Título: Eleanor & Park
Autor: Rainbow Rowell
Edição: 2014
Editora: Novo Século
Páginas: 328
ISBN: 9788542801255
Nota: 3 de 5

SINOPSE: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.

Comentários:

A chegada dos livros da americana Rainbow Rowell tem provocado o maior rebuliço no universo literário – devemos levar em consideração que seu foco tem sido o jovem-adulto, público este que vem se mostrando em ascensão. De todas as tramas publicadas, Eleanor & Park foi a que mais me interessou, a priori, principalmente diante de tantos comentários positivos na blogosfera literária. Mas foi graças ao projeto Leitura Compartilhada, realizado em parceria com os blogueiros Clóvis e Érika, que eu atestei que a aceitação universal nem sempre conta com a minha.

Eleanor é ruiva, gordinha e meio depressiva; Park é descendente de coreano, um pouco reservado e muito romântico. Apesar de diferentes, eles acabaram se apaixonando após algumas idas e vindas no ônibus escolar, mas levar um romance aos dezesseis anos, ainda mais com as adversidades impostas pela conturbada família dela, tornou-se algo bastante conflituoso.

Mesmo assim, ambos viveram um romance avassalador (para eles). Para Park, Eleanor é como o ar, essencial para a sua existência; para Eleanor, Park é a pessoa que a descobriu, seu grande e primeiro amor. E assim segue a história, mostrando a construção e o amadurecimento do romance. Isso, inclusive, deu lugar ao bullying e aos conflitos familiares indicados na sinopse, e até mesmo no início do livro (essas questões são apenas pinceladas).

Seguem algumas considerações: mesmo que a história se passe em 1986, eu achei os personagens principais muito bobos para a idade deles. Além disso, o relacionamento em si é um pouco exagerado, assim como vários outros elementos do livro. Todo mundo é apático em relação ao que Eleanor vive na casa dela, ao mesmo tempo em que são indiferentes ao fato dela sempre estar na casa dele, todos os dias. Ninguém descobre nada ou tenta resolver as situações complexas que surgem. O enredo, no geral, não evolui. Até o romance deles acabam empacando em dados momentos.

Apesar disso ei gostei muito da escrita da autora e da estrutura adotada por ela. Os capítulos são narrados em terceira pessoa, mas a todo momento há uma mescla de percepções, migrando de Eleanor a Park, o que deu um dinamismo bem bacana ao livro. Saliento ainda as muitas referências que Rainbow faz às coisas da época, que vão de músicas a quadrinhos. São estratégias para que o leitor se identifique com a trama, e isso dá super certo.

Porém, mesmo assim, eu me senti bem frustrada. Existem pontos positivos, como já citados acima – acrescidos aos poucos personagens que te conquistam pela vivacidade que eles possuem (a exemplo da família do Park, que é maravilhosa) –, mas no geral não há nada de extraordinário. Além do péssimo desfecho, as questões trabalhadas no gênero jovem-adulto deram lugar a um dramático romance adolescente, o que para mim soou como um livro infanto-juvenil.

Enfim, eu esperava bem mais desta história, ainda mais porque ela parece ter tocado muita gente. Mas para mim foi o contrário: o romance não tem nada de novo, e a trama deixa muitas pontas soltas. Recomendo para quem está procurando um passatempo bem levinho, ou um entrenimento para se distrair.

Para conferir mais comentários sobre o livro pautado, assista abaixo o vídeo da 2ª edição do nosso projeto. Nele você também irá saber qual será o título da nossa próxima Leitura Compartilhada.




O Leitura Compartilhada, em parceria com a Érika Rodrigues (Relicário) e o Clóvis Marcelo (De Frente com os Livros), está de volta!

Na primeira edição do projeto, na qual chamamos temporariamente de book tour, nós realizamos a leitura do livro "Cadê Você Bernadette?", da Maria Semple, cujo resultado você confere AQUI. Além das nossas resenhas individuais, fizemos também um vídeo bem legal onde realizamos a discussão da obra com mais detalhes.



E desta vez não será diferente. A ideia é que periodicamente uma mesma leitura seja realizada por nós três para que, ao final, possamos conversar e compartilhar nossas opiniões com vocês. Por isso, a partir de hoje, 5, estaremos dando início a leitura de "Eleanor & Park”, da Rainbow Rowell, que inclusive foi o livro sorteado em nosso primeiro vídeo. Vale salientar que os ossos comentários devem ser publicados ainda este mês em nossos canais e blogs, por isso fiquem ligados.

Excelente domingo para todos, e até mais.  =*



Setembro chegou com muitas novidades no mercado editoral. Trago, portanto, os lançamentos da Arqueiro, nossa editora parceria, e da Novo Século como completo. Confiram!



