Oi, gente!  :D
Vi que muitos de vocês adoraram a resenha do livro Querida Sue, da Jessica Brockmole (quem ainda não leu é só clica AQUI), por isso resolvi trazer alguns trechos legais para estimulá-los a leitura.

Te convido a deixar registrado aqui um fragmento marcante da sua última leitura. Vamos fazer deste post uma reunião de (novas) memórias. Vou adorar conferir sua escolha! Espero que goste das minhas...

Meu livro cheios de tags.  *-*

''Não precisa se preocupar em me proteger de nenhum tipo de linguagem ou sentimento. Você se esquece que estamos em tempos de guerra. Hoje em dia, nós, mulheres, somos feitas de um material mais resistente.'' 
P. 133


''Como eu poderia estar errada uma coisa que trazia a sensação de ser tão certa? Foi tudo perfeito. Tudo é perfeito. Guardei aquelas lembranças - aquelas belas e delicadas lembranças - junto ao coração. E não pensei muito no seu marido nem no emaranhado confuso que é nosso futuro.'' 
P. 139


''Num momento em que me sinto tão insegura, a confiança me tranquilizou. Mas acho que vê-lo era o único tônico de que eu precisava. Eliminou todas as dúvidas e inquietações.'' 
P. 162



Até mais!

Título: Deslembrança
Autor: Ca Patrick
Edição: 1
Editora: Intrínseca
Páginas: 256
ISBN: 9788580571622 
Nota: 3 de 5

SINOPSE: Toda noite, quando London Lane recosta a cabeça no travesseiro e dorme, cada mínimo detalhe do dia que viveu desaparece de sua memória. Pela manhã, restam-lhe apenas lembranças do futuro: pessoas e acontecimentos que ainda estão por vir. Para conseguir manter uma rotina minimamente normal, London escreve bilhetes para si própria e recorre à sempre fiel melhor amiga. Já acostumada a tudo isso, ela tenta encarar a perda de memória mais como uma fatalidade que como uma limitação. Mas, quando imagens perturbadoras começam a surgir em suas lembranças e London precisa, de algum modo, escapar delas, fica claro que para entender o presente e o futuro ela terá que decifrar o que ficou esquecido no passado.

Comentários:

O fato de esquecer corriqueiramente o que acontece não é algo necessariamente novo. Mas lembrar o futuro? Isso, sim, é bem diferente. Será que nossa protagonista, London Lane, é uma das pessoas que despertam aquilo que os especialista chamam de mistérios da mente? Ca Patrick, em Deslembrança, mostra qual o enigma que envolve a perda de memória e as estranhas lembranças de London através de um romance doce e sem grandes particularidades.

London tem sua rotina salva por bilhetes escritos toda noite por ela mesma. Como seu cérebro reseta toda madrugada, pela manhã eles são eles ps seus principais aliados na luta por mais um dia onde suas lembranças são apenas futuristas. Seu problema é um mistério e, como se não bastasse, sua mãe não revela muito como isso foi desencadeado. Devido ao esquecimento diário, a moça nem se esforça muito para entender o que de fato aconteceu.

Isso até umas lembranças estranhas envolvidas com morte, choro, criança e enterro chegarem de forma fragmentada em sua mente, na qual ela julga ser um fato que ocorrerá futuro (como sempre acontece). Sua aflição para descobrir o que irá acontecer a leva por revelações impressionantes, que surpreenderão a todos, e que a ajudará a entender os mistérios de sua mente.

Em meio a um mar de frustrações, London conhece Luke, um novo estudante que se mostra interessado por ela. Não tarda muito para eles darem início ao que eu chamo de um doce romance. Com vergonha de sua limitação, London resolve esconder do rapaz seus esquecimentos frequentes. Como se não bastasse, ela se desentende com sua melhor amiga, Jamie, enquanto tenta ajudá-la a parar de se encontrar com um professor casado. London a alerta que essa história não acabará bem, mas o fato dela saber aparentemente o que acontecerá no futuro parece chatear a amiga.

No geral, Deslembrança é um livro curto: capítulos breves, linguagem dinâmica e fatos que se desenvolvem sem muito detalhamento. O ponto alto está na escrita de Ca Patrick, que não é apenas envolvente, como também muito rápida de ser lida. Ela se utiliza ainda de algumas sacadas interessantes nesse alternar de lembranças passadas e futuras. Devo dizer até que me surpreendi com a ideia da autora no ato de algumas explicações, cuja capacidade de percepção me passou despercebida.

