Pessoal, hoje estou bastante animada! Acabei de publicar um vídeo novo no canal, só que, diferente dos anteriores, este está mais profissional – contei com a ajuda de muita gente para isso (cinematógrafo, editor, colegas que me ajudaram a pensar no tema, etc.). Muita coisa ainda precisa ser repensada (e melhorada também!), mas eu acredito que aos poucos as barreiras serão vencidas, assim como a proximidade que tanto almejo ter com vocês será alcançada da forma que eu espero.

Bom, a escolha pelo formato talkshow se deu pela ideia de descontração. Vamos ver se vocês gostam deste primeiro teste, cuja discussão focou na ''ascensão dos vlogs em detrimento dos blogs''. Será que o "boom" do vlogs, surgidos através da blogosfera, estão ameaçando a popularização dos blogs? Questões como funções, recepção, conteúdo, trabalho de edição e objetivos de ambas as mídias também serão discutidos aqui. Para tratar sobre o assunto eu recebi o Clóvis Marcelo, do blog De Frente Com os Livros, e o Ronaldo Gomes do Livro Sobre Livro

Apreciem, opinem a respeito e comentem o que vocês acharam do vídeo/ideia. Tá um pouquinho longo, mas vale a pena. E repassem o tema adiante, também. Acho importante discutirmos isso de forma integrada. Aproveitem e acessem o canal do blog, que está arrumadinho e a espera da presença de vocês.  ;)




Obrigada pela visita, e até a próxima!



Título: A Garota Que Você Deixou Para Trás
Autor: Jojo Moyes
Edição: 1
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
ISBN: 9788580574715
Nota: 4 de 5

SINOPSE: Durante a Primeira Guerra Mundial, o jovem pintor francês Édouard Lefèvre é obrigado a se separar de sua esposa, Sophie, para lutar no front. Vivendo com os irmãos e os sobrinhos em sua pequena cidade natal, agora ocupada pelos soldados alemães, Sophie apega-se às lembranças do marido admirando um retrato seu pintado por Édouard. Quando o quadro chama a atenção do novo comandante alemão, Sophie arrisca tudo — a família, a reputação e a vida — na esperança de rever Édouard, agora prisioneiro de guerra. 
Quase um século depois, na Londres dos anos 2000, a jovem viúva Liv Halston mora sozinha numa moderna casa com paredes de vidro. Ocupando lugar de destaque, um retrato de uma bela jovem, presente do seu marido pouco antes de sua morte prematura, a mantém ligada ao passado. Quando Liv finalmente parece disposta a voltar à vida, um encontro inesperado vai revelar o verdadeiro valor daquela pintura e sua tumultuada trajetória. Ao mergulhar na história da garota do quadro, Liv vê, mais uma vez, sua própria vida virar de cabeça para baixo. Tecido com habilidade, 'a garota que você deixou para trás' alterna momentos tristes e alegres, sem descuidar dos meandros das grandes histórias de amor e da delicadeza dos finais felizes.

Comentários: 

Ler as histórias de Jojo Moyes é sempre muito gratificante; é o mesmo que querer acertar quando estamos falando de uma leitura que realmente nos faça ir além das nossas expectativas. Em A Garota Que Você Deixou Para Trás, apesar de algumas poucas ressalvas, foi assim que eu me senti, recompensada exatamente como nos livros anteriores.

A primeira parte do livro apresenta um pouco da história de Sophie, do quanto ela era determinada e do que ela fora guerreira em nome do amor. Sua rotina e seu relacionamento com os irmãos e os sobrinhos, bem como com os vizinhos da rua em que vivia, também é acentuando claramente para que entendamos a dinâmica dos fatos. E o pano de fundo nada mais é do que a conflitante Primeira Guerra Mundial, então dá para imaginar as dificuldades enfrentadas por essa família, sujeita a fome, trabalho escravo e maus tratos.

Em contrapartida temos Liv Halston, apresentada na segunda parte da trama. Liv está vivendo um interminável luto pela perda do seu marido, que era seu mundo; sua vida. Isso a impede de seguir adiante, de se relacionar com outras pessoas e, principalmente, de se desfazer de tudo que lembre o falecido marido. Como forma de consolar sua dor, Liv acaba se apegando a um presente dado por ele: a pintura de uma mulher intitulada de 'a garota que você deixou para trás', que inspira mistério. Só que a família do autor do quadro, ao descobrir sua existência, entra na justiça pedindo a obra de volta. É deste modo que Liv encontra força para defender com unhas e dentes aquilo que ela julga ser realmente seu.

Ambas as histórias, mesmo após décadas, estão conectadas graças ao quadro pintado por Édouard. Embora sejam exploradas da mesma forma forma, eu não consegui me envolver com os 'dilemas' da Liv. Achei os desdobramentos centrados nela um pouco arrastados, à passos lentos, e sem muita vibração. Talvez a minha impressão se dê por falta de simpatia com a personagem... ao contrário de Sophie, que roubava as cenas com sua história sofrida e difícil, tornando-se, e aos meus olhos, a verdadeira protagonista do livro. Conclui que a história de Liv serviu como pano de fundo para entendermos o que aconteceu de fato a Sophie, e essa foi uma ideia genial da autora.