Editora Arqueiro


Sem Deixar Rastros, por Harlan Coben

Myron Bolitar parecia destinado a uma carreira de sucesso na NBA quando uma lesão no joelho o afastou definitivamente das quadras. Porém, 10 anos depois, o agente esportivo, que também atua como detetive nas horas vagas, está de volta ao jogo – não para cumprir seu destino como astro do basquete, mas para desvendar mais um mistério. O ídolo dos Dragons de Nova Jersey Greg Downing, principal adversário de Myron na época da faculdade, desapareceu sem deixar rastros pouco antes das finais do campeonato nacional. À frente do caso, Myron trabalhará infiltrado entre os jogadores para tentar obter informações que o levem ao paradeiro do antigo rival, com quem também competiu pelo amor de uma mulher. O que a princípio parece um típico desaparecimento vai ganhando contornos inesperados à medida que a investigação avança, reacendendo em Myron lembranças que ele nunca imaginou ter que reviver. Com a ajuda de seus fiéis escudeiros, o excêntrico Win e a ex-lutadora profissional Esperanza, ele comprovará que seus piores pesadelos estão mais vivos do que nunca. E, em meio ao glamour da NBA e a criminosos da pior espécie, vai descobrir coisas sobre si mesmo que mudarão sua vida para sempre.


Editora  Novo Século

Sereias - O Segredo das Águas, por Mirella Ferraz

''Então fiquem em silêncio e apurem seus ouvidos, pois podem ser agraciados com um canto vindo das ondas... por um canto de sereia...'' Neste romance encantador, urdido a sal e água, é narrada a emocionante história de Coral, uma garota de aparência exótica, que nasceu envolta em mistérios sobrenaturais e com um estranho fascínio pela água. Poderá ela, com a ajuda do apaixonado Marcelo, desvendar todos os enigmas que cercam a sua vida? Conseguirá sua mãe, Marina, afastá-la de um destino que, para ela, parece apavorante, mas que constantemente se revela inexorável? Qual preço você estaria disposto a pagar para ajudar seu grande amor? Com uma narrativa dinâmica e empolgante, o leitor viajará pelo mundo de uma das mais fascinantes figuras lendárias, e presentes, de todos os tempos: a sereia. E verá que, muitas vezes, as lendas são mais reais  e estão bem mais próximas de nós  do que imaginamos. Venha desvendar o que se esconde nos mares...

Simplesmente Morto, por Peter James

Michael Harrison tinha tudo: boa aparência, charme, espírito de liderança, ótimo senso de humor e agora também Ashley, sua noiva. Mas depois de uma festa com um grupo de amigos, algumas noites antes de seu casamento, Michael se vê preso em um caixão. Com ele, nada além de uma lanterna, uma revista velha, um walkie-talkie e um canudo para respirar. Tudo deveria ser apenas brincadeira – Michael estava levando o troco pelas pegadinhas que sempre fizera com seus amigos –, pelo menos até eles morrerem bêbados em um acidente de carro, alguns momentos após deixarem Michael completamente sozinho e enterrado vivo. O detetive-superintendente Grace – ele próprio lidando com a dor de perder sua mulher – é conduzido ao caso quando Ashley reporta o desaparecimento de Michael. Suspeitas são levantadas quando o único amigo de Michael que não estava presente na despedida de solteiro se recusa a cooperar, e a fidelidade de Ashley – sem mencionar seu misterioso passado – é algo que o detetive deve agora responder. 

''O melhor thriller de Peter James... Fascinante... Intenso... Um quebra-cabeça complexo,
de roer as unhas.''  -
The Times


Febre de Sangue (Darkfever), por Karen Marie Moning

DURANTE SÉCULOS O REINO SOMBRIO DOS FAE COEXISTE COM O DOS HUMANOS. AGORA A BARREIRA ENTRE OS DOIS ESTÁ CAINDO, E MAC É A ÚNICA ''COISA'' ENTRE ELES. 

A vida comum de MacKayla Lane passou por uma transformação completa quando ela aterrissou na Irlanda e foi arrastada para um terrível mundo de feitiçaria e segredos ancestrais. Em sua luta para continuar viva, Mac precisa encontrar o Sinsar Dubh – um livro de um milhão de anos, contendo a magia mais negra imaginável, a chave para o controle total dos mundos dos Fae e dos Homens. Perseguida por Fae assassinos e cercada por figuras misteriosas nas quais ela sabe que não pode confiar, Mac encontra-se dividida entre dois pretendentes letais e irresistíveis: V'Lane, um Fae insaciável que pode transformar a excitação sexual de qualquer mulher em uma obsessão, e o sempre inescrutável Jericho Barrons, um homem tão sedutor quanto misterioso.



Drummond e o Elefante Geraldão, por Fernando Jorge

Livro Indispensável para quem deseja conhecer, de modo abrangente, Carlos Drummond de Andrade. Muitos fatos inéditos da vida do poeta se acham nesta obra fascinante.

Hoje é dia de resenha!  \Õ/  Os comentários de hoje são destinados ao livro de 
estréia do nosso autor parceiro, o Ricardo Ragazzo. Apreciem!


