Amanhã, 20 de julho, é comemorado o Dia do Amigo e Internacional da Amizade. Por isso, resolvi listar aqui alguns lançamentos que trazem em sua narrativa essa temática tão linda, para que sejamos todos inspirados a ler mais obras sobre o que muitas vezes ilumina as nossas vidas: as verdadeiras amizades.

Vejamos o que as editoras andam preparando para nós...


1. Plutão, da R J Palacio, é mais um conto de Extraordinário. Desta vez a autora  traz a história de Christopher, o melhor amigo de infância do nosso querido August Pullman. Plutão acompanha Chris ao longo de um dia especialmente complicado: os pais estão se divorciando e ele está com dificuldades na escola. Mas mesmo afastado do velho amigo, é relembrando alguns desafios e aprendizados que teve ao lado de Auggie que Chris encontra algum conforto para seguir. Uma linda história sobre o valor da amizade na vida das crianças, uma vivência intensa e marcante.

2. Eu Estive Aqui, da Gayle Forman, nos apresenta Cody após um trágico acidente que envolve sua melhor amiga, Meg. A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Porém, sua maior descoberta ocorre quando ela encontra o notebook da melhor amiga e dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo... de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida. Uma história tensa, comovente e redentora, que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.

3. Quem, eu?, de Fernando Aguzzoli, traz a história do próprio autor, que abriu mão do emprego e dos estudos para cuidar de sua avó, Nilva, diagnosticada com Alzheimer. Da convivência dos dois surgiram momentos divertidíssimos, histórias e confidências que o neto resolveu compartilhar em uma página criada no Facebook. Alimentada diariamente por Fernando com posts, fotos e vídeos, a página comoveu centenas de pessoas e conquistou milhares de fãs. Assim surgiu o livro Quem, eu?, que chega agora em nova edição revista e ampliada, com uma reunião de todos os momentos vividos entre os dois.


4. Eu, Você e A Garota Que Vai Morrer, de Jesse Andrews, é uma mistura de drama e humor em um retrato preciso da adolescência em face do amadurecimento. Na trama, Greg tem apenas um amigo, Earl, com quem passa o tempo livre jogando videogame e (re)criando versões bastante pessoais de clássicos do cinema, até a sua mãe decidir que ele deve se aproximar de Raquel, colega de turma que sofre de leucemia. Contrariando todas as expectativas, os três se tornam amigos e vivem experiências ao mesmo tempo tocantes e hilárias, narradas com incrível talento e sensibilidade. 

5. Perdidos Por Aí, de Adi Alsaid, narra a história de quatro jovens ao redor do país, com apenas uma coisa em comum: uma garota chamada Leila. Hudson, Bree, Elliot e Sonia encontram em Leila uma amizade incomum, que chega até eles de forma inusitada. Mas quando ela vai embora, a vida de cada um deles se transforma para sempre. Mas é durante sua própria jornada de quase sete mil quilômetros através do país que Leila descobre que a única maneira de encontrar o que você está procurando seja se perdendo ao longo do caminho.

6. Soldier, de Sam Angus, inicia com a convocação de Tom Ryder para lutar na Primeira Guerra Mundial, e não imagina o quanto o seu irmão mais novo, Stanley, sentirá sua falta. A única alegria do garoto são os filhotes de Rocket, a cadela premiada que é o orgulho da família. Porém, ao descobrir que Rocket teve filhotes mestiços, o pai de Stanley fica furioso e ameaça afogar os cãezinhos. Inconformado e desejando reencontrar Tom, Stanley foge de casa e consegue se alistar no exército britânico. Uma história onde somente o amor incondicional pelos animais será capaz de fazê-lo sobreviver à brutalidade e à frieza dos campos de batalha.


Feliz dia do amigo, meus queridos!
Até mais!

