Estive conversando com umas amigas sobre releitura. E foi assim que surgiu a ideia de nos unirmos para reler o incrível Como Eu Era Antes de Você, escrito pela maravilhosa Jojo Moyes. A vontade partiu diante da adaptação cinematográfica da história, que vai aos cinemas mundialmente em junho desse ano. E, para assisti-la, nós queremos ter tudo bem fresquinho em mente.

Para quem não sabe, Como Eu Era Antes de Você conta a história de Louisa Clark, uma jovem do interior sem muitas ambições que, quando vê a cafeteria em que trabalha fechar as portas, é obrigada a se tornar cuidadora de um tetraplégico. O livro foi lançado em 2013 pela Editora Intrínseca.

Confira abaixo o trailer do filme.


Resolvi compartilhar isso por aqui porque adoraria que você também participasse dessa leitura coletiva. Para quem já leu será uma ótima maneira de relembrar os detalhes da trama. E para quem ainda não leu, está aí uma grande oportunidade de conferir essa linda e emocionante narrativa.

Nós daremos início a leitura no dia 15 de maio, sem data para término (achamos melhor assim, já que não se trata necessariamente de um desafio, além de que cada um possui um ritmo de leitura diferente). Por isso, se você quiser entrar para a brincadeira, utilize a hastag #LendoCEEADV nas redes sociais, e compartilhe conosco como está sendo sua experiência com esse livro.

Se você usar a hastag com alguma fotografia, eu posso até repostá-las na fanpage do blog, lá no facebook (com a permissão do dono da imagem, claro!). Enfim, ficarei de olho nas redes para o caso de alguém se interessar e quiser conversar a respeito. Seja como for, está feito o convite.

Espero que a iniciativa ajude você a não adiar mais essa leitura.
Abraços!


A pedido da leitora Allana Berthelemy, estou aqui para contar a vocês a respeito de um projeto super bacana criado por ela. Trata-se do “clube dos leitores conectados”, cujo intuito é reunir pessoas apaixonadas por literatura, de todos os cantos do mundo, para que leituras periódicas sejam realizadas e debatidas virtualmente.

Ilustração. Fonte: Google.

De acordo com Allana, duas principais finalidades norteiam o projeto: a participação sem custo, e o incentivo à leitura clássica, especialmente os livros de língua portuguesa. “Foi pensando no consumismo exacerbado, na acumulação de bens e na degradação do nosso planeta, que surgiu a ideia de criar um projeto no qual leremos os livros disponíveis na internet. Assim, qualquer pessoa pode participar sem gastar nada", afirma Allana. 

A leitora explica que a ideia da falta de papel é um teste para tentarmos pensar nos sacos de lixo que jogamos fora todos os dias, e que em sua maioria poderiam ser reciclados. “Por isso, o ideal aqui é ler e-books, mas não apenas. Podemos também nos dispor às possibilidades de pegar emprestado com um amigo, de fazer trocas, de pegar na biblioteca ou, em último caso, realizar uma compra se for do interesse do leitor”, ressalta.

Quanto aos livros que serão lidos, como já fora dito, o foco são os clássicos brasileiros. Para a organizadora do projeto, essa é uma forma de nos reconciliarmos com os autores que muitas vezes somos levados a ler por obrigação. Ainda assim, os títulos podem ir variando com o tempo. Além disso, serão lidos a princípio dois livros a cada três meses. Até porque, segundo Allana, “o objetivo não é a quantidade e sim a convivialidade e o sentimento de estarmos juntos com um mesmo propósito”.

No momento, o projeto está na fase de encontrar pessoas apaixonadas por literatura – e que possam se dedicar as leituras quando elas começarem a acontecer. Portanto, se você sentiu interesse em compartilhar suas ideias, frustrações e opiniões sobre livros clássicos, ou se deseja dar uma chance a eles, entre no grupo CLUBE DOS LEITORES CONECTADOS, no facebook. Lá serão feitas enquetes para a escolha das leituras, além das discussões propriamente ditas.

Para mais informações, entre em contato com a Allana Berthelemy através do facebook.


No último fim de semana, de 6 a 8 de novembro, Aracaju (SE) recebeu a 1ª Feira da Leitura e do Livro de Sergipe (Flise). Configurado como uma iniciativa cujo intuito é promover a educação e a cultura nas mais variadas formas de manifestação, a Flise veio projetada para alcançar o mercado livreiro e editorial do estado.

De acordo com a organização do evento, a Flise também surgiu como forma de movimentar a cena cultural e educacional de Sergipe, através de parecerias estabelecidas com instituições culturais e educacionais, tais quais colóquios, palestras e apresentações diversas.

Embora tenha presenciado poucas coisas do evento como um todo, tendo em vista que só consegui ir na tarde de sábado, adorei o que vi por lá. Além da presença de livrarias, editoras e escolas sergipanas, houve uma série de palestras legais sobre a importância da leitura, atividades interativas para crianças, peças teatrais relatando histórias da nossa terra, apresentações músicas, dentre outros. Tudo em um espaço amplo e aberto para um ideia dia de lazer.

Sim, a feira foi destinada para pessoas de todas as idades. A ideia era reunir o máximo de pessoas em um ambiente cuja leitura é a grande percussora, a protagonista, a peça principal. Espero que esse evento se repita, e que integre mais instituições. Que cresça e se propague, pois Sergipe, apesar de pequeno, reúne uma gama de leitores apaixonados, mas que, ao mesmo tempo, necessitam de incentivo e estímulo.

A seguir você confere um mini vlog bem simples que fiz por lá, para marcar minha passagem simplória e extremamente gratificante. Adorei!

 

A G&A Produções, promotora do evento, está de parabéns! Pela iniciativa, pelo evento e por acreditar em nós! Para saber mais sobre a Flise, acesse www.flise2015.com.br

Até mais! Beijos,


Os livros de colorir para adultos são os novos queridinhos do mercado editorial, e isso não é segredo para ninguém. Talvez em outros países o gênero tenha se expandido mais cedo, mas aqui no Brasil ele começou a tornar-se popular somente no final de 2014, com o lançamento de Jardim Secreto: livro de colorir e caça ao tesouro antiestresse, da britânica Johanna Basford, pela Editora Sextante. 

O sucesso foi tanto (só em março deste ano Jardim Secreto vendeu mais de 22 mil exemplares no total), que em abril a editora lançou sua segunda obra neste segmento. Foi a vez de Floresta Encantada, da mesma autora, bombar na categoria de livros mais vendidos no país. 

