Eu vivo publicando no instagram fotos do kindle e das leituras que faço por ele. E foi através dessas imagens que percebi uma coisa: eu ando fazendo cada vez mais leituras digitais. Só deixando claro que não estou substituindo os livros físicos... mas o fato é que meu e-read tem me ajudado em algumas coisas do qual eu gostaria de comentar melhor com vocês hoje. Vamos lá, então!?

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5 coisas que aprendi com o kindle

1ª - Selecionar melhor o que vou comprar
Com o kindle eu aprendi a comprar somente o essencial; aquilo que eu realmente quero e acho que vale a pena ter. O resto eu leio no formato digital mesmo (e de forma confortável, o que é melhor). Estou livre das compras por impulso. 

2ª - Ser mais paciente com minhas leituras
Tenho impressão que com o kindle eu leio mais devagar. Com isso eu exercito a paciência.

3ª - Dar adeus ao spoiler
Eu tenho uma péssima mania de, ao começar o capítulo de um livro, verificar onde ele termina e quantas páginas tem. E nesse 'folhear' eu já acabei me deparando com spoilers importantes. No kindle não dá pra fazer isso (ao menos no meu aparelho). E aí vem a questão de exercitar a paciência mais uma vez... além de que, aos poucos, eu estou conseguindo me livrar desse hábito.

4ª - Comodidade importa, sim
Chega de levar calhamaços por aí. O kindle, além de prático, é levinho e cabe em qualquer lugar. Aprendi com ele que no que diz respeito a leitura comodidade também é fundamental.

5ª - Ter mais possibilidades de leitura
Eu não sei você, mas apesar de comprar livros com mais frequência antes do kindle, nem sempre eu tinha grana para alimentar esse vício. Acabou que investir no kindle eu acabei ganhando mais possibilidades de leitura. Por exemplo: eu não fico mais restrita aos meus livros físicos (posso passar meses sem comprar coisa alguma), porque com o kindle eu consigo: 1) adquirir e-books, que tem um preço mais em conta; 2) utilizar o serviço do kindle unlimited da amazon, onde uma taxa pequena é paga por mês para se ter acesso a uma infinidade de livros; 3) ter acesso a sites de livros piratas e/ou de domínio público, para ler em meu aparelho (por questões éticas não irei indicar nenhum endereço por aqui, mas quem quiser procurar basta ir no google. Existem vários!).

No mais, eu amo minha estante repleta de livros... mas kindle também é amô.
Beijos!



Há uns dois anos eu venho cultivando o hábito de trocar e/ou doar livros com frequência. Aliás, já comentei várias vezes por aqui sobre as possibilidades que desapegar nos impõe... é aquela velha história de ganhar e dar novas oportunidades de leitura.

Só que mais que isso, desapegar significa que, quando você olhar para a sua estante, irá se deparar com livros verdadeiramente especiais. E é mais ou menos sobre isso que iremos conversar hoje. Decidi listar aqui quais critérios eu utilizo atualmente para que um livro continue fazendo parte da minha coleção. Vamos lá!?

Imagem/Fonte: Google.

1. Livros queridos, favoritos ou para reler
Nem preciso dizer muita coisa, não é mesmo!? Aqueles que por algum motivo foram marcantes e/ou me emocionaram, ficam sem dúvida nenhuma. Olhar para eles me traz uma nostalgia boa.

2. Livros que foram presentes
Eu amo ganhar livros de presente, e, geralmente, quem me presenteia com uma nova história me conhece super bem. Tem até quem escreva uma dedicatória (as BFFs, haha!). Não tem como passar esses livros adiante.

3. Livros com apego sentimental
É mais ou menos o mesmo motivo da categoria anterior, só que aqui entram outras obras. Por exemplo, eu ainda tenho aqui guardado um livro ilustrado que fora lido quando eu era criança. Ele foi muito importante para mim naquela época, e por isso ele me traz boas recordações. Outro livro que tenho aqui, muito especial, foi recebido pela Arqueiro quando a editora era nossa parceira; o primeiro livro que recebi deles. Essa obra me remete uma conquista muito maravilhosa refletida no blog. Coisas assim são especiais demais, e quero guardar para sempre.