Título: A Casa do Céu
Autor: Amanda Lindhout e Sara Corbett
Edição: 1
Editora: Novo Conceito
Páginas: 448
ISBN: 9788581633039
Nota: 4,5 de 5

SINOPSE: A Casa do Céu traz o relato dramático e libertador de uma mulher cuja curiosidade a levou até os lugares mais bonitos e remotos do mundo, países instáveis e perigosos, e também a passar quinze meses em um angustiante cativeiro. Essa é uma história de coragem, resiliência e beleza.

"Um relato vívido e emocionante sobre como Amanda manteve viva a luz interior e o espírito do perdão, mesmo quando se encontrava no coração das trevas." – Eckhart Tolle


Comentários:

Em novembro de 2009, o jornal O Estadão divulgou uma notícia com a seguinte manchete: Jornalistas sequestrados na Somália em 2008 são libertados. Eles se referiram à Amanda Lindhout e Nigel Brennan, protagonistas de A Casa do Céu. Por aí vocês podem imaginar sobre o quê a história se trata...

Apesar de estar centrado no desenrolar do sequestro dos jornalistas, como ficaram conhecidos, é importante salientar que o livro em si nos fornece relatos de fatos acontecidos desde muito antes do sequestro. Aliás, toda a trama trata-se de uma biografia da Amanda Lindhout.

Amanda inicia sua jornada nos contando parte de sua infância, como foi a separação dos seus pais, como foi sair de casa, de que forma surgiu seu amor por viagens, quais foram os primeiros lugares que ela visitou, e onde ela conheceu Nigel. Até então a leitura tem um estilo simplista, e nada parece ser extraordinário.

Isso até a Amanda acabar caindo de para-quedas no jornalismo, como fotógrafa freelancer. Mas esses trabalhos esporádicos (um deles foi no Afeganistão) davam apenas para pagar suas despesas de viagem, o que a faz percebe que ela não irá muito longe com isso, principalmente não sendo formada e não tendo feito sequer um cursinho de especialização.

Foi então em um furo de reportagem sobre as guerras da Somália que ela vê a oportunidade de prestígio e reconhecimento, lugar onde quase nenhum jornalista estava disposto a estar. Para enfrentar esse desafio, Amanda convida Nigel como colaborador, que sem delongas decide ajudá-la.

Ao chegarem por lá, ambos percebem o caos que estava aquele país, com guerras, sequestros e morte. Na realidade, era justamente isso que Amanda queria mostrar para o mundo, se não fosse por um grupo de guerrilheiros que os impediram antes mesmo do trabalho começar. Eles levaram Amanda e Nigel com a ideia de que eles lhes serviram como uma forte de dinheiro para a manutenção das guerras.

Infelizmente, as negociações não foram tão fáceis, principalmente porque a família de Amanda não tinha poder aquisitivo para pagar o resgate exigido. Enfim, uma série de questões fizeram com que eles enfrentassem uma experiência traumática durante longos e conflitantes 15 meses. 

Maus tratos, violência, estupro, fome, esperança, pequenas alegrias, ânsia pela morte e muitos outras coisas são descritas com intensidade nessa narrativa, numa dosagem dramática verossimilhante que te envolverá até as últimas palavras.

O livro  traz também uma comprovação do que é o fundamentalismo islâmico e como as mulheres são tratadas por lá. Tudo que acontece com eles, especialmente com a Amanda, mexe com a nossa cabeça e com o nosso coração, e acaba nos causando uma enorme revolta (eu fiquei assim, e certamente você entenderá o que eu quero dizer após a leitura). Sinceramente, não sei se teria a mesma força que ela para enfrentar uma situação desta.

Apesar disso, A Casa do Céu não é um livro sobre tragédias. A história de Amanda Lindhout vem carregada sobretudo de esperança, luta por sobrevivência e fé. Aceitar, saber perdoar e descobrir meios de seguir em frente também são excelentes ensinamentos que podemos extrair de sua narrativa.

