Olá, leitores! Tudo jóia?

A nossa autora parceira, Selène d'Aquitaine, está cheia de novidade. A trilogia Annastria (temos os dois primeiros livros resenhados aqui no blog!), escrita por ela, recebeu uma nova edição pela Editora Ícone. 

As capas ficaram ainda mais lindas que as anteriores.  *-*

Segundo a escritora, a Trilogia Annástria começou a ser escrita em 2010, mas somente foi finalizada em outubro de 2013. A trama é centrada no reino de Annástria, que durante muitos anos desfrutou da posição de 'dimensão mais elevada', mas que teve seu império abalado a ponto de desmoronar. Nele temos as Deusas Memória e Satine, que nunca tiveram um bom relacionamento. Antigas lembranças as incomodam, e marcas do passado colaboraram para que cada uma tomasse um rumo diferente. 

A queda de Annástria tem efeitos sobre as outras dimensões, e a situação piora quando Strauss, filho de Memória e Zolum, apaixona-se por uma mortal na mesma época que seu irmão mais velho, Rorek, tem seu amor não correspondido pela feiticeira Angelina. Enfurecido, Rorek alia-se a Satine e declara ódio a Annástria.

O filho de Strauss e Serenite é a única esperança de Annástria não ser dominada pelas Trevas. Ainda recém-nascido, as asas do príncipe Darin são cortadas e espalhadas pelos ares. Acontece que elas representam muito mais do que a divindade do príncipe, pois recuperar cada pena é fundamental para salvar o reino.

Há muitas pessoas envolvidas na missão de salvar Annástria: deuses, guias, feiticeiras, guerreiros, monstros e seres humanos. Paixões intensas abalam amizades e revivem lembranças dolorosas que a muito tempo estavam esquecidas; destinos são traçados sem que os envolvidos tenham consciência; dúvidas são abafadas ou simplesmente ignoradas durante muito tempo. Alguns se questionam se vale a pena salvar Annástria, e até onde uma lembrança pode ser mais importante do que as vidas de todos que estão comprometidos com os mais polêmicos e decisivos momentos da história deste reino.

Passados que muitos querem ocultar; maldições que separam famílias; vidas anteriores que ocultam lembranças dolorosas; amizades postas à prova; e obsessão por controle não afeta apenas os mortais. Deuses, guias e protetores sabem que não estão imunes aos sentimentos que sofrem os seres mortais. Tudo isso e muito mais vocês encontrarão nos três livros que dividem a série.

Confira abaixo o que já foi resenhado aqui no blog:

Tumblr:

Blog:

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É isso aí, pessoal!
Até a próxima!


De um lado é possível encontrar tradições teóricas em que prevalecem a imposição do erudito. Do outro, a acepção do popular, também definida como a cultura feita pelo povo e apreciada por ele. São essas constantes disputas existentes entre os gêneros tradicionais e massivos, independente do fenômeno, que refletem uma sociedade convergente. O desafio aqui, logo, é adaptar a compreensão sobre esses conceitos.

A cultura pop é uma construção e reprodução de modelos de referência da cultura erudita. Todavia, há uma forte resistência por parte dos elitistas conservadores, que criticam essas manifestações e os enquadram como uma subcultura; como uma cultura inferior. Assim, muitas dessas diversidades e expressões culturais não se tornam legítimas, tampouco respeitadas.

Talvez isso seja justificado pela experiência estética, que é a principal característica que difere esses dois elementos. A literatura de massa (também conhecida através do modelo best-sellers), por exemplo, sofre sérias restrições quanto a sua qualidade. Neste caso, críticos literários e leitores elitistas enquadram essa leitura como acrítica, de gratificações momentâneas, e feitas apenas para o lazer. 

Esses mesmo críticos fecham os olhos para uma realidade eminente: são justamente esses livros, essa subliteratura, os responsáveis pela difusão do hábito da leitura e, consequentemente, do impulso no mercado literário atual. Além disso, eles também se tornaram uma importante ferramenta na formação de novos leitores. Por isso, ao condenarem livros populares, e falando igualmente em um contexto mais geral, esses críticos contribuem para reforçar a imagem da cultura como um prazer sofisticado. Mas a realidade é que o mundo não é composto somente por uma elite intelectual e letrada.

Vale salientar ainda que o grande responsável pela massificação do fenômeno pop é a comunicação de massa, que atua na representação da sociedade, na padronização do comportamento social, e na influência dos modos de vida. São os meios de comunicação que proporcionam a criação de novos padrões culturais adaptados a modelos anteriores. Ou seja, a convergência provém da revitalização do primitivo com base no interesse da juventude em tempos modernos.

Portanto, a cultura pop é um gênero em mutação, que provém de referências primárias, mas que ganha uma identidade própria, com regras, formas e técnicas; com uma estética jovem. Não adianta afirmar que todas as novas expressões são representações equivocadas de uma cultura consagrada, pois estamos vivendo um momento oportuno à transformação dos gêneros, onde a cultura popular brasileira e qualquer outro modelo cultural podem se tornar culturas híbridas. E estas definitivamente merecem a atenção de estudiosos que se disponham a aceitar as transformações da sociedade contemporânea.