4. Livros de coleções
Se uma saga que eu gosto bastante tem um livro mais chatinho, é claro que eu não irei desapegar porque senão a coleção ficaria incompleta. Mas se como um todo a história tiver me desagradando, eu passo tudo para frente. Sem pena.

5. Livros para vou usar futuramente
Aqui eu encaixo livros de teor acadêmico ou de temas que me interessam, do qual sempre procuro estar antenada. Um exemplo disso são obras sobre formas de planejamento e organização... tenho algumas e gosto muito de estar sempre consultando para fazer anotações.

Acho que são basicamente esses os critérios essenciais. Existem livros que eu gostei bastante, livros cuja capa é maravilhosa... mas que eu sei que não serão relidos; livros que não tenho apego. Sendo assim, entendo que outras pessoas podem aproveitar aquele exemplar melhor que eu. Então porquê não fazer uma seleção e deixar na sua estante somente aquilo que te atrai e/ou é verdadeiramente importante para você? Pense nisso!

Abraços!

Tenho cultivado o hábito de ficar navegando pelo o youtube à procura de novos canais literários para acompanhar. E não há grandes dificuldades nisso, já que a plataforma está repleta de booktubers de todos os cantos do Brasil. E esse número parece que só continuará crescendo. Enfim...

Por outro lado, no meio disso tudo é bem fácil encontrar canais que trazem o mesmo do mesmo. Ou que, por algum motivo, não soa atrativo ou instigante a ponto de conquistar certos leitores. Talvez, isso se aplique mais a quem assiste vídeos sobre livros com bastante frequência, já que, por conta disso, a pessoa acaba se tornando mais exigente, sempre esperando algo mais.

Felizmente existem canais diferentões, que nos agregam conhecimento e que nos deixam sempre ansiosos por mais e mais conteúdo. E a sensação é ainda melhor quando os descobrimos por acaso. Portanto, é isso que eu vim mostrar a você: os canais literários que descobri por acaso, e que, consequentemente, estou adorando acompanhar. Vale a pena conhecer!


Ler antes de morrer, por Isabella Lubrano
Conheci o canal da Isa através do programa "Como Será", da Rede Globo. Eu não costumo assisti-lo, até que um belo dia acabei vendo um comercial onde a chamada do próximo programa prometia exibir uma reportagem acerca de pessoas que comandam canais sobre literatura no youtube. O Ler antes de morrer apareceu em grande destaque, especialmente porque ele é levado de forma profissional. Depois disso tratei de conhecê-lo melhor, e, desde então, sempre estou acompanhando as novidades. O diferencial da Isa é trazer os clássicos com frequência, de modo leve, descontraído e interativo, e instigante.


Livros & post it, por Adriana Zampolli
O canal da Adriana eu descobri através de uma pesquisa, onde eu buscava por desafios de leitura. Como ela faz muitos projetos (bem legais, diga-se de passagem), eu acabei chegando até os vídeos do Livros & post it. O que mais me agrada nesse canal, além dos projetos, é a forma como a Adriana conduz suas resenhas. Acho ela tão verdadeira, tão leve, tão ela, que a impressão é que estamos conversando de verdade. Sem contar na sensação que ela passa, de ter prestado atenção em cada detalhe das obras lidas, fazendo considerações sempre muito pertinentes. Gosto muito! É uma pena que ela esteja gravando menos agora.


Livro & café, por Francine Ramos
Muita gente conhece o Livro & café por conta do blog. Eu não o conhecia... aliás, atualmente eu só acompanho o canal mesmo. E gosto bastante! A maturidade da Fran resulta em conteúdo com livros diferenciados e interessantes, saindo do mesmo de sempre. E ela é ótima conduzindo uma resenha, sempre com comentários interessantes e mostrando um ponto de vista bem preciso. Se você gosta de clássicos e/ou de Virgínia Wolf, essa é uma ótima pedida.


