Depois de um longo período, aqui estou eu de volta. Peço perdão pela ausência, mas ela foi necessária. Para suprir tal defeito, trago hoje para vocês um dos melhores filmes que vi lá em 2011 e que há tempos queria poder falar dele por aqui: O Abrigo (Take Shelter).
 
 
O Adaptações Literárias consiste em apresentar, discutir e argumentar
sobre filmes que deveriam ganhar vida nas páginas físicas dos livros.
Coluna ofertada uma vez por mês pelo Roger.
 
 
 
Título: O Abrigo (Take Shelter)
Escrito e Dirigigo por: Jeff Nichols
Elenco: Michael Shannon como Curtis LaForche;
Jessica Chastain como Samantha;
Tova Stewart como Hannah.
 
O filme segue a história do pai de família Curtis LaForche. Ele leva uma vida normal, tem uma esposa que o ama, e uma filha  que o adora, que possui uma deficiência auditiva; tem amigos e um emprego que garante o pão de cada dia. O casal trabalha pesado para poder suprir as necessidades da filha e, apesar de todo o esforço, são muito felizes. O filme segue numa narrativa tranquila, mas sempre com aquele clima de que algo a mais está por vir. Quase que um suspense. E então a história tem sua reviravolta.

Curtis começa a ter pesadelos com uma tempestade apocalíptica. Ele vê nada além de destruição: raios, trovões, nuvens negras, pássaros migrando loucamente... sempre desconfiado, Curtis acredita que não é nada demais. Pesadelos, como quaisquer outros. Até que eles se tornam constantes e a preocupação do nosso protagonista se exagera ao ponto de ele ficar obsessivo com a ideia de construir um abrigo. Ele se informa com amigos e conhecidos, que acham a atitude dele estranha, sobre o custeio do material. Não demora muito, Curtis começa a montar o tal abrigo.
 
Só que as coisas vão piorando. Os pesadelos continuam, cada vez mais "agressivos", os vizinhos - e a própria família - começam a se preocupar com o estado mental de Curtis (que tem uma mãe esquizofrênica) e aqui sua sanidade é questionada. Teria Curtis herdado a loucura da mãe, ou o rapaz estaria mesmo vivenciando um presságio?
 
Escolhi falar de Take Shelter porque ele é um daqueles filmes que você demora para esquecer. Não só pelo fator atemporal, como pela história em si que ele retrata. O suspense do filme é algo agoniante. Você não sabe se acredita ou não em Curtis. Você acaba "enlouquecendo" junto a ele por não ter certeza do que o futuro reserva. Um livro do filme super daria certo, fora a carga emocional-dramática que ele apresenta quando Curtis se encontra em um estado absolutamente de choque pelo o que está passando com a família. E o final... Aaaaah, o final... apenas surpreendente. Deixo aqui a dica.
 
Espero que vocês tenham curtido. Até em breve, pessoal.
 
 
Rogério Gerson

Acho que não é de hoje que vocês perceberam que eu gosto mesmo, e até a maioria dos filmes que falo sobre, aqui no Adaptações Literárias, é de um bom drama. Tem aqueles leves, como ''Juno'', e outros dramas mais pesados, como ''Donnie Darko'', mas é inegável o quanto eu amo esse gênero. Te fazer rir ou te fazer sentir medo é algo que de certa forma eu acho muito fácil, mas te fazer se pôr no lugar de um determinado personagem e fazer você sentir na pele o que ele está sentindo, isso sim, meu amigo, é difícil.


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Título Original: Dancer in the Dark
Direção e Roteiro: Lars Von Trier
Elenco: Björk (Selma Jezkova);
Catherine Deneuve (Kathy);
Vladica Kostic (Gene Jezkova);
David Morse (Bill Houston).

No Adaptações de hoje, o filme escolhido se tornou um dos meus favoritos logo de cara. Ele pede e implora para ser um dos seus favoritos, se você gosta do gênero.

''Dançando no Escuro'' é o décimo quarto trabalho de Lars Von Trier (a quem eu já mencionei aqui anteriormente no meu primeiro Adaptações Literárias, com ''Melancolia'') e traz nele a queridinha, e extremamente excelente nesse filme, Björk como uma mãe que aos poucos está perdendo a visão e luta trabalhando para juntar dinheiro para a cirurgia visual do filho, que herdou a sua doença. Desde os primeiros minutos de filme/musical já se percebe a sensibilidade de Björk no papel de Selma. Sua atuação é realmente tocante ao interpretar uma mãe que, por mais que a vida lhe imponha dificuldades, sempre está ali, com um sorriso no rosto e cantando quando as coisas estão ficando difíceis (e como as coisas ficam difíceis na vida da personagem). Sendo o primeiro e único filme que Björk disse que iria fazer, é uma surpresa gratificante vê-la no papel, e mais surpreendente ainda ver o bom trabalho que ela faz como atriz nesse papel que lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Cannes Film Festival em 2000.