Com a febre de vendas, várias outras editoras decidiram apostar no gênero, todas inspiradas em novas propostas temáticas a fim de atender a preferência de todos. Foi percebendo a rapidez com que tantos livros de colorir chegaram ao mercado editorial, que eu revolvi fazer uma lista deles para você que está interessado em adquirir novas experiências antiestresse. Veja!

Imagem: Google.
 
1. Natureza Para Colorir (Christina Rose), da L&PM, traz uma jornada de descobertas entre folhagens, pássaros e insetos que ganharão vida com um toque de cor. São 50 ilustrações que inspiram uma viagem por linhas, curvas e espaços em branco. Além deste, a editora conta com o Livro de Bolso Para Colorir e Relaxar, com imagens de animais, flores, plantas e mandalas que promete levar sua mente para longe do stress de todos os dia.

2. Livro de Colorir: Natureza e Paisagens, da Discorevy Publicações, tem o propósito de fazer com que o leitor encontre com o seu ''eu'' interior, ativando a harmonização e a paz do seu corpo e mente através das cores. Outro livro com a mesma proposta que faz parte do mesmo grupo editorial é o Animais Silvestres.

3. Gatos: O Livro de Colorir (Marjorie Sarnat), da Galera Record, conta com ilustrações criadas especialmente para os entusiastas de felinos. Apresenta-se como uma válvula de escape para um mundo repleto de corações, motivos floridos, diferentes texturas e, é claro, gatinhos.

Imagem: Google.

4. O Pequeno Príncipe Para Colorir (Maxx Figueiredo), da Universo dos Livros, é inspirado na obra clássica de Antoine de Saint-Exupéry, e traz um conjunto de lindas ilustrações que vão transportá-lo ao mundo maravilhoso do principezinho e sua visita à Terra.

5. O Livro de Estampas Para Colorir (Billy Waqar), da Saraiva, explora a criatividade através de ilustrações únicas que garantem horas de diversão e relaxamento. A editora também conta com O Livro Para Colorir Junto, que possui pares de figuras com diferentes temáticas para você colorir com um amigo. 

6. Arteterapia: Jardim Encantado (Sophie Leblanc), da Alaúde, apresenta universos diferentes e paisagens naturais para você reinventar conforme sua criatividade. Seja com lápis de cor, giz de cera ou canetinha, o importante é relaxar e soltar sua imaginação. 

7. Um Jardim de Cores (Sally Moret), da Gutenberg, é inspirado na beleza e na vitalidade da mãe natureza, celebrando assim as maravilhas do nosso ambiente natural. São ilustrações impressionantes, cheias de flores, jardins e muito mais. Ainda nesta editora encontramos O Livro do Sossego (Ariane Freitas), criado com o propósito de oferecer relaxamento, tranquilidade e prazer através das cores.

Imagem: Google.

8. Mandalas Mágicas 1 (Nina Corbi), da Vergara & Riba, traz a experiência de pintar algo transcendental, cujo conceito é a escuridão como provedora da vida. A ideia é que o leitor perceba que as mandalas transformam as energias negativas em positivas. 

9. Floresta Mágica Para Colorir, da Coquetel, estimula a criatividade e combate o estresse do dia a dia através de desenhos que envolvem plantas, flores, animais, além de imagens escondidas e outras tarefas, como completar um desenho ou criar uma poesia.

10. Mindfulness (Emma Farrarons), da Best Seller, é repleto de cenas belíssimas e padrões intrincados e sofisticados que convidam o leitor a meditar sobre uma obra de arte enquanto serenamente preenche as páginas com cores. 

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É livro que não acaba mais. Por isso, fica aí as dicas para quem garante que a atividade relaxa e estimula a criatividade.


A Editora Guarda-Chuva irá publicar seu primeiro título young adult, e para começar em grande estilo ela vai lançar o primeiro livro da nova trilogia da Ally Carter – "Em Queda Livre", da série "Segredos Diplomáticos". O Universo Literário é embaixador da Guarda-Chuva na divulgação de suas ações promocionais, e para concorrer a diversos prêmios basta participar da promoção "Missão Tripla", que iremos anunciar ao longo das próximas 3 semanas no facebook do blog. Fiquem ligados na hashtag #agentesemquedalivre e não deixe de participar!!! 


Sobre o livro

Em Queda Livre, da série "Segredos Diplomáticos", conta a história de Grace Blakely, que aos dezesseis anos vê sua vida virar de cabeça para baixo ao se mudar para a casa de seu avô materno, o embaixador americano na capital do país fictício de Adria. Incapaz de aceitar as circunstâncias misteriosas que cercaram a morte de sua mãe três anos antes, ela tentará descobrir os segredos do seu passado e encontrar respostas para as dúvidas que a assombram.

Contando somente com a ajuda de seus novos amigos, filhos dos embaixadores das outras nações, ela se lança na busca por um assassino que ninguém mais acredita ser real, ao mesmo tempo em que se esforça para seguir os rígidos protocolos que regem a vida diplomática. Não será fácil para Grace se adaptar a esse novo mundo, especialmente quando ela começa a se apaixonar pelo único garoto proibido para ela: o melhor amigo de seu irmão mais velho.

Grace fará de tudo para ser a boa menina que todos esperam que ela seja, mas os problemas parecem sempre encontrá-la, e qualquer deslize cometido na Ala das Embaixadas poderá deflagrar uma crise internacional, colocando sua vida e o destino das nações mais poderosas do mundo em risco. 


Ally Carter

A americana Ally Carter é autora de publicações que são sucesso absoluto entre os fãs do gênero YA. Com mais de dois milhões de exemplares vendidos, sete livros na lista de best-sellers do NY Times, Wall Street Journal e USA Today, e direitos comercializados para mais de vinte países, suas publicações se tornaram um grande fenômeno literário. No Brasil ela já tem lançado os livros Ladrões de Elite, pela Editora Arqueiro, e O Presente do Meu Grande Amor, pela Editora Intrínseca, onde ela escreveu juntamente com Stephanie Perkins, Gayle Forman, David Levithan e Raiwnbow Rowell. Em seu novo livro, Ally apresenta uma trama cheia de ação, em uma narrativa rápida e instigante, com intrigas políticas de primeiro escalão e tensões internacionais repletas de suspense.

