A Aline, do blog Leituras, Vida & Paixões, me convidou recentemente para dar um breve depoimento em sua página sobre o que um livro precisa ter para se tornar um favorito. E não é que o assunto ter tudo a ver com o nosso Drops Literário!? Por isso, com a permissão da Aline, aqui estou para deixar a minha opinião acerca disso, e saber a sua também.

Quem também dará seu parecer é a própria Aline. Nada mais justo do que dar voz a quem suscitou o assunto. Aliás, se você quiser conferir a série de posts a respeito, onde ela expôs o meu depoimento junto ao de outras blogueiras, basta clicar aqui. Vale a pena conferir! Agora vamos lá!?

Ilustração. Fonte: Google.

Fran: Costumo ser bastante criteriosa quando o assunto é a avaliação de um livro. Acredito que, graças a quantidade de leituras que realizamos todos os anos, a tendência é nos tornarmos mais exigentes mesmo. Por isso, no meu caso, um livro só ganha a nota máxima quando agrada integralmente. Isso significa que o enredo precisa estar bem desenvolvido; que os personagens devem ser bem construídos; nada de pontas soltas que comprometam o andar da história; que não há extremismos e nem superficialidades; dentre outros. Para favoritá-lo, no entanto, ele precisa de um pouco mais. Todos os que eu considero como preferidos da vida são aqueles que me tocaram profundamente, seja por sua veracidade, seja por sua originalidade. Os meus favoritos são livros que geralmente me fazem chorar, que me deixam de ressaca literária, que me fazem querer comentar/indicar para todo mundo, aqueles que me fazem ter uma relação próxima com os personagens, e os que me fazem refletir suas particularidades e mensagens por dias e dias. São livros cujas histórias ficam gravadas em minha mente e em meu coração. Eu sei que é pedir demais, mas me sinto satisfeita e gratificada ao afirmar que existem livros assim.

Aline: O ponto fundamental para que um história me pegue de jeito é a narrativa. Ela tem que prender minha atenção sem se arrastar demais. Em muitos casos a narrativa salva o enredo. Sabe aqueles livros que te conquistam desde o primeiro capítulo!? Pois bem.
Um segundo ponto que é essencial para mim é a forma como a história e seus personagens conseguem me emocionar, e, acima de tudo, superar minhas expectativas. Geralmente, sinto um tipo especial de conexão com o livro quando o estou lendo e tempos depois quando o pego na estante fico como uma boba relembrando o que senti quando o lia. Você passa por isso!?
Outra coisa que contribui demais para um livro ter uma boa avaliação é o cuidado que da editora com a revisão e diagramação. Mas confesso que não baixo nota se pecarem nesses dois quesitos, já que isso não depende do autor. Porém, quando o capricho supera o normal, isso influencia positivamente a avaliação.


E para você, o que um livro precisa ter para se tornar um favorito?
Até mais!

Em janeiro deste ano vários sites brasileiros divulgaram a campanha criada pela americana Marley Dias, de apenas 11 anos. O projeto, chamado por ela de #1000BlackGirlBooks, tinha o propósito de juntar mil livros com protagonistas negras para serem doados em um festival que ocorreu este mês na região de St. Mary, Jamaica. Essa ideia começou com uma frustração: a pouca quantidade de livros com personagens negros.

Mais ou menos na mesma época em que a campanha foi noticiada, a diversidade dos indicados ao Oscar (ou seria a sua falta?) se tornou motivo de polêmica. Muitos atores negros até ameaçaram boicotar a cerimônia devido a escassa indicação de negros à estatueta. Isso gerou uma série de matérias onde o racismo contra 'brancos' fora bastante enfatizado, o que, consequentemente, gerou uma enxurrada de comentários adversos na internet.

