Título: O Ano de Leitura Mágica
Autor: Nina Sankovitch
Edição: 1
Editora: Leya
Páginas: 292
ISBN: 9788580442656
Nota: 4 de 5

SINOPSEVocê seria capaz de ler um livro por dia durante um ano? Essa foi a promessa que Nina Sankovitch fez a si mesma após perder a irmã mais velha para o câncer. Embora precisasse cuidar dos quatro filhos, do marido, e ainda ter que lidar com os percalços que fazem parte do cotidiano de uma grande família, Nina cria uma jornada para si mesma: ler um livro por dia durante um ano inteiro, e resenhar um por um. Nesse verdadeiro sonho literário, nossa heroína descobrirá que o ano de leitura mágica mudará tudo ao seu redor.

Comentários:

Nina Sankovitch compartilha em ''O Ano de Leitura Mágica'' sua vida em fragmentos mesclada à sua paixão pelos livros. Essa é uma história real que promete sensibilizar qualquer leitor aficionado, e posso afirmar que comigo seu propósito foi totalmente cumprido.

Nina faz parte de uma família devota à literatura, uma paixão singular que fez com que ela se remetesse a um (intenso) projeto de leitura à procura de fuga e um caminho para o mundo. Após perder para o câncer sua irmã mais velha, Anne-Marie, Nina (ela é a do meio de três irmãs) passa a repensar em sua vida, na importância de sua família, e no quanto as coisas perderam o rumo e sentido com a doença de Anne.

É no seu aniversário de 46 anos (mesma idade em que sua irmã se foi, há aproximadamente três anos), que Nina inicia sua longa jornada pelo universo literário. Sua meta consiste em ler um livro por dia, durante um ano. E, além, disso, todos os livros precisam ser resenhados e publicados em um blog... essa seria a forma ideal de compartilhar com demais leitores suas experiências literárias.

E assim se dá o desenvolvimento da narrativa. Nina nos conta como foi ter que dividir seu tempo diário entre a leitura, a escrita, os filhos (ela tem quatro meninos) e seu marido, uma rotina corrida que exigiu a abdicação de muitos outros hobbies/afazeres. Ao mesmo tempo em que ela faz isso, memórias do passado vêm à tona, seja de momentos com suas irmãs (principalmente Anne-Marie) ou com seus pais, seja de leituras passadas.

O ponto alvo do livro, definitivamente, está nas passagens maravilhosas que Nina escreve. São muitos quotes excelentes, todos repletos de nostalgia... são memórias que até parecem ser do leitor, além de trechos sobre a importância dos livros em sua vida. Sua escrita pessoal contribui para que sejamos transportados para a sua história, e para que consigamos repensar sobre nossas atitudes, nossas atividades, nossa rotina e, principalmente, nossas prioridades.

Nina precisava cumprir essa meta porque descobriu que isso a deixaria mais perto de Anne-Marie, ao mesmo tempo em que a confortaria, além de trazer novos conhecimentos, viagens, reflexões... talvez alguns não entenderiam a importância incumbida nos livros, mas o fato é que ela saiba o quanto isso era essencial para ela. Apesar das dificuldades na execução de seu projeto, o cumprimento foi um sucesso em todos os sentidos.

Outra coisa bacana é que alguns dos livros são basicamente descritos, ditos de forma marcante e o porquê. Ela ratifica a necessidade de ler livros bons (seja lá de qual tamanho for) para que não haja tempo perdido com leituras maçantes. A busca por boas histórias, bem como a seleção de obras e gêneros também são tratados ao longo do narrativa.

Uma coisa que não me agradou tanto, todavia, foi a estrutura adotada pela autora. A capitulação do livro é mediana e a escrita de Nina é bastante envolvente, mas no geral a coerência do livro é um pouco confusa. Ela vai do presente ao passado com muita facilidade, e isso às vezes incomoda no andar da leitura. Outra coisa que pode vir a enfadar o leitor é o fato dela dar muita prioridade aos fatos corriqueiros e familiares, quando muitos podem estar a procura apenas da sua vivência literária, ou buscando mais comentários sobre os livros que ela leu. Eu confesso ter esperado um pouco mais disso, sim. Mas, no geral, não acredito que esse fato tenha sido de um todo negativo.

Esse é o tipo de história que chama a atenção por sua particularidade. Ela mostra um exemplo verossimilhante de como é possível mudarmos nossas prioridades em prol de algo que desejamos conquistar. Recomendo para os amantes da leitura assídua que gostam de histórias cotidianas.


"Siga seus instintos. É aí que a verdadeira sabedoria se manifesta." 
(Oprah Winfrey)

Nina Sankovitch
Neste dia especial, gostaria de poder homenagear uma infinidade de personalidades femininas, seja àquelas que amo, ou as guerreiras que me inspiram a cada dia, ou ainda as personagens cativantes que conheci em universos paralelos (com o mundo cinematográfico, literário, das séries de TV, etc). Mas decidi ceder espaço neste dia internacional da mulher à americana Nina Sankovitch, atualmente com 51 anos.

