A título de curiosidade (e a pedido do meu namorado), eu trouxe para vocês uma pequena lista de livros polêmicos, baseado em outros inventários já existentes (obrigada pela ajuda, amor!). Além da sinopse, vocês saberão o porquê dessas obras promoverem tantos burburinhos no universo literário, mesmo após décadas de suas respectivas publicações. Afinal, a literatura não é construída somente de ficção. Vamos lá!?
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| Imagem: mundoestranho.abril.com.br - Ilustração: Renato Quirino |
Mein Kampf - Adolf Hitler (1925)
Neste livro Hitler descreveu um plano racista para uma nova Alemanha, que incluía o assassinato em massa dos judeus e uma guerra contra a França e a Rússia. Hitler desejava transformar a Alemanha num novo tipo de Estado, que se alicerçasse com o conceito de raças humanas e incluísse todos os alemães que viviam fora da Alemanha, estabelecendo também o Führerprinzip – conceito do líder –, em que Hitler dita que ele deveria deter grandes poderes, estabelecendo uma ideologia universal (Weltanshauung). Esta obra foi escrita durante a estada de Hitler na prisão.
O Príncipe - Nicolau Maquiavel (1532)
É este livro que sugere a famosa expressão ''os fins justificam os meios'', significando que não importa o que o governante faça em seus domínios desde que seja para manter-se como autoridade. Entretanto, a expressão não se encontra no texto, mas tornou-se uma interpretação tradicional do pensamento maquiavélico. Em outras palavras, a obra foi concebida como um conjunto de reflexões do autor sobre a arte de conquistar e conservar o poder em um principado. Além disso, atestam-se que este foi o livro de cabeceira de uma série de tiranos e ditadores, como Stallin, Hitler, Napoleão, dentre outros.
O Martelo das Feiticeiras - Heinrich Kramer (1486)
Este é um dos livros mais importantes da cultura ocidental, tanto para os leitores que se interessam pela história quanto para aqueles que estudam a história do pensamento e das leis. Documento fundamental do pensamento pré-cartesiano, bem como um dos mais importantes depositórios das leis que vigoravam no Estado teocrático, revela as articulações concretas entre sexualidade e poder, e por isso é uma peça única para todos aqueles que estudam a profundidade da psique humana e o funcionamento das sociedades. Durante quatro séculos este livro foi o manual oficial da Inquisição para caça às bruxas.. Levou à tortura e à morte mais de 100 mil mulheres sob o pretexto, entre outros, de "copularem com o demônio". Esse genocídio foi perpetrado na época em que formavam as sociedades modernas européias. Uma das conseqüências, apontadas pelos especialistas, foi tornar dóceis e submissos os corpos das mulheres posteriormente. Em outras palavras, este foi considerado o manual oficial da intolerância religiosa da igreja católica sob o pretexto de ''caça às bruxas''.
Os Protocolos dos Sábios de Sião - Autor Desconhecido
Nenhuma obra despertou mais a atenção do mundo no século XX do que "Os Protocolos dos Sábios de Sião". Grandes jornais, críticos e escritores discutiram muito sobre esse livro, que contém o mais terrível e cínico plano subversivo da história. As opiniões dividem-se e confrontam-se acerca de sua autoria e autenticidade. Os judeus negam-no sob pretexto de maldosa falsificação. Os inimigos dos judeus fazem dele seu cavalo de batalha. Pensadores estudam-no com cuidado e se documentam a respeito.
O texto tem o formato de uma ata, que teria sido redigida por uma pessoa num Congresso realizado a portas fechadas, numa assembleia em Basiléia, no ano de 1807, onde um grupo de sábios judeus e maçons teriam se reunido para estruturar um esquema de dominação mundial. Nesse evento, teriam sido formulados planos como os de usar uma nação européia como exemplo para as demais que ousassem se interpor no caminho dessa dominação, controlar o ouro e as pedras preciosas, criar uma moeda amplamente aceita que estivesse sob seu controle, confundir os ''não-escolhidos'' com números econômicos e físicos e, principalmente, criar caos e pânico tamanhos que fossem capazes de fazer com que os países criassem uma organização supranacional capaz de interferir em países rebeldes. A polêmica está no fato de que (subtende-se que) o texto era destinado a incitar o ódio racial.
A Caixa Preta de Darwin - Michael J. Behe (1996)
A teoria da evolução de Darwin é em geral aceita pelos cientistas. Contudo, desde que Watson e Crick abriram o campo da bioquímica, a ciência vem vivendo um clima de frustração, tentando conciliar as descobertas espantosas deste campo moderno com uma teoria do século XX que não pode explicá-las.
Ao argumentar contra aspectos das teorias de Darwin, este livro deu combustível para os fundamentalistas que afirmam que uma interpretação literal do Livro do Gênesis é a única forma possível de entender como a Terra foi criada. Apesar de muita contestação por parte da comunidade científica, muitos fundamentalistas ainda usam isso como uma ''fonte'' para a prova de que a evolução não é verdade.
E então, vocês já conheciam esses livros?
O que acharam do conteúdo deles?