Tem que ler, por Karoline Rodrigues
Conheci o canal bem por acaso, ainda quando ele dava seus primeiros passos. Só que, originalmente, o Tem que ler já existia bem antes disso. Ele era uma coluna do extinto blog Harlan Coben Brasil, cuja ideia era ler e resenhar um clássico por semana. Agora, o canal se tornou o projeto literário de três meninas que, juntas, comandam um blog e algumas redes sociais com a mesma marca/nome. Só que quem está a frente do canal é apenas a Karol, que traz em suas resenhas questões a parte através de uma narrativa bem produzida. Ela mostra que por trás de seus vídeos existe uma produção de verdade. Muito bom!

~*~

Então, é isso. Eu acompanho outros canais, claro. Canais ótimos que não entraram nessa lista porque não estão enquadrados no quesito 'conheci por acaso'. Mas caso você queria saber mais, é só pedir que eu preparo outro post com temática semelhante, ok? Agora quero saber quem você conheceu por acaso e não consegue mais viver sem. Haha!

Abraços!

O Skoob é a rede social queridinha dos leitores brasileiros. Já falei dele várias vezes por aqui, inclusive. Quem não tem, ao menos já ouviu falar. O que muitas pessoas ainda não conhecem ou não sabem exatamente como funciona, é o sistema de trocas da rede, o famoso PLUS


Óbvio que milhares de usuários já utilizam o serviço, uma vez que ele funciona há meses. Aliás, só para você ter uma noção, de acordo com o próprio Skoob, existem mais de 15 milhões de livros disponíveis para troca. Ainda assim, tem muita gente que possui dúvidas em relação a esse sistema.

Eu fui uma dessas pessoas, e, por isso, deixei de realizar várias trocas que poderiam ser bem produtivas. Pensando nisso, achei que seria interessante dar algumas dicas que aprendi na prática... portanto, essa vai para você que tem skoob, e possui livros encalhados na estante. Garanto, o sistema é bastante confiável! Basta atentar-se para o que listarei abaixo. Vamos lá, então!?

Minha página do PLUS no SKOOB.

1. O primeiro passo é atualizar seu perfil para o PLUS (fique tranquilo porque isso é gratuito), para só então marcar os livros que você quer trocar. Ao fazer isso, seu perfil será atualizado para plus amarelo, o que te permite enviar livros, a medida que forem solicitados, para conseguir créditos e assim fazer suas próprias solicitações. Após ter enviado dois livros, o seu perfil passará automaticamente para o plus azul.

2. Uma coisa muito importante que muita gente ainda não se deu conta: quando se é iniciante no PLUS, mesmo com certos livros marcados para troca, estes ficam INDISPONÍVEIS na lista geral dos livros disponíveis para troca, ou simplesmente PAUSADOS, como alguns costumam chamar. Por isso, ao aderir o plus (e ao marcar os seus livros para troca), é importante que entre no sistema plus (em sua própria conta, no skoob), e verifique em "MEUS LIVROS" se os mesmo estão DISPONÍVEIS. Se eles não estiverem, é só você configurar lá mesmo. Logo, eles se tornarão possíveis de serem solicitados por terceiros.

3. Um iniciante não terá reputação no PLUS (sobre isso falo melhor abaixo), e isso é bem complicado para quem quer solicitar um livro e é de fora. E é complicado para você também, que está a espera de alguma solicitação, afinal você precisa de créditos para adquirir um livro. Uma dica para se ter credibilidade no início é por uma descrição em seus livros, além de publicar imagens dos mesmos. O PLUS permite isso! Use esse espaço para informar aos outros o estado de seu livro, pois, garanto, isso faz toda a diferença.

4. Seja sempre atencioso! Não omita informações sobre o estado do livro, tome cuidado com o envio, embalado-o com cuidado, e tendo a atenção de enviar o código de rastreamento (o PLUS também oferece essa ferramenta que fica disponível quando você aceita uma solicitação). Além disso, procure não demorar muito no acesso, pois isso pode acarretar no cancelamento do pedido, sem contar que é chato fazer o outro esperar. Tudo isso conta muito na avaliação que a pessoa fará de você, isto é, a chamada reputação. Aliás, muitas pessoas, antes de fazer uma solicitação, olham a sua reputação, para saber se correu tudo bem com as trocas anteriores. Vale destacar que ambos possuem o direito de avaliar um ao outro. A troca envolve ambas as partes em todos os casos.

