O Universo Literário fechou uma nova parceria esses dias (sim, às vésperas do ano novo!)... desta vez com um autor nacional. Fiquei muito animada com a oportunidade, e extremamente feliz com a simpatia, gentileza e confiança do autor para conosco. Desejo muito sucesso ao Paul nessa cerreira linda que ele escolheu pra si. É um caminho longo, árduo, mas cheio de gratificações.  *-*  Agora me resta aguardar pela leitura de sua obra, que inclusive tem causado muitos burburinhos na blogosfera. Mas, antes de saber mais sobre o que o livro se trata, conheça um pouquinho sobre o Paul.
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BIOGRAFIA: Sou fascinado pelo mundo dos livros. Filmes de aventura e, principalmente, literatura. O desejo de iniciar carreira literária começou a surgir no coração. Escrevi ''Amazônia - Arquivo das Almas'' por ser um grande fã do roteirista americano James Khan, que desenvolveu grandes obras para o cinema ("Poltergeist", "Indiana Jones", "Goonies" e "Star Wars"). Lendo seus livros e vendo seus filmes, resolvi seguir seus passos e criar minha própria história, que aborda a natureza da Amazônia de maneira não muito convencional e com forte carga surrealista. Assim surgiu um fantástico casal de heróis, protagonistas de diversas aventuras no melhor estilo "Guerra nas Estrelas" e "Indiana Jones".

Mas sobre o que exatamente fala ''Amazônia - Arquivo das Almas''?

SINOPSE: Em um futuro não muito distante, um casal de oficiais, Vitã e Helena, participam de várias campanhas militares. Em todas as oportunidades lutam para defender a grande Floresta Amazônica. Eles não imaginam que uma nova missão irá lançá-los na mais espetacular e perigosa das aventuras. O grande enigma começaria dentro da Amazônia, um lugar inóspito, assustador e repleto de mistérios e grandes perigos. Após vários confrontos, deparam-se com as cavernas de Abissínia, na Colômbia, onde encontram a origem do verdadeiro mal e descobrem antigos segredos gravados em inscrições cuneiformes registradas por outras civilizações pré-diluvianas.
O livro foi publicado este ano pela editora Isís, e possui 332 páginas.

MAIS INFORMAÇÕES:
Email: Pfg2000@gmail.com


Na segunda edição do Retrospectiva Literária 2013, eu trouxe algumas desilusões literárias que tive este ano. Saliento que não foram, necessariamente, decepções... a temática da postagem de hoje foca em leituras que realizei esperando um segmento narrativo que na verdade não existia. Vamos lá?
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A Metamorfose (Franz Kafka): Tem resenha do livo no blog! Um clássico enfadonho, corrido, sem muita criatividade, e que, por fim, não me agradou em nada. Apesar de curto, achei-o cansativo e um pouco complicado, também. Talvez por isso eu não descarte a ideia de não ter entendido o que autor quis dizer. Se sua intenção era mostrar que quando uma pessoa muda sua forma (posso associar isso ao estilo de vida que as pessoas adotam), especialmente a física, ela perde o respeito, essa leitura não foi uma total perda de tempo. Me entristece saber que é um clássico renomado e querido por muitos, quando eu não consegui refletir e enxergar a trama com os mesmos olhos. Mas... é a vida! Conheça mais sobre o livro acessando sua página no skoob.


Como Salvar Um Vampiro Apaixonado (Beth Fantaskey): Tem resenha do livro no blog! Minha maior decepção do ano, devo dizer. Encontrei na continuação da trama vampiresca criada por Fantaskey uma história rasa e sem emoção. Desconheci a maioria dos personagens que tinham sidos apresentados no primeiro livro, e isso, para mim, foi o mais triste. Senti falta também da inteligência e do humor que detectei na narrativa anterior. Os capítulos são curtos demais, sem emoção, e a leitura acabou não fluindo. Uma pena, pois essa era uma das continuações de séries literárias mais aguardadas pelos fãs. Em resumo, não gostei porque um romance vampiresco que tem como foco a descoberta de um crime não deveria ser tão parado assim. Conheça mais sobre o livro acessando sua página no skoob.