Título: 72 Horas Para Morrer
Autor: Ricardo Ragazzo
Edição: 1
Editora: Novo Século
Páginas: 253
ISBN: 9788576794950
Nota: 4 de 5


Se há um gênero que eu aprecio genuinamente, é o policial investigativo. Nele não existe somente o suspense, como também pitadas de muito mistério, ação e cenas de tirar o fôlego, o que evidentemente serve como um prato cheio aos fãs deste. É preciso, no entanto, saber se destacar e ser muito criativo para elaborar um enredo inédito tão bom quanto os milhares existentes no mercado editorial. 72 Horas Para Morrer, escrito por Ricardo Ragazzo, com certeza ficará na história dos trillers mais eletrizantes da literatura nacional. [...] Com a marca ''Pior do que conhecer um Serial Killer, é um Serial Killer conhecer você!'', o livro nos conta a história de Júlio Fontana, delegado da pacata cidade de Novo Salto, que tem a vida transformada em um inferno após descobrir que sua namorada, Agatha, está desaparecida. Após deparar-se com as barbaridades acontecidas a ela, uma sucessão de tortura e assassinatos brutais passa a ocorre com as pessoas mais próximas a ele. Graças a pequenos bilhetes, mensagens enigmáticas deixadas a Júlio pelo homicida, ele se dá conta de que tudo isso faz parte de uma fria e sórdida vingança, servindo como ponte de ligação para desconfiar da única pessoa cujo Júlio odeia com todas as forças graças a fatos ocorridos no passado. Miguel, agora solto da prisão, se diz inocente, e ainda afirma que pagou pelos crimes cometidos. Mas Júlio limita-se a acreditar, agindo com cada vez mais descontrole, esquecendo-se ainda que existem muitas pessoas afim de um verdadeiro acerto de contas. Agora, Júlio terá que descobrir a identidade do responsável por esses crimes bárbaros, antes que sua única filha, Laura, se torne o próximo nome riscado da lista.

Quando a premissa diz que 72 Horas Para Morrer é uma corrida frenética contra o tempo, e que prenderá o leitor do início ao fim, não é um blefe. Com uma linguagem consistente, uma escrita primorosa e um enredo bastante inventivo e empolgante, a obra sabe como surpreender. Os personagens não são nada surreais, e é fácil caracterizá-los porque eles são bem típicos. Vê-los em condição favorável faz com que o leitor (pelo menos foi assim comigo) queira dar um upgrade na vida deles, e é típico porque certamente você já deve ter visto alguém como os mesmos em algum lugar. O Júlio, por exemplo, é uma pessoa de caráter, mas peca muito por seu gênio forte e sua personalidade conturbada e nada fácil. Já a Laura... bem, ela é uma jovem de 18 anos que muitas vezes insiste em agir como uma criança mimada, revoltada, que até possui motivos para atuar de forma insubordinada, mas nada justifica certos atos cometidos por ela. A verdade é que a mente humana é fraca, e que somos capazes de nos deixarmos levar por sentimentos fortes e difíceis de lidar... são fatos que sabemos e temos consciência, mas que só passamos a observar na prática através das páginas deste livro. Daí, a vontade de interagir com eles torna-se imprescindível.

A obra é descrevida pelo Júlio, mesclando com a narrativa em terceira pessoa a depender do fato ou da cena da vez. Os capítulos são poucos, o que me fez concluir que a divisão é feita mesmo através das horas atribuídas pelo autor para identificarmos o que exatamente está acontecendo no horário imposto. A leitura flui muito bem, e é impossível não sentir ao foliar das páginas raiva, remorso, surpresa... as ocorrências são medonhas, há muita reviravolta e, principalmente, muitos eventos imprevisíveis. É, de fato, de uma condição singular.

Os momentos finais, no entanto, foram o que me embaraçaram. Vi o foco se descentralizando, e o desfecho se perdendo em uma explicação que nunca, sob hipótese alguma, passou pela minha cabeça. Não que isso seja um ponto negativo, mas, sinceramente, não me agradou ao extremo. Não é decepcionante, mas eu esperava algo diferente, ou pelo menos algo mais verossímil. Portanto, o meu lamento.

Indico a obra para os amantes do gênero, e garanto ainda que a história criada pelo Ricardo tem muitas qualidades que compensam qualquer ponto impresumível. Gostaria de frisar ainda que apesar de termos em pauta um enredo fictício, criado pelo autor, podemos extrair dele muitas lições, e avaliarmos a partir de então nossos atos com nós mesmos e com aqueles que amamos e tanto damos valor.


''Aquela hora que nos deparávamos com o corpo de uma vítima, esvaziado em toda sua essência e já deformado pelos efeitos impiedosos da decomposição, era sempre um momento muito difícil. Sem dúvida, o pior para um policial. Porém, a dificuldade mão estava em observar o patético final ao qual somos submetidos - com isso já estávamos acostumados -, mas, sim, a certeza de que, por mais que quiséssemos, nunca poderíamos mudar aquele resultado final. [...]''
Págs. 71 e 72

Graças a parceria do blog com Bento de Luca, e mediante ao book tour promovido por eles (Marcelo Siqueira e Gustavo Almeida), vos apresento com muito gosto a resenha do primeiro livro do autor publicado oficialmente. Apreciem!