O que não funcionou, no entanto, foi o fato da escritora deixar para os momentos finais toda a essência da trama. Isso está relacionado diretamente com os mistérios da perda de memória da London, e com algumas visões obscuras que ela tem tido a respeito tando de si própria como do futuro de Luke. Além disso, ela também resolveu deixar para o fim o desenrolar das confusões em que Jamie se envolveu, fato que mesmo estando em segundo plano, teve seu espaço na estrutura da história. 

Assim, algumas lacunas acabaram tendo que se desenrolar em único momento, e a impressão que eu tive é que nem todas foram preenchidas com a expectativa que eu criei ao longo da leitura. Em outras palavras, foi um desenvolvimento interessante que ficou para o fim, e o pouco espaço deixou algumas explicações corridas e sem muito dinamismo. Tinha tudo para surpreender, mas acabou passando desapercebido pela falta de emoção.

Deslembrança entretém por ser levinho, afetuoso e nada exagerado, mesmo tendo uma proposta diferente. Em sua maioria trata-se de um romance doce e adolescente. Tem seus altos e baixos, mas vale a pena ser lido por quem procura uma leitura para passar o tempo, se distrair, e, quem sabe, se surpreender. Indico!

Trecho:

- Não é a mesma coisa! - grito. - Você não tem ideia de como é esquecer completamente todos os dias. Acordo sem saber o que usei na escola no dia anterior, sem falar nas coisas idiotas que eu possa ter feito ou dito. Lembro-me de coisas que ninguém, ninguém, deveria ter que prever para si. Coisas horríveis. Coisas que vão acontecer comigo...


Leitores do Universo, olá! Tudo joia com vocês?

Então... é com muito prazer (e vergonha) que eu divulgo meu segundo vídeo para o nosso canal. \õ/  Infelizmente ele só está sendo publicado com quase um mês de gravado (graças a alguns problemas com a internet da minha casa nesse meio tempo  ¬¬'), portanto, ignorem as leituras e referências desatualizadas. 

Peço desculpas também pelos erros e divagações (zzZZzZzzZ)... eu realmente tenho sérios problemas em falar tranquilamente em frente às câmeras (TSC). De qualquer modo, eu espero que gostem. 

Não sei se consegui, por fim, transmitir e promover o que eu pretendia com este vídeo. Por isso, venho por meio de algumas palavras sintetizar a moral dessa minha história toda: estou aqui para (tentar) acabar um pouco com o preconceito que os e-books sofrem, e ofertar meu selo de aprovação ao kindle. O aparelho é muito legal e convidativo. Até para mim, que tanto resisti, foi uma experiência surpreendente. Indico!

Sem mais delongas, vamos ao (trágico) vídeo. E sigam o nosso canal no youtube!  ;)




Título: Querida Sue
Autor: Jessica Brockmole
Edição: 1
Editora: Arqueiro
Páginas: 256
ISBN: 9788580412635
Nota: 4 de 5

SINOPSE: Março, 1912: A jovem poeta Elspeth Dunn nunca viu o mundo além de sua casa, localizada na remota ilha de Skye, noroeste da Escócia. Por isso, não é de espantar a sua surpresa quando recebe uma carta de um estudante universitário chamado David Graham, que mora na distante América. O contato do fã dá início a um intercâmbio de cartas onde os dois revelam seus medos, segredos, esperanças e confidências, desencadeando uma amizade que rapidamente se transforma em amor. Porém, a Primeira Guerra Mundial força David a lutar pelo seu país, e Elspeth não pode fazer nada além de torcer pela sobrevivência de seu amor. 
Junho, 1940, começo da Segunda Guerra Mundial: Margaret, filha de Elspeth, está apaixonada por um piloto da Força Aérea Britânica. Sua mãe a alerta sobre os perigos de um amor em tempos de guerra, um conselho que Margaret não quer ouvir. No entanto, uma bomba atinge a casa de Elspeth e acerta em cheio a parede secreta onde estavam as cartas de amor de David. Com sua mãe desaparecida, Margaret tem como única pista do paradeiro de Elspeth uma carta que não foi destruída pelas bombas. Agora, a busca por sua mãe fará com que Margaret conheça segredos de família escondidos há décadas. 

