O projeto Leitura Compartilhada, em parceria com a Érika Rodrigues (Relicário) e o Clóvis Marcelo (De Frente com os Livros), volta em sua 3ª edição. O livro da vez é "A Insustentável Leveza do Ser", do Milan Kundera. Nossas resenhas individuais e vídeo com demais comentários você confere na última semana deste mês. Então, fique ligado!
 
 
A ideia é que com esse projeto nós possamos realizar uma mesma leitura em um mesmo período de tempo, com o intuito de compartilhar com vocês nossas opiniões de uma forma mais dinâmica e divertida. 
 
E enquanto nossa leitura atual está sendo realizada, reveja (ou assista, caso ainda não tenha visto) o vídeo anterior, onde comentamos mais detalhes sobre o livro de "Eleanor & Park", da Rainbow Rowell. Basta clicar AQUI.
 
Até mais!

A Editora Guarda-Chuva irá publicar seu primeiro título young adult, e para começar em grande estilo ela vai lançar o primeiro livro da nova trilogia da Ally Carter – "Em Queda Livre", da série "Segredos Diplomáticos". O Universo Literário é embaixador da Guarda-Chuva na divulgação de suas ações promocionais, e para concorrer a diversos prêmios basta participar da promoção "Missão Tripla", que iremos anunciar ao longo das próximas 3 semanas no facebook do blog. Fiquem ligados na hashtag #agentesemquedalivre e não deixe de participar!!! 


Sobre o livro

Em Queda Livre, da série "Segredos Diplomáticos", conta a história de Grace Blakely, que aos dezesseis anos vê sua vida virar de cabeça para baixo ao se mudar para a casa de seu avô materno, o embaixador americano na capital do país fictício de Adria. Incapaz de aceitar as circunstâncias misteriosas que cercaram a morte de sua mãe três anos antes, ela tentará descobrir os segredos do seu passado e encontrar respostas para as dúvidas que a assombram.

Contando somente com a ajuda de seus novos amigos, filhos dos embaixadores das outras nações, ela se lança na busca por um assassino que ninguém mais acredita ser real, ao mesmo tempo em que se esforça para seguir os rígidos protocolos que regem a vida diplomática. Não será fácil para Grace se adaptar a esse novo mundo, especialmente quando ela começa a se apaixonar pelo único garoto proibido para ela: o melhor amigo de seu irmão mais velho.

Grace fará de tudo para ser a boa menina que todos esperam que ela seja, mas os problemas parecem sempre encontrá-la, e qualquer deslize cometido na Ala das Embaixadas poderá deflagrar uma crise internacional, colocando sua vida e o destino das nações mais poderosas do mundo em risco. 


Ally Carter

A americana Ally Carter é autora de publicações que são sucesso absoluto entre os fãs do gênero YA. Com mais de dois milhões de exemplares vendidos, sete livros na lista de best-sellers do NY Times, Wall Street Journal e USA Today, e direitos comercializados para mais de vinte países, suas publicações se tornaram um grande fenômeno literário. No Brasil ela já tem lançado os livros Ladrões de Elite, pela Editora Arqueiro, e O Presente do Meu Grande Amor, pela Editora Intrínseca, onde ela escreveu juntamente com Stephanie Perkins, Gayle Forman, David Levithan e Raiwnbow Rowell. Em seu novo livro, Ally apresenta uma trama cheia de ação, em uma narrativa rápida e instigante, com intrigas políticas de primeiro escalão e tensões internacionais repletas de suspense.

A leitora Allana Berthelemy¹ nos enviou, através do Espaço do Leitor, um texto dedicado aos amantes de história, viagens e belas bibliotecas. Vamos conferir!?
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Quem é apaixonado por livro sabe o prazer que dá entrar numa biblioteca organizada, repleta de obras bem catalogadas e conservadas. Biblioteca e organização são, sem dúvida, palavras que devem andar juntas. Na antiguidade as bibliotecas surgiram por causa da necessidade de organizar e conservar o trabalho dos textos. Elas já pertenceram a reis, igrejas, nobres e, hoje, os resquícios da beleza dos tempos ainda podem ser vistos em várias partes do mundo.

Quando falamos em viajar pensamos logo em destinos paradisíacos, patrimônios arquitetônicos e fotos dos pontos turísticos... mas e as bibliotecas? Não deveriam também entrar nos roteiros das suas próximas viagens? Por isso, hoje resolvi falar um pouco sobre as bibliotecas francesas.