Título: O Príncipe Gato e a Ampulheta do Tempo
Autor: Bento de Luca
Edição: 1
Editora:
 
Novos Talentos da Literatura Brasileira (Novo Século)

Páginas: 304
ISBN:
 9788576796015 
Nota: 4 de 5 


Tanto faz, não, gato. Estamos lidando com uma magia além de nossas compreensões, pode acreditar. Um encantamento poderosíssimo emana da Ampulheta do Tempo.
Pág. 122

Criativo, angustiante e por vezes engraçado, O Príncipe Gato e a Ampulheta do Tempo, escrito por Bento de Luca, retrata um enredo recheado de mistérios, magia e muita esperança.



O livro nos conta a história de um felino que, através de um Buraco de Minhoca — túnel dimensional que interliga dois mundos — localizado no Parque do Trianon, São Paulo, surge em nosso mundo movido por uma única e importantíssima missão: a busca por uma lendária ampulheta. Escondida em algum local inóspito da cidade, a relíquia é a única capaz de salvar Marshmallow, terra do Príncipe Gato, que está à beira da destruição. No entanto, parece que ele não foi o único a atravessar o portal. Seres malignos irromperam das barreiras e logo declararam uma caçada voraz, com objetivos mais sombrios... e, além de seus perseguidores, o Gato luta contra seu maior inimigo: o Tempo. É preciso encontrar este objeto antes que seja tarde e que seu mundo esteja para sempre perdido. Contudo, ele não estará sozinho nesta empreitada, e poderá contar com a ajuda de seus fiéis companheiros. É aí que surge Hugo, um homem que, graça ao fato de ter visto o gato subitamente em uma livraria da cidade, acaba se inserindo na história/caçada sem ao menos desejar ajuda-lo.

Começo a introduzir meus comentários sobre o livro falando um pouco acerca dos personagens. Acredito, inclusive, que estes são os mais evidentes em termos de importância em todo o livro. Digo isso porque você dificilmente encontrará em uma história (qualquer) um príncipe que seja gato e que tenha a personalidade deste. Ele não é do estilo certinho, tampouco extremamente paciente e bonzinho. Muito característico, bem singular e difícil de ser esquecido, assim é o Príncipe Gato. Hugo, por sua vez, é um homem como outro qualquer, mas torna-se impossível não se identificar com ele de um modo especial. O diálogo de ambos no início da história é algo épico (não vejo outra palavra que defina isso), afinal, em que mundo um gato é capaz de falar com um homem e tentar convencê-lo a ajuda-lo com algo? Ah! Não posso me esquecer de citar também o grande Eleanor, o ratinho poliglota mais astuto que já conheci (literaturamente falando). Ele é um encanto, e sua esperteza é cativante. 


Estes são os principais, claro, mas há outros personagens também muito importantes que são agregados aos poucos no enredo, de forma moderada. Há os vilões – os que querem acabar com Marshmallow – e há os entes queridos do trio protagonista da história, que se tornam parte do livro graças as eventuais citações e lembranças deles.


A obra é narrada em primeira pessoa na perspectiva do personagem da vez. No início do capítulo somos informados qual será a individualidade que dará continuidade a narrativa, e os destaques, claro, são o Hugo, o Príncipe Gato e o Eleanor. A linguagem é leve e a leitura flui com muita facilidade. Confesso, inclusive, que adorei as pitadas de ironia e sarcasmo que os autores introduziram a história. Ela acaba se tonando muito instigante e engraçada, e até as situações mais cômicas se tornam possíveis graças aos diálogos muito bem elaborados. Outra coisa na qual não posso deixar de destacar, e que muito me maravilhou, são as expressões em italiano, francês e até alemão que o Eleanor diz. Todas, evidentemente, são traduzidas no fim da página. Isso se tornou característico do personagem, e de muito agrado também, devo admitir.


Gostaria de destacar ainda a ambientação na qual a história se passa. São Paulo é a cidade escolhida pelos autores, e muito bem colocada e apresentada, diga-se de passagem. Uma descrição viva e muito bem colocada. A impressão no ato de ler é de pura realidade, nos arremetendo a ela. É uma verdadeira jogada que vai do real ao imaginário, e a mescla soou em perfeita harmonia em grande parte da obra.


O Príncipe Gato e a Ampulheta do Tempo nos oferta um enredo surreal, interessante e extremamente criativo. As expressões, os diálogos e o universo criado por Bento de Luca possuem uma particularidade única. É o tipo de história leve que acaba permutando por completo com a ação e a aventura em um percurso normal, inevitável. É engraçado e divertido de ser lido e apreciado, e quando você menos percebe, a leitura finaliza. Vi o final se concluir de forma bem passiva, assim como presenciei momentos bem 'morninhos' em meio a narrativa, no entanto, bem espantada, me peguei matutando sobre o que vem por aí.


Dotado de um acerco de características, o livro é indicado a todos que procuram uma história divertida, original e levemente sentimental, pois, meus caros, eu garanto, vocês não irão encontrar um lugar igual à Marshmallow. Não mesmo. 