Comentários:

Distância, romance e guerra. Essas são as palavras que definem Queria Sue, livro de estréia da americana Jessica Brockmole. Com uma trama apresentada apenas por cartas, a história parte do comum e consegue alcançar um modelo de narrativa que te envolve, instigada e que sabe ser surpreendente.

Elspeth Dunn acaba de ter contato com um fã através de uma carta despretensiosa e ousada, como o próprio remetente afirma. David Graham a escreve afim de expressar sua admiração pela autora dos poemas inspiradores que o tiraram de um momento de ócio enquanto enfermo. E, como amante da literatura, Davey (é assim que Elspeth passa a chamá-lo) não poderia estar mais eufórico... recebera uma resposta espirituosa da bela escritora, daquela que mais tarde passa a ser sua valiosa amiga; sua querida Sue.

Toda a trama se passa durante a efervescência da Primeira Guerra, e no início da Segunda. Na primeira temos a frenética troca de cartas de Davey e Sue, onde são descritos outros personagens importante para o enredo, a exemplo do irmão e marido dela, Finlay e Iain, respectivamente; os familiares e amigos deles são enfatizados, também; dentre outros. Na segunda, passamos a conhecer a filha de Elspeth, Margaret, e o noivo da moça, Paul. Desta vez a troca de carta é feita por eles, e também entre outros personagens. É um verdadeiro quebra cabeças... um infinito registro que conta uma das histórias mais serenas que já li, sobre a guerra, com conflito familiares, e sobre a descoberta de um novo amor.

Davey e Sue descobrem um sentimento novo através da escrita, e enfrentam diversos desafios em nome desse amor, que você só sentirá ao experimentar a leitura. Ao mesmo tempo, temos Margaret, anos depois, aflita para saber quem é 'Sue', e porque sua mãe guarda com tanto zelo cartas endereçadas a ela. São esses segredos que a deixa intrigada, e que a fazem querer obter por respostas às suas perguntas em um momento em que ela vê seu noivo partir para a guerra. As história, em um certo ponto, acabam tendo pequenas semelhanças que deixam o leitor ávido, ansioso, à busca do diferencial em meio àquilo que poderia ser mais um clichê. Mas não foi.

O livro parece pequeno, mas é impressionante como finalizamos a leitura com a impressão de que realmente presenciamos cada detalhe da vida desses personagens (me refiro aos principais) ao longo de três décadas. Não achei que uma narrativa construída apenas por cartas fosse dar tão certo, mas Jessica soube ser particular. A escrita é envolvente porque a linguagem das cartas, em um tom descrito, nos permite visualizar o que foi vivido pelo remetente até sua composição. Além disso, são muitas as passagens marcantes, talvez pelo tom muitas vezes poético... enfim, foi um trabalho construído com leveza em um pano de fundo histórico que nos propõe vivenciar mais uma história repleta de desafios marcada pelas grandes guerras.

Não dei nota máxima porque senti falta de algo na história dos personagens principais, já próximo ao desfecho. Por motivos pessoais, eu me identifiquei muito com a trama, e por ser um persistente, não consegui aceitar muito bem certo atos (mas foi uma contrariedade boa)... mesmo que eu tenha entendido essas decisões. É questão de percepção e aceitação de cada um. Porém, essa experiência me fez ver que, às vezes, tudo que está ao nosso redor nos leva a seguir caminhos que nos parecem ser a melhor e mais correta opção, mesmo que esta seja contra a nossa vontade. 

Recomendo a obra e asseguro que Querida Sue não é em nada confuso. São cartas em tons diversos, cheios de amor, amizade, cumplicidade e, principalmente, repleta dos dramas da vida. Você certamente ficará com vontade de sair escrevendo para todos aqueles que ama, assim como eu.

Trecho:

''Isso é a guerra falando. Eu sei, já vi acontecer. Eles partem invencíveis, achando que o futuro é um lago dourado à sua frente, prontos para mergulhar. E aí acontece alguma coisa - uma bomba, uma luxação no pulso, uma bala que passa assobiando perto demais - e, de repente, eles se agarram ao que quer que consigam segurar. [...] As emoções são tão fugazes quanto as noites serenas. '' [P. 33]