Não sei se eu teria estruturas para ler um livro como ''Dançando no Escuro''. A narrativa, que começa calma e singela, mostrando as pequenas felicidades de Selma, lentamente dá uma reviravolta, e quando você percebe já está olho do furacão, onde várias coisas acontecem ao mesmo tempo. É impossível você não se emocionar com as infelicidades da personagem. A simpatia de Selma logo se transforma em um desespero silencioso, tudo em nome do bem estar do filho.

Espero que vocês tenham gostado de mais um Adaptações, e aqui deixo o meu obrigado pelos comentários e carinho que venho recebendo nas publicações. Vocês são ótimos!
Até em breve, galera.

Rogério Gerson

E aí, galera, tudo bom? Espero que vocês tenham tido ótimas festividades e uma excelente transição de ano. 2013 está aí, e com ele novas postagens aqui no Universo Literário. Espero que continuem conosco conforme vamos tentando dar o melhor de nós para que o façam. 


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"It's about a girl who gets turned into a swan and she needs love to break the spell, but her prince falls for the wrong girl so she kills herself." Sendo um dos meus filmes prediletos em 2011, até hoje não consegui superar o efeito "Cisne Negro".

Título Original: Black Swan
Roteiro: Andres Heinz
Diretor: Darren Aronofsky
Elenco: Natalie Portman (Nina Sayers);
Vincent Cassel (Thomas Leroy);
Mila Kunis (Lily).
Ambientado na cena atual em Nova York, o filme conta a história de Nina Sayers, uma bailarina esforçada que já está há anos na Companhia de Balé de Nova York, e agora vê a sua oportunidade de brilhar quando se é planejada uma nova reinterpretação do Lago dos Cisnes. Ela quer o papel, assim como qualquer colega de trabalho DO MUNDO, mas começa a ficar preocupada quando o diretor Thomas lhe diz que ela não tem o necessário para ser a protagonista - já que a mesma deverá interpretar dois personagens, o Cisne Branco (A Princesa Odette), no qual Nina é a escolha certa, e o Cisne Negro (A irmã gêmea malvada Odile), este último exigindo a sensualidade que falta na moça. Para completar a história temos a personagem Lily a quem Nina vê como uma potencial ameaça contra o seu objetivo de conseguir o papel central do balé.

Não sendo um filme fácil de ser visto, Cisne Negro brinca com a mente do telespectador ao inicialmente faze-lo acreditar em algo (sob o ponto de vista de Nina), onde logo em seguida quebra essa crença, mostrando que tudo não passa de visões esquizofrênicas de nossa "doce garota''. Ao nos apresenta-la, vemos ali uma menina correta que, apesar de já ter seus 28 anos, ainda vive com a mãe controladora e a deixa tratá-la como se ainda tivesse 12 anos. Apesar de descrente, Nina consegue o papel central, e é aí a história começa. Quando ela se vê pressionada (tanto pela mãe quanto pelo diretor e, enfim, por si mesma) a melhorar ainda mais como dançarina para fazer por onde ter merecido o papel, é onde Nina e os Cisnes se encontram. Mais conectados do que nunca, nossa protagonista sofre reflexos de ambos os lados dos personagens, pois assim como o Cisne Branco procurava por liberdade, Nina busca obsessivamente pela perfeição no palco. E o Cisne Negro por uma chance de ser liberto da própria dançarina. 

Inspirado no balé original do Teatro Bolshoi e no romance "O Duplo" de Dostoievski, nos é mostrada uma narrativa bem equilibrada, onde o filme não peca em momento algum e controla as doses de adrenalina perfeitamente sem ser corrido demais, ou lento demais. É um típico filme do Darren Aronofski, onde o diretor começa contanto uma história calma e que, num estalo em um determinado momento, fica quase desesperadora, jogando cenas com o intuito de chocar o telespectador. 

Sendo realmente uma releitura do clássico ao qual se refere, nele Nina retrata o Cisne Branco, Tomas o Príncipe e Lily o Cisne Negro, além de outros personagens que podem ser conferidos nos créditos finais. Ele rendeu a Natalie Portman o Oscar (o Globo de Ouro e outros prêmios) de melhor atriz num papel principal, e não é por menos. A atriz dá um show de atuação ao levar Nina de uma virginal e pseudo-inocente garota à uma mulher sedutora e que se deixa ser seduzida. E entre toda essa transição temos momentos marcantes e verdadeiramente emocionantes no filme, agradando a todos que gostam de uma boa produção que ao fim de sua sessão, faz você refletir sobre o que viu.

É isso aê. Até o mês que vem!