E que venha a continuação da trilogia... 



- Escute, Hugo - disse ele -, tudo tem seu tempo debaixo do céu, tudo tem sua ocasião própria. Há tempo de nascer e de morrer; tempo de plantar e tempo de colher; tempo de buscar e tempo de perder; tempo de guardar e tempo de largar; tempo de guerra e tempo de paz. O cálculo de Deus é exato. Talvez o que esteja procurando não seja uma ampulheta. Como medir a transitoriedade da vida? Como medir esse tempo imaginário que nós vivemos? Talvez seja melhor deixar acontecer...
Págs. 68 e 69

Olá, pessoal!
 
Para quem não lembra, fiquei de trazer ainda este mês a resenha dos dois livros que faltam da sequência de The House of Night aqui no blog, tirando o último título publicado, claro. Por isso, aqui estou!  \Õ/
No início do mês propus que isso fosse feito de uma forma mais simples para que eu possa enfim estar livre para publicar a resenha de Destinada assim que eu realizar a leitura. Como eu mencionei anteriormente, as resenhas serão feitos na ordem, mas de um modo mais simples, onde apresentarei a sinopse e meus breves comentários acompanhados com a minha nota atribuída para cada exemplar.
Vamos lá?


Título: Queimada - The House of Night (Volume 07)
Autor: P.C. Cast e Kristin Cast
Edição: 1
Editora: Novo Século
Páginas: 376
ISBN: 9788576794042

Nota: 4/5

As coisas ficaram pretas na Morada da Noite. A alma de Zoey Redbird se despedaçou. Com o coração partido, vendo tudo ao seu redor desmoronar e com vontade de ficar para sempre no mundo dos mortos, Zoey está sumindo a olhos vistos. Parece cada vez mais difícil ela se recuperar a tempo de reencontrar seus amigos e recolocar as coisas em seus devidos lugares. Stevie Rae, melhor amiga de Zoey, quer ajudá-la, mas está enfrentando problemas seríssimos. Os Novatos Vermelhos do Mal estão pisando na bola e, dessa vez, nem Stevie Rae poderá protegê-los das consequências. No meio desta confusão está Aphrodite: ex-novata, patricinha podre de rica, bruxa do inferno convicta (e com muito orgulho), tendo visões que revelam o futuro e, para piorar, com Nyx resolvendo falar por meio dela, quer ela queira ou não. A lealdade de Aphrodite pode oscilar em várias direções, mas, no momento, é o destino de Zoey que está em jogo.

Apesar de um pouco cansativo, Queimada consegue ser bom apenas pelo simples fato de atribuir o foco da trama a Stevie Rae. Claro, Zoey está debilitada, e suas chances são mínimas. Todavia, volto a afirmar que não há personagem mais arrebatadora do que a Vampira Vermelha, que se mostrou forte o bastante diante de uma situação séria e extremamente difícil. Stevie Rae lidou em toda a série (e continha a lidar) com questões desafiadoras, que vão além de tudo que os outros passaram. Impossível não amá-la (minha personagem favorita, é).

Porém, não posso deixar de citar que essa obra possui também um tom mais sério e dramático, e esses são motivos bem concretos, uma vez que a história tornou-se mais consistente e tanto adulta. A impressão de lentidão que alguns talvez sentiram nos livros anteriores acaba por aqui. Agora a narrativa tornou-se instigante e bem gostosa de ser lida.


No entanto, gostaria de explicá-los que o ''cansativa'' que eu citei no início dos meus comentários está sobre o fato de muitos dos relatos serem descritos na visão de muitos personagem, e isso se torna enfadonho sim, para alguns. No caso de House of Night eu não acho que isso aconteça. Pelo menos até agora. Gostei muito dessa nova forma que as autoras usaram para dividir os capítulos, pois acabamos percebendo quem é quem de verdade na trama.

Outra coisa que eu gostaria de citar é o crescimento que Aphrodite vem ganhado na série. Outra personagem brilhante e muito bem descrita, que no início era odiada por muitos, mas que mostrou ser muito especial, e o que é melhor, sem mudar o seu jeito de ser.

No mais, apenas quero dizer que... gostei do livro, sim. Fãs, por favor, leiam!

~*~

Título: Despertada - The House of Night (Volume 08)
Autor: P.C. Cast e Kristin Cast
Edição: 1
Editora: Novo Século
Páginas: 320 
ISBN: 9788576795025
Nota: 4/5

Exonerada pelo Conselho Supremo dos Vampiros e retornando a sua posição de Grande Sacerdotisa da Morada da Noite de Tulsa, Neferet jurou vingança contra Zoey. Seu domínio sobre Kalona é apenas uma das armas que ela pretende usar. Mas Zoey encontrou um santuário na Ilha de Skye e está sendo protegida pela Rainha Sgiach, que espera que ela possa assumir o reinado. Tornar-se a rainha seria legal, não seria? Por que ela deveria retornar à Tulsa? Depois de perder Heath, seu consorte humano, Zoey nunca mais será a mesma – e seu relacionamento com o supersexy guerreiro Stark pode também nunca mais ser o mesmo. E Stevie Rae e Rephaim? O Raven Mocker se recusa a ser usado contra Stevie Rae, mas que chances ele tem quando ninguém no mundo, incluindo Zoey, estaria feliz com este relacionamento? Ele deve trair seu pai ou seu coração? No emocionante oitavo livro da série House of Night até onde irão os vínculos da amizade e quão forte são as amarras que prendem o coração.