Halo (Alexandra Adornetto): Tem resenha do livro do blog! Li Halo através de um book-tour, em um momento em que eu não estava mais na vibe de romances dentro do universo fantástico, mas mesmo assim encarei a leitura com a mente aberta, esperando um passatempo através de uma uma nova experiência literária. Todavia, como previsto, eu me desiludi. O livro é bom, com uma ideia super bacana, mas que se perdeu nos clihês. Senti que a trama faltou ser melhor explorada. Algumas coisas (desnecessárias) poderiam muito bem dar lugar a cenas mais instigantes e sérias, inclusive. Vi muitas cenas sem dinamismo passarem despercebidas, e para mim não vingou. Mas quem sabe a continuação não dá uma alavancada na história? Conheça mais sobre o livro acessando sua página no skoob.


Argo (Antonio Mendez): Não foi uma decepção, mas eu esperava bem mais. A história é incrível, ainda mais porque ela de fato aconteceu, e eu adoro narrativas que envolvam espionagem, CIA e afins. Acho que o problema é que eu aguardava por um enredo repleto de ação e diálogos, mas não foi isso que eu encontrei. A descrição minuciosa do autor o tempo todo deixou o livro meio monótono, e isso deixou minha leitura um pouco arrastada. Eu gostei bastante (aprecio muito a genialidade e a forma como essa operação foi conduzida), mas confesso que algumas partes foram enfadonhas e desnecessárias. Ainda bem que o filme, para a minha surpresa, é incrível! Conheça mais sobre o livro acessando sua página no skoob.


Gênesis (Bernard Beckett): Um livro que trás como foco a reflexão filosófica de uma Terra arrasada pela Peste, cujos sobreviventes vivem em absoluto isolamento. Fiquei maluca com essa proposta, mas me desiludi pela falta de ações no livro. Ela é ambientada unicamente em uma prova que tem a duração de quatro horas, realizada por Anaximandra, uma jovem de 14 anos que estudou a fundo dados históricos do seu povo. Se aprovada, ela será admitida na Academia – a instituição de elite que governa aquela sociedade utópica. E assim a trama se desenrola... a prova é realizada como uma arguição, com pequenas pausas a cada ciclo concluído. É uma obra inteligente, e conduzida de uma forma ímpar. Mas minha leitura se arrastou. Apesar de questionador e interessante, não aflorou minha mente (o que não significa que seja ruim, hein!). Conheça mais sobre o livro acessando sua página no skoob.




Já leu algum dos livros citados? Então deixe sua opinião! Ou, então,
compartilhe suas desilusões literárias de 2013!
Até mais!




Dezembro é sinônimo de retrospectiva, e particularmente é o mês que eu mais gosto. Esse clima de prosperidade me faz querer olhar para os meses anteriores a fim de detectar o que deu certo e o que precisa ser reformulado em minha vida. Vejo isso como um processo de amadurecimento.

Aqui no Universo Literário não será diferente. É por isso que eu resolvi criar o Retrospectiva Literária, que visa o retrospecto do blog, bem como das minhas leituras durante o ano de 2013. Tem o estilo TOP 5, mas com algumas particularidades. E pra começar bem, vamos de LEITURAS NÃO RESENHADAS. Selecionei cinco livros para iniciar essa retrô, onde ofertarei breves comentários sobre o que se está sendo pautado. Vamos lá?
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Assassinato no Expresso do Oriente (Agatha Christie): Único livro da Rainha do Crime lido esse ano (e um dos mais famosos da autora, inclusive. Apesar de ter adorado o mistério chave, que como sempre foi extremamente inteligente, eu senti falta de um maior desenvolvimento na trama. Acho que a história ficou restrita a cena do crime, e o fato de ter se desenrolado só naquilo me deixou um pouco enfadada. Eu gostei, mas esperava bem mais, pois quando se trata de Agatha Christie, você pode aguardar muitos elementos enigmáticos que instigam do início ao fim. No entanto, devo frisar que minha avaliação foi mais geral, de modo que, para mim, o enredo todo se resumiu apenas nas pequenas investigações do nosso querido belga, Hercule Poirot e na coleta de testemunhos até chegar ao fim do mistério. Conheça mais sobre o livro acessando sua página no skoob.


Jardim de Inverno (Kristin Hannah): Primeira experiência com a autora. Uma verdadeira surpresa! Kristin escreve com tanta intensidade, que acaba remetendo o leitor a história mesmo sem querer. Um drama denso, frio como o inverno, mas igualmente carregado de sentimentos que simbolizam amor, família, perdas, arrependimentos, encontros e muito mais. É o tipo de história para você que gosta de se emocionar, pois o enredo pautado trás como vilão o tempo, o destino, e as escolhas errôneas que às vezes somos levados a fazer por amor. É o tipo de livro para repensarmos sobre nossos julgamentos... para refletirmos que é necessário entender antes de ponderar qualquer situação. Muito bem escrito e com um desenvolvimento incrível. Vale muito a pena conferir! Conheça mais sobre o livro acessando sua página no skoob.


