Olá pessoal! Tudo jóia?

Ontem o Clube do Livro de Sergipe (da qual eu participo como organizadora) mediou um evento da Saída de Emergência Brasil, que, para quem ainda não sabe, é um selo da Editora Arqueiro cujas publicações são centradas no gênero fantasia e ficção. O encontro foi realizado com a finalidade de apresentar dois dos últimos lançamentos do grupo.

Decidi aproveitar a 'deixa' e apresenta-los a vocês, também. É uma divulgação válida, tendo em vista o sucesso que os livros têm tido no mercado. Seguem as sinopses:


Da premiada Trilogia das Joias Negras, A Filha do Sangue (VOLUME I), escrito por Anne Bishop, traz o Reino Distorcido que se prepara para o cumprimento de uma antiga profecia: a chegada de uma nova Rainha, a Feiticeira que tem mais poder que o próprio Senhor do Inferno. Mas ela ainda é jovem, e por isso pode ser influenciada e corrompida. Quem a controlar terá domínio sobre o mundo. Três homens poderosos - inimigos viscerais - sabem disso. Saetan, Lucivar e Daemon logo percebem o poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. Assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, no qual as armas são o ódio e o amor. E cujo preço pode ser terrível e inimaginável.


Em A Espada de Shannara (primeiro livro de uma trilogia), escrito por Terry Brooks, as Grandes Guerras do Passado arruinaram o mundo. Vivendo no pacífico Vale Sombrio, o meio-elfo Shea Ohmsford pouco sabe sobre esses conflitos. Mas o Lorde Feiticeiro, que todos julgavam morto, planeja regressar e destruir o mundo para sempre. A única arma capaz de deter esse poder da escuridão é a Espada de Shannara, que pode ser usada somente por um herdeiro legítimo de Shannara. Shea é o último dessa linhagem, e é sobre ele que repousam as esperanças de todas as raças. Por isso, quando um aterrorizante Portador da Caveira a serviço do mal voa até o Vale Sombrio, Shea sabe que começará a maior aventura da sua vida.


Dos livros citados, eu tive a chance de ler A Filha do Sangue - inclusive, a oportunidade da leitura surgiu por conta do evento. Portanto, aproveitarei o post para responder as perguntas de alguns colegas internautas, que queriam saber o que eu achei da trama. Então... embora tenha sido mais uma bacana experiência literária que vive, a trama não conseguiu me agradar muito não.

Por ser um livro introdutório, cujo universo fantástico é composto por muitos personagens de classes hierárquicas diferentes com funções distintas, e tendo em vista que a história se passa em três reinos diferentes, eu devo reconhecer que, para alguém como eu (uma não adepta a fantasia), esse livro não é fácil de agradar justamente por isso. Mas senti falta de ter minha imaginação atiçada porque as descrições não me permitiram essa façanha. E, como se não bastasse, os personagens não conseguiram ter a minha simpatia. Algumas outras coisas também não me agradaram, como o erotismo empregado para (acredito eu) prender o leitor... pois é, Anne, não funcionou comigo. Como essas mulheres/personagens são violentas, gente! Enfim. Entretanto, para quem gosta de livros de bruxas, magia e que trazem o feminismo com evidência, essa é uma pedida que pode funcionar.

Quanto a Espada de Shannara, eu não sei respondê-los. Mas, de acordo com os meus colegas, é um livro muito bem descritivo e instigante, destinado, inclusive, aos fãs de George Martin. Portanto, a dica para os interessados é que vocês pesquisem para sanais quaisquer dúvidas... depois, se joguem! 

A editora tem lançado coisas bem interessantes para os amantes da fantasia. 
Para mais informações, acessem o site: sdebrasil.com.br


Hoje é o dia nacional dos clubes. 
Quer melhor oportunidade para homenagear os clubes de leitura do país do que esta? 
Imagem: livroclub.blogspot.com.br

Clubes do livro, ou rodas de leitura, podem ser definidas como grupos cujo objetivo é falar/discutir sobre livros, literatura, blogs, mercado editorial e qualquer coisa que envolva o universo literário. A ideia é unir as perspectivas pessoais em um conjunto; é tirar os leitores do âmbito virtual; é realizar a troca de experiências literárias; é se divertir.

Em muitas cidades do país a cultura do clube de leitura se tornou algo que vai além do despretensioso. Aqui em Aracaju, por exemplo, o Clube do Livro se tornou algo sério, que requereu de organização e administração para tomar corpo e se consolidar. Hoje somos cinco blogueiros literários no comando de encontros e/ou eventos que ocorrem uma vez por mês na única Livraria Saraiva da cidade. A cada mês um tema/gênero/verbete é debatido por nós e lançado ao público que nos assiste, que responde participando com muita interação e animação. Parte deste público, inclusive, se tornou tão fiel a ponto de não perder os eventos, mesmo que o gênero daquele não atenda seu gosto em demasiado. É esse o nosso propósito, e é maravilhoso saber que ele tem sido alcançado.