Não é um dos melhores livros, mas eu gostei dos relatos. Acredito que se a história fosse encurtada, ela não receberia tanta aversão por parte do público, que alegam cansaço e clamam por objetividade. E estão todos certo...

No entanto, muito simplesmente odeiam a série. Eu até entendo, de verdade. Talvez a temática, ou até a viagem que as outras têm no enredo... sim, eu entendo! Porém, o fato dela ser enorme (?) não é motivo para detestarem-na. Isso se você de fato não conhecê-la a fundo. Talvez você esteja fugindo de sagas enormes (porque eu sim estou), mas existem várias outras coleções com um número generoso de livros, e nem por isso muitos de vocês deixam de ler. O que vale é o conteúdo, e não o número ou tamanho, certo? Pensem nisso.  ;)

Apesar de surreal, eu não consigo deixar a série de lado. Ela possui picos mais baixos no enredo, mas em muitos momentos nos ofertam histórias magníficas, fantasiosas, todas dotadas com valores e alguns casos ricos em lições.

Acompanho sim, e gosto bastante de vários aspectos que ela transmite ao público leitor. É o tipo de saga politicamente incorreta que dá prazer. E, convenhamos, criatividade é algo que não falta às nossas autoras. Adorei Despertada, e espero ansiosa pelo próximo título.  :D
 
PS.: Estes comentários são simples porque não tenho o propósito de dar spoilers a ninguém, uma vez que a série é grande e muitos de vocês ainda não estão na sequência correta, por isso peço a compreensão de todos. Obrigada!

E aí, pessoal? Tudo certo?
Então... estamos meio em falta com vocês acerca das resenhas, que é de costume postarmos todo sábado. Mas podem ficar tranquilos pois estamos trabalhando nisso para compensá-los.  (:
Por esse motivo, mesmo não sendo hábito, colocarei no ar uma resenha que, por sinal, estou devendo a vocês há algum tempo. No sábado teremos uma outra resenha publicada por aqui, por isso, aguardem! Prometo que não irão se arrepender...

Título: Indomada – The House of Night (Volume 04)
Autor: P.C. Cast e Kristin Cast
Edição:
1
Editora:
Novo Século
Páginas:
368
ISBN: 9788576793014

Indomada, escrito por P.C. Cast e Kristin Cast, é o quarto livros da série The House of Night. Nele encontramos uma sequência envolvente onde há mistos de terror, mistério e muita ação.
Resenhar uma saga detalhista e cheia de fatos não é algo simples. Há receio da minha parte em comentar coisas aqui que já foram explanadas, ou ainda pior, falar coisas que eu não deveria (e quem odeia spoiler fora de hora como eu entenderá a minha situação). Marcada, Traída e Escolhida já tiveram sua vez aqui no blog, e Indomada como continuação não poderia ficar de fora. Contudo, farei desta vez uma abordagem mais simples, falando de forma clara e concisa a essência do livro para que assim vocês possam tirar suas próprias conclusões a partir de então.
No quarto livro da série, Zoey Redbird tornara-se odiada por todos os seus amigos. Até o quarteto amoroso na qual era fizera parte havia se desfeito. Ninguém com quem contar; ninguém para confiar. Zoey passa agora a viver em um dilema mais complicado do que ela própria imaginara. No entanto, aliados inesperados estão para surgir e muita coisa ainda pode mudar. Lealdades serão testadas, amizades são rompidas, o mal será atingido, e a cobrança de sempre fazer o melhor para proteger aqueles que amam desabam de forma sólida em Indomada.
Neste livro vemos também que Zoey vai aprendendo e amadurecendo a ideia de como tornar-se uma Grande Sacerdotisa de verdade, já que nos atuais fatos ela precisa estar pronta para tomar decisões nada equivalentes a sua idade. Mesmo com medo, assustada e esgotava nossa protagonista não deixava transparecer seus receios, sempre se mostrando forte e acreditando no quanto ela é capaz de fazer as coisas acabarem bem.
Também encontramos na narrativa uma dosagem menor de questões amorosas. O que antes estava enfadonho, agora se tornou sério e reflexivo. Além de questões como a amizade e suas perdas, a família também é posta em questão, e isso é feito de uma forma inspiradora.
A leitura flui facilmente de forma curiosa e densa (no bom sentido da palavra). É instigante, e o leitor acaba percebendo isso, uma vez que chega a ser impossível não se envolver de forma extrema. Você ri, sente raiva, se preocupa, tenta dar soluções, fica bravo... até comovido ou indignado. Diferentemente do outros livros, Indomada faz com que o ledor acredite que a série The House Of Night têm uma história de verdade para contar, e que a mesma, aos poucos, está conseguindo tomar um rumo sério com o que ela tem de melhor: muita ação, mistérios, pitadas de terror e questões indispensáveis na vida de todo mortal, isto é, amor, laços de amizade, questões familiares, liderança e combate ao mal
Indomada é um livro muito bom, por isso, se você parou em Escolhida pensando seriamente se deveria continuar ou não com a leitura da série, eu te peço, dê mais essa chance as nossas autoras. Certamente você não irá se arrepender.  ;)