O Oceano no Fim do Caminho (Neil Gaiman): Uma das leituras mais nostálgicas que já realizei. É tão envolvente que passa rápido demais, deixando mais saudades após o fim. Minha primeira experiência com o tão aclamado Gaiman foi uma verdadeira surpresa! A história se trata de uma fábula fantástica, em que tudo acontece de maneira mágica... ainda assim é tudo muito natural; muito real! O livro é pequeno, mas a narrativa é imensamente rica, muito bem escrita e com personagens de personalidade marcante. Tudo é apresentado com muita precisão e veracidade, mas sem exageros. Uma narrativa misteriosa, que atiça a curiosidade e é instigante do início ao fim. Uma leitura que vale muito a pena... para qualquer tipo de leitor. Conheça mais sobre o livro acessando sua página no skoob.


Jogos Vorazes (Suzanne Collins): Finalizei a leituras dias antes do lançamento da segunda adaptação cinematográfica da trilogia ser lançada no Brasil. Mas a verdade é que há algum tempo tenho vontade de conferir a distopia mais pop do momento. Como fã do gênero eu posso dizer que adorei. Apesar da narradora não ter tanta a minha empatia, a história me cativou por ser diferente, emocionante e bastante cruel. Além disso, achei a trama um pouco crítica, o que nos faz abrir os olhos para a realidade (talvez uma realidade diferente, mas que nos permite fazer comparações reflexivas com o real). Tem suspense, uma leve pitada de romance e terror. Um cenário distópico incrível e que vale a pena ser lido pelos adeptos ao tema. Conheça mais sobre o livro acessando sua página no skoob.


Em Chamas (Suzanne Collins): A maioria dos meus colegas leitores e fãs da trilogia me disseram que este é o melhor da saga. Porém, mesmo tendo lido apenas os dois primeiros, devo dizer que Jogos Vorazes me agradou um pouco mais em alguns aspectos. Em Chamas é um livro extremamente criativo! Ao finalizar a leitura do primeiro livro me questionei sobre o que a autoria iria focar desta vez... qual seria sua cartada de mestre. E me deparei com uma continuação intensa, com algumas similaridades referentes ao livro anterior, mas de uma forma particular; diferente e igualmente instigante. Mas até isso acontecer, vi muito detalhes (talvez) desnecessários. Achei o início da trama um pouco arrastado e cansativo, sinceramente. Mas é um livro que merece ser lido, definitivamente... o desfecho é incrível, de deixar qualquer um ansioso pelo próximo e último livro da saga. Vale a pena, apesar dos detalhes apontados. Conheça mais sobre o livro acessando sua página no skoob.



E você, já leu algum dos livros citados? Algum comentário a respeito? 
Vou adorar saber a sua opinião!
Até a próxima!

Olá pessoal, tudo bom? Estava com saudades de ler os comentários de vocês, e também de escrever para esse blog lindo. Fiquei afastada da coluna alguns meses por causa da escola (pra quem não sabe estou no último ano), e além de tudo tive que estudar para o ENEM, vestibulares, etc. Enfim, torçam por mim, viu? 

E pra compensar minha falta por aqui, resolvi falar de uma arte que eu simplesmente sou APAIXONADA, que são as histórias em quadrinhos. Vamos lá?


Literatura em Movimento: coluna que consiste em apresentar, argumentar e discutir de forma opinativa sobre os mais variados gêneros e movimentos literários existentes. 
Será ofertada mensalmente pela Rafa.

 

Entende-se por histórias em quadrinhos narrativas feita em desenhos sequenciais e diálogos ou falas curtas, geralmente dispostas em balões ao lado dos personagens ou acima deles. No entanto, há também quadrinhos feitos apenas com imagens sequenciadas, passando a mensagem sem a necessidade de palavras. Os quadrinhos surgiram ao longo do século 19, e o primeiro feito no formato padrão como conhecemos hoje foi o Yellow Kid (Menino Amarelo), do americano Richard Felton Outcault. O quadrinho de Outcault fazia alusão a imprensa sensacionalista americana.

