Estamos no mês no amor (e literalmente no dia dos namorados), então que tal listarmos livros que já nos fizeram refletir sobre o amor? Abaixo você confere algumas histórias que me fizeram pensar, através de personagens muito queridos, sobre o que muitas vezes enfrentamos para viver esse sentimento tão avassalador. Vamos lá!?

1º Dançando Sobre Cacos de Vidro (Ka Hancock) é uma história tão linda e triste, quanto sensível e intensa. Aqui conhecemos Lucy e Mickey. Ambos possuem doenças genéticas: Lucy tem um histórico familiar de câncer, e Mickey um grave transtorno bipolar. Contrariando toda a lógica, eles se casam e firmam um compromisso para fazer o relacionamento dar certo. Isso até Lucy, em seu 11º aniversário de casamento, ser surpreendida com uma notícia que os levam a redescobrir o verdadeiro significado do amor. Uma história de inspiradora, de superação, que todos deveriam ler.

2º As Pontes de Madison (Robert James Waller) se passa em 1965, e conta a história de Francesca Johnson e Robert Kincaid. Suas vidas são levadas de forma totalmente diferentes, mas, ainda assim, eles descobrem nas coisas mais simples o significado de um sentimento verdadeiro. E mais: eles nos ensinam que o valor das coisas está realmente na intensidade que elas carregam e não no tempo que duram. Apesar de ter gostado mais da adaptação do que do livro propriamente dito, essa história é inegavelmente inspiradora, independente do formato, pois dá voz aos nossos anseios e às mudanças das nossas vidas em nome do amor.

3º Querida Sue (Jessica Brockmole) é sobre amor, distância e guerra. A história dá início em 1912, quando a jovem poeta Elspeth e o universitário David passam a trocar cartas que refletem seus medos, esperanças e confidências. Isso desencadeia uma amizade que rapidamente se transforma em algo maior. Porém, a primeira guerra torna tudo muito complicado. Anos mais tarde, a filha de Elspeth encontra uma das cartas de amor de David em uma parede secreta, sendo esta a única pista do paradeiro da mãe, que está desaparecida. Essa busca fará com que a moça conheça segredos escondidos há décadas. Querida Sue é uma história contada em cartas. É envolvente e muito emocionante. Além disso, mostra quanto o amor verdadeiro é capaz de superar barreiras.

4º Como Eu Era Antes de Você (Jojo Moyes), é claro, não poderia faltar. A divertida e emocionante história de Louisa e Will, cujo amor nasce de forma tímida e natural, mas com um desfecho nada animador. Costumo dizer que a autora nos prepara para o final desolador durante todo o livro. Somos nós, leitores, que negamos acreditar que as coisas vão acabar da forma que acabam. Ainda assim, a trama é muito bucólica e comovente. Ver um dando sentido a vida do outro; ver um abrindo os olhos do outro; ver um trazendo alegria para o outro, até nos detalhes mais pequenos... isso (e muito mais) nos mostra que precisamos enfrentar muitas coisas por quem amamos. E que precisamos de coragem e esforço para retomar a vida quando tudo parece acabado.


Se você gosta do gênero romance e ainda não leu algum desses livros, recomendo fortemente.
Abraços!


Sabe aquele autor que todo mundo ama, que todo mundo fala bem, mas que você nunca teve a chance de ler? Existem vários escritores famosos que eu tenho até vergonha de dizer que não conheço nenhuma obra sequer (conhecer no sentido de nunca ter lido)... chega a ser frustrante, principalmente quando você tem vontade de conferir o trabalho desse(s) mito(s).

Foi pensando nisso que eu resolvi usar o listologia para deixar esse constrangimento de lado e listar os quatro autores que, por algum motivo banal, eu AINDA não li – e que, consequentemente, eu pretendo conhecer em breve. Conto com você para indicações de livros dos escritores abaixo, hein!? Vamos lá!

Da esquerda para a direita: Clarice Lispector, Stephen King, José Saramago e Arthur Conan Doyle.






Clarice Lispector - Em minha defesa, antes que eu seja apedrejada, eu já tive contato com Lispector, sim. Mas todas as vezes foram através de textos isolados, quase todos jornalísticos. Eu até tenho um livro maravilhoso que reúne várias publicações (entrevistas, crônicas, artigos, etc) da autora na impressa ao longo de sua carreira. Só que eu nunca li nenhum livro de fato, e, sinceramente, não sei por qual começar. Tenho medo de não enxergar esse brilho que todo mundo vê em seus textos literários. Alguém me ajuda?

Stephen King - Eu não costumo ler o gênero terror, mas, definitivamente, quero experimentar a escrita do King. O cara já tem uma trajetória marcante na literatura estrangeira, com várias obras lançadas e adaptadas, e é mundialmente conhecido por sua perspicácia. Todo mundo conhece a escrita desse autor! Menos eu. Tá mais do que na hora de conferir o que ele tanto tem de especial. Qual livro você recomenda para uma iniciante?