Rogério Gerson

Olá, galerinha. Quanto tempo, não? Bom... vamos ao esclarecimentos do mês: 

Mês de Outubro (o qual foi o meu aniversário) não houve "Adaptações Literárias". Muito por causa do meu tempo corrido no trabalho (vida de Office-boy não é fácil, isso eu garanto!) e o pouco tempo que eu tinha para estudar para o ENEM. Muito pouco, mesmo, além de ter que ter um tempinho para o lazer. Peço perdão a quem acompanha a coluna de corpo-e-alma e prometo que vou me esforçar ao máximo para me focar bastante aqui. 

Mas Novembro chegou e antes de tudo - vocês sabiam que dia 19 foi aniversário da Fran? Sim! Essa linda está fazendo seus 19 aninhos e nós aqui vamos celebrar (com um certo atraso) essa data para alguém muito especial. Portanto, deixem suas congratulações e suas demonstrações de amor nos comentários. rs
Enfim, vamos ao Adaptações Literárias #9.


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Título: Frankenweenie
Gênero: Infantil/Curta
Ano de Lançamento: 1984
Direção: Tim Burton


Eu sei! Eu sei! Muitos vão começar a falar "Poxa vida, Tim Burton novamente?" (rs) mas vocês tem que dar créditos à genialidade do cara. E dessa vez eu trago algo original dele. Originalmente feito em 1984, "Frankeweenie" foi um curta em live-action que agora em 2012 ganhou nos cinemas uma versão completa em animação 3D. Primeiramente, já deixo avisado que aqui falarei sobre, e SOMENTE sobre o curta. Além do mais, vocês não poderão me julgar em "Frankenweenie" por apenas dois fatores: 1, o curta é em preto-e-branco e 2, tem cachorro no meio.

Na história, nós conhecemos Victor Frankenstein e seu cão Sparky, que representa tudo na vida do menino. Além de fazerem curtas onde Victor demonstra precocemente seu amor por cinema, os dois também brincam com a bolinha e, numa manhã onde resolveram sair para brincar, é aí que a história começa. Ou termina. Ou começa novamente. Sparky é atropelado e morto, e Victor fica arrasado. Sua vida não é mais a mesma sem o seu fiel companheiro. Mas tudo muda após uma aula de ciências onde Victor aprende sobre bioeletricidade e tem a brilhante ideia de que, se submeter o cadáver de Sparky a uma grande quantidade de energia elétrica, o mesmo voltará a vida, para sua felicidade. E assim o faz. Óbvio que o cão volta, senão não teríamos história (Logo não teríamos AL #9). Inicialmente, Victor acredita que o problema será em ter que esconder o cão de seus pais, mas a confusão de verdade realmente acontece quando os vizinhos descobrem sobre o feito do menino. E a história se desenvolve de um jeito emocionante.

Aqui, "Frankenweenie" poderia ATÉ não ser um livro, mas sim um conto. Um conto rápido sobre o amor aos cachorros, sobre essa amizade animal linda que os bichos dão de volta para nós, e sem querer nada em troca. Não existe amor mais puro que o amor de um cão e, para quem ama esses animais lindos, esse tipo de filme (ou curta) emociona qualquer um que tenha visto "Marley e Eu" ou "Sempre Ao Seu Lado".

Disse que falaria apenas em referência ao curta porque o filme não me agradou muito. Eu entendo que, para o cinema, a história teria que atingir maiores escalas e preencher o espaço para ser considerado um longa-metragem, mas é que eu não senti com o filme a mesma conexão que tive ao ver o curta pela primeira vez, no mesmo dia, mais cedo. O curta tem cerca de 30 minutos e é tão intrínseco a história, tão verdadeiro, que me emocionei e, confesso, uma lágrima escorreu do meu olho. Fazer o quê? Eu amo cachorros (rs).

Rogério Gerson

Hoje é dia de AL, pessoal!  \Õ/



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Filme: Sucker Punch (Sucker Punch - Mundo Surreal)
Roteiro: Zack Snyder e Steve Shibuya
Direção: Zack Snyder
Elenco: Emily Browning como Babydoll;
Oscar Isaac como Blue Jones;
Carla Gugino como Dra. Vera Gorski.

Um dos meus filmes prediletos de 2011, "Sucker Punch" dividiu o público com o seu enredo considerado confuso e não muito esclarecedor. Conheci várias pessoas que amaram o filme, assim como eu, e outras que odiaram, ou por não compreender bem a proposta entregue pela película ou porque não tiveram paciência para acompanhar, e refletir, sobre o que o filme falava.

Começando o prólogo tocando um cover melancólico de "Sweet Dreams (Are Made Of This)", cantando pela própria Emily Browning - a protagonista Babydoll -, a cena de abertura nos conta como a vida de "Baby" muda drasticamente após a morte da mãe. Tudo acontece logo após o enterro onde, ansioso por herdar a herança da mulher, o padrasto de Baby e de sua irmã mais nova perde a cabeça ao descobrir que nada foi deixado para ele. Tudo ficou no nome das meninas e, enlouquecido, ele vai confrontá-las em seus quartos. É aí que, desesperada para salvar a irmã, Babydoll pegar a arma que se encontrava no escritório e, ao mirar para matar o seu padrasto, acaba errando e a bala atinge sua irmã, causando a morte da pequena. Desgraçada, nossa protagonista tenta fugir, mas acaba sendo encontrada pela polícia com a ajuda do homem que pretendia matar mais cedo, e por fim sendo levada para uma instituição psiquiátrica onde é, para sempre, internada. E é nesse tom sombrio que "Sucker Punch" percorre o filme todo.