A França é ainda um país de leitores. Segundo uma pesquisa da IPSOS de 2014 ,  7 a cada 10 franceses declararam ter lido pelo menos um livro no último ano (a média porém é muito mais alta. Os leitores franceses leram 15 livros no último ano, e um a cada 4 leitor pertencem à categoria "grandes leitores"). Além disso, 45% dos entrevistados lêem quase ou todos os dias. Com 41% os queridinhos são os romances policiais ou de espionagem, seguidos de livros práticos, artes e lazer, com 36%.

Mas voltando ao assunto das belas bibliotecas, escolhi 9 delas, francesas, classificadas entre as mais lindas do mundo! Confiram:

1- La bibliothèque Mazarine - Localizada na capital, Paris, ela é a mais antiga biblioteca pública da França. Aberta aos leitores e visitantes a sala de leitura é lindíssima graças a sua decoração do século XVII.


2 - La bibliothèque Nationale de France - Também em Paris, a biblioteca Nacional da França é herdeira das coleções reais constituídas depois do fim da Idade Média. Ela é a biblioteca mais importante da França com 40 milhões de documentos impressos especializados.


3 - La bibliothèque Sainte-Geneviève - A biblioteca de Santa Geneviève em Paris é herdeira da coleção da antiga abadia de mesmo nome, e conserva cerca de 2 milhões de documentos de todos os domínios do saber.


4 - La Bibliothèque de l'Institut de France - O Instituto da França em Paris reúne nada menos do que cinco academias (Academia Francesa de Letras, de Belas Artes, de Ciências, de Ciências Morais e Políticas, e das Inscrições e Belas Letras). Com tanto prestígio, nem é preciso comentar a riqueza da sua biblioteca!


5 - Bibliothèque du Château de Chantilly - No famoso castelo de Chantilly encontra-se uma biblioteca que conserva as ricas coleções de obras e documentos reunidos pelos senhores de Chantilly ao longo dos séculos.


6 - La Bibliothèque de L'Assemblée National - A biblioteca da Assembleia Nacional está situada em Paris no Palácio Bourbon, que é também a sede da Assembleia Nacional Francesa. Ela foi criada em 1796 e inicialmente seus fundos foram constituídos a partir dos bens confiscados dos aristocratas na Revolução Francesa.


7 - La Bibliothèque du Sénat - Na biblioteca do Senado fica no Palácio do Luxemburgo, em Paris, e a sala atual de leitura é fruto dos trabalhos de expansão do palácio em 1837. A cúpula é uma obra do pintor Eugène Delacroix (aquele do famoso quadro "A Liberdade Guiando o Povo").


8 - Les Archives Nationales - Os Arquivos Nacionais ficam em Pierrefitte-sur-Seine e foram criados graças à Revolução Francesa (1789) para conservar os arquivos dos órgãos centrais do Estado francês, exceto os arquivos do ministério da defesa e das relações internacionais que têm bibliotecas próprias.


9 - La Bibliothèque de La Part-Dieu - A biblioteca da Part-Dieu fica em Lyon e impressiona não especialmente pela beleza arquitetônica, mas pela importância. São cerca de 3 milhões de documentos espalhados pelos mais de 27 mil metros quadrados! Ela é ainda hoje uma das maiores bibliotecas municipais da Europa, inclusive. São oito departamentos temáticos, três salas de exposição e um silo de armazenamentos de 17 andares.


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Aposto que você ficou com vontade de visitar as bibliotecas da França, assim como eu. :))  Quero agradecer a Allana por lembrar de nós com tanto apreço, e por ter enviado esse texto tão bacana e informativo. E se você quiser fazer o mesmo, isto é, enviar um texto, sugerir leituras, dar sugestões de pauta, ou contribuir da maneira que achar melhor para a diversidade do conteúdo do UL, basta preencher o formulário AQUI. Vou adorar contar com a sua colaboração!

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¹ Allana Andrade Berthelemy é graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Atualmente é mestranda em Letras na França.

Título: A Passagem
Autor: Justin Cronin
Edição: 1/2010
Editora: Sextante
Páginas: 816
ISBN: 8599296820
Nota: 3,5