José Saramago - Meu interesse por Saramago provém de 'Ensaio Sobre a Cegueira', leitura que inclusive eu venho adiando há bastante tempo. Mas há quem diga que o autor é muito mais que esse livro (de muito sucesso!). Ele, por vezes, é caracterizado por sua escrita peculiar, provedora de impacto e estranheza, do tipo que divide opiniões. Enfim, tenho muita vontade de saber o que eu irei achar do famosos escritor português , agraciado com nada mais nada menos que o Nobel de Literatura.

Arthur Conan Doyle - É vergonhoso, eu sei, mas é verdade: eu nunca li Sherlock Holmes. E olha que eu adoro histórias de detetives famosos, de investigação. Simplesmente não consigo entender o motivo de ainda não ter contato com esse escritor. Mas nunca é tarde, não é mesmo? Sou doida para embarcar em uma de suas aventuras, resta descobrir qual. São tantos livros! E eu nem sei por onde começar... alguém teria alguma recomendação?

Bem, é isso aí. Vamos ver se esse post me ajuda a não deixar esse autores para trás por mais tempo. Enquanto isso, ficarei aguardando as suas dicas. Ou se preferir desabafar, lá vai: qual autor você tem vergonha de dizer que nunca leu?


Anotar o que você lê anualmente te dá a oportunidade de avaliar como ocorre sua variação de leitura. Gêneros, autores, vertentes literárias... é como um balanço em fim de expediente. E foi observando a minha que eu pude atestar (mais uma vez) a minha total indisposição para as leituras clássicas brasileiras. Não é preconceito, ou má vontade. Tá mais para falta de iniciativa.

É por isso que eu resolvi criar minha primeira listologia, com quatro livros nacionais a serem lidos nos próximos meses (não se trata de uma meta ou desafio, ok?). Resolvi fazer isso como uma forma de incentivo para mim mesma, dando uma chance ainda a pesquisas que até então eu não costumava realizar, onde eu busco conhecer melhor os autores e as obras famosas da época. Assim sendo, estou aqui para compartilhar com vocês minha primeira listinha (um tanto clichê) com títulos que eu possivelmente gostarei de ler.

Imagem: ilustração.
Para o primeiro livro eu não pensei muito. Dom Casmurro (1899), de Machado de Assis, está na minha lista de releituras desde que saí do ensino médio. A vontade de conferir essa referência clássica, quando mais madura, vem dos polêmicos temas abordados pelo autor. O ciúme de Bentinho, a imprecisão na fidelidade de Capitu, o retrato moral da época e o caráter do narrador fizeram da história a obra-prima de Machado. Enfim, quero ter a oportunidade de ser levada mais uma vez pelas incertezas que conduz este romance.

Mar Morto (1936) é a segunda trama da lista. De autoria de Jorge Amado, o livro retrata a dura vida de pescadores em um cais, cuja única certeza que eles têm daquele lugar é que Iemanjá, mãe das águas, irá busca-los após a morte. Além de já ter recebido recomendações deste livro, meu interesse surgiu devido a proposta de uma narrativa poética que desmistifica todos os preconceitos ao redor da Iemanjá.

Por ser interessada em textos que abordem manifestações culturais e religiosas, e misticismo, resolvi acrescentar na lista o livro Tenda dos Milagres (1968), também de Jorge Amado. A trama se passa na capital da Bahia, Salvador, terra povoada por afrodescendentes. Ao que me parece, a ideia é introduzir um importante debate sobre democracia racial brasileira em meio a perseguições ao candomblé e aos capoeiristas, mostrando que a miscigenação não veio acompanhada de respeito a diversidade. Tenho a impressão que vou gostar muito desse enredo.

O Vampiro de Curitiba (1965) é o quarto e último da lista. Ambientado em Curitiba, o livro de Dalton Trevisan traz relatos do cotidiano da degradação humana através do dia-a-dia de Nelsinho, o "vampiro" propriamente dito, personagem dos quinze contos que compõe a obra. Nelsinho vive a vagar pela provinciana Curitiba atrás de suas vítimas, se mostrando um verdadeiro escravo da libertinagem e da solidão urbana. Apesar de não ter tanta aptidão por contos, gostei bastante dos temas propostos... e o clássico também foi muito recomendado pela Tati Feltrin, do Tiny Little Things, então resolvi dar uma chance.

Bom, é isso. Por favor, se você já leu algum dos livros citados, me dá sua opinião!? Se não, me recomenda algum clássico brasileiro? Vou gostar muito. E, ah! Tô adorando essa ideia de criar listas... pretendo fazer outras, e vou adorar compartilhá-las contigo. O que você acha?
Até mais!