Após chegar a instituição psiquiátrica, Babydoll descobre que em 5 dias irá sofrer uma lobotomia e, para fugir de sua tenebrosa realidade, passa a imaginar que vive em um mundo completamente diferente. Nesse refúgio, ela não está mais em um "manicômio", mas sim em um bordel. E é nessa realidade onde ela faz amizade com a insegura Blondie, a doce Amber, a ranzinza Sweet Pea e a gracinha-cute-cute" Rocket (Ok! Opinião pessoal! rs) e onde começam seu plano para fugir dali. E, apesar dos boatos de que é impossível sair daquela "prisão", as meninas veem um modo de escaparem quando percebem que Babydoll hipnotiza a quem a assiste quando dança. E é a dança que será a principal aliada das garotas nessa desventura.

"Sucker Punch" como livro seria lido com grande adrenalina e aflição. Os momentos das missões pelos quais as meninas passam são de uma tensão incrível e até os outros mais calmos são tão serenos que quase incomodam. Esse é o primeiro trabalho original de Zack Snyder. O diretor antes só trabalhara com remakes ("Madrugada dos Mortos") e adaptações (como "300" e "Watchmen"). Toda a mitologia de Sucker Punch saiu de sua cabeça, influcenciada por anos de vide-games, histórias em quadrinhos e demais coisas geeks.

O filme ainda filosofa sobre a liberdade, sobre o que o indivíduo é capaz de fazer para obter a liberdade pessoal. Até onde ele é capaz de ir, quais os sacríficos que ele pode fazer. E o filme retrata isso da melhor forma quando começa a usar as próprias colegas de Babydoll para sofrer as consequências pelo plano arquitetado por ela. Cada uma das cinco meninas, de alguma forma, sofrem suas perdas em nome de um objetivo maior. Esse não é um daqueles filmes que é mastigado, digerido e entregue à você. VOCÊ TEM DE FAZÊ-LO, passo-a-passo, com muita atenção ou não, caso você já pegue a ideia central desde o primeiro shoot.

Rogério Gerson

Para o mês de Agosto eu resolvi trazer um filme que, eu espero, a maioria já tenha visto mesmo. E se apaixonado por ele assim como eu o fiz. Quem diria que uma ex-publicitária, que resolveu se jogar no mundo do stripper e do sex-call, e então resolveu se tornar roteirista, pudesse nos trazer um filme maravilhoso como Juno? Diablo Cody, um beijo!


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Filme: Juno
Direção: Jason Reitman 
Roteiro: Diablo Cody
Elenco: Ellen Page como Juno MacGuff;
Michael Cera como Paulie Bleeker.



Juno é um dos poucos filmes que retratam de forma fiel a questão da gravidez na adolescência nos dias de hoje. Nossa protagonista não é uma ''patricinha'', não é extremamente pobre, nem é deslocada do mundo. Juno é uma adolescente comum, irônica e sarcástica, com amigos comuns que a suportam e uma família que a ama. Tem prazer em ver filmes gore – aqueles de terror bem exagerados – e prazer ainda mais no seu colega de escola, o magricela Bleeker. E é aqui onde o filme começa, quando ela acaba engravidando de sua crush. [...] Particularmente, eu classifico ''Juno'' na categoria ''amorzinho'' de filmes. Ele é gostoso de se ver. Você vai absorvendo todas as informações que ele vai passando e você repara que não tem do que reclamar. Ellen Page faz um trabalho excelente, trazendo uma veracidade incrível no papel, interpretando uma personagem que poderia ser uma amiga minha, ou sua.  Os pais da protagonista também são outro destaque, trazendo o alarde do choque inicial ao saber que a filha está grávida de uma forma quase cômica, mas depois acabam aceitando como a menina quer lidar com a situação.

O primeiro pensamento de Juno é o aborto (acredito eu que essa sempre é a primeira opção quando uma gravidez não-planejada acontece.), mas após uma epifania a menina desiste dessa opção e se volta para entregar a criança à adoção. E, aaaah! Como se já não bastasse, outro ponto forte no filme é o casal Loring, o único casal que Juno julga bonito e bacana o suficiente para adotarem seu filho, que em determinado ponto do filme entra em conflito quando o futuro pai (Jason Bateman) vê que não está preparado para determinada ''função''. OBS: E como a Jennifer Garner (essa é pra você, Fran!) está uma lindinha como Vanessa nesse filme.

