Leitores do Universo, olá! Tudo joia com vocês?

Então... é com muito prazer (e vergonha) que eu divulgo meu segundo vídeo para o nosso canal. \õ/  Infelizmente ele só está sendo publicado com quase um mês de gravado (graças a alguns problemas com a internet da minha casa nesse meio tempo  ¬¬'), portanto, ignorem as leituras e referências desatualizadas. 

Peço desculpas também pelos erros e divagações (zzZZzZzzZ)... eu realmente tenho sérios problemas em falar tranquilamente em frente às câmeras (TSC). De qualquer modo, eu espero que gostem. 

Não sei se consegui, por fim, transmitir e promover o que eu pretendia com este vídeo. Por isso, venho por meio de algumas palavras sintetizar a moral dessa minha história toda: estou aqui para (tentar) acabar um pouco com o preconceito que os e-books sofrem, e ofertar meu selo de aprovação ao kindle. O aparelho é muito legal e convidativo. Até para mim, que tanto resisti, foi uma experiência surpreendente. Indico!

Sem mais delongas, vamos ao (trágico) vídeo. E sigam o nosso canal no youtube!  ;)




Título: Querida Sue
Autor: Jessica Brockmole
Edição: 1
Editora: Arqueiro
Páginas: 256
ISBN: 9788580412635
Nota: 4 de 5

SINOPSE: Março, 1912: A jovem poeta Elspeth Dunn nunca viu o mundo além de sua casa, localizada na remota ilha de Skye, noroeste da Escócia. Por isso, não é de espantar a sua surpresa quando recebe uma carta de um estudante universitário chamado David Graham, que mora na distante América. O contato do fã dá início a um intercâmbio de cartas onde os dois revelam seus medos, segredos, esperanças e confidências, desencadeando uma amizade que rapidamente se transforma em amor. Porém, a Primeira Guerra Mundial força David a lutar pelo seu país, e Elspeth não pode fazer nada além de torcer pela sobrevivência de seu amor. 
Junho, 1940, começo da Segunda Guerra Mundial: Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Britânica. Sua mãe a alerta sobre os perigos de um amor em tempos de guerra, um conselho que Margaret não quer ouvir. No entanto, uma bomba atinge a casa de Elspeth e acerta em cheio a parede secreta onde estavam as cartas de amor de David. Com sua mãe desaparecida, Margaret tem como única pista do paradeiro de Elspeth uma carta que não foi destruída pelas bombas. Agora, a busca por sua mãe fará com que Margaret conheça segredos de família escondidos há décadas. 

Comentários:

Distância, romance e guerra. Essas são as palavras que definem Queria Sue, livro de estréia da americana Jessica Brockmole. Com uma trama apresentada apenas por cartas, a história parte do comum e consegue alcançar um modelo de narrativa que te envolve, instigada e que sabe ser surpreendente.

Elspeth Dunn acaba de ter contato com um fã através de uma carta despretensiosa e ousada, como o próprio remetente afirma. David Graham a escreve afim de expressar sua admiração pela autora dos poemas inspiradores que o tiraram de um momento de ócio enquanto enfermo. E, como amante da literatura, Davey (é assim que Elspeth passa a chamá-lo) não poderia estar mais eufórico... recebera uma resposta espirituosa da bela escritora, daquela que mais tarde passa a ser sua valiosa amiga; sua querida Sue.

Toda a trama se passa durante a efervescência da Primeira Guerra, e no início da Segunda. Na primeira temos a frenética troca de cartas de Davey e Sue, onde são descritos outros personagens importante para o enredo, a exemplo do irmão e marido dela, Finlay e Iain, respectivamente; os familiares e amigos deles são enfatizados, também; dentre outros. Na segunda, passamos a conhecer a filha de Elspeth, Margaret, e o noivo da moça, Paul. Desta vez a troca de carta é feita por eles, e também entre outros personagens. É um verdadeiro quebra cabeças... um infinito registro que conta uma das histórias mais serenas que já li, sobre a guerra, com conflito familiares, e sobre a descoberta de um novo amor.

Davey e Sue descobrem um sentimento novo através da escrita, e enfrentam diversos desafios em nome desse amor, que você só sentirá ao experimentar a leitura. Ao mesmo tempo, temos Margaret, anos depois, aflita para saber quem é 'Sue', e porque sua mãe guarda com tanto zelo cartas endereçadas a ela. São esses segredos que a deixa intrigada, e que a fazem querer obter por respostas às suas perguntas em um momento em que ela vê seu noivo partir para a guerra. As história, em um certo ponto, acabam tendo pequenas semelhanças que deixam o leitor ávido, ansioso, à busca do diferencial em meio àquilo que poderia ser mais um clichê. Mas não foi.