- Então Kalona é uma Tsi Sgili? – perguntei.
- Não. Kalona é pior. Muito pior. As Tsi Sgili são más e perigosas, mas são humanas, e dá para lidar com elas como se lida com humanos – vovó fez uma pausa e eu a ouvi respirar fundo mais três vezes. Quando vovó começou a falar de novo, abaixou a voz como se estivesse com medo que a escutassem. Cautelosa e muito, muito séria. – Kalona era o pai dos Raven Moskers, e não era humano. Nós o chamamos e a seus rebentos deformados de demônios, mas essa definição não é precisa. Acho que ''anjo'' seria a melhor maneira de descrever Kalona.
Pág. 229

 (Nota: Muito Bom!)

Título: Escolhida – The House of Night (Volume 03)
Autor:
P.C. Cast e Kristin Cast
Edição:
1
Editora:
Novo Século
Páginas:
296
ISBN: 9788576792857

Escolhida é o terceiro livro da série The House of Night, escrito pelas queridas P.C. Cast e Kristin Cast.
Dessa vez, os acontecimentos tomam um rumo misterioso e perturbador. Muito me agrada o fato da série estar centrada não somente em Zoey, nossa protagonista, mas também em Stevie Rae, sua melhor amiga, que neste volume da série luta para manter sua frágil humanidade, antes que ela se transforme em um monstro. A verdade é que todos os personagens são bem descritos e abordados na história, e isso é muito bom. Acontece que para salvar sua melhor amiga, Zoey  precisa ir contra Neferet – Alto-Sacerdotisa de Nyx, mas não é exatamente o que parece – , e para conseguir o que quer ela acaba se aliando a uma pessoa inesperada, e acaba tornando-se sua confidente e parceira. Para complicar, o horror atinge a Morada da Noite quando dois assassinatos ocorrem. Zoey se vê num drama pessoal e numa posição realmente delicada. Deve guardar segredos, até mesmo de seus amigos, tomar decisões muito importantes, e agora que acabou se envolvendo com um terceiro cara, deverá lidar com os três, já que não consegue se decidir entre eles.
O livro começa bem morno e segue assim até um determinado ponto. O que pior me agrada na história até então é o evento amoroso de Zoey. É enfadonho ler sua confusão (quarteto) amorosa, ainda mais quando estamos tratando de três garotos totalmente diferentes. Mas o que supera tudo isso são os acontecimentos sombrios que uma adolescente precisa lhe dar, e posso garantir que o que Zoey está passando não é pouca coisa.
A personagem que mais me cativou até então é Stevie Rae. Ela, neste momento da história, está passando por uma mudança completamente inimaginável... chegamos ao ponto de vê-la lhe dar com questões que desafiam tudo que existe de sobrenatural. É agoniante, e ao mesmo tempo instigante e estimulante. A partir de Escolhida, ela passa a ter mais vez na história, e assim podemos perceber também que a série começa a adotar um tom mais sério.
Outro elemento importante na qual eu gostaria de destacar é a colocação da amizade acima de qualquer outra coisa, que só se intensificou na passagem de Traída para Escolhida. É bonito ver e acompanhar o fato de Zoey não ter desistido de Stevie Rae, mesmo quando tudo parecia não ter mais jeito. E quando eu falo em não ter desistido, eu quero sintetizar que ela moveu céus e terras para que as coisas pudessem voltar ao normal e darem certo. Saber acolher, saber perdoar, demonstrar o quanto uma amizade é de fato verdade, e não importa o que aconteça sempre esse laço existirá, entre outros, são questões muito bem colocadas onde podemos ter uma verdadeira moral e tirar grandes lições de vida. É apreciável.
A obra é bem escrita, e permanece no padrão de linguagem dos outros livros. As autoras me prendem por sua irreverência, e com a leitura eu desfruto momentos de tensão, raiva, prazer, frustração... é muito bacana quando um livro desperta esses sentimentos no leitor. Escolhida é sensual e envolvente, e me deixou mais conectada ainda à história.
Indicado a todos os fãs da série, e a todos os amantes de uma boa saga surreal, divertida, jovem e ousada.

''Damien e Erik eram meus melhores amigos e eu odiava mentir para eles, apesar de essas mentiras serem, na maioria das vezes, omissão. Desde minha chegada à Morada da Noite, dois meses atrás, nós nos tornamos uma família, de modo que eles não estavam fingindo. Estavam realmente preocupados comigo. E, enquanto eu tentava disfarçar o máximo que podia, senti uma horrível premonição que me deixou toda arrepiada. E se eles descobrissem tudo que eu estava escondendo deles e se voltassem contra mim? E se deixassem de ser minha família Só de pensar naquela terrível possibilidade, senti um misto de pânico e tremedeira por dentro.''