5. Se estiver interessado em um livro cujo o dono não tenha disponibilizado fotos ou uma descrição completa do exemplar, não custa nada ir até o perfil da pessoa e pedir que ela lhe envie fotos do livro por e-mail, por exemplo. Fiz isso algumas vezes e deu certo. Com educação e boa vontade a gente consegue fazer a transação numa boa.

6. Aconselho que na hora de solicitar um livro, você não preste atenção apenas na descrição do exemplar e na reputação da pessoa. Vá também ao perfil dela e cheque se a mesma tem acessado o Skoob recentemente. Já vi livros estarem disponíveis, mas, ao ir ao perfil da pessoa, via que o último acesso da pessoa tinha sido há meses e até anos. Isso me fez desistir de solicitar.

7. Seja paciente, pois as trocas não caem do céu. Geralmente, os mais pedidos são lançamentos ou aqueles que por algum motivo estão na moda, digamos assim. Isso significa que certos livros não tem muita pedida e/ou não despertam tanto o interesse da maioria. Eu, por exemplo, estou com toda a série Crepúsculo para troca, mas como os burburinhos cessaram e muita gente já os tem, fica difícil passar adiante. Mas a esperança é a última que morre, não é mesmo!? Vamos ser pacientes que pode dar certo. E o mesmo conselho serve para situações contrárias. Se você quer muito um livro que não se encontra indisponível, especialmente sendo uma obra recém chegada no mercado editoral, espere um pouco. Lembre-se que você não precisa desse livro pra já, em salvas exceções (e se precisa talvez seja melhor comprá-lo). Com o tempo e a devida paciência as melhores trocas virão.

~*~

Eu amo colecionar livros (dã, Francielle!), mas acho a troca uma excelente forma de passar adiante o que não quero mais, enquanto tenho a chance de obter algo novo para ler. Por isso vejo o PLUS como algo extremamente útil, porque darei a alguém um livro que a pessoa quer muito, enquanto vou atrás de outra pessoa que queira se desfazer de um que eu quero muito. Ao invés de trocar livros por trocar, muitas vezes por títulos que eu nem queria muito ler (como já fiz várias vezes), agora tenho a oportunidade de adquirir coisas que realmente me interessam. Além disso, minha experiência com esse sistema foi bem positivo até o momento. Portanto, fica a recomendação!

Geralmente essas dicas farão mais sentido para quem já costuma acessar o Skoob, então espero que elas te ajude de alguma forma. Mas se alguma dúvida ainda estiver em sua mente, deixe aqui nos comentários que eu terei o prazer em te responder.

Abraços!

Em 2015 eu publiquei duas notas de apoio aqui no blog. Uma é referente a criação de clubes do livro, e o outro serve como um incentivo para tentarmos reviver a essência dos antigos clubes de leitura. Desde então vi que muitos leitores fazem parte de iniciativas assim, o que é maravilhoso!

Embora haja uma certa diferença entre esses clubes, ambos tem uma forte semelhança: a troca de opiniões sobre um livro específico, ou até mesmo acerca de um conjunto de obras de um determinado tema. Para tanto, é importante que se haja um guia de leitura, ou simplesmente um roteiro, para estimular uma reflexão mais profunda sobre o que foi lido.

Isso vale para qualquer um dos clubes. Vale também para você que não participa de algo do tipo, mas que integra grupos via blogger, facebook, instagram etc. Trata-se de tópicos de discussões para aperfeiçoar a sua discussão com outros leitores.

Imagem: Google.

Abaixo, deixarei algumas perguntas mais gerais, que obviamente podem ser adaptadas conforme o gênero lido. Perguntas específicas só podem ser elaboradas a partir da leitura, porque isso condiz muito com a história, e com o quê ela quer passar. Portanto, fica aí a sugestão para vocês, de fazerem anotações diante de situações inusitadas ou curiosas que forem surgindo no meio da trama.