O livro parece pequeno, mas é impressionante como finalizamos a leitura com a impressão de que realmente presenciamos cada detalhe da vida desses personagens (me refiro aos principais) ao longo de três décadas. Não achei que uma narrativa construída apenas por cartas fosse dar tão certo, mas Jessica soube ser particular. A escrita é envolvente porque a linguagem das cartas, em um tom descrito, nos permite visualizar o que foi vivido pelo remetente até sua composição. Além disso, são muitas as passagens marcantes, talvez pelo tom muitas vezes poético... enfim, foi um trabalho construído com leveza em um pano de fundo histórico que nos propõe vivenciar mais uma história repleta de desafios marcada pelas grandes guerras.

Não dei nota máxima porque senti falta de algo na história dos personagens principais, já próximo ao desfecho. Por motivos pessoais, eu me identifiquei muito com a trama, e por ser um persistente, não consegui aceitar muito bem certo atos (mas foi uma contrariedade boa)... mesmo que eu tenha entendido essas decisões. É questão de percepção e aceitação de cada um. Porém, essa experiência me fez ver que, às vezes, tudo que está ao nosso redor nos leva a seguir caminhos que nos parecem ser a melhor e mais correta opção, mesmo que esta seja contra a nossa vontade. 

Recomendo a obra e asseguro que Querida Sue não é em nada confuso. São cartas em tons diversos, cheios de amor, amizade, cumplicidade e, principalmente, repleta dos dramas da vida. Você certamente ficará com vontade de sair escrevendo para todos aqueles que ama, assim como eu.

Trecho:

''Isso é a guerra falando. Eu sei, já vi acontecer. Eles partem invencíveis, achando que o futuro é um lago dourado à sua frente, prontos para mergulhar. E aí acontece alguma coisa - uma bomba, uma luxação no pulso, uma bala que passa assobiando perto demais - e, de repente, eles se agarram ao que quer que consigam segurar. [...] As emoções são tão fugazes quanto as noites serenas. '' [P. 33]

Olá pessoal! Tudo jóia?

Ontem o Clube do Livro de Sergipe (da qual eu participo como organizadora) mediou um evento da Saída de Emergência Brasil, que, para quem ainda não sabe, é um selo da Editora Arqueiro cujas publicações são centradas no gênero fantasia e ficção. O encontro foi realizado com a finalidade de apresentar dois dos últimos lançamentos do grupo.

Decidi aproveitar a 'deixa' e apresenta-los a vocês, também. É uma divulgação válida, tendo em vista o sucesso que os livros têm tido no mercado. Seguem as sinopses:


Da premiada Trilogia das Joias Negras, A Filha do Sangue (VOLUME I), escrito por Anne Bishop, traz o Reino Distorcido que se prepara para o cumprimento de uma antiga profecia: a chegada de uma nova Rainha, a Feiticeira que tem mais poder que o próprio Senhor do Inferno. Mas ela ainda é jovem, e por isso pode ser influenciada e corrompida. Quem a controlar terá domínio sobre o mundo. Três homens poderosos - inimigos viscerais - sabem disso. Saetan, Lucivar e Daemon logo percebem o poder que se esconde por trás dos olhos azuis daquela menina inocente. Assim começa um jogo cruel, de política e intriga, magia e traição, no qual as armas são o ódio e o amor. E cujo preço pode ser terrível e inimaginável.


Em A Espada de Shannara (primeiro livro de uma trilogia), escrito por Terry Brooks, as Grandes Guerras do Passado arruinaram o mundo. Vivendo no pacífico Vale Sombrio, o meio-elfo Shea Ohmsford pouco sabe sobre esses conflitos. Mas o Lorde Feiticeiro, que todos julgavam morto, planeja regressar e destruir o mundo para sempre. A única arma capaz de deter esse poder da escuridão é a Espada de Shannara, que pode ser usada somente por um herdeiro legítimo de Shannara. Shea é o último dessa linhagem, e é sobre ele que repousam as esperanças de todas as raças. Por isso, quando um aterrorizante Portador da Caveira a serviço do mal voa até o Vale Sombrio, Shea sabe que começará a maior aventura da sua vida.