Pessoal, trago boas novas!
Para os que não lembram ou não acompanharam, em janeiro deste ano eu lancei uma pesquisa com o propósito de entender e mapear os motivos que levam leitores brasileiros ao consumo de blogs literários. O estudo foi realizado em parceria com a Érika do blog Relicário, desenvolvido para um trabalho acadêmico do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Sergipe, da qual fazemos parte.

No fim de fevereiro foi publicado aqui o resultado parcial da pesquisa, cujo post foi intitulado de ''Afinal, por que lemos blogs literário?''. Nele eu trouxe a nossa interpretação dos critérios de decisão do receptor em acessar esses blogs, e as satisfações gratificadas por eles. O processo de codificação dos dados (colhidos a partir de um questionário virtual repassado aos que se dispuseram a participar desse diagnóstico) foi examinado para a rotulação de categorias. Vale salientar que foram entrevistados 20 leitores..

Para a nossa total satisfação (falo também em nome da Érika), ontem recebemos a notícia de que o estudo foi publicado no periódico Leituras do Jornalismo, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. A revista é uma publicação semestral vinculada ao curso de jornalismo da FAAC-UNESP destinada a professores, pesquisadores, estudantes e profissionais da área. Ou seja, tem como não se sentir orgulhosa?

Queria muito dividir essa alegria com vocês. Por isso, gostaria de agradecer a Érika, pela nossa excelente parceria; a nossa orientadora, Raquel Carriço Ferreira, pelo apoio e incentivo; e, lógico, a todos que se dispuseram a participar da pesquisa, e que colaboraram com essa conquista. Meus sinceros agradecimentos.

Para quem ficou curioso em conferir a análise completa, basta acessar o arquivo em PDF disponibilizado pela da revista (v. 1, n. 2/Julho-Dezembro de 2014).


Parte da blogosfera literária já deve ter informado sobre a novidade que é a Coleção BANG!, mas como parceira e boa anfitriã, eu não poderia deixar de comentar sobre (coisa que inclusive eu já deveria ter feito).

Os parceiros da Sextante/Arqueiro receberam este mês o exemplar de nº 0 da Revista BANG!, que surgiu através de uma parceria entre a editora e a Saída de Emergência, responsável por publicações independentes em Portugal. O conteúdo do periódico (totalmente exclusivo) centra nas novidades do universo da literatura fantástica, e trará ainda as notícias sobre o que está por emergir no mercado editorial pela SDE. O mais legal disso tudo é que a revista será distribuída gratuitamente por uma grande rede de livrarias do Brasil. É certeza que os amantes de fantasia irão amar!

Pra quem ainda não sabe, a revista tem outras edições publicadas em Portugal.

Coleção BANG!


A revista tem um planejamento visual incrível, e trás matérias, reportagens, recomendações e curiosidades variadas sobre o universo fantástico. Vale ressaltar que a cada edição trará um foco, dando segmento a assuntos relacionados, mas todos dentro do gênero pautado. Abaixo você poderá visualizar algumas das novidades da BANG! que eu separei, cujo conteúdo achei relevante... além de ser uma forma de instigá-los.
Entrevista a George R. R. Martin, o autor de Literatura Fantástica mais badalado do momento.

Locke & Key: A obra-prima de Joe Hill.

O fantástico no Brasil: As origens.


A BANG! nº 0, que tem a logomarca ''a sua revista de fantasia, fc e horror'', foca ainda na divulgação da primeira publicação da Editora Saída de Emergência Brasil, que trará para o mercado editorial o livro Mago Aprendiz, escrito pelo norte-americano Raymond E. Feist. Este faz parte da Quadrilogia do Mago, onde seremos apresentados a uma vila tranquila chamada Crydee, localizada na fronteira do Reino das Ilhas. É lá que vive Pug, um órfão franzino que sonha ser um guerreiro destemido ao serviço do rei. Mas a vida dá voltas e Pug acaba se tornando aprendiz do misterioso Mago Kulgan. Nesse dia, o destino de dois mundos altera-se para sempre. Com sua coragem, Pug conquista um lugar na corte e no coração de uma princesa, mas subitamente a paz do reino é desfeita por misteriosos inimigos que devastam cidade após cidade. Ele, então, é arrastado para o conflito e, sem saber, inicia uma odisseia pelo desconhecido: terá de dominar os poderes inimagináveis de uma nova e estranha forma de magia… ou morrer. Mago é uma aventura sem igual, uma viagem por reinos distantes e ilhas misteriosas, onde conhecemos culturas exóticas, aprendemos a amar e descobrimos o verdadeiro valor da amizade. E, no fim, tudo será decidido na derradeira batalha entre as forças da Ordem e do Caos.

Cartinha de apresentação + primeiro capítulo do livro Mago Aprendiz.

Apresentação do universo criado por Raymond E. Feist em uma matéria completa.

A geografia de Midkemia, o mundo do Mago Aprendiz.

A previsão de lançamento do livro está para outubro, e as próximas continuações já possuem seus títulos definidos. E serão eles: Mago Mestre, Mago Espinho de Prata e Mago As Trevas de Sethanon.

Gostou? Ficou curioso? Então acesse o links abaixo e fique por dentro da nova saga fantástica que promete unir uma forte legião de fãs. Saiba mais também sobre a revista BANG!, que terá uma periodicidade quadrimestal. Garanto que os amantes do gênero irão adorar esse almanaque recheado de novidades e informações.

PAGE: A Editora do Facebook
BAIXE A REVISTA BANG! EM FORMATO PDF


Apesar da falta de motivação e de programas de incentivo à leitura,
Aracaju se mostra rica no que diz respeito ao hábito de redes literárias.


Aracajuanos optam por leitura em livrarias da capital. (Foto: Francielle Couto)


O Brasil é um país carente de leitores frequentes. É o que confirma a 3ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil realizado pelo Instituto Pró-Livro em parceria com a Ibope Inteligência. Foram 5 mil entrevistados em 315 municípios do país, medido entre crianças e adolescentes. Embora os dados apontem que o brasileiro lê em média 4 livros por ano, Aracaju possui um público amplo de leitores assíduos que acreditam no poder do incentivo e da disseminação de ideias.

A ausência do hábito da leitura é um problema decorrente de inúmeros fatores. Para muitos bibliotecários e escritores, o costume deve partir da infância, quando as crianças devem ser apresentadas desde cedo a histórias. Nesse momento, os pais e educadores se tornam seus principais mentores, mas na prática isso nem sempre acontece. Como na maioria dos casos o incentivo que deveria ser dado em casa não é frequente, resta à escola a dura tarefa de cultivar entre os alunos o gosto pela leitura.