Mas não pensem vocês que foi fácil. Ações assim demandam de apoio e parcerias que acreditem na importância daquele ato. Infelizmente, quando se trata de questões culturais e educacionais, nem sempre o êxito é imediato, mas com persistência, muita luta, alguns contatos e com a ajuda de amigos, as coisas podem dar certo. No nosso caso vem dando... mas não seria assim sem o apoio e a presença daqueles que com cada vez mais frequência vêm somar nossas ideias.

Dentro desse contexto vale salientar ainda que um clube do livro não precisa ser, necessariamente, algo oficial. Você pode muito bem se reunir com seus amigos para falar sobre livros em um parque, em uma livraria ou até em casa, e assim você já estará fazendo parte de um clube. Convide mais amigos, e faça seus amigos convidarem outros... logo você verá seu grupo crescer, e ideias borbulharem por todos os lados. Foi assim que o Clube do Livro de Sergipe nasceu.

Por isso, e por saber da importância desse ato, aqui vai o meu apoio nesta data especial a todos os clubes de leitura do país. Estas ações, independente do formato, grau ou tamanho de participantes, merecem visibilidade diante da finalidade de disseminar vivência literária sem fins lucrativos, ou de marketing. E que demais leitores não deixem de prestigiar esse trabalho, porque privilegiadas são as cidades que dispõem de movimentos desse gênero; de pessoas que se propõe a isso. 

Somos guerreiros no fomento de atividades culturais, principalmente no que diz respeito ao âmbito literário. Assim, um viva aos clubes de leitura, às rodas literárias e à leitura!!!



Todo leitor tem pelo menos uma mania particular em sua rotina literária. Metas, registros, controle de leitura. Não importa como ou onde, o bacana mesmo é desenvolver aquele costume que satisfaz suas necessidades. Foi pensando nisso que hoje vim aqui para comentar com vocês qual é o meu principal hábito literário.

Mas antes de falar um pouco sobre mim, irei comentar algumas manias que acabo presenciando por aí... manias que já tirei proveito, inclusive, mas que acabou não se tornando a primordial. Vamos à lista!

  1. Uma rede social que contribui demais com a vida de todo leitor assíduo é o skoob. É tanto que atualmente é difícil ver uma pessoa que não tenha uma conta na plataforma, ou que não a conheça. Lá é possível listar os livros que temos, que desejamos ou pretendemos ler, aqueles que abandonamos, emprestamos, ou até mesmo os favoritos. Nesta ferramenta é possível ainda publicar resenhas, adicionar amigos, mandar recados, atribuir notas aos livros da estante virtual que criamos, e até realizar trocas. Enfim, tem mania mais gostosa e prática que essa?
  2. Puxando como gancho o que foi dito acima, gostaria de destacar uma mania legal que presencio no skoob quase que com frequência... o que algumas pessoas têm de ir comentando o livro que está lendo a medida que vai demarcando a página que parou. Já fiz isso algumas vezes, inclusive.
  3. Hm, outra mania deliciosa é a de blogar; escrever sobre o que lemos nesse espaço incrível que é a blogosfera. Tem gente que resenha ou simplesmente comenta sobre o que leu. Fazer isso livremente é o mais bacana, convenhamos. Mas eu vou confessar a vocês que nem tudo o que eu leio, eu resenho.
  4. Comunidades em redes sociais também são o ponto de encontro de muitos leitores, que quase diariamente vão até lá debater, comentar ou até criar teorias sobre as histórias que leem.
  5. Metas de leitura (também conhecidas como maratonas literárias ou desafios) também viraram moda... quem nunca se propôs a isso?

Então, como vocês podem ver, existe uma infinidade de coisas que se tornam manias, hábitos, coisas da qual precisamos fazer, caso contrário não seguiremos felizes (isto é, não partiremos para uma próxima leitura em paz, dentre outros). É a necessidade de satisfazer os nossos desejos pessoais que nos levam a coisas desse tipo.

No meu caso, eu sempre gostei de listar os livros que leio, para que no fim do ano eu possa ver quais foram minhas escolhas, a ordem de leitura, a mudança de gênero, além de ser uma forma simples de contabilizar o número total de livros lidos. É basicamente isso. Mas, como se não bastasse, recentemente eu adquiri uma nova mania literária.

Há algumas semanas eu vi no Instagram da Mari, do blog Psychobooks, aquilo que ela chama de moleskine de leitura. Lendo os comentários da foto eu pude entender como funciona essa rotina que ela criou para si, e a ideia é tão bacana que me resolvi aderi-la. Vou contar para vocês como funciona.

Basta ter uma agenda, ou uma caderneta (a Mari, neste caso, usa um moleskine), e nela fazer o seu registro de leitura, que pode ser semestral ou anual. Lá você irá escrever o seguinte:

2014.2
Julho
01 - Título: XXX
Autor: XXX
Editora: XXX
Número de páginas: XXX
Tipo de leitura: [FÍSICA OU E-BOOK – LEITURA AVULSA OU ACADÊMICA]
Nota: XXX
Data de leitura: XXX
Opinião: [NADA MUITO EXTENSO. UM PARÁGRAFO RELATANDO MINHA BREVE RELAÇÃO COM A LEITURA.]



