conheci, em especial os refugiados que voltaram ao Afeganistão... ". E que bela forma de ofertar experiências, hein!? Ainda mais quando estamos falando de um escritor que trabalha com a alma, se baseando na vida, e nos mostrando a verdadeira face que ela possui. Eu o admiro muito por isso.

Recomendo o livro para aqueles que procuram um drama característico ligado ao real. Todavia, aconselho a realizarem essa leitura somente quando estiverem preparados e com a mente fresca. Ela requer atenção e precisa ser realizada no momento certo devido a complexidade narrativa empregada pelo escritor, coisa que talvez não agrade fácil. E aos fãs das demais obras de Hosseini, garanto que este é bem diferente em termos estruturais. Mas é igualmente especial aos anteriores.


Levei o telefone para o quintal de trás e sentei numa cadeira, perto da horta onde eu cuidava dos pimentões e das abóboras gigantes que minha mãe havia plantado. O sol aquecia minha nuca, e acendi um cigarro com as mãos tremulas
Eu sei quem você é, falei. Sempre soube em toda a minha vida.
Fez-se silêncio no outro lado da linha, mas tive a impressão de que ela estava chorando, em silêncio, que tinha distanciado a cabeça do telefone para chorar.

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Recentemente eu escrevi uma postagem comentando sobre a Revista BANG! (edição nº0) enviada aos parceiros das Editoras Arqueiro e Sextante (confira o texto completo clicando AQUI). Ela é uma das novidades que a Editora Saída de Emergência Brasil está trazendo aos leitores locais, em especial aos fãs de fantasia, ficção científica e horror.

Este mês a Editora também publicou seu primeiro livro, o Mago Aprendiz, escrito pelo norte-americano Raymond E. Feist. Vale ressaltar que este faz parte da Quadrilogia do Mago, cuja as continuações serão lançadas posteriormente.

Foto: Divulgação.

Essa é uma postagem unicamente informativa. Acho interessante esse espaço para divulgação, já que a Editora é nova em terras brasileiras e poucos conhecem a fundo o trabalho deles. Além disso, é um prazer informá-los que a Saída de Emergência Brasil agora também é parceira do Universo Literário. Espero que bons frutos nasçam a partir de hoje! E agradeço a confiança, também!

Quer saber mais? Então acesse os links abaixo e fique por dentro das novidades da SDE. Aqueles que amam livros que fogem da rotina vão amar o segmento da Editora.


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