Além disso, é difícil encontrar na cidade de Aracaju programas que centrem no incentivo. Porém, apesar da carência de eventos e mostras literárias que proporcionem momentos de lazer e informação aos leitores aracajuanos, existem pessoas que se propõem a mudar essa realidade. É o que acontece com um grupo de amigos que, unidos pela mesma paixão, se reúne pelo menos uma vez por mês no Parque Augusto Franco, localizado na zona sul da cidade. O encontro tem como objetivo compartilhar experiências de leitura e discutir sobre os assuntos literários mais atuais, como lançamentos, questões biográficas, livros mais comentados na blogosfera literária, e muito mais.

Unidos pela mesma paixão: a leitura. (Foto: Francielle Couto)

Fabiana Lima, de 28 anos, crê que em todos os lugares existem bons leitores, mas que no geral ainda falta motivação. A leitora acredita que esse é o principal motivo para o baixo índice de leitura no país, e que sem isso as pessoas não serão capazes de se descobrirem como leitores. Para ela, é mais fácil encontrar pessoas interagindo sobre novela ou futebol, mas raramente sobre obras da literatura. ''A leitura infelizmente é considerada por muitos uma cultura inútil, mas nada é inútil'', afirma. ''Tudo é aproveitado em algum momento da nossa vida. Eu mesma adquiro muito conhecimento através dos livros, coisas que em uma escola tradicional eu não aprenderia'', diz Fabiana.

Além desta, existe outra roda de leitores que se reúne frequentemente com um intuito específico. Unidos graças ao projeto criado pela escritora nacional Renata Ventura, o grupo intitulado ''Potterheads Arretados'' tem como ideia principal reunir voluntários que se disponham a visitar os orfanatos da cidade. O objetivo é propagar a leitura e mostrar que ela tem um poder transformador.

Potterheads em tarde de leitura. (Foto: Arquivo pessoal)

Para o desenvolvimento do projeto os jovens precisam contar com a colaboração de profissionais qualificados que façam o acompanhamento e saibam lidar com as crianças, além de parcerias que contribuam com a ação. O comprometimento e a participação dos interessados para que as visitas se deem de forma organizada e atinjam o ponto alvo também são essenciais. Mas os Potterheads Arretados encontraram alguns problemas na efetivação da iniciativa.

Rafaela Lopes, uma das organizadoras da campanha, afirma não ter obtido nenhuma resposta da Secretaria Municipal de Assistência Social, e sem a autorização as visitas não podem ser realizadas. Graças a isso, tudo que foi arrecadado pelo grupo, como livros infantis, será doado para outro projeto cultural. No entanto, a possibilidade de concretizar a ideia que uniu o grupo não se desfez. ''Para mim, além de conhecer novos amigos, os encontros são importantes para conhecermos outras obras da literatura, e também para entender a opinião de outras pessoas sobre um mesmo livro'', declara Rafaela. A permanência da roda de leitura motiva os integrantes às demais leituras existentes, e está aberta a novos membros. Ela também atua em um grupo específico no facebook, onde são feitas discussões e conversas dos mais variados tipos.

Os grupos existentes creem no poder da comunicação. O intuito deles é mostrar aos demais que ler é o que realmente faz a diferença no mundo, independente do que seja.


O papel das livrarias no incentivo à leitura

As livrarias da cidade tornaram-se ótimos pontos de leitura para crianças, jovens, adultos e até dosos. São livros de todos os tipos para todos os gostos, e a procura, que não é apenas comercial, faz delas verdadeiros points de apoio.


Livrarias como ponto de encontro. (Foto: Francielle Couto)

Gilvan Santos, supervisor de vendas da livraria Escariz e que trabalha no local há mais de 10 anos, assegura que em todo esse tempo já viu pessoas frequentarem o local desde pequenos. Para ele, o intuito principal não é permitir que o público venha somente com a intenção de comprar, mas sim para ter um contato direto com os livros. ''A partir do momento que é criado um local como esse, o pensamento principal é fazer com que sejam formados novos cidadãos. Por isso, não é só uma questão comercial, é de incentivo também'', esclarece. ''Esse é um ambiente em que podemos adquirir conhecimento, e isso não tem preço'', conclui Gilvan.


Blogosfera literária em Sergipe

A blogosfera literária tem se mostrado cada vez mais eficaz para a divulgação e estímulo à leitura. Em Sergipe é possível encontrar pessoas que estão à frente desse trabalho, como o blogueiro Ronaldo Gomes, de 17 anos, que assegura a importância de um blog, mas também enfatiza a responsabilidade que o mesmo traz. ''Uma resenha, por exemplo, precisa ser honesta, tendo como base o ponto de vista da pessoa como leitor. Não adianta dizer apenas que gostou, é preciso dizer o porquê. Só assim teremos pessoas de opinião própria'', declara.

A leitora Anna Beatriz Fernandes, 18 anos, confirma essa teoria ao afirmar que cada um tem uma preferência, e que por isso há leituras feitas de modos diferentes. Para a estudante, isso promove debates entre opiniões às vezes divergentes com a do blogueiro. ''Em alguns casos saímos com vontade de adquirir aquele livro que está sendo resenhado, talvez por curiosidade, ou interesse na temática da obra'', diz. ''Acho toda a divulgação da blogosfera bem motivadora. Um modo diferente e eficaz de incentivo à leitura'', completa.



Redes de relacionamento como ferramentas de divulgação da leitura

Semelhante às redes sociais mais tradicionais, os sites literários são de fácil e rápido acesso, gratuitos e bastante atrativos aos olhos dos usuários. Os mais conhecidos são 'O Livreiro' e o 'Skoob'. Em ambos é possível partilhar opiniões sobre qualquer livro através de notas ou resenhas, formando assim uma legítima estante virtual carregada de críticas e comentários.

Para a leitora Ana Caroline dos Santos, de 27 anos, o uso do skoob permite organizar melhor sua vida literária. Ela acredita na capacidade de incentivo que a rede social possui. ''Já que hoje as pessoas vivem conectadas, essas redes ajudam-nas a conhecerem o que há de novo na literatura. Além disso, é possível conhecer pessoas, e trocar ideias sobre livros e personagens'', afirma.

Mas o estímulo não é característica somente de sites literários. Redes sociais mais tradicionais, como o facebook, também contam com inúmeras páginas que são usadas por leitores para discutir sobre nomes e obras renomadas da literatura, além da troca de expectativas acerca dos lançamentos mais atuais. São destaques também assuntos sobre filmes adaptados de livros e a descoberta de jovens autores. Desafios literários e campanhas também são promovidos, assim como a avaliação de livros e o relato do conhecimento adquirido através da leitura realizada. É uma notória propagação e disseminação de ideias.