Ok, mas vamos às perguntas gerais...

- Que cenas mexeram mais com você? Por quê?
- Em sua opinião, que personagem teve o destino mais trágico? Você acha que ele(a) mereceu isso?
- Você acredita que o livro te deu alguma compreensão sobre a vida? Se sim, de que forma?
- Algum personagem te inspirou? Em que sentido?
- Você se sentiu tocado, inspirado ou assombrado com a história?
- Que personagem soou antipático para você? Por quê?
- Você chorou, ou pelo menos ficou engasgado(a), durante a leitura desse livro?
- Qual a lembrança mais forte que ficou após a leitura?
- O que mais te agradou na história? E o que menos agradou?
- Esse é o tipo de livro que se esquece fácil, ou que fica marcado na memória? Por quê?
- Faria uma releitura?

E então, o que acha desse guia? Pense a respeito!
Ah! Você acrescentaria algum outra pergunta mais geral que acha indispensável?
Espero que isso te ajude de alguma forma.

Abraços,


A Bienal Internacional do Livro está chegando! Este ano o evento acontecerá de 3 a 13 de setembro, no Rio de Janeiro, e contará com a participação de mais de 360 expositores (dentre eles estão as nossas queridas editoras), mais de 200 autores convidados (só de estrangeiros são 27), e, principalmente, muitos e muitos leitores de todo país.

Bilheteira na Bienal Internacional do Livro no Rio de Janeiro em 2013. Fonte: Google.

Eu só tive uma experiência com a Bienal, em 2013, mas já foi o suficiente para me render muitas ideias e aprendizado. Então, especialmente para quem irá participar esse ano, vejamos algumas dicas de sobrevivência (hahahahaha!) do qual eu considero fundamentais...

1 - Mantenha-se informado
Verifique antes os dias, horários e os locais dos autores que você quer tanto conhecer. Ou dos eventos que você pretende participar. A Bienal reúne MUITA gente, e, geralmente, em encontros assim as senhas são sempre distribuídas em horários prévios. É bom ficar ligado nas redes sociais das editoras que estarão recebendo esses autores, ou daquelas que estão promovendo outros tipos de eventos, para que você se mantenha informado e por dentro de tudo que irá acontecer. Isso evitará transtornos e tempo perdido.

2 - Pesquise antes
Cada um vai a Bienal com um propósito. Algumas pessoas aproveitam a feira literária para fazerem compras, por exemplo. De fato algumas editoras acabam trazendo ofertas (com aquele precinho especial) que enchem os nossos olhos (que leitor não ama comprar livros?). Por isso, se você for a Bienal com esse próprio, pesquise antes onde estarão (em que pavilhões) as editoras dos livros mais desejados da sua lista. Isso evitará que você saia comprando demasiadamente e acabe não levando o que realmente deseja, além de estar bem localizado e não perder tempo procurando.

3 - Não se iluda
Existem 'quilos' de livros a venda na Bienal, e, às vezes, isso acaba nos dispersando. Mas não se iluda! Muitas ofertas são semelhantes das que encontramos na internet. Isso não é uma regra, pois há muitas promoções, sim, mas no geral não vale a pena sair comprando (quando você pode ter a comodidade de pedir em casa). Especialmente no meu caso, que moro em outro estado, com muitas compras eu teria que ficar carregando peso ou até ter que pagar excesso de bagagem. Minha dica é que você messe na balança o que vale a pena e com que propósito você estará participando da feira.

4 - Aproveite os eventos literários
Quem tiver a oportunidade de ficar alguns dias, aconselho que aproveite bastante os eventos literários que estarão rolando. Principalmente se você morar em um lugar onde dificilmente ocorrem coisas do tipo, como é o meu caso. Quando você terá uma nova oportunidade como essa? Comprar livros é algo que fazemos sempre, mas participar de coisas assim...? Por isso vá, participe dos eventos, encontre os blogueiros e booktubers que você mantém contato, ou que simplesmente curte, e aproveite! Tenho certeza que a experiência te renderá ótimas recordações. 

