E aí, pessoa? Tudo bem com vocês?  \O/

Faz algum tempo que estou querendo dar início a uma nova coluna no blog que mescle filmes, livros e adaptações cinematográficas... em breve devo estar colocando-a no ar, e assim explicarei melhores como funcionará e sobre o que exatamente tratará. Mas enquanto isso não acontece, eu resolvi trazer hoje um post que, na verdade, é uma junção de informação e indicação.  :)  

Estreia hoje nos cinemas de todo o Brasil o filme Capitães da Areia, dirigido por Cecília Amado. O filme, como muitos de vocês devem saber, foi inspirado na obra de Jorge Amado, escritor da segunda geração do modernismo. A diretora do longa-metragem é a neta do autor, que dedicou sua estreia como cineasta para fazer uma homenagem ao avô, além de homenagear também uma das suas obras mais queridas e amadas. Confira o trailer aqui. Segundo Cecília, o avô foi ousado por mergulhar na temática da pobreza infantil, uma dura realidade que até então os autores brasileiros não tinham se atrevido a retratar. Além disso, o livro tornou-se leitura obrigatória em muitas escolas de ensino médio do país (inclusive aqui), e acabou sendo foi traduzida para 15 idiomas, vendendo cerca de cinco milhões de exemplares em todo o mundo.

A obra, intitulada de Capitães da Areia pelo próprio autor modernista, teve a primeira edição, publicado em 1937, apreendida, além de muitos exemplares terem sido queimados em praça pública de Salvador por autoridades da ditadura. Em 1940, marcou época na vida literária brasileira com uma nova edição, e a partir daí sucederam-se as edições nacionais e em idiomas estrangeiros. A obra teve também adaptações para o rádio, teatro e cinema. Inclusive, a história já foi adaptada ao cinema pela primeira vez em 1971, pelo diretor americano Hall Bartlett sob o título "The Sandpit Generals".

O romance, que retrata o cotidiano de um grupo de meninos de rua, procura mostrar não apenas os assaltos e as atitudes violentas de sua vida bestializada, mas também as aspirações e os pensamentos ingênuos, comuns a qualquer criança. Um verdadeiro documento sobre a vida dos meninos abandonados nas ruas de Salvador... e o Jorge Amado a descreve em páginas carregadas de beleza, dramaticidade e lirismo.

Animados com a adaptação? Já leram a obra? Alguma coisa a dizer a respeito da narrativa ou sobre a produção? Vamos lá, pessoa, comentem!  ;)

5 Comentários

  1. Nossa..
    Nunca tive vontade de ler esse livro, culpo o fato de a escola querer me obrigar (nunca li um livro que a escola tentou me empurrar "guela a baixo" hehe)

    Mas lendo esse post.. não sei.. parece que minha opinião mudou.. e hoje também não seria mais obrigada a ler ele... seria por prazer..

    Tá ai.. vou rever meus conceitos sobre esse livro!!

    Att.
    Lika

    www.fernandameireles.com

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  2. Eu não suporto filmes brasileiros, então é provável que eu nem veja esse filme. Nunca li o livro, mas adorei estudar o escritor nas aulas de literatura. Acho que o filme receberá um enorme público, porque esse livro se tornou um clássico da literatura brasileira.
    Adorei a nova coluna!
    Beijos ;*

    Ana Carolina
    http://loucospor-livros.blogspot.com

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  3. Oi, Fran. Minha mãe é louca para eu ler esse livro. Ela realmente gosta, foi um livro que ela leu na adolescencia, creio eu, e tem na estante até hoje. Não faz muito meu estilo, mas tenho curiosidade. Saber porque ele é tão aclamado, respeitado. As vezes me pergunto o que faz de um classico, um classico. Soa bem ignorante, mas é verdade, haha. O filme acho que não vou gostar, mas to considerando dar uma lidinha no livro. :)

    Beijos
    Mulher gosta de falar

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  4. Olá,
    Parabéns pelo blog! Estou seguindo.
    Segue lá também..

    http://estanteseletiva.blogspot.com/

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  5. Ah, que vergonha, mas tenho que confessar que nunca li esse livro. Não sei porque mais livros assim não chamam muito a minha atenção. Porém agora com o lançamento do filme fiquei bem interessada já que gosto de poder comparar qual é melhor. Quem sabe quando minha fila de leitura diminui eu o leia.

    Beijos&beijos
    Book is life

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