Confira alguns dados da última pesquisa Retratos da Leitura no Brasil feita em 2011. A pesquisa feita com 5 mil pessoas em 315 municípios traça um panorama da leitura no país.



Fonte: Instituto Pró-Livro


Reportagem: Francielle Couto St.
Edição: Leonardo Vasconcelos

Publicado originalmente em Jornal Contexto On-line

Leitores, olá!

Enfrentamos muitas coisas nas duas últimas semanas, e graças à falta de tempo o blog acabou tendo o um ritmo de postagens mais lento. Peço desculpas em meu nome e em nome dos demais colunistas, e agradeço a compreensão de todos. Dar tempo a todas as nossas obrigações não é um trabalho fácil, mas aos poucos as coisas se enquadram. Mas, bem, vamos ao que interessa.

Enquanto navegava por sites literários, me deparei com uma postagem do Universia Brasil que chama a atenção para as leituras de cunho denso, onde é afirmado que estas cultivam ainda mais a nossa inteligência e sabedoria. Deste modo, nos é ofertada uma lista com 5 categorias de leituras inteligentes, e achei que seria interessante mostra-la à vocês. Discorram suas respectivas opiniões a respeito para que possamos conversar sobre a temática pautada, ok? Segue a lista...

1. Ciências

A  categoria não inclui apenas os livros científicos, mas todos aqueles que melhoram o nosso conhecimento sobre o mundo ''natural'', como estudos sobre a sociedade, etc. O valor desses livros não vem das teorias que eles provam (ou questionam), mas do desenvolvimento da curiosidade que eles despertam, bem como os métodos de aprendizado. Os livros científicos podem ensinar a conduzir uma investigação, confiar na sua intuição e validar temas a partir de evidências.

2. Filosofia 

Assim como a ciência, a filosofia cresce a partir do pensamento crítico. Ao contrário das ciências, que nos ajudam a entender o mundo exterior, a filosofia é voltada para dentro, facilitando o processo de entender a si mesmo. A filosofia vai melhorar o seu entendimento das necessidades e desejos humanos, além de aumentar o seu conhecimento sobre as principais prerrogativas do comportamento humano.

3. Ficções Científicas

O fato de um livro não ser baseado em uma história real não diminui o seu valor de ensinamentos. Os melhores trabalhos de ficção contêm mais verdade que muitos outros gêneros literários, pois permitem ao seu leitor uma experiência com novas realidades. As ficções criam experiências que elevam o nível de consciência e lidam com questões como a filosofia, a psicologia e até mesmo a história. Lendo ficções você pode desenvolver a sua linguagem e se tornar um melhor escritor, pensador e orador.

4. História

A história pode parecer bastante entediante a princípio, como todos aqueles nomes e datas distantes. Contudo, a história pode ser bastante estimulante se discutida da maneira correta. Ao invés de longos textos explicativos, por exemplo, é possível encarar os fatos como grandes anedotas, cheia de personagens complexos e ideias inovadoras para a época. Aprendendo o passado você se torna mais capaz de interpretar os fatos do seu tempo e consegue reconhecer, inclusive, as heranças deixadas por outras épocas.

5. Poesia

A leitura de grandes poesias produz um sentimento de admiração e reverência com relação ao poder das palavras. Ela aguça suas competências linguísticas e ajuda a desenvolver a sua eloquência. Além disso, você desenvolve o seu vocabulário e compreende melhor o significado das palavras.


Algum dos tipos de leitura citados acima é da preferência de vocês?

Na última quarta-feira, dia 30, foi comemorado o dia nacional das histórias em quadrinhos. Considero o HQ um suporte fantástico que se classifica como um ótimo aliado no que se refere à hábito de leitura e habilidade de interpretação. Aposto que os quadrinhos fizeram parte da infância da maioria de nós, por exemplo. Talvez mais frequente para alguns, e nem tanto para outros, em todo caso, porém, eles se fizeram presentes.

Foto ilustração. (Fonte: google)

Lendo alguns artigos que tratam o suporte de uma forma mais séria e técnica, me deparei com uma classificação bem interessante. São categorias que apresentam os diversos caminhos que uma HQ pode trilhar fora de sua comercialização em bancas. Uma análise muito bem pensada, devo dizer. Gostaria, portanto, de compartilhar com vocês, apenas a título de curiosidade. Então vejamos...

  • QUADRINHOS DE INFORMAÇÃO EMPRESARIAL: Toda empresa necessita de um projeto de comunicação interna. Informações de organização, implantação de novos sistemas internos, Cipa (cuidados com acidentes do trabalho), projeto social da empresa e todo tipo de tema necessário. A linguagem dos quadrinhos é a mais significativa em estímulo à leitura. Atinge todo tipo de funcionário. Do mais simples ao diretor da empresa.
  • QUADRINHOS PARA SERVIÇO PÚBLICO: As empresas governamentais procuram implantar campanhas de saúde, de educação, de cunho social e outras informações que, geralmente, são distribuídas para a população mais carente.
  • QUADRINHOS PARA A ÁREA PUBLICITÁRIA: Campanhas de empresas direcionadas para os jovens e crianças são acompanhadas de personagens e historinhas que explicam sobre o produto à venda ou, simplesmente, buscam agregar valor ao produto. Campanhas em jornais e revistas também se utilizam de personagens de quadrinhos já conhecidos ou criados especificamente para esse fim.
  • QUADRINHOS PARADIDÁTICOS: São adaptações de livros famosos, biografias de personagens da história e textos diversos do currículo escolar desenvolvidas nessa linguagem.
  • QUADRINHOS JORNALÍSTICOS: Jornalistas que desejam publicar sua matéria em quadrinhos, como Joe Sacco, autor que criou uma série de reportagens quadrinizadas de suas andanças por guerras e locais de conflito.
  • QUADRINHOS TERAPÊUTICOS: Profissionais da psiquiatria e psicanálise podem desenvolver criação de quadrinhos em grupo como terapia de aproximação e entendimento de amigos, familiares e comunidades.
  • QUADRINHOS RELIGIOSOS: Várias publicações já foram produzidas para catequizar ou simplesmente difundir a vida de santos, crenças, seitas e grandes personagens religiosos, geralmente para buscar o interesse do público jovem e infantil.
  • QUADRINHOS NO DESIGN E DECORAÇÃO: A rica linguagem das HQs - com as onomatopeias, balões, grafismos de ação e personagens famosos - são inspiração constante para utilidades domésticas, decoração de ambientes e formas de design inovadoras e bem-humoradas.
  • QUADRINHOS NO CINEMA: Atualmente toda a parte de pré-produção, com desenhos de roupas, personagens e ambientes, é desenvolvida com desenhos para que o roteiro seja todo quadrinizado nos planos e na forma que o diretor de imagem deseja. O diretor de cinema Alfred Hitchcock já utilizava a quadrinização em cenas como a do filme ''Os Pássaros'', na década de 60. Os grandes filmes de heróis dos quadrinhos é que ainda levam multidões aos cinemas.