Para quem não sabe, Nina é uma escritora famosa por sua história singular com a leitura. Após perder sua irmã mais velha para o câncer, Nina percebeu que precisaria de terapia para superar sua perda, e decidiu que seria através dos livros que ela encontraria seu caminho no mundo. Foi aí que surgiu a ideia de ler um livro por dia, durante um ano. E tem mais! Cada livro seria resenhado e publicado diariamente em um blog criado para que ela pudesse compartilhar com os demais suas experiências de leitura. Na época, Nina já era casada e tinha quatro filhos.

Sua maratona de leitura iniciou em 28 de outubro de 2008, em seu 46º aniversário (mesma idade em que sua irmã morreu, há praticamente três anos dessa data). Parte dessa história encontra-se no livro ''O Ano de Leitura Mágica'' (minha leitura atual, inclusive). Nele, ela é narradora, personagem e autora. Um história que nos mostra um exemplo verossimilhante de como é possível mudarmos nossas prioridades em prol de algo que desejamos conquistar (frisando, claro, que ela teve total apoio da família para desenvolver esse projeto de leitura); um exemplo de que é possível conciliarmos nossas atividades (neste caso, Nina tinha que lidar com os filhos, com o marido, com o fato de ser dona de casa, e ainda ter tempo para dedicar-se a intensiva leitura); um exemplo de que tudo na vida requer que algumas coisas sejam abdicadas, ao mesmo tempo em que devemos crer que para tudo existe um propósito. 

Nossa personagem precisou abandonar velhas distrações, passou a ver menos as amigas e demais conhecidos, e abandonou antigos hobbies para poder ler mais durante um ano inteiro. Sua história me chamou tanto a atenção, que eu não pude deixar de prestar essa homenagem simples, de modo que meu desejo é que outros se inspirem na história dela para realizem seus desejos e metas pessoais.

Quem quiser saber mais sobre a Nina (sua história com a leitura, a perda da irmã, sua trajetória literária e demais curiosidades), fica a indicação do livro (mais comentários a respeito em breve!), ou então acesse o blog da autora. Ah, ela também tá no twitter! Links abaixo:


Um feliz dia internacional da mulher a todas vocês!!! Que este dia promova, acima de tudo, uma reflexão justa sobre o papel da mulher na sociedade, suas lutas e conquistas. E que venham mais batalhas! Até mais!

Todo mundo sabe da importância que a leitura tem o cultivo da autonomia de pensamento, e as bibliotecas são ótimos espaços para a difusão de informação. Mas nem todos costumam frequentar esses espaços, seja por hábito, por falta de oportunidade ou pela carência de bibliotecas em sua cidade. 

Vale ressaltar também que grande parte dos leitores prefere adquirir determinado título para si ao invés de pegar emprestado em um local público como este. Mas não podemos negar é que esses espaços ainda são considerados por muitos essenciais para o cumprimento das metas de aprendizagem, pois além de facilitar o acesso ao conhecimento, proporcionam ainda toda a concentração necessária para uma leitura agradável, além do incentivo e o contato com inúmeros livros. Saliento ainda que as bibliotecas são patrimônios culturais inspiradores, e que sua importância vai além do conceito que já temos em mente.

Aqui no Brasil existem algumas bibliotecas reconhecidas por sua (própria) história e importância no universo do conhecimento. Uma delas é a Real Gabinete Português de Leitura, considerada uma das 30 bibliotecas mais famosas do mundo. Ela localiza-se no centro da cidade do Rio de Janeiro.

Apesar de surgir em 1837 através de um grupo de imigrantes portugueses, o Gabinete só começou a ser projetado de fato no ano de 1880 por Dom Pedro II e a Princesa Isabel. A inauguração oficial foi em 10 de setembro de 1887.

Fonte: google imagens.

A biblioteca do Real Gabinete é notória porque possui a maior coleção de obras portuguesas fora de Portugal. Entre os mais de 300 000 volumes, nacionais e estrangeiros, encontram-se obras raras, como um exemplar da edição "princeps" de Os Lusíadas de Camões (1572), além de expor uma belíssima coleção de pinturas de seu país de inspiração. Todos os dias é estimado uma média de cento e cinquenta visitantes. 

