Demorou, mas aqui está o diário de leitura de dezembro do ano passado. Se você tem acompanhado o blog regularmente, deve saber que no final do ano eu reduzi um pouco as minhas leituras por conta da falta de tempo. Ainda assim, deu para conferir coisas bem legais que eu super recomendo à você.

<3
  1. A primeira leitura do mês foi um presente de uma amiga muito querida. Eu Sou Malala, da própria Malala Yousafzai, me ajudou a completar o desafio dos 12 livros temáticos para 2016. Devo dizer que essa foi uma excelente forma de terminar o ano, embora tenha sido com uma história por vezes triste e conflitante. Ainda assim, a biografia da menina Malala é forte, inspiradora e cheia de sonhos, com ideais que nos fazem pensar, em suma, sobre uma coisa: enquanto alguns desmerecerem a importância da educação, outros são ameaçados por defender o direito de tê-la. O livro também é uma excelente forma  de conhecer outros aspectos sobre os costumes e a religião Islâmica. Vale muito a pena!
  2. Depois eu terminei a releitura do livro A Arte de Fazer Acontecer, de David Allen. A obra, que já fora resenha aqui no blog (confira aqui), é recomendada para quem curte estudar métodos de organização pessoal. Após a primeira leitura vi que não basta só entender os conceitos. É preciso aplicá-los para ver o que melhor te atende. E esse é um exercício que requer paciência e disposição. Por isso resolvi fazer uma releitura mais cuidadosa da obra. Aliás, esse é um livro que deve ser sempre relido.
  3. Na sequência eu li A Vez da Minha Vida, da Cecelia Ahren. Eu estava doida para ler esse livro... senti uma necessidade impulsiva, mas alguma coisa me avisava por dentro que eu poderia me decepcionar. Foi dito e certo. Apesar de ter uma boa mensagem, ele é um pouco enfadonho, detalhista demais e um tanto clichê. Também não curti muito a personagem principal. No geral não me desagradou por completo, mas também não me surpreendeu. Enfim... caso de amor de ódio com Cecelia. Dos quatro livros que li dela, dois eu amei e dois eu achei funhéé. Alguém aqui pode me recomendar outro dela? Que seja bom, claro!
  4. Por fim eu li O Som do Amor, da Jojo Moyes. Já tem resenha dele por aqui, por isso não irei falar muito a respeito. Só gostaria de comentar que a autora fez, mais uma vez, um ótimo trabalho. O livro sabe trouxe temas clichês numa história particular, suscitando reflexões acerca da conduta humana e sobre a importância que damos às coisas que acontecem em nossa vida. Muito bom!
E você, conseguiu ler bastante em dezembro?
Abraços!

Título: O Som do Amor*
Autor: Jojo Moyes
Edição: 1
Editora: Intrínseca
Páginas: 304
ISBN: 9788551000663
Nota: 4 de 5

SINOPSE: Matt e Laura McCarthy são obcecados pela ideia de herdar a Casa Espanhola — uma construção malcuidada e quase em ruínas no condado de Norfolk, interior da Inglaterra, que tem um valor simbólico para os moradores locais. Para atingir esse objetivo, Laura, a mando do marido, faz todas as vontades do velho Sr. Pottisworth, o proprietário. Entretanto, como o homem nunca deixou nada por escrito, quem acaba por herdar a casa é uma parente distante, Isabel Delancey.
Primeiro violino na Orquestra Sinfônica Municipal, em Londres, Isabel tinha uma vida tranquila com seus dois filhos e o marido, mas tudo virou de cabeça para baixo quando ele morreu em um acidente de carro e deixou uma grande dívida. Sua única oportunidade de recomeço é fincar moradia na Casa Espanhola — algo que o casal McCarthy vai tentar impedir a qualquer custo.

Comentários:

O Som do Amor, escrito por Jojo Moyes, é um romance sobre obsessão e manipulação. Apesar do estilo inconfundível da autora, desta vez ela apresenta uma trama que desperta repulsa do início ao fim, ao mesmo tempo em que suscita questionamentos sobre a capacidade que o ser humano tem em se autossabotar.

A Casa Espanhola, do qual classifico como um dos personagens centrais da história, é um antigo casarão cobiçado por Matt e Laura McCarthy. O casal acreditava que o Sr. Pottisworth, dono da propriedade, deixaria tudo para eles ao morrer — uma vez que eles cuidavam e faziam de tudo para o velho ranzinza (não faziam por caridade; faziam por interesse). Mas, sem um testamento, a casa acaba indo para as mãos de Isabel Delancey, parente mais próxima, que está viúva, cheia de dívidas, e com dois filhos para criar.