5 - Participe de dias variados
Quem quer ir para os eventos, mas também quer aproveitar para visitar melhor os estandes e fazer umas comprinhas, aconselho que faça isso em dias diferentes. Até porque você dificilmente conseguirá fazer ambos em um único dia. Os fins de semana são sempre cheios de gente, e são quando mais acontecem os eventos. Então planeje e aproveite os encontros que você quer participar nos dias que eles irão ocorrer. Quanto a visita dos estandes, vá durante a semana e desfrute o ambiente (que deverá estar um pouco mais calmo) para que você possa fazer suas compras.

6 - Prepare-se para uma maratona
A Bienal não é só flores. No geral é uma delícia estar no meio de pessoas apaixonadas pela leitura; estar no meio de vários blogueiros e autores nacionais e internacionais; ou simplesmente estar rodeada de livros. Porém, o evento reúne gente de todo país. São 10 dias de visitações demasiadas. Então vá preparado para enfrentar muitas filas. Esteja com uma roupa leve, e, se possível, leve água e lanche na bolsa. Os serviços alimentícios de lá são muito caros (absurdamente caros, acredite!), então é sempre bom se prevenir. 

Bem, essas são as minhas recomendações. Planejamento prévio é tudo! Trace suas metas e objetivos para o evento e aproveite!!! Definitivamente, essa é uma experiência na qual eu nunca irei esquecer, e que pretendo reviver logo (neste ano, inclusive!!). Espero que quem ainda não teve a chance também possa ir um dia. É show!


Hoje é o dia dos pais. Provavelmente você já deve ter comprado um presente para o seu paizão, embora essa não seja uma regra. Acho que não preciso nem dizer que não é necessário esperar apenas por essa data para quebrar a cabeça (ou não) escolhendo algo que seja a cara dele, e que, principalmente, faça lembrá-lo de você.

Dar presentes para quem se ama, seja lá o que for (eu priorizo mais o simbólico do que o material), é também uma forma de afeto, e não é preciso de datas comemorativas para isso. E sabe o que mais combina com esse conceito? Livros. É uma delícia ganhar livros em todas as épocas do ano e vocês sabem bem disso.

Pois bem. Dá próxima vez que resolver presentear o seu papai, escolha um livro que tenha mais a ver com ele, e propague o incentivo a leitura. Aproveite e faça a mesma leitura para que, juntos, vocês possam comentar, trocar ideias e opiniões... tem coisa melhor? Então seguem algumas sugestões.  Os livros possuem temas mais sérios e específicos, mas que podem agradar geral. Veja só...

Imagem ilustração.

O Homem Que Sabe, de Viviane Mosé,  apresenta um discurso raro, entre a filosofia e o poema, sobre a atual condição do homem. A autora reflete sobre a Modernidade, oferecendo ao leitor a oportunidade de pensar, por exemplo, sobre como ela pode provocar enormes avanços tecnológicos, mas, ao mesmo tempo, também crises sociais, ambientais e econômicas.

A Beleza e a Dor, de Peter Englund, aborda o conflito da Primeira Guerra Mundial a partir de seu aspecto menos explorado, mas talvez mais revelador: a experiência das pessoas comuns – não apenas a tragédia e a dor, mas também o absurdo e mesmo, por vezes, a beleza dessas vidas. Essa é uma reconstituição do mundo emocional em primeiro lugar, depois do curso dos acontecimentos.

História do Futuro, de Miriam Leitão, é um grandioso livro de reportagem que mapeia o território do que está por vir com base em entrevistas, viagens e análises de dados da autora. Ela aponta tendências que não podem ser ignoradas em áreas como meio ambiente, demografia, educação, economia, política, saúde, energia, agricultura, dentre outros, e adianta que o futuro será implacável para os países que não se prepararem para ele.