Jojo escreve de um modo especial , envolvente, e com excelentes atribuições e passagens que te levam adiante até nas partes mais mornas da trama. A capitulação segue na medida, e a leitura fui de acordo com as necessidades do leitor. É difícil fazer medições, mas com certeza você não terá pressa em meio a pressa... irá saborear ao seu modo, como eu fiz. E não irá se arrepender!

Portanto, recomendo demais o livro. Não acho essa a melhor narrativa para se adentrar no universo de Jojo Moyes, mas com certeza será uma leitura indispensável para os admiradores da autora. E, Intríseca, por favor, lance mais livros da Jojo (Um Mais Um já vem por aí)!!!!


O canal ganhou mais um vídeo!  :D

Eu havia feito esse filme ainda em dezembro do ano passado, mas como não havia gostado muito do resultado, acabei nem publicando. Após tentar algumas edições enfim decidi publicá-lo, mesmo que o vídeo não faça jus ao conteúdo do livro; mesmo que eu não tenha conseguido expressar a total satisfação que eu tive ao ler o incrível "O Capítulo do Julian", de R. J. Palacio.

Mais de 1 milhão de leitores já se encantaram com Extraordinário e a bela história de Auggie Pullman – um garotinho de feições incomuns que tem pela frente uma difícil missão: convencer as pessoas de que, apesar da aparência, é uma criança igual a qualquer outra.

Agora todos terão a chance de saber o que se passa na cabeça do personagem mais controverso do romance: Julian, o menino que lidera a cruzada de bullying contra Auggie. Por que Julian trata Auggie tão mal? Será que ele pode ser perdoado?

Em O capítulo do Julian R. J. Palacio faz uma comovente incursão no mundo de uma criança que tem o coração muito maior do que seus atos de bullying e crueldade podem fazer mostrar, mas precisa de ajuda para enxergar isso.

Confira meu video e acesse minha sobre Extraordinário.  ;)




Um dia eu ainda consigo gravar um vídeo decente. Prometo!
Até a próxima!



Mar da Tranquilidade, de Katja Millay, é um livro que tem recebido muitas críticas positivas na blogosfera literária (englobo o skoob nessa conta). Talvez por isso algumas pessoas não entenderam o meu simplório 3,5 dado a trama como nota. Confira a resenha completa no post anterior.

É um dilema falar de um livro que todo mundo amou, mas que você apenas gostou. Mas sim, eu gostei do livro, gente! A ideia de personalidades jovens e imperfeitos tendo que lidar com questões sérias que envolvem traumas e perdas é sempre muito atrativa. Para quem curte thriller psicológico, principalmente. Além disso, Katja tem uma escrita envolvente, mesmo que apática devido os dilemas dos personagens principais.

As ressalvas que fiz se restringem a forma lenta como a história se desenvolve – como se fatos meramente irrelevantes estivessem tomando o lugar do que realmente importa; do que realmente queremos saber. Além disso, e apesar de reconhecer as tiradas inteligentes da personagem principal (Nastya), eu não consegui me simpatizar totalmente com ela. Essas coisas acontecem ...

E por que estou dizendo tudo isso? Para atestar mais uma vez a minha nota, e reafirmar minha recomendação. Se você achou a premissa no mínimo interessante, arrisque-se! A minha opinião pode ser diferente da sua por diversos motivos (gostos, percepções, aspirações, etc), e que nenhuma história é totalizada aos olhos de todos...

Eles só encontraram a tranquilidade na companhia do outro...

Vou deixar algumas citações do livro como forma de incentivo.
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Com o tempo, meu corpo se curou o máximo que pôde. Minha mente também começou a se acertar, mas acho que os pedaços ficaram meio fora do lugar. Parecia que, quanto mais meu corpo se curava, mas a minha cabeça piorava, e não há fios e pinos suficientes para consertar o que partiu ali. Então não fiz as coisas normais que deveria fazer com 15 e 16 anos. Na idade em que a maioria das pessoas tenta descobrir quem é, eu me esforçava para entender por que eu existia. [Nastya Kashnikov – p. 112]
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– Quantos anos você tinha¿
– Oito anos. Acho que eu já tinha idade suficiente para entender. Mas eu não queria... sei lá... meu pai tentou me explicar, mas não tem como explicar que uma pessoa que você viu todos os dias da sua vida não existe mais. Alguém apertou o delete e ela sumiu. [Josh Benette – p. 149]
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– Obrigações demais. As pessoas gostam de dizer que o amor é incondicional, mas isso não é verdade. E mesmo que fosse, o amor nunca é de graça. Sempre vem acompanhado de uma expectativa. Todo mundo sempre quer algo em troca. Tipo, querem que você seja feliz, ou o que for, e isso nos torna automaticamente responsáveis pela felicidade dos outros, porque eles não serão felizes ao menos que você também seja. Você tem que ser quem eles pensam que tem que ser e sentir do jeito que eles pensam que tem que sentir, porque eles amam você. E quando você não consegue dar o que eles querem, eles ficam infelizes, e aí você também fica infeliz e todo mundo fica infeliz. Eu só não quero ter essa responsabilidade. [Nastya Kashnikov – p. 197] 
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Espero que tenham curtido os trechos que separei para vocês. A ideia do post é também propagar reflexão acerca das notas que atribuímos as nossas leituras. 
Até mais!