A trama vale a pena para você que quer conhecer um pouco sobre a cultura islâmica, e que está disposto(a) a se deparar com a violência em suas diferentes formas. Lembre-se que estamos falando de um livro biográfico... A Casa do Céu parece um diário de memórias, com diferentes aspectos que irá te surpreender.

A obra fez parte do parte do meu projeto Leitura de Domingo (para quem não sabe sobre o que se trata, basta clicar AQUI), onde por 9 semanas eu estive ao lado de Amanda Lindhout, acompanhando-a em suas memórias sobre os 15 meses que até eu jamais serei capaz de esquecer.



Recentemente eu decidi separar alguns dos meus livros para troca/doação. Optei, claro, pelos exemplares já lidos que não me farão falta. Não se trata de livros que eu não gostei, mas sim daqueles que por algum motivo eu não pretendo reler; que por algum motivo não é mais tão importante para mim; que por algum motivo às vezes eu até esqueço que tenho...

Mas, ao contrário de se permitir a fazer essa escolha, vejo muitas pessoas por aí bem apegadas materialmente por seus livros. Por isso resolvi escrever o porquê eu decidi ter esse pensamento e passar alguns dos meus adiante.

Alguns livros separados para troca/doação. Ainda existem outros dois que já se encontram nas mãos dos seus novos donos. Enfim, esse foi um baita desapego.

Quando pensei em criar um blog literário, percebi que além da vontade de compartilhar minhas experiências de leitura com outros leitores, essa atividade me renderia um belo desafio: difundir o hábito da leitura. Trata-se de dar a outras pessoas um mar de descobertas do qual eu vivencio todos os dias graças a literatura, mas que só sente quem realmente se deixa levar; quem experimenta.

E não há nada como experimentar coisas novas, não é mesmo? Entendi que transmitir essas novas práticas apenas através do blog não me daria a oportunidade de passar adiante aquilo que eu realmente acredito. Foi então que eu acabei percebendo que disseminar o prazer da leitura também poderia ocorrer por meio da doação ou até mesmo da troca de livros.

Eu seria hipócrita se dissesse que posso fazer isso com qualquer livro da minha estante sem sentir uma sequer dorzinha no coração. É óbvio que existem livros que você quer ter para a vida inteira, seja por ter favoritado ele ao término da leitura, seja porque alguém especial o deu de presente, seja porque ele foi escrito por um autor que você ama. Mas duvido muito que igualmente todos os livros da sua  coleção tenham essa mesma importância para você.

Com a troca tive a chance de dar a outros colegas a oportunidade de ler livros histórias que até então eles não conheciam (e que ele pode gostar até mais que eu), quando tive igualmente a chance de conferir algo novo. E com a doação (daqueles que não consegui trocar), pude exercitar o desapego, dar um novo roteiro de viagem a outras pessoas, e pude folgar um pouquinho a minha estante que quase sempre vive atolada pedindo por socorro.

Pode parecer clichê, mas livro foi feito para ser folheado, lido e apreciado. Não para ficar entulhado no meio de tantos outros como um objetivo de decoração sem uso. Não vamos permitir que a leitura, ou o consumo de livros, se torne uma competição de quem tem mais ou menos. Ler não é um símbolo de status, mas sim uma condição de vida.

Praticar o desapego pelo menos uma vez por ano não é apenas saudável como também é um exercício de cidadania. E, falando por mim, posso te garantir: você não estará perdendo nada, muito pelo contrário...


E lá se foi o primeiro semestre do ano...

Penso que estamos em momento propício para prestar contas com os leitores e parceiros do Universo Literário sobre o que rolou por aqui neste início de ano. Vejo esse momento como uma oportunidade de autoanálise acerca do que eu me propus para o UL em 2015. Então, veremos o que eu consegui desenvolver por aqui...

Imagem: Google.