Juno é isso. É essa experiência gostosa de entregar 96 minutos da sua vida para se sentir confortável com um filme solene. Um livro baseado nesses critérios e nas condições em que a história foi contada no filme seria de uma obra literária imperdível, onde cada capítulo se tornaria um ensaio sobre drama, não sendo tão piegas e nem fortemente intenso. Seria uma obra feita com todos os requisitos necessários para ser legal.

Rogério Gerson.


Olá, queridos!

Tenho dois recados importantíssimos para dar para vocês hoje nesse post. Em primeiro lugar quero novamente agradecer pelos comentários das postagens anteriores dessa coluna. Vocês estão sendo tão receptivos nos comentários que quando leio uma música do Coldplay toca no meu coração (Sim, assisti ao seriado ''Girls'' da HBO.). Sobre o segundo queria esclarecer, para aqueles que ainda tem dúvidas, que o Adaptações Literárias fala sobre filmes que deveriam virar livros. Vi muitas dúvidas mês passado sobre se ''Sombras da Noite'' derivava de um livro ou não. Então, esclarecendo...

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Filme: A Mentira (Easy A)
Direção: Will Gluck
Estrelando:
Emma Stone como Olive Penderghast
,
Pen Badgley como Woodchuck Todd,
Amanda Bynes como Marianne Bryant.

O post de hoje discursará sobre um filme que é um dos meus prediletos – se não for o eleito mesmo. ''Easy A'' (a.k.a. ''A Mentira'' no Brasil e ''Ela é Fácil'' em Portugal) traz a lindinha, a encantadora, a musa irônica e sarcástica da Emma Stone no papel que alavancou sua carreira. No filme, ela interpreta Olive Penderghast, uma estudante de Ensino Médio brilhante que vê sua popularidade aumentar do dia para a noite após mentir para a sua melhor amiga que tinha perdido a virgindade para com um cara qualquer da faculdade. A mentira (juro que não quis fazer trocadilho com o título nacional!) é ouvida por uma terceira personagem, aqui Amanda Bynes em seu último papel antes de ''abandonar'' sua carreira, que resolve espalhar para a escola toda e pronto! Temos ''Easy A''
''Easy A'' traz o de melhor, e o de pior também, do universo teen. O maior desejo de Olive, assim como a grande maioria dos estudantes de hoje em dia, é ser popular em seu ambiente escolar. Quem nunca quis ser o destaque da turma? Ou o centro das atenções por uns instantes? O filme retrata isso com fidelidade, sem todo aquele papo clichê de ''Sou-popular-e-não-ligo-para-você'', não deixando de lado o propósito cômico sobre isso, e ainda mantém um tom maduro, mostrando o quão adultos alguns personagens podem ser, sendo ainda menores de idade. Ouso até mesmo dizer que ''Easy A'' pode ser considerado, pelo menos parte, o filme da nossa geração que perdeu o gosto pela cultura e só se importa se ''Ashton Kutcher ainda está com Demi Moore''.

Como livro, ''Easy A'' entraria na categoria  próxima  à ''The Perks of Being a Wallflower'', aquele tipo de literatura jovem abordando questões da adolescência com ênfase no tópico ''fofocas''– do que ninguém nos dias de hoje está a salvo. Fora que também (ainda lembrando que como livro) teria de ter a obrigação de ter a narração perfeita recheada de ironia de Olive. 

Rogério Gerson.

E para fechar o mês com chave de ouro, nada melhor que mais uma edição do Adaptações Literárias\Õ/
O AL da vez tem como foco um recente lançamento do mundo cinéfilo, que muitos, inclusive, esperevam com fervor. Os motivos? Muitos! Saibam um pouco mais abaixo...


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Filme: Sombras da Noite (DARK SHADOWS)
Direção: Tim Burton
Estrelando: Johnny Depp como Barnabas Collins
Helena Bonham-Carter como Julia Hoffman
Eva Green como Angelique Bouchard

Em Dark Shadows, Tim Burton se aventura no mundo vampiresco. Traz sua mulher e seu amigo, Johnny Depp, no papel central, interpretando Barnabas Collins, um jovem rapaz que após quebrar o coração da bruxa Angelique (a maravilhosa Eva Green), é amaldiçoado a se tornar um vampiro pelo resto da eternidade. Com a premissa de ser uma comédia/suspense (?), Dark Shadows acaba se tornando muito mais com o decorrer do filme, tornando-se uma poderosa e grandiosa história sobre o amor. Com personagens bem distintos e excêntricos, facilmente você, telespectador, se identifica com algum deles – ou pelo menos, com um pouco de cada. Após um prólogo explicando a origem da família e como se tornaram bem-sucedidos, fundando até uma pequena cidade com o seu nome, a história começa a entrar no seu clima quando a empregada Angelique tem seu coração partido por Barnabas, seu amor não correspondido, revelando ali sua premissa. Mal sabia Barnabas que Angelique seria uma bruxa e o amaldiçoa tirando do mesmo o seu verdadeiro amor e, por fim, transformando-o em vampiro, fazendo a cidade toda o condenar pelo o que se tornou, enterrando-o próximo as florestas. Duzentos anos depois (ou 196, para ser mais preciso como Angelique), uma equipe realizando obras na floresta acaba encontrando o caixão de Barnabas e o tirando-o de seu loginquo castigo. Ele retorna para a sua mansão e se depara com descendentes preguiçosos e astutos.
 
