Anotar o que você lê anualmente te dá a oportunidade de avaliar como ocorre sua variação de leitura. Gêneros, autores, vertentes literárias... é como um balanço em fim de expediente. E foi observando a minha que eu pude atestar (mais uma vez) a minha total indisposição para as leituras clássicas brasileiras. Não é preconceito, ou má vontade. Tá mais para falta de iniciativa.
É por isso que eu resolvi criar minha primeira listologia, com quatro livros nacionais a serem lidos nos próximos meses (não se trata de uma meta ou desafio, ok?). Resolvi fazer isso como uma forma de incentivo para mim mesma, dando uma chance ainda a pesquisas que até então eu não costumava realizar, onde eu busco conhecer melhor os autores e as obras famosas da época. Assim sendo, estou aqui para compartilhar com vocês minha primeira listinha (
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| Imagem: ilustração. |
Para o primeiro livro eu não pensei muito. Dom Casmurro (1899), de Machado de Assis, está na minha lista de releituras desde que saí do ensino médio. A vontade de conferir essa referência clássica, quando mais madura, vem dos polêmicos temas abordados pelo autor. O ciúme de Bentinho, a imprecisão na fidelidade de Capitu, o retrato moral da época e o caráter do narrador fizeram da história a obra-prima de Machado. Enfim, quero ter a oportunidade de ser levada mais uma vez pelas incertezas que conduz este romance.
Mar Morto (1936) é a segunda trama da lista. De autoria de Jorge Amado, o livro retrata a dura vida de pescadores em um cais, cuja única certeza que eles têm daquele lugar é que Iemanjá, mãe das águas, irá busca-los após a morte. Além de já ter recebido recomendações deste livro, meu interesse surgiu devido a proposta de uma narrativa poética que desmistifica todos os preconceitos ao redor da Iemanjá.
Por ser interessada em textos que abordem manifestações culturais e religiosas, e misticismo, resolvi acrescentar na lista o livro Tenda dos Milagres (1968), também de Jorge Amado. A trama se passa na capital da Bahia, Salvador, terra povoada por afrodescendentes. Ao que me parece, a ideia é introduzir um importante debate sobre democracia racial brasileira em meio a perseguições ao candomblé e aos capoeiristas, mostrando que a miscigenação não veio acompanhada de respeito a diversidade. Tenho a impressão que vou gostar muito desse enredo.
O Vampiro de Curitiba (1965) é o quarto e último da lista. Ambientado em Curitiba, o livro de Dalton Trevisan traz relatos do cotidiano da degradação humana através do dia-a-dia de Nelsinho, o "vampiro" propriamente dito, personagem dos quinze contos que compõe a obra. Nelsinho vive a vagar pela provinciana Curitiba atrás de suas vítimas, se mostrando um verdadeiro escravo da libertinagem e da solidão urbana. Apesar de não ter tanta aptidão por contos, gostei bastante dos temas propostos... e o clássico também foi muito recomendado pela Tati Feltrin, do Tiny Little Things, então resolvi dar uma chance.
O Vampiro de Curitiba (1965) é o quarto e último da lista. Ambientado em Curitiba, o livro de Dalton Trevisan traz relatos do cotidiano da degradação humana através do dia-a-dia de Nelsinho, o "vampiro" propriamente dito, personagem dos quinze contos que compõe a obra. Nelsinho vive a vagar pela provinciana Curitiba atrás de suas vítimas, se mostrando um verdadeiro escravo da libertinagem e da solidão urbana. Apesar de não ter tanta aptidão por contos, gostei bastante dos temas propostos... e o clássico também foi muito recomendado pela Tati Feltrin, do Tiny Little Things, então resolvi dar uma chance.
Bom, é isso. Por favor, se você já leu algum dos livros citados, me dá sua opinião!? Se não, me recomenda algum clássico brasileiro? Vou gostar muito. E, ah! Tô adorando essa ideia de criar listas... pretendo fazer outras, e vou adorar compartilhá-las contigo. O que você acha?
Até mais!