Os quadrinhos se popularizam por serem publicados em jornais e livros. Aos poucos as tirinhas e cartoons também foram fazendo sucesso e ganhando mais e mais espaço, histórias de suma importância não só para o mundo dos HQ's como também para a cultura popular em geral. Como exemplo é possível citar o Gato Félix, de Pat Sullivan, e do Mickey Mouse, de Walt Disney. Tintin de Hergé, Betty Boop, de Max Fleischer e Tarzan, de Harold Foster. Buck Rogers e Popeye de Elzie Crisler Segar foram criados na década de 30, e influenciam a cultura até hoje. 

As histórias em quadrinhos – principalmente as de aventura – começaram a fazer tanto sucesso, que logo passaram a ser publicadas exclusivamente para revistas. Com a disputa da Segunda Guerra Mundial, também começaram a surgir os famosos Super Heróis dentro desse universo. O exemplo mais popular neste sentido é o Capitão América, vestido com as cores da bandeira americana que representa o militarismo e o patriotismo da América. 

Sou uma pessoa suspeita para falar de quadrinhos, porque eu sempre os adorei! Aprendi a ler com os quadrinhos da Turma da Mônica (que aliás leio até hoje, tanto os da Turma Clássica, como os da Turma da Mônica Jovem ), e sempre achei o mesmos interessantes justamente por serem feitos no padrão desenho-diálogo, diferentes dos livros que tem que se imaginar todos os personagens, paisagens e assim por diante. Todos os aspectos ''imaginários'' já veem prontos nos quadrinhos, e há quem diga que não gosta de quadrinhos por isso, por não ''ter o que imaginar''. Óbvio que por ter imagens prontas, ninguém precisa se dar ao trabalho de ficar imaginando personagens, etc e etc. Mas é por isso que eu acho os quadrinhos tão geniais! Embora pareça que está ''tudo pronto'', não está! É preciso sacar as piadas, críticas e ironias criadas pelos autores, principalmente quando se fala em tirinhas, o que muitas vezes acaba gerando muita confusão entre os leitores – afinal de contas, quem aí não acabou se confundindo e MUITO em alguma questão de imagens do ENEM?. Até mesmo nas histórias que parecem mais simples sempre tem algo que necessita a atenção do leitor.
 

Os Quadrinhos no Brasil
 
As histórias em quadrinhos no Brasil começaram a ser publicadas no século XIX, adotando um estilo satírico conhecido como cartuns, charges ou caricaturas. Depois, se estabeleceria com as populares tiras. A edição de revistas próprias de histórias em quadrinhos no país começou no início do século XX. Mas, apesar do Brasil contar com grandes artistas durante a história, a influência estrangeira sempre foi muito grande nessa área, principalmente com o mercado editoral dominado pelas publicações de quadrinhos americanos, europeus e japoneses.

Os nomes mais conhecidos dos Quadrinhos Brasileiros sem dúvida são Ziraldo e Maurício de Sousa. Ziraldo é autor de quadrinhos como Pererê, O Menino Maluquinho e desenhista de diversos livros com parceria de outros autores. Já Maurício de Sousa é criador da Turma da Mônica, e acho que não preciso dizer mais nada.

1869 - AS AVENTURAS DE NHÔ QUIM, de Angelo Agostini.
Esse autor italiano, radicado no Brasil, lançou uma das primeiras revistas de nosso país, a Revista Ilustrada. Agostini também foi um dos pioneiros das HQ's. As Aventuras de Nhô Quim, publicada na revista Vida Fluminense, narrava as experiências de um caipira na cidade grande. E trazia uma novidade: histórias com um personagem fixo.

Uma coisa interessante que eu preciso ressaltar: embora muitas pessoas acabem associando o termo HQ aos quadrinhos americanos (Comics), HQ seria a sigla de História em Quadrinhos (e parece óbvio, mas nem todo mundo percebe). Outra coisa é o termo HQ ou ''Histórias em Quadrinhos'', que vai servir para qualquer história em quadrinho, independente do lugar do mundo que veio. Não importa se é Gibi, Comic, Mangá, Manhwa (as histórias coreanas), sempre será HQ. Mesmo que haja muita controvérsia entre os fãs sobre quando chamam um quadrinho japonês de gibi ao invés de mangá, teoricamente a pessoa não está errada, visto que no Brasil é entendível que quadrinhos sejam Gibi –  ou vão me dizer que vocês chamam falam ''book'' ou ''livre'' só porque determinado livro é inglês ou francês? Bem, acho que não né. É livro e fim, e a mesma coisa acontece com os HQ's.
Observação: Algumas informações do texto foram retiradas de livros, e outras de artigos na internet e do site da revista Mundo Estranho.


Por hoje é só. Mas em breve tem mais! Até lá!


Rafaela Lopes