Vale ressaltar que a fissura de Matt pela casa nasceu quando ele ainda era muito jovem, na época em que sua família trabalhava por lá. Ele é um cara ambicioso, infiel e capaz de qualquer coisa pelo que deseja, embora finja ser um amoroso pai de família. Laura, sua esposa, preza pelas aparências e por isso acaba se tornando uma mulher submissa, tendo que aturar os maus tratos constantes do marido.

Quando Isabel chega à casa, ela se depara com uma série de problemas estruturais que precisam ser resolvidos com certa urgência. Contudo, ela não tem muito dinheiro e não sabe a quem recorrer. É assim que Matt coloca um novo plano em ação; um plano cheio de segundas intenções que podem levar Isabel ainda mais ao fundo do poço.

E por falar em Isabel, ela é a personagem ociosa que parece não ter noção das coisas. Na realidade, sua vida sempre girou em torno de suas vontades, o que agora acaba por dificultar a vida de seus filhos. Aliás, é a sua filha mais velha, Kitty, uma adolescente, que precisa tomar as rédeas de tudo, e isso inclui a vida financeira da família. Essas atitudes rendem cenas muito conflitantes e interessantes de serem observadas.

Além das personalidades já citadas, não posso deixar de mencionar os moradores da região. Eles são colocados na trama como aqueles que sabem o que está acontecendo de errado com a Isabel e a casa, mas que se limitam a alertá-la, tampouco a ajudar. Isso resulta em fatos previsíveis, mas que ajudam Isabel a ir acordando para a vida de modo que ela repense em quem confiar e no que é melhor para sua família.

O Som do Amor nos mostra dois grandes problemas da conduta humana: o fato de que o ser humano é capaz de se corromper para alcançar um objetivo, e isso pode significar passar por cima de tudo e todos se for preciso; e o quanto somos aptos a atribuir a felicidade a metas talvez inalcançáveis, como se nossa felicidade dependesse de algo exclusivamente do futuro. São assuntos que merecem ser (re)pensados.

A obra, narrada em terceira pessoa pelo ponto de vista de praticamente todos os personagens, é cheia de reviravoltas e transita do previsível ao imprevisível. A leitura é fluída, mas causa mau estar diante de tantas traições e egoísmos. E as personalidades, que não são muito cativantes (exceto a Kitty), refletem muitas imperfeições e egocentrismo.

Outras questões como o luto e o crescimento pessoal são abordadas pontualmente, ainda que de forma tímida. Mesmo que não tenha trazido nada de novo, isso deu um toc especial à narrativa, complementando-a em vários sentidos. Além disso, esses pontos contribuíram para um desfecho transformador sobre o que realmente importa em nossa vida; sobre a conduta que queremos ter para nós mesmos; e sobre o que queremos cultivar em nossos corações. Recomendo! 

*Cortesia cedida pela Editora Intrínseca. 


Em 2016 muitas pessoas leram Os Miseráveis, de Victor Hugo, incentivadas pelo projeto de leitura coletiva organizado pela Fran do blog Livro & Café. Infelizmente, não estava nos meus planos ler o livro na época, além do fato de que eu não tinha um exemplar físico para chamar de meu (haha!).

Ainda assim, acompanhei o projeto nas redes sociais e pude ver que muita gente, que tinha receio da tamanha responsabilidade de ler um clássico importantíssimo para a literatura mundial, simplesmente se apaixonou e se permitiu ser feliz a cada página lida.

E ver a empolgação só alimentou minha vontade de ter experiência de leitura - que na realidade já existia, mas que acabou se intensificando. Sendo assim, me programei para adquirir o meu tão almejado box da cosac naify na última black friday... depois disso, pensei: pra quê adiar mais?

Coisa linda!  *-*
Já que estamos falando de um calhamaço, e já que adoro projetos de leitura, resolvi unir o útil ao agradável. Sendo assim, quero compartilhar contigo o me cronograma de leitura. O projeto irá se estender durante todo o primeiro semestre do ano.

Vale salientar que o cronograma abaixo foi pensado por mim... não sei se existe algo semelhante internet a fora. Não optei seguir o cronograma criado pela Fran, divulgado ano passado, porque achei melhor fazer isso de acordo com a minha realidade de leitura. Veja só como ficou bem simples.