O porquê de que Dark Shadows se tornaria um ÓTIMO livro é o seguinte: seus personagens. Foram eles quem mais me chamou a atenção no filme. Tirando o próprio vampiro Barnabas, acredito eu, todos os outros não são tão caricatos. Cada um deles tem seus defeitos e virtudes, e, em conjunto, nos mostram o quão maravilhosa é a família Collins, apesar dos pesares. E isso inclui até mesmo a psiquiatra Dra. Hoffman, que apesar de não levar o nome da família, já foi contaminada pela Síndrome Collins.
 
Enfim... Tim Burton nos apresenta mais um bom trabalho... bem gótico, bem dark, não fugindo ao seu estilo. Mais uma obra visualmente deliciosa de se apreciar. E se preparem, pois acredito que vem uma continuação por aí.

Rogério Gerson.

Fala galera!

Depois do mamão com açúcar do Adaptações Literárias #3 do mês passado, resolvi trazer algo para mexer profundamente com a cabeça de vocês. 

Está no ar mais um AL, e o filme da vez é Donnie Darko.

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Filme: Donnie Darko
Direção e Roteiro: Richard Kelly
Estrelando: Jake Gyllenhaal como Donnie Darko,
Patrick Swayse como  Jim Cunningham,
Drew Barrymore como Karen Pomeroy.


Pense em um livro de níveis altíssimos de complexidade. Donnie Darko seria catalogado nesse meio. Apesar da narrativa lenta e quase-sonolenta da abertura do filme, o mesmo mostra-se depois te levando a situações inimagináveis e revelações que, perdoem não encontrar outro termo, FAZEM SUA CABEÇA EXPLODIR ao fim da sessão. Carregado de uma trama cheia de suspense e momentos de tensão, Donnie Darko se mostra uma obra indispensável para os amantes de thrillers psicológicos. Mas então... em um resumo básico, a história em si começa quando Donnie começa a ter visões com um homem fantasiado de um espantoso coelho. O tal “monstro” se mostra um não-inimigo e começa a manipular Donnie – manipulações essas que obtém efeitos por todos em sua cidadezinha. O filme ainda leva nosso protagonista a refletir sobre viagens no tempo e realidades paralelas, tornando-se um combo completo de “MIND-FUCK”.
Um livro de Donnie Darko com certeza seria o do tipo que temos que ter tempo, muuuito tempo para ler. E numa paz de quietudes divinas. Acredito que a leitura não seria difícil, mas a interpretação e atenção seriam essenciais para o mesmo. Principalmente no final, quando a bomba é jogada para você num frenesi gratuito.

Sinto que não posso mais falar sobre o filme porque sei que acabarei soltando algum spoiler bacana (e vocês não me acharão mais legal :) ), mas se esse texto te deixou com uma pontada de curiosidade então é porque você deve correr para a locadora mais próxima e alugar Donnie Darko (porque baixar é ilegal, gente!). 

Até em breve, jovens...

Rogério Gerson.

Olá, jovens! 

Como foi o feriadão de páscoa de vocês? Espero que vocês tenham aproveitado bastante e descansado ao lado de um bom livro. Digo isso por experiência própria que passei o MEU feriadão dando um bom progresso na minha leitura para com JOGOS VORAZES (s2). Hoje eu vim contar-lhes, por meio desta publicação, o Adaptações Literárias #3 e de cara já vou entregando à vocês o filme desse mês: 50% (50/50).

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Filme: 50% (50/50)
Direção: Jonathan Levine
Roteiro: Will Reiser
Estrelando: Joseph Gordon-Levitt como Adam,
Seth Rogen como Kyle,
Anna Kendrick como Katherine.

50/50 é inspirado na vida do próprio escritor/roteirista do filme Will Reiser, dirigido por Jonathan Levine e estrelado por Joseph Gordon-Levitt. No longa-metragem, o jovem Adam (Gordon-Levitt) recebe a notícia que tem um câncer raro e, após pesquisas na internet, descobre que suas chances de sobrevivência são de 50%. O problema (ou o drama, ou chame do que quiser...) dessa história é que Adam leva uma vida perfeitamente ''segura''. Ele não bebe, ele não fuma, nunca usou drogas e NEM DIRIGE, por acreditar que carros não são a forma mais prudente de se locomover pela cidade. Entre cenas cômicas e vários momentos angustiantes, o filme nos apresenta personagens intrísecos como a jovem psicóloga Katherine, o melhor amigo de Adam, Kyle, e a mãe do protagonista, Diane.