Esses e tantos outros casos nos levam a uma questão pertinente: a representação da raça negra na literatura. Como o Drops Literário é uma coluna de opinião sobre assuntos relevantes para a blogosfera literária (e conta com a participação de um convidado), resolvi abordar a temática, mesmo que de forma geral, para suscitar entre os leitores deste Universo uma reflexão real sobre o assunto.

Para tanto, contei com a ajuda do meu namorado, David Souza. David é negro e vive debatendo sobre as formas se inserção de sua raça na sociedade. Abaixo você confere a visão dele sobre o tema, seguida pela minha. 

Imagem: Google.

David: Eu sou negro e adoro personagens caucasianos. Até me identifico com alguns por conta da personalidade, pois é assim que eu os vejo, independente de cor. A questão em si é que sempre vemos uma disparidade nas representações. Por exemplo, sempre encontramos nas narrativas descrições sobre os cabelos sedosos ou acerca dos olhos claros de um certo indivíduo, mas o tom da pele já é exposto nas entrelinhas. Salvo as biografias de ícones da raça negra, atualmente existem poucos personagens negros importante (ou quase nenhum), inclusive na ficção. Nós, negros, não queremos dominar o mundo ou fazer polêmica com tudo. Só queremos, às vezes, ver alguém semelhante fisicamente a nós. De preferência, que não seja somente descrito como escravo ou coisas estereotipadas pela história suja que a escravidão trouxe para a história do mundo. Só queremos, necessitamos e precisamos estar incluídos como pessoas que somos.

Fran: Sinceramente, antes de ler sobre o caso de frustração da menina Marley, eu não havia atentado ao fato de que que, realmente, é difícil encontrar personagens negros em best-seller (dei esse exemplo porque eles são mais difundidos). Talvez porque eu acabo me apegando mais a personalidade em si; talvez porque, para mim, as ações importam mais que a cor. E eu adoraria que mais pessoas tivessem esse pensamento, e que o racismo não estivesse mais tão em evidência. Contudo, infelizmente, o preconceito permanece mais vivo que nunca. E é justamente por isso que eu acredito que a raça negra deve ser inserida com mais evidência na literatura, no cinema e nas artes em geral. Para que essa imagem transmita os ideais da tolerância e da igualdade; para que os negros não fique (ou não se sintam) a margem da sociedade; e para que eles tenham sua merecida representação sem qualquer ridicularização. Porque ridículo é desmerecer alguém somente pela cor.


E você, gostaria de fazer alguma consideração sobre o assunto?
Abraços.

O Drops Literário está de volta com um tema polêmico. Hoje iremos falar um pouquinho sobre parcerias, algo tão sadio e ao mesmo complexo dentro da blogosfera literária (e em geral). E quando eu falo em parceria, não me refiro somente ao laço que as editoras, ou autores nacionais, firmam com blogs literários. Nesse entrelaço eu também enquadro a parceria entre blogueiros, um costume que presenciei com mais força há 4 anos atrás, mas que ainda existe e não pode passar despercebido.

Drops Literário, inspirado no Book Blogger Hop das meninas do Murphy's Library, 
é uma coluna de opinião sobre assuntos relevantes para a blogosfera literária. 
Conta com a participação de um convidado, e não tem periodicidade definida.


Quando falamos em parceria, a primeira coisa que me vem à mente é que um acordo está sendo firmado, sendo que ambas as partes se dispõem a atingir interesses comuns. Aqui na blogosfera, a parceria basicamente envolve divulgação e publicidade, mas, infelizmente, esse é um trabalho que nem sempre é reconhecido ou valorizado.

Andei pensando muito nessas questões de modo bem geral, principalmente diante de algumas situações que vivenciei. Coincidentemente, o Clóvis, do blog De Frente com os Livros, publicou no mês passado um vídeo falando justamente sobre esse assunto. Lá ele comenta bem detalhadamente sua visão sobre as parcerias com foco nas editoras. Por isso, eu o chamei para que ele possa, junto a mim, comentar resumidamente sobre situações na qual a maioria de nós vive cotidianamente. Então veja abaixo nossas inquietações, e não deixe de conferir também o vídeo do Clóvis. Basta clicar AQUI.