Olá!

Hoje eu trouxe uma tag recomendada pelo Clóvis Marcelo, do blog De Frente com os Livros. Faz um certo tempo que eu recebi a indicação, por isso, para compensar a demora, resolvi gravar um vídeo para vocês. Mas, gente, relevem qualquer zzZzZzZZz... eu ainda vou conseguir fazer um vídeo digno. É uma promessa (ahahahaha)! Vamos lá!




Livros citados no vídeo:

Não vou indicar ninguém, portanto, sintam-se a vontade para passar a tag adiante, seja por meio de vídeo ou post convencional. Segue a descrição:

''Os Feitiços de Harry Potter'' relaciona os feitiços do universo de Harry com a escolha de alguns livros. E são eles:

Expectum Patronum: um livro de infância relacionado a boas memórias;
Expelliarmus: um livro que te pegou de surpresa;
Prior Incantato: o último livro que você leu;
Alohamora: um livro que te apresentou um gênero que você não tinha considerado antes;
Riddikulus: um livro engraçado que você leu;
Sonorus: um livro que você acha que todos deviam conhecer;
Obliviate: um livro ou spoiler que você gostaria de ter esquecido;
Imperio: um livro que você teve que ler para a escola;
Crucio: um livro que foi doloroso para ler;
Avada Kedavra: um livro que pode matar (interpretação livre).

Se gostaram do vídeo, dêem um joinha para ajudar na divulgação, ou sigam o nosso canal.
Obrigada!


Título: Extraordinário
Autor: R. J. Palacio
Edição: 1
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
ISBN: 9788580573015
Nota: 5 de 5

SINOPSE: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade... até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se é tão diferente. Prestes a começar o ano em um colégio de NY, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Comentários:

Extraordinário, escrito pela norte-americana Raquel Jaramillo Palacio, é um sick lit sensível, descontraída e ao mesmo tempo humano, pensante. É o manual do antibullying com lições inspiradoras que me fizeram abraçar a trama de um modo bem especial.

Auggie é um menino de 11 anos que nunca foi a escola. Sua educação sempre ficou sob a responsabilidade da mãe, que ensinava o garoto a base de (quase) tudo com afeto e disciplina. Mas ela sabia que chegara o momento em que Auggie precisara viver, de fato. Acontece que a deformidade em seu rosto, provido de uma síndrome genética rara, o impedia de ter uma vida normal. O susto que as pessoa levam ao vê-lo e suas expressões de horror, segundo Auggie, é o que mais incomoda, por isso ir a uma escola com pessoas 'normais' seria um verdadeiro desafio.

A temporalidade do livro diz respeito ao primeiro ano de Auggie em uma escola de verdade. A autora trabalha os principais desafios do garoto em relação as suas amizades, seu desempenho nos estudos, seus pensamentos sobre as coisas e sobre as pessoas, o modo como a família lida com ele, e, devo destacar, o modo como as outras pessoas veem a situação que Augiee vive.

A obra é dividida em diversas partes, narradas por um personagem diferente em cada (irmão do menino, os amigos mais próximos dele, o namorado da irmã, mãe, o próprio Auggie, dentre outros). Dentro dessas partes os capítulos se mostraram objetivos, claros e relativamente curtos. Embora pareça um pouco confuso, essa estrutura funcionou muito bem. Deu um toc especial a narrativa por meio de diferentes perspectivas, mostrando ao leitor não apenas o que o personagem da vez sente, mas também o que ele pensa.

Auggie é um garoto incrível, muito maduro, e se tem uma coisa que eu não senti por ele foi pena. Seus pensamentos me deixavam inspirada, com vontade de enfrentar os problemas, seguir adiante, e viver. Mas não pude deixar de notar os momentos de dificuldades, de desmotivação que ele vivia. Nem sempre é fácil lidar com com certos percalços... porém, a vida é um processo de amadurecimento, e foi isso que o livro quis mostrar, além de ensinar aos demais muitas ações de amor, amizade e companheirismo.

Gostei demais da escrita da autora, de sua linguagem, e do modo como ela construiu a narrativa. É sucinto, objetivo e profundo, ao mesmo tempo em que se mostra leve, descontraído. Os personagens também são muito bem descritos, bem reais e muito característicos. Você finalizará a leitura com a sensação de que nada ficou faltando. No geral é um livro incrível... não cheguei a favoritá-lo, mas sua sensibilidade e singularidade, além do que já foi destacado aqui, me fizeram dar nota máxima. Vale a pena!

Indico a obra para os que se identificam com o gênero. Extraordinário não tem nada de enlouquecedor, de partir o coração. Mas é maravilhoso, como diz o próprio título. Leiam!