(Nota: Muito Bom!)

Confira também as resenhas dos dois primeiros livros da série aqui.

Olá, pessoal!

Hoje eu trago uma resenha do segundo livro de um das minhas sagas favoritas. Confesso que não é tão simples assim escrever sobre um livro tão bacana e tão rico em detalhes como este, mas espero que gostem. Tentei dar informações importantes, mas sem oferecer spoilers, então, aproveitem a leitura! :)


Título: Traída – The House of Night (Volume 02).
Autor: P.C. Cast e Kristin Cast.
Edição: 1
Editora: Novo Século.
Páginas: 344
ISBN: 9788576792505

''A verdade nua e crua era que eu tinha medo, medo do que podia descobrir e do que não podia, e medo de não ser forte o bastante para lidar com uma coisa nem outra.''

Traída, segundo livro da série The House of Night, com autoria de P. C. Cast e Kristin Cast, é mais um eletrizante e maravilhoso conto protagonizado por Zoey, agora oficialmente Zoey Redbird, e seus companheiros da Morada da Noite, lugar onde ela descobre ser seu verdadeiro lar. 

A continuação de Marcada agora se tornara mais emocionante, como se fosse um ponto de partida para os acontecimentos invadirem a vida de Zoey, colocando-a em prova. Em Traída, ela se torna a líder das Filhas das Trevas, trazendo muitas responsabilidades de forma que ela precisa guiar o grupo no caminho certo, coisa que Aphrodite, a antiga líder e até então maior rival de Zoey, não pôde fazer. 

Neste livro vemos que a nossa protagonista firma suas amizades, namora sério com Erik, um dos garotos mais lindos da Morada da Noite e ex de Aphrodite, e descobrimos também o quanto ela é especial. Mas a obra se mostra interessante mesmo quando nos deparamos com situações que começam a escapar do controle de todos. Garotos começam a ser encontrados mortos - com todo o sangue drenado. E logo, todos os humanos começam a suspeitar dos vampiros. Entre esses garotos (as), a morte novamente cai sobre o lugar, levando quem menos se espera, sendo esta uma pessoa muito especial para Zoey. Ela, por sua vez, ainda tem que lidar com uma traição que ameaça desestabilizar a sua alma. E o pior de tudo: seus amigos não podem saber de nada, pois se isso acontecer, a vida deles corre um sério risco. Mas ela ainda precisa de ajuda pra realizar essa missão, e ela virá de onde ninguém acreditaria. Além de toda essa confusão, há ainda um fato que mudará a vida dela e de seus amigos para sempre. 

O livro é muito bom. Ainda melhor que o primeiro, já que somos apresentados há um acervo de acontecimentos instigantes. A linguagem e todos os aspectos e características do livro permanecem no padrão do primeiro, já apresentados aqui. Acredito que os pontos desinteressantes do livro são, às vezes, linguagens meio bobas, e comparações desnecessárias, deixando a leitura meio enfadonha por vezes. O fato é que estamos lhe dando com uma saga surreal, jovem, sombria, vampírica e realista, uma mescla que talvez não agrade parte do público leitor, mas o que mais me chamou a atenção foi justamente essa junção. São diversos personagens bem descritos, em diversas situações, onde os mesmo têm suas vidas unidas por, talvez, obra do destino. 

Em Traída aprendemos que para se ter um amigo de verdade, precisamos amá-lo – junção esta de todos os bons sentimentos existentes. Só que mais que isso, precisamos demonstrar este sentimento, antes que seja tarde. Nada é capaz de preencher a perda de um confidente, alguém que nos conhece completamente. Porém, nossa rotina nos mostra que a vida continua e que a lembrança é permanente. Aprendemos que perder um amigo é como perder um pedaço de si, algo irreparável em nossa vida. 

Se você curtiu a leitura de Marcada, não sabe o que Traída lhe reserva. Muitas emoções? Pode apostar que sim.

''O que diabos tem de errado comigo? Meu peito está apertado e meu estomago está tão enjoado que eu tive que engolir com força para não vomitar. O zumbido nos meus ouvidos melhorara, mas não houve alivio da ansiedade que tinha se apoderado de mim como um pacote. Tudo dentro de mim gritava algo está errado! Algo está errado!
Enquanto andei gradualmente notei que a noite, que estava limpa, com um céu cheio de estrelas ajudando a quase lua cheia a iluminar a grossa escuridão, de repente se encheu de nuvens. A suave brisa legal tinha virado fria, fazendo as folhas secas tremerem ao meu redor, misturando o cheiro de terra e vento com a escuridão... e isso me acalmou e o tumulto de pensamentos desconexos e a ansiedade diminuíram o suficiente para mim poder pensar.''

(Nota: Excelente!)

Confira também nossa resenha sobre ''Marcada'', primeiro livro da série The House of Night.