Isso é o que eu chamo de poder, hein? (rs) E olha que essas são apenas algumas das possibilidades da aplicação dos quadrinhos nas mais diversas áreas de atuação profissional. Enfim... espero que tenham gostado.



~*~

Gostaria ainda de aproveitar a oportunidade para divulgar o resultado da nossa singela promoção de 2 anos de blog. Agradeço a participação de todos, bem como os recadinhos carinhosos, tanto aqui no Universo como nas redes sociais. Meu muito obrigada!

E a vencedora foi...
a Dayane, do blog 'Conversando com a Lua'...  (:  parabéns! 


Entraremos em contato contigo para o envio dos marcadores + e-books.  :D
E é isso aê, pessoal. Até mais!  :*


Já comentei há alguns dias na page do blog, no facebook, sobre o que venho a tratar hoje, mas sempre é válido explanar e divulgar boas causas na blogosfera, também. Então vamos lá!

A Lorena, do blog Mil Alices (realizamos uma entrevista com ela no mês passado), está a frente de um projeto de apoio cultural interessantíssimo. O ''Pintando os Se7e'', nome intitulado pelo grupo, tem como objetivo principal inserir valores artísticos através de atividades culturais como artes, circo, teatro, leitura e muito mais. A ideia está voltada inicialmente para os integrantes que compõem o Abrigo Caçula Barreto, em Aracaju/ SE, e eles estão abertos a novos voluntários e/ou qualquer ideia que acrescente a iniciativa.

O Pintando os Se7e não tem necessariamente um local físico, mas possui uma page no facebook onde você poderá encontrar os demais responsáveis pelo projeto, além de ter a oportunidade de saber mais e de estar por dentro do que anda acontecendo, e como está o andamento das atividades. 

Link da page: Pintando os Se7e

A forma que eu encontrei de ajudar o projeto, que na minha opinião é uma iniciativa importantíssima, foi através de uma pequena, mas singela, doação de livros. Na segunda semana do ano, enquanto arrumava minha estante, resolvi praticar o desapego, e separei alguns títulos que, para mim, particularmente, não farão falta, mas que poderão colaborar para que outras pessoas tenham a oportunidade de realizar novas experiências de leitura.  ;)  
Vocês sabem que não é fácil doar livros quando se é viciado, leitor assíduo e colecionado, mas devo dizer que foi muito gratificante. 

Satisfação em poder doar.

Iniciativas como esta são importantes, e cada um pode contribuir da forma que der. Portanto, vai a dica: pratique o desapego você também, e doe obras que não são mais do seu interesse. Você, além de estar apoiando a ideia, estará colaborando muito, seja nesta ou em qualquer outra instituição. Se for do seu interesse, busque saber em sua cidade se existem projetos semelhantes, e mantenha-se informado sobre as diferentes vertentes do incentivo a leitura, porque, caros blogueiros, se o trabalho que realizamos aqui é importante, esta forma de labuta também é essencial. Afinal, qualquer meio que promova a disseminação de ideias é válida.

Saiba mais sobre o Pintando os Se7te clicando AQUI.

Olá, caros leitores! Como vão todos?

A postagem de hoje, apenas de caráter informativo, tem o objetivo de lembrá-los e estimulá-los a participarem de eventos bacanas que envolvam livros e literatura. É o caso da 14ª edição da Festa do Livro da USP, o tradicional evento que une livros de qualidade a preços mais baixos do que são cobrados pelas livrarias. A feira dá início hoje e finaliza na sexta-feira, dia 14.


São 150 editoras, e todos os livros devem ter, no mínimo, 50% de desconto. É importante frisar também que embora ocorra na USP e tenha os livros acadêmicos como um de seus pontos fortes, o evento deseja atrair o público geral, portanto, se você tem essa oportunidade, não perca a chance de passar por lá e conferir o que eles têm a oferecer.

A festa acontece na Escola Politécnica da USP, prédios da Mecânica, Civil e do Biênio, e as visitações poderão ser feitas das 9hs às 21hs. Aqui vai a dica! E quem for, depois me diz o que achou?  (:



O mês das crianças está sendo marcado por uma iniciativa que vem movimentando as redes sociais. O projeto criado pela escritora nacional Renata Ventura consiste na ideia de juntar um grupo voluntário que se disponha a visitar os orfanatos da cidade em que reside. Além de proporcionar uma tarde diferente, mais dinâmica e interativa para crianças carentes, este possui como propósito principal o incentivo a leitura por meio da série em livros mais famosa da última década: Harry Potter. 

O grupo terá como atividade principal a leitura dos primeiros capítulos de Harry Potter e a Pedra Filosofal nos locais de visitação, além de deixar alguns exemplares do mesmo para que as crianças leiam o resto da história gradualmente. Isso não irá somente estimular a leitura, como também irá mostrar que, de certa forma, ninguém está sozinho. 

A ideação tomou conta de várias cidades e estados pelo Brasil inteiro, e aqui em Sergipe a coisa não foi diferente. Organizado por Rafaela Lopes de Nadine Hora, o Potterheads Arretados foi criado há um pouco mais de uma semana, e já possui mais de 180 membros ativos. Ele representa o estado no âmbito nacional, e trata a iniciativa com interesse. 

É importante deixar claro que todo o processo de desenvolvimento do projeto está sendo trabalhado com cautela. Para a efetivação do mesmo estão sendo buscados mecanismos que atendam a necessidade de todos, portanto, há a sugestão de criação de subgrupos padronizados para que a ideia se solidifique e atinja todos os lugares da mesma forma – pois, apenas frisando, o estado conta com mais de 8 (oito) orfanatos, além de hospitais e casas de apoio. A procura por uma ajuda profissional também está sendo cogitada como algo de extrema importância.