  1. Janeiro | Leitura do livro Fantine (1): 1 - 430 | Cerca de 110 páginas por semana.
  2. Fevereiro | Leitura do livro Cosette (2): 431 - 790 | Cerca de 89 páginas por semana.
  3. Março | Leitura do livro Maruis (3): 791 - 1126 | Cerca de 83 páginas por semana.
  4. Abril | Leitura do livro O Idílio (4): 1127 - 1580 | Cerca de 115 página por semana.
  5. Maio | Leitura do livro Jean (5): 1581 - 1951 | Cerca de 93 página por semana.
  6. Junho | Leitura do posfácio: 1953 a 1971.

Se você ainda não leu Os Miseráveis, mas tem o livro em casa e sente que chegou a hora, ficarei feliz em ter sua companhia nessa jornada. Estarei sempre divulgando meus progressos de leitura, especialmente no instagram (@francs_x), então poderemos ir dialogando. Mas se você já leu o livro e está aqui só de passagem, então torce por mim. Será uma batalha árdua, porém, irá valer a pena. Não acha?

Abraços!

2017, finalmente! Essa transição de um ano para o outro é tão legal! A gente faz novas metas, nos dispomos a fazer novos desafios, separamos coisas novas para ler... é tudo muito empolgante, ao mesmo para mim. E é para dividir minhas energias positivas com você em relação ao nosso ano novo, que aqui estou. Tenho certeza que 2017 será bem produtivo no quesito leitura, para todos nós.

Pensando nisso tudo, antes do ano romper, fui à procura de alguns novos desafios de leitura (prefiro isso à ideia de separar 10 ou 12 livros para ler durante o ano. Comigo isso não funciona...). E, com a ajuda de algumas amigas, achei vários bem legais. Mas sempre havia algo que fugia da minha realidade ou gosto. Por essas e outras decidi não participar de nenhum, e, ao invés disso, criar minhas próprias metas pessoais. 

Elas são bem simples, mas são suficientes para mim, por hora. A partir disso poderei ir criando novos projetos de leitura ao longo do ano, que é algo que me anima e me fez conhecer coisas novas. Além de ser algo que eu levo a sério e me sinta determinada a cumprir.

Enfim, vamos às minhas (humildes) metas para 2017...

Imagem/Fonte: Google.

1º Ler quatro clássico, sendo pelo menos um da literatura brasileira
Para essa meta eu escolhi Os Miseráveis, de Victor Hugo, do qual farei um projeto de leitura que irá se estender durante todo o primeiro semestre do ano (comento melhor sobre isso no próximo post); Marame Bovary, de Gustave Flaubert; Capitães da Areia, de Jorge Amado; e o último provavelmente será Dom Casmurro, de Machado de Assis (o que seria uma releitura, na verdade)... ainda estou vendo essa possibilidade.

2º Ler dois livros do Stephen King, no mínimo
Tem vários livros do autor que eu quero ler, por isso ainda não defini muito bem os dessa meta. Mas com certeza um deles será Joyland. Alguém aqui gostaria de sugerir outro livro dele?

3º Ler dois livros de Agatha Christie, no mínimo
Esse quesito é equivalente ao anterior. Sei com toda a certeza que um dos livros será E Não Sobrou Nenhum, pois este eu tenho vontade de ler há anos (nem sei porquê ainda não o li), mas o outro ainda estou na dúvida. Quem sabe eu leia até mais de dois? Agatha Christie nunca é demais.

4º Dar prioridade aos livros da minha estante
Tenho cerca de 29 livros não lidos em minha estante. Por isso a prioridade em desafios e projetos que forem surgindo são para com os livros que tenho aqui. Além disso, só poderei comprar um novo livro a cada cinco lidos. Infelizmente (ou não) eles acabam se acumulando porque eu leio muito em ebook. Portanto, essa meta vai me ajudar a não acumula muitos livros físicos e a exercitar o autocontrole.

5º Ler 50 livros
Essa é a minha meta quantitativa anual há pelo menos três anos. Sempre consigo cumpri-la, e espero que o mesmo ocorra em 2017.


É isso aí. Bem simples, não é!? Mas a sensação se estar mais livre esse ano me deixa mais tranquila e aberta às leituras que eu realmente estou com vontade de fazer. Isso vai de cada um...
E por falar nisso, já estabeleceu suas metas? Me conte mais a respeito...

Desejo que seu 2017 seja um ano mágico de leitura, super produtivo e especial.
Abraços!