SINOPSE: Quase um século depois que uma pesquisa científica financiada pelo Exército dos Estados Unidos foge do controle, tudo o que resta é uma paisagem apocalíptica. As cobaias utilizadas nos experimentos – prisioneiros a caminho do corredor da morte – escaparam do laboratório e iniciaram uma terrível carnificina, alimentando-se de qualquer ser com sangue nas veias e espalhando por todo o continente o vírus inoculado nelas. Um em cada 10 habitantes pode ter sido infectado. Os outros nove se tornaram presas desses virais, criaturas animalescas extremamente ágeis e fortes cujos únicos pontos fracos parecem ser a hipersensibilidade à luz e uma pequena área frágil próxima ao esterno.
Em uma fortificação construída nas montanhas, cercada de muralhas de concreto e holofotes superpotentes, uma comunidade tenta sobreviver aos constantes ataques noturnos. Mas a precária estrutura que a protege está com os dias contados: as baterias que alimentam as luzes começam a falhar e uma invasão é iminente.
Não se sabe o que aconteceu ao resto do mundo: a comunicação foi cortada, não há governo e o Exército nunca cumpriu a promessa de voltar. Provavelmente estão todos mortos. Mas a chegada de uma misteriosa andarilha traz novas expectativas: ao que tudo indica, ela tem as mesmas habilidades dos virais, mas não sua necessidade de sangue. Agarrando-se a essa esperança, um grupo parte da Colônia para buscar mais sobreviventes – e a verdade fora dos muros.

Comentários

Suspense, ficção científica, múltiplos personagens, um cenário apocalíptico e um salto no tempo de aproximadamente um século. Esses são alguns dos elementos que compõe o livro A Passagem, escrito por Justin Cronin. O primeiro de uma trilogia que, ao que parece, se unirá aos épicos do século XXI. Bom, estrutura ele tem para tanto, porém, com algumas ressalvas.

Complementando a sinopse – que a meu ver traz um excelente resumo da obra –, a história dá início com aquela que será a fundamental para o desenrolar de todo o enredo. Me refiro a Amy Harper Bellafonte, a Garota de Lugar Nenhum. Amy ainda é uma menina quando é levada para o laboratório onde dose prisioneiros condenados a morte se encontram. Eles se tornaram cobaias de uma experiência secreta do Governo Americano, para o teste de um suposto vírus manipulado com a propósito de curar algumas doenças.

Mas é graças a isso que a América (pelo menos esse é o cenário da trama) passa a experimentar a iminência do apocalipse, que se instaura com rapidez e violência. Deste modo, passamos a presenciar uma sociedade dividida por humanos, que retrocedem e vivem pela busca da sobrevivência, e "virais", isto é, os infectados que fizeram do mundo um mar de escuridão. 

E onde exatamente Amy se insere? Ela reaparece cerca de 100 anos depois, em um futuro pós-apocalíptico, naquilo que o autor chama de Primeira Colônia, onde existem apenas poucos sobreviventes refugiados. O mais incrível disso tudo é que Amy está jovem! Bom, ela foi a 13ª cobaia do experimento, mas seu procedimento foi o único que não saiu do controle. Agora ela parece ser a única e última esperança de sobrevivência. Mas como e por quê?

O livro requer uma leitura lenda e cuidadosa. Além do salto no tempo, e das várias descrições, muitos personagens aparecem no meio do caminho, principalmente após a segunda parte do livro. Inclusive, a obra é divida em várias partes, e os capítulos são um pouco extensos. Apesar disso, e da quantidade de páginas em geral, os números parecem um detalhe pequeno... se não fosse pelo excesso de detalhes descritos pelo autor.

De início, essa riqueza é precisa e necessária. Incrivelmente envolvente, eu diria. Mas a medida que o a história vai se desenvolvendo, Cronin exagera ao ir fundo demais, deixando algumas partes um pouco confusas e até repetitivas. Além disso, ele acresce cenas que, para mim, foram totalmente desnecessárias e cansativas. O engraçado é que, ao mesmo tempo em que ele excede em alguns pontos, em outros eles acaba sendo impreciso, a exemplo dos próprios virais, que não são claramente narrados.

Cronin escreve bem, e com certeza criou uma história rica, com elementos novos e instigantes. Só para vocês terem uma noção, há partes em que um diário (de uma sobrevivente da Primeira Colônia) é apresentando em uma conferência num futuro ainda mais distante. Ou seja, muita coisa (boa, espero) vem aí... espero que "Os Dose", continuação da trilogia, se supere nestes pequenos detalhes apontados, e que nos traga coisas que realmente sustentem as dúvidas deixadas para trás.

Portanto, recomendo para aqueles que curtem o gênero. Isso é fundamental para que você passe por cima das inconsistências sem querer desistir, principalmente por tratarmos aqui de um livro consideravelmente grande.

A Passagem fez parte do meu projeto #LeituraDeDomingoUL. Abaixo, segue o vídeo onde eu comento mais sobre o mesmo e, principalmente, como foi realizar esta leitura durante 17 domingos. Não deixe de conferir!!!