Todos os detalhes e ideias já postas em pauta serão discutidos na primeira reunião do grupo que será realizada às 14hs30 do dia 27 deste mês (outubro), no Parque dos Cajueiros. As organizadoras contam com a presença de todos os fãs da série que possuem a vontade de propagar a leitura e mostrar o porquê de ler algo tão mágico e estimulante. Mas, não se prendam a temática, pois o grupo visa o incentivo no geral. Portanto, quem desejar integrar ao projeto será muito bem-vindo, bem como sugestões construtivas e ideias que expandam a campanha. [...]

Um dos best-sellers dos anos 2000 acaba de ganhar versão em quadrinhos. O romance O Caçador de Pipas em Quadrinhos (Editora Nova Fronteira, 136 páginas, R$ 39,90) é uma lindíssima HQ que apresenta por meio de ilustrações o drama que se passa entre Afeganistão, Estados Unidos e Paquistão.

A história é escrita por Khaled Hosseini e acompanha a vida de Amir, garoto que vive sua infância nas ruas da cidade de Cabul antes de ela ser invadida pelo regime Talibã. Seu grande companheiro de aventuras é Hassan, filho do empregado da família e com quem se diverte ao soltar pipas e contar as histórias que escreve.

A forte relação de amizade entre eles é abalada após grupo de jovens agredir Hassan em momento que acaba por redefinir o destino de ambos. Após muitos anos, Amir se vê obrigado a deixar os Estados Unidos para retornar para sua terra natal e tentar encontrar a paz que tanto deseja ao resolver questões do passado envolvendo o antigo amigo.

Os conflitos existenciais de Amir se refletem na dura missão de fazer com que seu pai se orgulhe dele. A busca pela aprovação influencia de maneira direta a amizade sincera com Hassan, uma vez que o garoto tem sua vida completamente mudada.

O tom sério e maduro apresentado pela trama é mantido nas páginas da HQ e nos diálogos dos personagens. Apesar do conto já ter ganhado versão para os cinemas em 2007, as imagens da publicação parecem não ter sido muito influenciadas pelo filme – embora algumas semelhanças surjam, já que foram baseadas em cenário real.

As ilustrações do projeto são assinadas pelos italianos Fabio Celoni e Mirka Andolfo. A dupla consegue lidar muito bem com a mescla de momentos alegres e dramáticos. As imagens ajudam a tratar certas cenas mais pesadas com a sutileza necessária que o livro talvez não consiga retratar. Destaque também para o trabalho de luzes e sombras que se misturam entre as pipas, casas, árvores, muros, mercados e até mesmo as ruínas da cidade.

Como toda adaptação, O Caçador de Pipas em Quadrinhos deixa para trás algumas passagens da obra original. Apesar dos cortes, o enredo da história criada por Khaled Hosseini em seu primeiro livro se mantém consistente o bastante para emocionar o novo público a ser atingido pela obra ilustrada.


Confira também a nossa resenha sobre O Caçador de Pipas e/ou a biografia de Khaled Hosseini.