Imagem: Google.

Fran: Eu não tenho cacife para falar sobre parcerias entre blogs e editoras. No geral, não concorro repetidamente às seleções anuais, além de nunca ter tido nenhuma controvérsia com aquelas que colaboram com o UL. Por isso, meu questionamento hoje se atém aos autores.

Sempre vi a blogosfera como um espaço de extrema importância para os escritores iniciantes. Somos nós, blogueiros, muitas vezes os responsáveis por difundir o trabalho deles. Mas algo me chateia em todo esse processo... 

Infelizmente, presencio muitos autores estabeleceram suas parcerias, enviarem seus livros e só. Seu material foi lido e divulgado, porém...  será que é só isso mesmo que importa? Será que conquistar o seu colega parceiro, manter contato, mostrar-se sempre à disposição para eventuais projetos em comum não conta? Para mim conta mais que o envio de um livro...

Não quero soar mal agradecida, até porque é muito bacana quando o autor tem condições de enviar seu material e confia em você para avaliar aquele trabalho. Apenas não acho que uma parceria neste sentido se trate apenas do envio de uma obra para resenha. Existem outras formas de trabalhar em conjunto, afinal, temos o mesmo interesse: descobrir novos talentos, novas histórias e disseminar o hábito pela leitura. 

Não adianta enviar um livro, impresso ou digital, e esquecer que o blogueiro existe. Nosso trabalho, na maioria das vezes, é gratuito, mas, mesmo assim, estamos sempre felizes em acatar essa tarefa. E o que nós ganhamos com isso? A alegria de servir àqueles que prestigiam o nosso trabalho; que no incentivam, mantêm contato e que nos acompanham. Porque isso sim é parceria.

Clóvis: Eu já falei muito sobre a relação que existe entre as editoras e os blogs literários no vídeo acima citado, e já que a Fran comenta sobre o contato do autor e o blogueiro, complemento a sua opinião falando também das parcerias entre blogs.

O objetivo desse contato é o mesmo que o conceito de parceria propõe, contudo, partimos do pressuposto que haja uma maior cumplicidade entre dois blogueiros, por fazerem um mesmo trabalho intimista, voluntário e criativo. Essa seria uma ótima forma de propagação de conteúdo de várias páginas bacanas na internet, se não fosse pela mercantilização da divulgação barata do "segue-de-volta?".

Concordo com a Fran no quesito de os autores precisarem florecer para buscar um maior contato com quem escreve sobre seus livros e os divulga, mas ainda acho que esse é um modo mais fácil de atestar que você produz um material de qualidade e que seus escritos estão atingindo um maior número de pessoas, já que não precisamos fazer seleção para que alguém entre em contato conosco.

Esse é um assunto que renderia um livro se parássemos para comentar sobre cada detalhe de sua complexidade, mas o que é importante tirar como moral da história é que parcerias são sempre bem-vindas, desde que utilizadas da forma correta; é dizer, com reciprocidade, respeito à individualidade e realidades de ambos os interessados e boa comunicação.


E você, já pensou no assunto?

O primeiro Drops Literário de 2015 traz um tema que eu particularmente adoro! Hoje iremos conversar um pouquinho sobre as mutações que a literatura clássica infantil vem sofrendo, tanto nas letras como nas telonas. Você já parou para pensar que esses contos estão ganhando cada vez mais adaptações pitorescas e deturpadas do real? Pois é! É exatamente isso que tem me chamado a atenção.


Drops Literário, inspirado no Book Blogger Hop das meninas do Murphy's Library, 
é uma coluna de opinião sobre assuntos relevantes para a blogosfera literária. 
Conta com a participação de um convidado, e não tem periodicidade definida.