De janeiro a junho foram 46 posts publicados. Dentre eles estão (as fixas) resenhas, na qual temos um saldo de pelo menos duas lançadas por mês. Isso nos dá uma média regular, tendo em vista que, hoje, o blog conta com duas publicações por semana, sempre aos domingos e às quartas-feiras.

De resto, os posts variaram muito. Graças ao receio de ver o UL ganhar uma rotina enfadonha e previsível, decidi não fixar as colunas já existentes em datas preestabelecidas. Ao invés disso, espacei a temporalidade daquilo que eventualmente todos já esperavam ver por aqui.

A exemplo disso temos as colunas Drops Literário, Literatura em Movimento, CitaçõesEntrevistas, que deram as caras com menos frequência neste início de ano, mas que, em contrapartida, renderam em publicações que eu adorei fazer. 

REVEJA
Entrevista com as autoras Raquel Machado e Viviane Ribeiro 
Drops Literário sobre clássicos infantis e parcerias

Desta forma, resolvi trazer coisas mais pessoais, do meu cotidiano, dando às publicações um caráter mais intimista e leve em meio a informação. Foi assim que sugiram posts como tbr book jar + metas para 2015, projeto leitura de domingo, takl show sobre a ascensão dos vlogs em detrimento dos blogs, minha experiência com os livros de colorir , o quadro listologia, dentre outros.

Outra coisa bem bacana que surgiu este ano foi o projeto Leitura Compartilhada, em parceria com o Clóvis Marcelo (De Frente com os Livros) e a Érika Rodrigues (Relicário). Isso me rendeu três coisas nas quais considero fundamentais para o exercício de blogueira: 1) a experiência de fazer parte de um clube de leitura; 2) a oportunidade - e desculpa - para gravar vídeos; 3) a oportunidade de realizar leituras diferentes que me fizeram sair da minha zona de conforto.

E por falar em vídeos, confesso que ainda sou uma negação nesse quesito. Mas, mesmo que de forma tímida, eles deram o ar da graça por aqui, seja através do Leitura Compartilhada, seja por meio do Leitura de Domingo, seja graças as amadas Tags Literárias.  

CONFIRA o nosso canal no youtube: ULiterario.

Quantos as redes sociais, tenho estado diariamente no facebook (que hoje é o principal canal de divulgação das ações do blog), com conteúdos que vão além do UL. Lá eu comento sobre as minhas leituras, faço o registro semanalmente da Leitura de Domingo, divulgo matérias interessantes e promovo os lançamentos do mês, independe se a editora/autor é nosso parceiro ou não. Eu repasso aquilo que acredito, e para mim isso é o mais importante.

Com uma média de 6.000 visualizações por mês, foi mais ou menos dessa forma que o Universo Literário se consolidou nesse primeiro semestre de 2015. E o que para alguns parece pouco, para mim é uma satisfação que não se mede. Que tenhamos muitas coisas para compartilhar, e que novas ideias venham compor o conteúdo dessa delícia de blog que se tornou um pedaço de mim.

Parcerias

Para a minha enorme alegria, além da renovação com as queridas Saída de Emergência Brasil, Arqueiro e Sextante, o blog acabou também se tornou parceiro das editoras Guarda-Chuva e Intrínseca. Isso representa uma prova de confiança que vai além dos números; uma prova de que meu trabalho, por mais simples que seja, tem sido visto com bons olhos universo afora.

Leituras

E para quem deseja saber sobre as minhas leituras neste primeiro semestre do ano, bom... eu consegui ler 23 livros. Um número pequeno se considerarmos que entre eles estão algumas leituras acadêmicas (realizadas de forma integral, claro). Mas, ainda assim, satisfatória para quem tem enfrentado sérios problemas com a bendita falta de tempo. A meta é manter o ritmo... quem sabe eu não fecho os 50 livros até o fim do ano?
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Continuem acompanhando o blog por aqui e nas redes, seja pelo facebook, twitter ou até mesmo através do meu instagram. E aguardem porque ainda vem muita coisa boa por aí. Até mais!