Você que é um cinéfilo assumido e também um amante da literatura brasileira, com certeza adora conferir as produções e adaptações de livros para as telonas, certo? É por isso que eu trouxe hoje para vocês uma lista com 102 filmes adaptados de 102 contos diferentes. Se você curte a nossa literatura e as suas mais variadas histórias, não pode perder essas produções também, não é mesmo? Confira:
  1. A Cartomante (2004) (baseado no conto de Machado de Assis);
  2. A Causa Secreta (1994) (adaptação do conto homônimo de Machado de Assis);
  3. A Dama da Lotação (1978) (da peça de Nelson Rodrigues);
  4. A Estrela Sobe (1974) (do livro homônimo de Marques Rebelo);
  5. A Falecida (1965) (baseado na peça de Nelson Rodrigues);
  6. A Hora da Estrela (1985) (do livro de Clarice Lispector);
  7. A Hora e a Vez de Augusto Matraga (1965) (bas. na obra de João Guimarães Rosa);
  8. A Madona de Cedro (1968) (baseado no livro de Antônio Callado);
  9. A Máquina (baseado no livro homônimo de Adriana Falcão);
  10. A Marvada Carne (1985) (da obra de Carlos Alberto Sofredini);
  11. A Moreninha (1971) (da obra de Joaquim Manuel de Macedo);
  12. A Terceira margem do rio (1997) (baseado no livro ''Primeiras Estórias'', de João Guimarães Rosa);
  13. A Vida dos Capitães de Areia (inspirado no livro ''Capitães de Areia'', de Jorge Amado);
  14. Agosto (1993) (da obra de Rubem Fonseca);
  15. Ana Terra (1972) (da obra de Érico Veríssimo);
  16. As Confissões de Frei Abóbora (1971) (da obra de José Mauro de Vasconcelos);
  17. As Meninas (1995) (da obra de Lygia Fagundes Telles);
  18. As Três Marias (da obra de Rachel de Queiroz);
  19. Azyllo muito Louco (1970) (adaptação livre do conto ''O Alienista'' de Machado de Assis);
  20. Boca de Ouro (1962) (baseado na peça de Nelson Rodrigues);
  21. Bonitinha mas Ordinária (1981) (da peça de Nelson Rodrigues);
  22. Brás Cubas (1985) (do livro de Machado de Assis);
  23. Capitu (1968) (da personagem do livro ''Dom Casmurro''; de Machado de Assis);
  24. Caramuru – a invenção do Brasil (2001) (do livro do Frei Santa Rita Durão);
  25. Cristo de Lama (1968) (do livro homônimo de João Felício dos Santos. Vida e obra de Aleijadinho, escultor barroco);
  26. Dom (2003) (inspirado em ''Dom Casmurro'', de Machado de Assis);
  27. Dona Flor e seus Dois Maridos (1976) (do livro de Jorge Amado);
  28. Engraçadinha (1981) (da obra de Nelson Rodrigues);
  29. Enigma para Demônios (1974) (baseado no conto ''Flor, telefone, moça''; de Carlos Drummond de Andrade);
  30. Estrela Nua (1985) (baseado num conto de Clarice Lispector);
  31. Faca de Dois Gumes (1989) (baseado num conto de Fernando Sabino);
  32. Feliz Ano Velho (1987) (do livro de Marcelo Rubens Paiva);
  33. Fogo Morto (1976) (bas. no livro de José Lins do Rego);
  34. Gabriela (1983) (do livro de Jorge Amado);
  35. Grande Sertão: Veredas (1964) (da obra de João Guimarães Rosa);
  36. Guerra de Canudos (1997) (com José Wilker) (inspirado na obra Os Sertões de Euclides da Cunha);
  37. Incidente em Antares (1994) (bas. obra de Érico Veríssimo);
  38. Inocência (1983) (do livro de Visconde de Taunay);
  39. Iracema, a Virgem dos lábios de Mel (1979) (do livro de José de Alencar);
  40. Jorge, um Brasileiro (1989) (bas. no romance de Oswaldo França Jr.);
  41. Jubiabá (1983) (do livro de Jorge Amado);
  42. Kuarup (1988) (bas. no romance ''Quarup'' de Antônio Callado);
  43. Lavoura Arcaica (2001) (do livro de Raduan Nassar);
  44. Lição de Amor (1976) (bas. na obra ''Amar, Verbo Intransitivo'', de Mário de Andrade);
  45. Lisbela e o Prisioneiro (2003) (da obra de Osman Lins);
  46. Lucíola, o Anjo pecador (1975) (do livro ''Lucíola'', de José de Alencar);
  47. Luzia Homem (1984) (trechos do livro de Domingos Olímpio);
  48. Macunaíma (1969) (do livro de Mário de Andrade);
  49. Memorial de Maria Moura (1994) (do livro de Rachel de Queirós);
  50. Memórias do Cárcere (partes I e II) (1984) (do livro de Graciliano Ramos); 
  51. Memórias Póstumas (2001) (da obra de Machado de Assis);
  52. Menino de Engenho (bas. no livro de José Lins do Rego);
  53. Meu Tio Matou um Cara (2005) (do livro de Jorge Furtado);
  54. Morte e Vida Severina e Quincas Berro D'água (1977) (sobre o poema de João Cabral de Melo Neto e o livro ''A Morte e a morte de Quincas Berro D'água'', de Jorge Amado);
  55. Navalha na Carne (1997) (da obra de Plínio Marcos);
  56. Noites do Sertão (1984) (da obra de João Guimarães Rosa);
  57. O Auto da Compadecida (2000) (da obra de Ariano Suassuna);
  58. O Beijo no Asfalto (1980) (da obra de Nelson Rodrigues);
  59. O Boca do Inferno (1974) (sobre o poeta baiano Gregório de Matos);
  60. O Bom Burguês (1982) (da obra de Oswaldo Caldeira);
  61. O Caçador de Esmeralda (1979) (sobre o poema de Olavo Bilac. História de Fernão Dias);
  62. O Casamento (1975) (apresentação Arnaldo Jabor. Baseado no romance de Nelson Rodrigues);
  63. O Corpo (2001) (bas. no conto de Clarice Lispector);
  64. O Cortiço (1978) (do livro de Aluísio Azevedo);
  65. O Grande Mentecapto (1989) (bas. no livro de Fernando Sabino);
  66. O Guarani (1996) (do livro de José de Alencar);
  67. O Homem Nú (1997) (da obra de Fernando Sabino);
  68. O Menino e o Vento (1966) (baseado no conto ''O Iniciado do Vento'', de Aníbal Machado);
  69. O Meu Pé de Laranja Lima (1970) (da obra de José Mauro de Vasconcelos);
  70. O Pagador de Promessas (1962) (da obra de Dias Gomes);
  71. O Saci (1953) (baseado na obra de Monteiro Lobato ''Pica-Pau Amarelo'');
  72. O Seminarista (1977) (da obra de Bernardo Guimarães);
  73. O Sobrado (1956) (bas. na obra de Érico Veríssimo);
  74. O Tempo e o Vento (1985) (da obra de Érico Veríssimo);
  75. O Vestido (2003) (bas. no poema ''O caso do vestido'', de Carlos Drummond de Andrade);
  76. O Xangô de Baker Street (2001) (do livro de Jô Soares);
  77. Orfeu (1999) (bas. na peça ''Orfeu da Conceição'', de Vinícius de Moraes);
  78. Orfeu Negro (1959) (obra-prima de Marcel Camus; versão da peça ''Orfeu da Conceição'', de Vinícius de Moraes);
  79. Outras Estórias (1999) (da obra de João Guimarães Rosa);
  80. Para Viver um Grande Amor (1984) (Inspirado no célebre musical ''Pobre Menina Rica'', de Vinícius de Moraes; com Patrícia Pillar e Djavan);
  81. Pastores da Noite (2003) (da obra de Jorge Amado);
  82. Perdoa-me por me Traíres (1980) (da peça de Nelson Rodrigues);
  83. Policarpo Quaresma, herói do Brasil (1998) (da obra de Lima Barreto);
  84. Quanto Vale ou é Por Quilo? (2005) (livre adaptação do conto ''Pai Contra Mãe''; de Machado de Assis);
  85. Quincas Borba (1986) (do livro de Machado de Assis);
  86. Sagarana – O Duelo (1973) (da obra de João Guimarães Rosa);
  87. São Bernardo (1971) (do livro de Graciliano Ramos);
  88. Sargento Getúlio (1983) (da obra de João Ubaldo Ribeiro);
  89. Senhora (1976) (do livro de José de Alencar);
  90. Sinhá Moça (1952) (baseado no romance de Maria Dezonne Pacheco Fernandes);
  91. Soledade (1976) (da obra ''A Bagaceira'', de José Américo de Almeida);
  92. Sonhos Tropicais (2002) (baseado no romance de Moacyr Scliar);
  93. Tabu (1982) (encontro de Oswald de Andrade e o compositor Lamartine Babo);
  94. Tati (1973) (da obra ''Tati, a garota''; de Aníbal Machado);
  95. Tenda dos Milagres (1977) (da obra de Jorge Amado);
  96. Tieta do Agreste (1996) (baseado na obra de Jorge Amado); 
  97. Um Certo Capitão Rodrigo (1969) (da obra de Érico Veríssimo);
  98. Um Copo de Cólera (1998) (da obra de Raduan Nassar)
  99. Um Só Coração (2004) (Rede Globo) (homenagem à cidade de São Paulo. Drama envolvendo os modernistas brasileiros); 
  100. Vestido de Noiva (2006) (baseado na peça de Nelson Rodrigues);
  101. Viagem aos Seios de Duília (1964) (do conto homônimo de Aníbal Machado);
  102. Vidas Secas (1963) (do livro de Graciliano Ramos).
 
Fonte: Lendo. ORG