O BBHop deu uma estacionada no site do Murphy’s Library, mas lá existem uma gama de perguntas que ainda não foram respondidas por aqui... como eu não trago o selo com frequência, escolhi um tema para ser comentado com vocês. Vamos lá!?



O Book Blogger Hop é um meme criado pelas meninas do Murphy's Library, que consiste em perguntas diversas sobre o universo literário, cabendo à nós, blogueiros, respondê-las de forma clara, de modo que expresse nossa opinião sobre o assunto discutido.


E a pergunta é:
Qual livro você não gostou e todos os seus amigos adoraram e recomendaram, ou qual livro você adorou e não é tão popular assim?

Um dos mais recomendados e que eu não gostei de forma alguma (inclusive, eu até abandonei a leitura), foi O Morro dos Ventos Uivantes, de Emily Brontë (sendo apedrejada em 3... 2... ahahaha). Não sei explicar... talvez eu não estivesse preparada naquele momento. O fato é que eu tentei retomá-la outras vezes e não consegui, simplesmente. Não me prendeu.
Já o livro que eu adorei ler, mas não o considero muito popular, é O Ano de Leitura Mágica, de Nina Sancovitch, resenhado recentemente aqui no blog. Pelo menos eu não o conhecia até pouco tempo antes de realizar essa leitura... acredite que, pela história inspiradora e real, deveria ser mais conhecido e/ou citado nos círculos de leitura.

Confira a postagem original deste BBHop clicando AQUI.

E vocês, o que tem a me dizer a respeito?


Título: Mar de Rosas (Quarteto de Noivas: Volume 2) 
Autor: Nora Roberts
Edição: 1
Editora: Arqueiro
Páginas: 
9788580412734
ISBN: 288
Nota: 3 de 5

SINOPSEEmma Grant é a decoradora da Votos, empresa de organização de casamentos que fundou com suas três melhores amigas de infância – Mac, Parker e Laurel. Ela passa os dias cercada de flores, imersa em seu aroma, criando e montando arranjos e buquês. Criada em uma família tradicional e muito unida, Emma cresceu ouvindo a história de amor dos pais. Não é de espantar que tenha se tornado uma romântica inveterada, cultivando um sonho desde menina: dançar no jardim, sob a luz do luar, com seu verdadeiro amor. 
Em paralelo temos Jack, cujos pais se separaram quando ele era ainda garoto, e isso lhe causou um trauma muito profundo. Ele se tornou um homem bonito e popular entre as mulheres, porém incapaz de assumir um compromisso. Quando Emma e suas três amigas fundaram a Votos, foi Jack, o melhor amigo do irmão de Parker, quem cuidou de toda a reforma para transformar a propriedade no melhor espaço para casamentos do estado. Os seis são praticamente uma família. E justamente por isso Emma e Jack nunca revelaram a atração que sentiam um pelo outro. Mas há coisas que não podem ficar escondidas para sempre.

Comentários:

Mar de Rosas é o segundo volume da série Quarteto de Noivas, escrito por Nora Roberts. A trama dá continuidade às histórias amorosas de Mac, Emma, Parker e Laurel, que, além de melhores amigas, são sócias na empresa de organização de casamentos mais badalada da temporada. Afinal, elas não merecem viver só do romance dos outros, não acham?

Para quem ainda não sabe, cada livro traz como foco a história de uma personagem diferente. Em Álbum de Casamento, podemos conferir o romance de Mac e Carter, que sofreu inúmeras reviravoltas principalmente devido as incertezas dela em estar pronta para viver um amor verdadeiro. Desta vez a coisa não é muito diferente. Nosso casal em pauta, Emma e Jack, também vivem momentos complicados porque ele nunca fora de assumir relacionamentos sérios, enquanto ela vive a sonhar com uma arrebatadora e verdadeira história amor. Como se não bastasse, eles são amigos de longa data, portanto, se isso não der certo, esse vínculo talvez não resista a uma decepção. Como experimentar um sentimento novo sem deixar mágoas pelo caminho?

E assim segue a história, em meio aos conflitos de Emma e as dúvidas de Jack, que não se mostra muito transparente com o que sente ou com o que de fato quer com ela. Embora eles tenham prometido serem totalmente verdadeiros um com o outro, a medida que o relacionamento vai avançando, ela não tem coragem de declarar-se, assim com ele não consegue dar o espaço que ela tanto quer. Um dos dois precisa revelar seus sentimentos e inquietações para que os pontos nos i's sejam colocados. Quando isso enfim acontece, acaba sendo de um jeito ruim e inesperado.