Para quem ainda não sabe, a literatura infantil surgiu na Europa entre os séculos IX e X, cujas histórias eram transmitidas somente por meio de narrações orais. Somente no século XVII é que houve a preocupação de pôr em prática a produção de livros com enredos adaptadas da vida cotidiana criados pelos autores da época — que mais tarde se tornaram sinônimo da literatura infantil, como La Fontaine, Fénelon, Charles Perrault, Grimm e Andersen.

Parece-me que a ideia de adaptação não é algo do século XXI, afinal, assim como é evidente que a concepção de infância vem se modificando de acordo com a evolução da nossa sociedade. Mas é fato que existe uma constituição intensa de criação, gerando novos significados e ressignificações nas adaptações atuais. De que modo isso interfere em nossa concepção e, principalmente, na compreensão das crianças da nossa geração?

Para opinar a respeito eu convidei a Érika, do blog Relicário. Confira abaixo o que pensamos sobre isso, e não deixe se comentar acerca do assunto você também!

Era uma vez...
Érika: O que mais me intriga em termos de adaptação são as mudanças feitas na história, que por serem mais popularidade acabam sendo tomadas por verdade. Exemplifico: em O Mágico de Oz, os sapatinhos da Doroty são de prata (na história original), já o cinema a imortalizou com sapatinhos vermelhos por questões de estética. Esse é só um exemplo pontual, mas pode acontecer em coisas maiores. Claro que a própria noção de contos de fadas que temos hoje já é em si uma adaptação, já que os contos originais tinham a função de ensinar algo para as crianças da época, e não exatamente o "e viveram felizes para sempre". Também não dá para pensar em releituras vendo só o aspecto negativo, já que às vezes elas direcionam o público para a obra original. E para mim esse é o ponto chave nessa discussão, se temos o mesmo interesse pela obra original como temos pela adaptação; se buscamos enquanto leitor conhecer mais. E é também a minha dica para quem gosta do tema: sejam curiosos e busquem mais e mais sobre as histórias que te agradam.

Fran: Acredito que os clássicos infantis andam sofrendo um hibridismo cultural, já que a essência das histórias se unem cada vez mais às novas narrativas e aos cenários contemporâneos. Logo, se basicamente tudo tem evoluído, por que não os clássicos infantis?
Vejo essas adaptações não somente como alterações das narrativas de origem, mas também como um ajuste para a época em que estamos vivendo. Se prestarmos bem atenção, as histórias, ao longo do tempo, sempre foram repassadas de diferentes formas... algumas de forma mais simples, outras mais elaboradas. Talvez essa popularização tenha incomodado pela recorrente inovação ligada aos notáveis tocs de realidade, a exemplo da série Grimm, ou do filme A Fera. Mas eu penso que isso serve de incentivo para que busquemos, lá no fundo do baú, a verdadeira origem dessas histórias; para que possamos avaliar o que nos agrada e quais são os nosso favoritos no universo das fábulas.


Estamos aguardando a sua opinião!
Até mais!

Hoje é dia de Drops Literário, e o convidado da vez é o Ronaldo Gomes, do blog Livro Sobre Livro.


Drops Literário, inspirado no Book Blogger Hop das meninas do Murphy's Library, é uma conversa de caráter transparente que tem como objetivo dinamizar as discussões que andam tomando conta da blogosfera. A intenção é fazer com que todos os nossos leitores interajam e opinem sobre.
Sem periodicidade definida.


O assunto debatido aqui é bastante propício aos blogueiros literários que sempre possuem consigo uma lista infinita de leituras a serem realizadas, como nós; e aos demais leitores assíduos e suas incansáveis metas de leitura. Convidamos você também a participar dessa discussão saudável dando o seu parecer sobre o tema. Ressalto ainda que a escolha desta abordagem foi inspirada em uma das reflexões do jornalista e editor de livros da Revista Época, Danilo Venticinque. Vamos lá!?