Dos livros citados, eu tive a chance de ler A Filha do Sangue - inclusive, a oportunidade da leitura surgiu por conta do evento. Portanto, aproveitarei o post para responder as perguntas de alguns colegas internautas, que queriam saber o que eu achei da trama. Então... embora tenha sido mais uma bacana experiência literária que vive, a trama não conseguiu me agradar muito não.

Por ser um livro introdutório, cujo universo fantástico é composto por muitos personagens de classes hierárquicas diferentes com funções distintas, e tendo em vista que a história se passa em três reinos diferentes, eu devo reconhecer que, para alguém como eu (uma não adepta a fantasia), esse livro não é fácil de agradar justamente por isso. Mas senti falta de ter minha imaginação atiçada porque as descrições não me permitiram essa façanha. E, como se não bastasse, os personagens não conseguiram ter a minha simpatia. Algumas outras coisas também não me agradaram, como o erotismo empregado para (acredito eu) prender o leitor... pois é, Anne, não funcionou comigo. Como essas mulheres/personagens são violentas, gente! Enfim. Entretanto, para quem gosta de livros de bruxas, magia e que trazem o feminismo com evidência, essa é uma pedida que pode funcionar.

Quanto a Espada de Shannara, eu não sei respondê-los. Mas, de acordo com os meus colegas, é um livro muito bem descritivo e instigante, destinado, inclusive, aos fãs de George Martin. Portanto, a dica para os interessados é que vocês pesquisem para sanais quaisquer dúvidas... depois, se joguem! 

A editora tem lançado coisas bem interessantes para os amantes da fantasia. 
Para mais informações, acessem o site: sdebrasil.com.br


Hoje é o dia nacional dos clubes. 
Quer melhor oportunidade para homenagear os clubes de leitura do país do que esta? 
Imagem: livroclub.blogspot.com.br

Clubes do livro, ou rodas de leitura, podem ser definidas como grupos cujo objetivo é falar/discutir sobre livros, literatura, blogs, mercado editorial e qualquer coisa que envolva o universo literário. A ideia é unir as perspectivas pessoais em um conjunto; é tirar os leitores do âmbito virtual; é realizar a troca de experiências literárias; é se divertir.

Em muitas cidades do país a cultura do clube de leitura se tornou algo que vai além do despretensioso. Aqui em Aracaju, por exemplo, o Clube do Livro se tornou algo sério, que requereu de organização e administração para tomar corpo e se consolidar. Hoje somos cinco blogueiros literários no comando de encontros e/ou eventos que ocorrem uma vez por mês na única Livraria Saraiva da cidade. A cada mês um tema/gênero/verbete é debatido por nós e lançado ao público que nos assiste, que responde participando com muita interação e animação. Parte deste público, inclusive, se tornou tão fiel a ponto de não perder os eventos, mesmo que o gênero daquele não atenda seu gosto em demasiado. É esse o nosso propósito, e é maravilhoso saber que ele tem sido alcançado.

Mas não pensem vocês que foi fácil. Ações assim demandam de apoio e parcerias que acreditem na importância daquele ato. Infelizmente, quando se trata de questões culturais e educacionais, nem sempre o êxito é imediato, mas com persistência, muita luta, alguns contatos e com a ajuda de amigos, as coisas podem dar certo. No nosso caso vem dando... mas não seria assim sem o apoio e a presença daqueles que com cada vez mais frequência vêm somar nossas ideias.

Dentro desse contexto vale salientar ainda que um clube do livro não precisa ser, necessariamente, algo oficial. Você pode muito bem se reunir com seus amigos para falar sobre livros em um parque, em uma livraria ou até em casa, e assim você já estará fazendo parte de um clube. Convide mais amigos, e faça seus amigos convidarem outros... logo você verá seu grupo crescer, e ideias borbulharem por todos os lados. Foi assim que o Clube do Livro de Sergipe nasceu.

Por isso, e por saber da importância desse ato, aqui vai o meu apoio nesta data especial a todos os clubes de leitura do país. Estas ações, independente do formato, grau ou tamanho de participantes, merecem visibilidade diante da finalidade de disseminar vivência literária sem fins lucrativos, ou de marketing. E que demais leitores não deixem de prestigiar esse trabalho, porque privilegiadas são as cidades que dispõem de movimentos desse gênero; de pessoas que se propõe a isso. 

Somos guerreiros no fomento de atividades culturais, principalmente no que diz respeito ao âmbito literário. Assim, um viva aos clubes de leitura, às rodas literárias e à leitura!!!