Depois de muita reflexão, e um pouco de receio, escolhi 50/50 por dois motivos: a emoção que o filme passa e o roteiro simples, porém profundamente tocante. Eu digo (escrevo?) emoção porque é inevitável você, telespectador, não se colocar no lugar de Adam. Quero dizer, você se pergunta o porquê de aquilo estar acontecendo a uma pessoa que procurou levar sua vida da forma mais certa possível. E, se esse filme fosse um livro, imaginem o sentimentalismo profundo que ele não iria passar ao leitor, por exemplo, quando Adam revela que sua pobre mãe, além de ter de cuidar de um marido com Alzheimer, teria de cuidar agora de um filho com câncer? Eu compraria e devoraria esse livro como se não houvesse o amanhã (rs). São esses e outros momentos que fazem de 50/50 um filme que, com toda certeza do mundo, deveria ganhar vida em páginas físicas de livro. E o tema do filme pode ser até batido (ou um tanto clichê), mas Joseph Gordon-Levitt faz um trabalho incrível ao apresentar um paciente irônico e calmo, com um certo medo de socializar com as pessoas, que até 85% do filme leva a vida/história como se a ficha de que ele está doente não tivesse caído. É isso que faz a cena em que Adam surta uma das melhores desse longa-metragem.

Enfim... espero que vocês tenham curtido a escolha desse mês para o Adaptações Literárias. Continuem lendo, vejam 50/50 e comentem aqui o que acharam desse post. Ah, e obrigado pelos ótimos comentários no Adaptações Literárias #2. Até o mês que vem!

Rogério Gerson.

E aí, galera?

Meu nome é Rogério Gerson e é uma oportunidade gratificante estar aqui, podendo fazer parte de um dos blogs mais brilhantes da atualidade em relação à livros. Como a Francielle explicou na publicação anterior, essa coluna irá discursar sobre possíveis filmes que deveriam virar livros. Porque livros que são adaptados para o cinema é muito 1896. E é com grande orgulho e felicidade que venho a lhes comunicar que a partir de hoje será eu quem comandará esta coluna. Um agradecimento eterno à Francielle e Isabella por me permitir fazer parte de uma equipe fantástica. Enfim, vamos à ação?


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Filme: Melancolia (Melancholia)
Direção e Roteiro: Lars Von Trier
Estrelando: Kirsten Dunst como Justine;
Charlotte Gainsbourg como Claire;
Kiefer Sutherland como John.
 

Começo confessando que ''Melancolia'' foi o primeiro trabalho de Lars Von Trier que eu vi. Já ouvi falar de ''Anticristo'' e de alguns de seus filmes mais antigos, dos efeitos e técnicas que o diretor usa (e são sua marca registrada) e de certas polêmicas em que o mesmo foi envolvido. Nesse filme, entretanto, nos é contada a história de duas irmãs – Justine e Claire - e a relação das mesmas entre si enquanto um planeta, chamado Melancolia, se aproxima da Terra, elevando altas suspeitas de colisão e, logo, destruição de nossa espécie. Enquanto a noiva, e depressiva, Justine aceita o fim do mundo, a já mãe Claire luta com esperanças de que ''A Dança da Morte'' entre os planetas não aconteça. Dividido em duas partes (nomeadas com os nomes das irmãs) e com uma introdução majestosa, ''Melancolia'' não é o tipo de filme que vai agradar a grande maioria, mas quem curte esse tipo de enredo irá simplesmente cair de amores por ele.

O que mais me chama a atenção nesse filme, e o porquê de eu estar aqui comentando sobre o mesmo, é que ele é simplesmente de uma originalidade genial. Ele veio todo da cabeça do Lars, enquanto o diretor estava em um momento depressivo de sua vida (rolam boatos de que a personagem de Kirsten Dunst é baseada no próprio criador) e é instigante o modo como é abordado as duas diferentes visões e opiniões sobre o fim do mundo pelas irmãs. A deprimida Justine encara o fim do mundo com grande calmaria e aceitação, dizendo que ninguém irá sentir falta da humanidade caso essa seja extinta. Já Claire, ansiosamente agitada, se desespera a cada segundo, por acreditar que seu filho, Leo, não terá um lugar para crescer, conforme Melancolia se aproxima de nosso planeta.

Acredito que um livro desse filme seria um prato cheio para um leitor de um bom drama. Em minha visão, deveria seguir a linha do filme, dividido também em duas partes, sob o ponto de vista das irmãs protagonistas. Ler sobre como a vida perde o sabor das coisas, sobre como é ver tudo se tornar preto-e-branco ao lado de Justine e ler o desespero de Claire, buscando alguma saída para salvar o filho seria uma dádiva literária. A cena final então, com as irmãs juntas, sabendo o que as esperam já me dá arrepios só de pensar... 


