Através do nosso ''Espaço do Leitor'', a Carol Soledade compartilhou conosco uma inquietação sua sobre um assunto recorrente blogosfera, que também pode ser um receio de vocês. Como prometi responder na íntegra as mensagens recebidas, aqui estou para reproduzir o principal comentário da Carol. Peço a contribuição de vocês para ajudá-la, se possível. Vamos lá!?
Ultimamente muitos livros tem feito certo sucesso, mas a maioria são ruins, e não merecem tal aclamação do publico. Devido á isso, fico com medo de comprar/baixar no kindle e me arrepender. [...] Carol Soledade
E quem não tem medo de se decepcionar com uma leitura? Para muitos, principalmente se a encararmos com muitas expectativas. Eu acho que independente de ser ou não da moda, sempre há chance de gostarmos ou não de determinado livro. Nossos gostos, percepções de mundo e ideologias também contribuem muito para isso.
No entanto, eu entendo a preocupação da Carol, e até concordo com seu questionamento... de fato muitos livros tem muita saída por dois motivos. Em primeiro lugar, porque são criados no auge daquele gênero que simplesmente estourou e ganhou espaço no mercado de livros (como exemplo é possível citar a literatura erótica, que perdeu seu tabu com a chegada da trilogia cinquenta tons de cinza), e a maioria deles acabam sendo vendidos por isso, porque é da moda e porque todo mundo está lendo. Em segundo lugar, posso citar as famosas sagas literárias. Convenhamos que às vezes os autores se perdem na tentativa de criar um enredo maior (que inicia majestosamente, mas depois decai bastante) – e consequentemente mais lucrativo (se é que essa é mesmo a ideia de quem está escrevendo, e eu espero que não seja). A história de muitas trilogias por aí poderiam muito bem estar em apenas um único livro, e ainda assim fariam bastante sucesso. Enfim.
Aconselho você, Carol, a seguir seus instintos na hora de escolher uma leitura, seja ela da ''moda'' ou não. Alguns buscam ler os livros do momento porque querem estar antenados à novidade, ou porque querem ter base para comenta a respeito dentro do grupo social em que convivem. Isso é bom, pois faz a pessoa correr atrás da sua própria opinião a partir de sua avaliação pessoal, e ruim, pois se feito com excesso, essas leituras da moda acabam não dando espaço para aquelas mais antigas que também são do seu interesse.
Em todo caso, saiba que o preconceito literário não é algo saudável para a nossa formação crítica, portanto, a dica é pesquisar bastante (talvez assim você se sinta mais segura)... diferentes resenhas sobre aquele livro que te chamou a atenção é uma ótima pedida, por exemplo. Após uma busca, se seu interesse ainda continuar, encare a leitura sem receios. Se ao término você gostar, maravilha. Mas se ocorrer uma decepção, lembre-se que outros podem ter curtido por questão de gosto mesmo... no fim, você terá adquirido mais uma experiência de leitura, e isso sempre é válido. Nada é totalmente em vão.
Falando por mim, posso dizer que sempre procuro lê o que meu humor pede, o que atiça a minha curiosidade e/ou o que tá me chamando mais a atenção naquele momento. Você com certeza deve fazer o mesmo! Leia o que provoca suas ideias, o que te instiga e o que te faz vibrar, independente do gênero.
Bem, é isso. Gostaria de agradecer a Carol pela participação, e deixo aberto o espaço caso alguém queira dar sua opinião, sugestão ou dica a respeito. Até mais!
No entanto, eu entendo a preocupação da Carol, e até concordo com seu questionamento... de fato muitos livros tem muita saída por dois motivos. Em primeiro lugar, porque são criados no auge daquele gênero que simplesmente estourou e ganhou espaço no mercado de livros (como exemplo é possível citar a literatura erótica, que perdeu seu tabu com a chegada da trilogia cinquenta tons de cinza), e a maioria deles acabam sendo vendidos por isso, porque é da moda e porque todo mundo está lendo. Em segundo lugar, posso citar as famosas sagas literárias. Convenhamos que às vezes os autores se perdem na tentativa de criar um enredo maior (que inicia majestosamente, mas depois decai bastante) – e consequentemente mais lucrativo (se é que essa é mesmo a ideia de quem está escrevendo, e eu espero que não seja). A história de muitas trilogias por aí poderiam muito bem estar em apenas um único livro, e ainda assim fariam bastante sucesso. Enfim.
Aconselho você, Carol, a seguir seus instintos na hora de escolher uma leitura, seja ela da ''moda'' ou não. Alguns buscam ler os livros do momento porque querem estar antenados à novidade, ou porque querem ter base para comenta a respeito dentro do grupo social em que convivem. Isso é bom, pois faz a pessoa correr atrás da sua própria opinião a partir de sua avaliação pessoal, e ruim, pois se feito com excesso, essas leituras da moda acabam não dando espaço para aquelas mais antigas que também são do seu interesse.
Em todo caso, saiba que o preconceito literário não é algo saudável para a nossa formação crítica, portanto, a dica é pesquisar bastante (talvez assim você se sinta mais segura)... diferentes resenhas sobre aquele livro que te chamou a atenção é uma ótima pedida, por exemplo. Após uma busca, se seu interesse ainda continuar, encare a leitura sem receios. Se ao término você gostar, maravilha. Mas se ocorrer uma decepção, lembre-se que outros podem ter curtido por questão de gosto mesmo... no fim, você terá adquirido mais uma experiência de leitura, e isso sempre é válido. Nada é totalmente em vão.
Falando por mim, posso dizer que sempre procuro lê o que meu humor pede, o que atiça a minha curiosidade e/ou o que tá me chamando mais a atenção naquele momento. Você com certeza deve fazer o mesmo! Leia o que provoca suas ideias, o que te instiga e o que te faz vibrar, independente do gênero.
Bem, é isso. Gostaria de agradecer a Carol pela participação, e deixo aberto o espaço caso alguém queira dar sua opinião, sugestão ou dica a respeito. Até mais!


