"As palavras pesam muito." (A Menina Que Roubava Livros)

Fran: Em um país onde leitores frequentes ainda são considerados insuficientes, muitas pessoas parecem viver de livros, sejam elas donas de blogs ou não. São leitores frenéticos e assíduos, e essa insaciável sede reflete essa realidade. As chamadas ''metas literárias'' também contribuem para o aumento significativo de leituras, e isso (parece) está se tornando cada vez mais eficaz no que diz respeito à redução da infindável lista de livros a serem lidos. Mas a preocupação de muitos estudiosos está em como essas leituras têm sido desenvolvidas, porque a ansiedade que muitos de nós possuímos para realizar tantas leituras, às vezes, atrapalha a nossa capacidade de reflexão sobre o que se está lendo. Por isso o ''como você lê importa muito mais do que quanto você lê'', pois a frase nos remete a uma reflexão sobre nossos atos enquanto leitores, para pensarmos melhor no que estamos buscando ao realizar determinadas leituras; para que nossas gratificações sejam alcançadas; para que o nosso poder de concentração e pensamento sejam aproveitados. Não deixemos de consagrar nossas leituras por conta da incansável vontade de realizar tantas outras. E eis o grande clichê: quantidade nunca foi qualidade... somos leitores porque lemos, independente do tipo de leitura, e não pela quantidade de coisas que lemos. Matutemos sobre isso.

Ronaldo: O desejo incontrolável de ler um livro atrás do outro não é dos maiores ''pecados literários''; é até uma virtude, se pensarmos direitinho. Mas como toda ação tem uma reação, as metas literárias, muitas vezes, acabam se tornando um empecilho na vida do leitor. É bem verdade que traçar metas é um modo eficaz de manter um ritmo padrão e constante nos seus ''objetivos literário'', porém, quando a importância da qualidade é ofuscada pela importância da quantidade, temos um grande problema. Ora, se o valor real de ter uma obra em mãos e lê-la é entrar em um universo paralelo e se proporcionar momentos de prazer, por que deixar a exigência de ler mais rápido sobrepujar isso?! O que precisa-se entender quando sentamos e preparamos um ''cronograma'' com nossas leituras futuras, é que estamos apenas criando uma ordem mutável das histórias que pretendemos começar e terminar, não delimitando as possibilidades que encontrarmos no meio do caminho. E o que importa de tudo isso não é ler ''mais'' ou ''menos'', é apenas saber que a cada livro lido, mesmo que num ritmo menos acelerado, estamos um passo à frente de quem ''ler só por ler''; de quem leu só para mostrar que é leitor.


E você, o que pensa sobre quantidade e qualidade de leitura?
Até mais!

O Drops Literário, inicialmente, tinha como proposta a interação conjunta – de toda a equipe do Universo  em uma única postagem. E deu certo! Quem conferiu os dois primeiros posts da coluna viu que a ideia funcionou. Mas, a partir de agora, todos os drops terão (além da minha participação) a colaboração de algum convidado, seja blogueiro ou leitor amigo. A concepção continua a mesma: atingir a todos e dinamizar nossas publicações.


Drops Literário, inspirado no Book Blogger Hop das meninas do Murphy's Library, é uma conversa de caráter transparente que tem como objetivo dinamizar as discussões que andam tomando conta da blogosfera. A intenção é fazer com que todos os nossos leitores interajam e opinem sobre
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E a nossa primeira convidada é a Gabriela, do blog Constantes & Variáveis. Foi ela, inclusive, quem propôs o tema dessa conversa. Portamos, aqui estamos para falar um pouquinho sobre as narrativas da ficção literária que trazem como cenário algum momento marcante da história do mundo. Essa é a nossa opinião, e, com ela, algumas breves indicações de obras da literatura estrangeira. Confira!

Cena do filme ''A Menina Que Roubava Livros'', inspirado na obra do autor Markus Zusak.