O livro segue a ideia do anterior, sempre mesclando o romance com a amizade das meninas, bem como com o serviço (frenético) dado pela Votos. Isso é o que eu mais gosto na trama, inclusive. Comprei bastante a ideia de quatro amigas terem seu próprio negócio, além de ser uma delícia sentir elas se dividindo no trabalho e providenciando tudo para darem às suas clientes o que há de melhor e o que elas merecem no suposto dia mais feliz de suas vidas. A amizade delas também é algo muito bonito... sempre mostrando fidelidade, confiança, cumplicidade e preocupação.

No entanto, esta narrativa demora um pouco a engatar. Senti falta do romance ser melhor explorado/trabalhado, tendo em vista que ele é o foco da história. Apesar de termos mais cenas adultas desta vez, havia muitas cobranças em um relacionamento que havia acabado de começar, expectativas demais... enfim, não consegui me simpatizar tanto com o casal. Às vezes achava Emma exagerada, assim como às vezes Jack me irritava.

Em contrapartida, a escrita de Nora é uma verdadeira delícia! É o que ajuda a história a fluir, além da linguagem fácil e bem acessível. Os personagens também dão à obra pontos positivos, por serem bem desenvolvidos. Gostei bastante da autora ter deixado algumas pistas sobre os próximos livros... inclusive, minhas apostas estão neles, principalmente no último  que dirá respeito a Parker. Na realidade, sendo bem sincera, ainda aguardo esperançosa pelo romance desse quarteto que irá me conquistar de verdade.

Recomendo o livro para aqueles que gostam de romances bem água com açúcar, ou para aqueles que estão buscando uma trama leve, sem muitas expectativas. Talvez você se apaixone, também... quem sabe!?

Trecho:

''Mas por que tinha que se apaixonar por Jack?
Quando finalmente sentia todas essas coisas que esperou a vida toda para sentir, por que tinha que ser justamente por aquele homem que ela conhecia tão bem? Bem o bastante para entender que ele era alguém que queria ter seu próprio espaço, seguir seu próprio caminho e que considerava o casamento uma aposta de longo prazo.'' [P. 156]


ATENÇÃO! Por Toda a Eternidade é o segundo livro do enredo que Kristin Hannah chama de Firefly Lane, o que faz desta resenha uma verdadeira bomba de spoilers de Amigas Para Sempre. Embora ambos tenham sido publicados por editoras diferentes (Novo Conceito e Arqueiro, respectivamente) – além do fato de atestarem que eles podem ser lidos de forma independente –, o segundo acaba dando continuidade a trama anterior. Portanto, sinta-se avisado...
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Título: Por Toda a Eternidade
Autor: Kristin Hannah
Edição: 1
Editora: Novo Conceito
Páginas: 400
ISBN: 9788581633206
Nota: 4 de 5

SINOPSE: Tully Hart é uma mulher ambiciosa, movida por grandes sonhos que, na verdade, escondem as lembranças de um passado de abandono e dor. Ela acredita que pode superar qualquer coisa ao esconder bem fundo os sentimentos de rejeição que carrega desde a infância... até que sua melhor amiga, Kate Ryan, morre. Então, tudo começa a mudar para Tully, que se vê escorregando em um precipício cheio de memórias melancólicas e remédios para dormir... Dorothy Hart — ou Cloud, como era conhecida nos anos 1970 — está no centro do trágico passado de Tully. Ela abandonou a filha repetidas vezes na infância, até as duas se separarem de uma vez por todas.
Aos dezesseis anos, Marah Ryan ficou devastada pela morte da mãe, Kate. Embora seu pai e seus irmãos se esforcem para manter a família unida, Marah transformou-se numa adolescente rebelde e inacessível em sua dor. Tully tenta aproximar-se de Marah, mas sua incapacidade para lidar com os sentimentos da afilhada acaba empurrando a menina para um relacionamento infeliz com um rapaz problemático. A vida dessas mulheres está intimamente ligada, e a maneira como elas vão rever seus erros e acertos constrói um romance comovente sobre o amor, a maternidade, as perdas e o novo começo. Onde há amor, há perdão...