Bem, enquanto não acho o roteiro original do filme para download, o jeito é alugá-lo todo sábado e se deixar apaixonar por essa arrasadora história catastrófica.

Olá, queridos!  \Õ/

Trago hoje a vocês uma novidade super bacana na qual os planos de colocá-lo em prática já estavam sendo traçados desde o fim do ano passado. Isso mesmo, o Universo agora conta com uma nova coluna, e esta será ofertada uma vez por mês. A idéia surgiu graça a enorme demanda de livros que andam ganhando vida nas telonas dos cinemas, então, por que não argumentar sobre uma adaptação contrária? Calma, gente, vou explica a vocês como funcionará...


O Adaptações Literárias 
consiste em apresentar, discutir e argumentar sobre filmes que deveriam ganhar vida nas páginas físicas dos livros. Coluna ofertada uma vez por mês pela Fran.


Assim como existem inúmeros títulos vivos no Universo Cinematográfico graças às obras literárias, não podemos negar que há produções de um potencial plausível oferecido todos os anos aos cinéfilos de plantão. E se, por acaso, algumas dessas tramas (as mais dignas, pelo menos) ganhassem vida nas páginas físicas dos livros? O Adaptações Literárias apresentará isso... todo mês teremos aqui um filme, sua respectiva sinopse e breves comentários que nos levam a crer sobre sua excelência. E você, leitor, não pode ficar de fora dessa! Argumente também e opine sobre quais filmes você gostaria de ver ser explorado por aqui... será uma mescla maravilhosa, eu garanto!

Bem, sem mais delongas, o primeiro filme a ser comentado será O Livro de Eli, uma produção de 2010 dirigida pelos irmãos Albert Hughes e Allen Hughes, tendo como roteirista Gary Whitta.

Em um futuro distópico, um andarilho luta para proteger um livro que tem os segredos para salvar a humanidade. A idéia apresentada é que, não importa o que aconteça, Eli deve levar este livro a alguém realmente confiável, e uma voz parece guiá-lo. É importante lembrar também que na produção 30 anos se passaram após a última guerra, e que muitos ali não possuem educação necessária, e vivem em péssimas condições, sem terem muitas vezes o que beber e o que comer. Em outras palavras, o mundo encontra-se devastado e completamente destruído. Estamos lidando com um filme que, sem ter a preocupação de explicar o que de fato aconteceu no passado, nos apresenta o futuro pós-apocalíptico, onde as pessoas (pelo menos aqueles que restaram) brigam por coisas tão simples que nem se quer damos o devido valor, como a água, por exemplo.

O filme é dotado de ação, e temos muitas peças espalhadas em um tabuleiro enorme, onde as coisas só parecem fazer sentido ao longo da trama. O livro que Eli carrega também é motivo de briga e discórdia, e as coisas se tornam tão imprevisíveis que deixa qualquer um sem fôlego. Os personagens, por sua vez, são bem densos. Muitos deles apenas incrementam a história, mas além de Eli temos a participação essencial de Carnegie e Solara. O vilão, digamos assim, se torna cego graças à ambição de obter a obra que Eli carrega consigo, e Solara ajuda o nosso protagonista a seguir com sua missão, dando continuidade ao seu legado. As dúvidas se tornam muitas, assim como a perplexidade por trás das cenas fortes e do cenário hostil. Assim, o final torna-se épico, e totalmente inesperado.

O longa é prolixo, trata sobre a humanidade e sobre os valores que a vida nos oferta, e possui consigo pitadas de crenças, fé e nos faz pensar no que realmente acreditamos. Creio que gostar ou não desse filme vai muito a depender do telespectador e da visão que ele possui sobre o tema tratado.

Entre altos e baixos, a produção ganhou um número excelente de adoradores que o veneram, assim como também não agradou parte dos telespectadores. É ambíguo. Contudo, mesmo assim, acredito que o enredo de O Livro de Eli se tornaria interessante se ofertada em um livro. Apesar de a história girar em torno de algo tão simples e de tão fácil acesso, ainda é pouco valorizada na atualidade, e trás consigo mensagens tão sublimes que, de verdade, não consigo ver a produção como algo insano, apesar das suas falhas. É imprevisível, instigante, emociona, faz meditar e é carregado de reflexões. E uma junção como esta cairia bem em uma obra literária, não acham? Criativo e diferente, sem dúvida.

No mais, despeço-me frisando que o meu propósito não é resenhar um filme de forma crítica a apresentá-lo a vocês, assim como também não tenho a finalidade de descrever o filme por completo oferecendo spoilers indevidos. Meu objetivo aqui é mostrar criações que possuem potencial para tornarem-se livros, mesmo que apenas nos nossos desejos pessoais. Espero não ter soado confusa, assim como espero que vocês tenham gostado da nova coluna. Opinem e dividam comigo a concepção de vocês acerca do assunto, ok? Vou adorar saber.

Até mais!  :*


Confira também o site oficial do filme, e/ou  trailer do mesmo.