Fran: Eu particularmente gosto bastante de enredos que trazem como pano de fundo momentos históricos que de fato aconteceram. Isso me dá a oportunidade de escolher por qual época eu irei me aventurar, e eu acabo sempre selecionando aqueles que mais me instigam. Não posso deixar de ressaltar que, claro, essas tramas se sustentam entre uma narrativa histórica e literária, onde o real coopera com a ficção. Assim, nós acabamos tendo em mãos um emaranhado de informações e uma teia de comunicação ampla. Acho que, a depender dos elementos fictícios, essas narrativas só vem a acrescentar... eu as vejo como uma excelente oportunidade de interpretação/explicação do espaço social que um dia marcou a nossa história.

Gabi: A sensação que tenho é de que esse tipo de literatura nos permite ter uma visão melhor de uma época em que não vivemos. Quando você apenas lê fatos e dados em um livro de História, por exemplo, parece algo distante da nossa realidade e por vezes até monótono. Mas se você tem uma história fictícia entrelaçada, parece algo vivo. Você pode até pensar "talvez meus antepassados tenham vivido uma situação semelhante". Foi mais ou menos o que senti lendo A Menina que Roubava Livros, já que a 1ª e a 2ª Guerra levaram muitos europeus a buscar uma nova vida no continente americano, e eu sou descendente dessas gerações que passaram por dificuldades que sequer sonhamos.

Fran: Das leituras que li dentro dessa vertente, posso citar A Vida em Tons de Cinza e O Menino do Pijama Listrado. Ambos, apesar da ideia distinta de desenvolvimento, também se passam na Alemanha Nazista durante a Segunda Guerra Mundial. É um fato que parece instigar a todos, mesmo para aqueles que não curtem muito estudar História. Logo, se aventurar por essas narrativas é uma ótima pedida de aprendizado... e uma forma de vivenciarmos o horror da época, também. Além desses, há outro estilos de obras que nos levam por culturas e sociedades diferentes, a exemplos dos romances históricos. Neles podemos presenciar os costumes de séculos passados; figurinos deslumbrantes; cenários requintados; música impactante em bailes de alta temporada; e uma exorbitante riqueza. É uma overdose cultural, histórica e educativa.

Gabi: Além da obra de Zusak que citei, li Tudo Abaixo do Céu, da espanhola Matilde Asensi. A história se passa na China durante a década de 1920, e contém uma trama cheia de aventura intricada com a cultura e História chinesa. Além disso, conta com um epílogo que acompanha os personagens até os tempos atuais. Então além de um viagem no tempo foi uma jornada pela História Mundial. Até livros mais contemporâneos podem se encaixar nesse contexto, como no caso de Querido John, de Nicholas Sparks. Nesse livro o protagonista é um soldado americano na Guerra do Iraque, e apesar desse marco não ser o foco principal, acaba mostrando momentos do cotidiano desta. O que mais gosto nos livros desse gênero é realmente a oportunidade de acompanhar a vivência de pessoas comuns durantes os períodos que marcaram a história. Como a população lutava para sobreviver enquanto grandes líderes (fossem que fossem) só se importavam com o poder. É só escolher o fato ou a época, e você é transportado para lá.


E você, o que acha das historias reais na ficção literária? Queremos saber a sua opinião!
Até mais!

Percebemos que a grande maioria dos nossos leitores assíduos curtiu bastante o nosso Drops Literário, por isso estamos de volta com mais uma edição da coluna. Para quem ainda não sabe, o Drops surgiu para integrar toda a equipe Universo com a ideia de promover uma interação entre todos nós.

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com o seu público leitor. Sem periodicidade definida.



A conversa de hoje está centrada naquilo que tem sido pautado por muitos sites literários ultimamente. A leitura dinâmica, que se constitui de vários métodos que buscam aumentar a velocidade da leitura, mantendo o entendimento e a retenção de informações, foi a nossa escolha para a discussão deste mês. Confira abaixo nossas respectivas opiniões, e compartilhe conosco o que você acha da ideia que promete facilitar a "varredura" dos olhos.