Comentários:

Com uma sinopse bastante sugestiva, não é preciso dizer muito para esclarecer sobre o que o livro se trata., mas vamos lá! Com a morte de Kate Ryan, nossos personagens principais acabam devastados: Tully perde sua melhor amiga e porto seguro (coisa que jamais a fama lhe deu); Marah não consegue lidar com o luto e se priva de sentir qualquer dor; Johnny Ryan resolve se mudar com os gêmeos na tentativa de começar de novo; e os pais de Kate se entristecem a medida que veem seus entes próximos perderem o rumo. E assim inicia a narrativa...

Impossível falar em Por Toda Eternidade sem mencionar o verdadeiro início dessa história, descrito em Amigas Para Sempre. Embora seja possível ler o segundo sem ter lido o primeiro — já que a autora faz questão de relembrar o pontos cruciais do livro anterior — a história dá continuidade como se Kristin Hannah estivesse trabalhando em um desfecho para os personagens; como se ela quisesse explicar como foi seguir adiante. Por isso, me senti maravilhada por ter saboreado a primeira obra antes, porque o que veio em seguida se tornou um completo nostálgico e melhor esclarecido.

A trama é contada no ano de 2010 mesclada com momentos do passado (principalmente fatos de 2006, ano da morte de Kate) para que possamos entender o presente. Com isso, a narrativa passa a ser alternada: temos a visão de Marah, Dorothy e, principalmente, de Tully, que faz de Kate uma personagem viva em vários momentos da história (com a leitura vocês entenderão o porquê). Além disso, temos por vezes um narrador observador. É uma variação que dá certo quando bem organizado, mas infelizmente senti falta disso no livro. Não estou pedindo por uma história mastigada, mas sim uma melhor disposição desses múltiplos narradores, coisa que eu considero essencial.

Diferente do livro anterior, Por Toda a Eternidade traz alguns capítulos um pouco maiores. Quando se trata de um fato presente, o dia e a hora da vez são sinalizados, o que com certeza deu um diferencial e me ajudou a deixar a cisma dos narradores de lado. A escrita continua envolvente, e o desenvolvimento flui em um tom nostálgico (pelo menos para mim), com lembranças e explicações que eu já conhecia (por ter lido Amigas Para Sempre antes, claro)... mesmo assim, nada passou despercebido.

Aos que leram o primeiro livro e estão se perguntando o que de fato aconteceu à mãe de Tully, neste livro há toda a explicação. O complicado relacionamento delas é melhor desenvolvido, e você entenderá toda a história por traz de tanto desprezo. E com certeza se surpreenderá.

No mais, confesso ter me enganado quando achei que o livro traria apenas a Marah como personagem principal... e foi um engano bom! Kristin conseguiu desenrolar bem as histórias paralelas — que, na realidade, então fortemente interligadas — de um modo particular (como sempre ela torna um clichê em algo especial). Precisou algo trágico acontecer a Tully para que as emoções permitissem ser acentuadas; para que algumas explicações fossem dadas, também. E neste percalço da vida, o perdão e o arrependimento são essenciais para um verdadeiro recomeço.

Bem, mesmo não sendo especialista no assunto, confesso ter notado uma pequena diferença em termos de tradução (por serem livros de editoras diferentes), e também não posso negar que entre os dois, Amigas Para Sempre é o meu favorito (por diferentes motivos, entre eles está os mistérios e a magia de uma amizade verdadeira descritas de forma tão visceral), mas ambos me proporcionaram excelentes experiências literárias. Enfim, ter presenciado uma história de fato completa, já que o segundo livro trouxe o que o anterior deixou em aberto, foi muito gratificante ao término dessa maratona literária. Recomendo!

Uma sugestão:

Leia Amigas Para Sempre antes! Só assim você entenderá o quanto Kate foi importante na vida dos personagens de Por Toda a Eternidade, e o porquê sua partida os consumiu tanto. No primeiro livro Kate foi filha, amiga, esposa e mãe... mesmo não estando tecnicamente presente no segundo livro, sua presença acaba se tornando viva. Mais do que você pode imaginar!

Trecho:

''[...] Em vez de ignorar a dor, você precisa mergulhar nela, usá-la como um casaco quente num dia frio. Havia paz na perda, beleza na morte, liberdade no arrependimento. Ela aprendera isso da forma mais difícil.'' [P. 114]