Mas nem só de flores viveu a instituição. A década de 50 foi de grandes dificuldades financeiras para a biblioteca. Segundo registros histórico, os ''Gabinetes de Leitura'' nunca eram lembrados pela maioria dos benfeitores. As suas despesas eram rateadas pelas diretorias, e só muito depois o governo português, na época do antigo regime, concedeu subsídios para amenizar a crise que ameaçava a instituição. 
''Foi preciso mudar a sistemática anterior em vários sentidos: primeiro, para dar mais dinamismo às suas atividades, criou-se em 1969, na gestão do Presidente António Pedro Martins Rodrigues, o Centro de Estudos, onde passaram a ser ministrados sistematicamente cursos e conferências a cargo de professores universitários. [...] Depois fizeram-se as campanhas financeiras para resgatar o Real Gabinete da situação de penúria e dar-lhe meios para subsistir. Nos anos mais recentes o seu quadro social, antes constituído só de portugueses, passou a receber cidadãos de outros países de língua portuguesa e, a esta altura, várias empresas brasileiras  como por exemplo o Banco Itaú que financiou todo o processo de informatização da biblioteca  já contribuem para o desenvolvimento do Real Gabinete, a formação do centro de multimídia cultural, o restauro do edifício, etc''. (COSTA, A. Gomes da. Catedral da Cultura Portuguesa. Disponível em: <http://www.realgabinete.com.br>. Acesso em: 5 de março de 2014)
E outras entidades, como a própria Biblioteca Nacional, além de empresas portuguesas, vem permitindo ao Real Gabinete o desenvolvimento de outras atividades, como a recuperação de obras raras danificadas pelo tempo por meio da restauração, por exemplo. Além disso, a biblioteca é responsável por editar a revista Convergência Lusíada (de periodicidade semestral), contribuindo ainda como a organização de cursos sobre Literatura, Língua Portuguesa, História, Antropologia e Artes, destinados principalmente a estudantes universitários. 

No atual mundo convergente, parece que as bibliotecas precisam se reinventar para chamar a atenção. Um espaço que, na realidade, deveria ser notado com mais afinco. Portanto, fica a dica para àqueles que gostam de visitar lugares históricos. Para os que são da cidade do RJ, esta é uma ótima pedida. Para os que não são, como eu, que tal buscarmos em nossa cidade algum ambiente de leitura para conhecermos sua história (e luta pela disseminação de ideias)? Afinal, as bibliotecas foram as grandes incentivadores na difusão de leitura e conhecimento em nosso país.

Algumas informações:
Localiza-se na rua Luís de Camões, 30. Centro - Rio de Janeiro - RJ
Telefone: (21) 2221-3138 
E-mail: gabinete@realgabinete.com.br 
Horário de funcionamento: de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas.


Referências:

Confira as novidades para este mês da nossa parceira, a  Editora Arqueiro!


As Mentiras de Locke Lamora, por Scott Lynch

O Espinho é uma figura lendária: um espadachim imbatível, um especialista em roubos vultosos, um fantasma que atravessa paredes. Metade da excêntrica cidade de Camorr acredita que ele seja um defensor dos pobres, enquanto o restante o considera apenas uma invencionice ridícula. Franzino, azarado no amor e sem nenhuma habilidade com a espada, Locke Lamora é o homem por trás do fabuloso Espinho, cujas façanhas alcançaram uma fama indesejada. Ele de fato rouba dos ricos (de quem mais valeria a pena roubar?), mas os pobres não veem nem a cor do dinheiro conquistado com os golpes, que vai todo para os bolsos de Locke e de seus comparsas: os Nobres Vigaristas. O único lar do astuto grupo é o submundo da antiquíssimo Camorr, que começa a ser assolado por um misterioso assassino com poder de superar até mesmo o Espinho. Matando líderes de gangues, ele instaura uma guerra clandestina e ameaça mergulhar a cidade em um banho de sangue. Preso em uma armadilha sinistra, Locke e seus amigos terão sua lealdade e inteligência testadas ao máximo e precisarão lutar para sobreviver.


Uma Carta de Amor, por Nicholas Sparks

Há três anos, a colunista Theresa Osborne se divorciou do marido após ter sido traída por ele. Desde então, não acredita no amor e não se envolveu seriamente com ninguém. Convencida pela chefe de que precisa de um tempo para si, resolve passar férias em Cape Cod. Durante a semana de folga, depois de terminar sua corrida matinal na praia, Theresa encontra uma garrafa arrolhada com uma folha de papel enrolada dentro. Ao abri-la, descobre uma mensagem que começa assim: ''Minha adorada Catherine, sinto a sua falta, querida, como sempre, mas hoje está sendo especialmente difícil porque o oceano tem cantado para mim, e a canção é a da nossa vida juntos.'' Comovida pelo texto apaixonado, Theresa decide encontrar seu misterioso autor, que assina apenas ''Garrett''. Após uma incansável busca, durante a qual descobre novas cartas que mexem cada vez mais com seus sentimentos, Theresa vai procurá-lo em uma cidade litorânea da Carolina do Norte. Quando o conhece, ela descobre que há três anos Garrett chora por seu amor perdido, mas também percebe que ele pode estar pronto para se entregar a uma nova história. E, para sua própria surpresa, ela também. Unidos pelo acaso, Theresa e Garrett estão prestes a viver uma história comovente que reflete nossa profunda esperança de encontrar alguém e sermos felizes para sempre. 


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