Fran: Vi que o assunto instiga alguns a falarem sobre, mas isso ainda tem estado um pouco recluso. Eu, particularmente, não tenho nada contra. A possibilidade de ler mais rápido – e finalizar logo uma leitura – é algo realmente empolgante (eu mesma não gosto de passar muito tempo com o mesmo livro), mas só é eficaz quando o entendimento de fato acontece. No meu caso não seria todo tipo de leitura que eu realizaria deste modo. As mais complexas, por exemplo, devem ser feitas de acordo com o meu ritmo, que passa a ser mais lento para que eu possa compreender com exatidão o que está sendo passado.

Roger: Em certo ponto eu concordo com você, Fran. Tudo depende do entendimento do que você tá lendo. Não adianta acelerar a leitura se você não estiver absorvendo, compreendendo, o que está lendo. Mas eu confesso que não vejo uma necessidade, como posso dizer, obrigatória da leitura dinâmica. Claro que existirão certas exceções, como, por exemplo, empregos. Se tiver empregos que exigem isso como pré-requisito, então, para estar preparado para esse tipo de mercado você terá que possuir essa habilidade.

Rafa: Eu acho a ideia de leitura dinâmica muito boa, já que também não gosto de passar muito tempo com um mesmo livro, e eu sou bem lentinha para ler (minha média é de 5 páginas por hora, mais ou menos)... enfim, a ideia em si é muito boa, tanto é que eu estou pesquisando sobre leitura dinâmica no momento. Inclusive, baixei até uma apostila aqui, mas também creio que esse tipo de leitura só vai valer a pena a depender do livro que eu estiver lendo. Se for um livro que por ele mesmo já seja mais fácil de entender, ou uma leitura mais simples, seria muito melhor ler mais rápido que o normal. Mas tem alguns livros (em especial os clássicos) que são cheios de metáforas, e que não sei se seria legal ler eles assim, tão depressa (apesar de que eu li em algum lugar que os leitores dinâmicos conseguem assimilar contextos e palavras com muito mais facilidade que um leitor comum), mas eu ainda tenho um "pé atrás" em relação a isso.

Fran: Acho que cada um é perfeitamente capaz de se auto avaliar e ver se uma leitura do tipo se faz necessário naquele momento, se vale a pena, se será proveitoso tanto no que diz respeito a tempo quanto a entendimento... enfim.

Lua: Eu sou super a favor da leitura dinâmica, e faço uso, às vezes mesmo sem perceber. Leio muito rápido, e consigo identificar as frases num curto espaço devido à técnica. Eu não costumo demorar mais que uma semana com um livro. Creio que a leitura dinâmica tem de ser aplicada de diferentes formas, pois nenhum texto é igual. Podemos usar num capítulo que sabemos que não tem nada técnico, por exemplo. E ler com mais cautela os que assim necessitarem de.

E você, o que acha da evolução da leitura dinâmica?

Estamos dando início a uma nova coluna que promete dinamizar discussões. O Drops Literário veio para que toda a equipe do Universo tenha a chance de interagir em uma única postagem. Esperamos que essa interação possa atingir a todos os leitores, também.


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com o seu público leitor. Sem periodicidade definida.


Decidimos abordar em nossa primeira postagem acerca da evolução dos ''e-books''. Nossa conversa abaixo reflete a nossa opinião sobre o livro digital, além dos equipamentos eletrônicos que suportem o recurso. Vejamos...



Fran: Particularmente eu não tenho nada contra os e-books, mas não curto muito a leitura realizada deste modo. Nada pessoal, mas, para mim, a emoção não parece ser a mesma. 

Roger: Olha, eu sou suspeito para falar porque também não curto leitura em e-book. Para mim a melhor forma de ler sempre será a do livro físico. Gosto de sentir as páginas nos meus dedos, o cheiro delas (#weirdo) e tal. Sei que temos que nos acostumar com as mudanças temporais e tecnológicas, mas sempre vou preferir os livros.