Pronto! A ideia da Mari não é supimpa!? Super prático, fácil, e bastante conveniente, principalmente no meu caso que já gostava de registrar os livros lidos antes (mesmo que de um modo simples), além de que – como eu já havia dito – nem todos as minhas leituras são resenhados aqui no blog. Será como um diário de leitura. Veja mais!



Perdoe o post gigante... mas eu espero que você tenha gostado.  :)
Agora é a sua vez de me contar qual é a sua principal mania de leitura. E então?


A Luana, do Literatura de Banca, e eu (Fran) nos unimos para comentar e escrever sobre a Amy Exemplar, e gostaríamos de compartilhar nossa opinião com vocês, também. Essa é a primeira resenha dupla do Universo Literário, e estamos na expectativa para saber o que vocês vão achar.
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Título: Garota Exemplar
Autor: 
Gillian Flynn
Edição: 1
Editora: Intrínseca
Páginas: 448
ISBN: 
9788580572902

SINOPSEGarota Exemplar alia um humor perspicaz a uma narrativa eletrizante através de um relato perturbador sobre um casamento em crise. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. 
Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?

Comentários:

Fran: Garota Exemplar, definitivamente, não é um livro de um gênero só. A trama traz humor e suspense em meio a uma incógnita policial que tem como pano de fundo um casamento em crise. Parece complicado, mas não é. E a autora, Gillian Flynn, faz questão de trazer certa leveza em um assunto complicado, além de ser imprevisível mesmo no previsível.

Lua: Imprevisível é realmente uma palavra que pode definir este livro. O enredo te prende do começo ao fim, e você começa a tomar partido de alguns personagens, de algumas situações, que no final poderão te deixar em choque.

Fran: Amy está desaparecida e Nick acaba sendo o principal suspeito, já que uma gama considerável de pistas levam a ele. O casamento está em crise, e a descoberta de um 'suposto' diário escrito por ela acaba trazendo indícios de que ele realmente fora o responsável. Como se não bastasse, seu modo de agir, ao qual a imprensa chama de indiferente, passa a ser noticiado em evidência, bem como todos os detalhes da investigação. Vale salientar que o caso também se torna popular porque os pais de Amy são famosos graça a uma série de livros (best-sellers) baseados nela, intitulado de Amy Exemplar. Resumindo, o mundo quer saber: o que diabos aconteceu com Amy?

Lua: Quando Amy some, Nick começa a repassar em sua mente os principais casos de desaparecimento de esposas no país, e se da conta que em grande parte deles o marido é sempre o principal suspeito. Incapaz de demonstrar emoção com o sumiço de sua esposa, Nick se torna rapidamente o suspeito número um, e sua história se complica quando alguns acontecimentos, além do aparecimento do diário de Amy, se tornam de conhecimento público.

Fran: A trama está dividida em três partes, e em todas elas os capítulos são alternados, sendo um na visão de Nick, e o outro na percepção de Amy. Ressalvo que na primeira parte do livro a construção se dá por meio de uma mescla da narração dele com os relatos de Amy através do seu diário. Isso contribui para irmos, aos poucos, entendendo toda a história. Foi uma ideia que funcionou muito bem, inclusive. Além disso, achei linguagem bem dinâmica. Ainda assim, eu tive a impressão de que o desenrolar da história inicialmente se arrastou um pouco. Mas quando as coisas começam a ficar realmente 'tensas', passei a ser testados com frequência, e isso não me deixou sossegar.

Lua: Todas as três partes do livro são excelentes, mas, a parte que me deixou mais envolvida, foi a de número dois. Fico imaginando como Gillian construiu a personalidade de uma pessoa tão... dúbia.

Fran: Eu realmente gostei bastante do livro, principalmente o modo como Flynn resolveu desenvolver a história (me refiro a sua estrutura), assim como a forma de construção dos personagens. Para mim eles são o ponto alto do livro. Ressalto ainda o jogo psicológico aplicado, de manipulação, que a autora nos levar a viver através deste enredo... por mais que você não acredite no que está acontecendo, ou como parece ter acontecido, você acaba tendo que acreditar. É uma busca frenética por explicações que vai te deixar de boca aberta. Recomendo!

Lua: A verdade é que eu não sei definir qual parte me prendeu mais. Não sei qual foi a dúvida maior que eu tive... uma hora era: ''Ai meu Deus, ele fez isso''. E na outra: ''Não, ele não fez isso''. Quando tudo foi revelado, fiquei com uma raiva tremenda, que só piorou com o desfecho da trama. Mas nada disso impediu este livro de ser a melhor leitura que fiz este ano. É um livro excelente, que eu tenho indicado para todos  os meus amigos, porque é simplesmente sensacional ver como o ser humano pode ser tão minucioso. Indico!



Por Francielle e Luana