Fran: Eu concordo. Mas acho que devemos estar adeptos a tudo, também. Não adianta sair reclamando e dizendo que o e-book é apenas ruim. Acho que ao invés de substituir, por que não somar? Sempre irei preferir os livros físicos, mas acho incrível o que a tecnologia é capaz de nos proporcionar.

Rafa: Eu sou um tanto controversa quando o assunto é e-book. Eu acho a ideia geral ótima, porque além de ser bem mais ecológico, não só economicamente falando, mas também em relação ao espaço, afinal é bem mais prático armazenar diversos livros em apenas um aparelho, e o melhor é poder leva-los para qualquer lugar. No entanto, eu não consigo ler e-books. Já tentei diversas vezes, mas simplesmente não consigo. Acho extremamente incômodo ficar segurando um aparelho ao invés de um livro, e a minha visão cansa muito mais rápido. Outra coisa muito boa que os e-books poderiam me proporcionar seria oportunidade de ler alguns livros que, por mais que me deixem curiosa, eu não quero comprar.

Lua: Ahh, eu amo e-books! O que mais gosto é que eu posso passar o livro para os meus dispositivos e ler em qualquer lugar. Posso fazer isso perfeitamente com o livro físico, exceto quando estou trabalhando, e não posso levá-lo para minha mesa e simplesmente abri-lo. Se você tiver o e-book do livro físico que está lendo, às vezes, fica mais prático. Quando estiver em casa, você pode pegar seu livro físico, e lê-lo como de costume. Quando estiver na rua, no ônibus, pode pegar seu smartphone ou tablet e continuar a leitura de onde parou. Eu gosto da comodidade. Algumas pessoas procuram os e-books como uma 'tábua de salvação'. Sei que isso não é bom para as editoras, e fico muito feliz que elas finalmente tomaram consciência de que os e-books vieram para ficar.

Fran: Ótimo gancho... inclusive, vocês acreditam que um dia os tablets e afins podem extinguir jornais e livros?

Rafa: Eu acho que não vão extinguir, não, porque para muitos a leitura nos e-readers é apenas complementar... talvez livros poderão ser impressos em menores quantidades,  mas acho que vai acontecer o mesmo que ocorreu com os ipods, mp3s e etc. Por mais que o pessoal baixe milhares de músicas, sempre acabam comprando os CSs das suas bandas favoritas.

Lua: Eu acho e espero que não! Livros e jornais são únicos, tem suas histórias, e sempre terá gente que prefira eles à qualquer tablet. É como a Rafa falou. Eu sigo comprando CDs e DVDs, mesmo que já tenha baixado as músicas, ou filmes. É uma questão de 'gosto', mesmo.

Roger: Não acredita nessa "extinção" dos livros e jornais. Como já foi dito anteriormente, os e-readers estão aqui para complementar e evoluir o modo como praticamos a leitura. O mesmo com Cds e Dvds/iPods. É uma forma de ajudar a sociedade a se adaptar à modernidade, não de forçá-la a vivencia-la.

Fran: A história do impresso é muito antiga, e extensa. A paixão pelo físico é enorme, por isso, também não acredito na extinção total desse material, mesmo que passem anos e anos, e que a tecnologia se modernize ainda mais. É tipo o rádio... com a chegada da TV em meados dos anos 40, muitos ''profetas'' declararam que seria o fim da transmissão radiofônica, mas aconteceu exatamente o contrário. Ele integrou à tecnologia, reinterpretou seu papel, se aperfeiçoou, e até hoje é considerado um dos maiores meios de informação. [...] Devemos estar adeptos a modernidade, mas sem deixar de lado a nossa origem. A nossa história. A forma original como se foi nutrida esse hábito tão gostoso da leitura.

Roger: Afinal, o original é sempre melhor que o "remake".


E vocês, o que acham da evolução dos e-books?