Correr, de Drauzio Varella, conta como o autor consegue há mais de vinte anos conciliar seu atribulado dia a dia com a prática regular de exercícios físicos. Para ele, correr não é só um hobby, mas é o que lhe dá o equilíbrio para enfrentar os desafios da vida. Além disso, o livro oferece informações médicas sobre a prática; indispensável para corredores e futuros corredores.

E aí. O que você achou desses temas? Compraria algum deles?
Se não, tem algum outro título em mente? Enfim...
Tenha um ótimo dia, e feliz dia dos papais!!!


Recentemente eu decidi separar alguns dos meus livros para troca/doação. Optei, claro, pelos exemplares já lidos que não me farão falta. Não se trata de livros que eu não gostei, mas sim daqueles que por algum motivo eu não pretendo reler; que por algum motivo não é mais tão importante para mim; que por algum motivo às vezes eu até esqueço que tenho...

Mas, ao contrário de se permitir a fazer essa escolha, vejo muitas pessoas por aí bem apegadas materialmente por seus livros. Por isso resolvi escrever o porquê eu decidi ter esse pensamento e passar alguns dos meus adiante.

Alguns livros separados para troca/doação. Ainda existem outros dois que já se encontram nas mãos dos seus novos donos. Enfim, esse foi um baita desapego.

Quando pensei em criar um blog literário, percebi que além da vontade de compartilhar minhas experiências de leitura com outros leitores, essa atividade me renderia um belo desafio: difundir o hábito da leitura. Trata-se de dar a outras pessoas um mar de descobertas do qual eu vivencio todos os dias graças a literatura, mas que só sente quem realmente se deixa levar; quem experimenta.

E não há nada como experimentar coisas novas, não é mesmo? Entendi que transmitir essas novas práticas apenas através do blog não me daria a oportunidade de passar adiante aquilo que eu realmente acredito. Foi então que eu acabei percebendo que disseminar o prazer da leitura também poderia ocorrer por meio da doação ou até mesmo da troca de livros.

Eu seria hipócrita se dissesse que posso fazer isso com qualquer livro da minha estante sem sentir uma sequer dorzinha no coração. É óbvio que existem livros que você quer ter para a vida inteira, seja por ter favoritado ele ao término da leitura, seja porque alguém especial o deu de presente, seja porque ele foi escrito por um autor que você ama. Mas duvido muito que igualmente todos os livros da sua  coleção tenham essa mesma importância para você.

Com a troca tive a chance de dar a outros colegas a oportunidade de ler livros histórias que até então eles não conheciam (e que ele pode gostar até mais que eu), quando tive igualmente a chance de conferir algo novo. E com a doação (daqueles que não consegui trocar), pude exercitar o desapego, dar um novo roteiro de viagem a outras pessoas, e pude folgar um pouquinho a minha estante que quase sempre vive atolada pedindo por socorro.

Pode parecer clichê, mas livro foi feito para ser folheado, lido e apreciado. Não para ficar entulhado no meio de tantos outros como um objetivo de decoração sem uso. Não vamos permitir que a leitura, ou o consumo de livros, se torne uma competição de quem tem mais ou menos. Ler não é um símbolo de status, mas sim uma condição de vida.

Praticar o desapego pelo menos uma vez por ano não é apenas saudável como também é um exercício de cidadania. E, falando por mim, posso te garantir: você não estará perdendo nada, muito pelo contrário...


Muitos de vocês devem estar no período de férias (alguns já estão, outros ainda vão ficar). É uma maravilha, afinal nada melhor do que recarregar as energias. E que tal fazer isso lendo coisas legais, eletrizantes e divertidas? 

Geralmente a nossa correria é tanta, que normalmente não temos tanto tempo para realizar as leituras do momento... pois então chegou a hora! Selecionei cinco título lançados por nossas editoras parceiras (um livro para cada) que estão fazendo muito sucesso para recomendá-los a vocês. Vamos lá!?

Imagem ilustração.

1. A Viajante do Tempo (Outlander Vol. 1), de Diana Gabaldon, foi relançado aqui no país em 2014 pela Editora Saída de Emergência Brasil. Na trama, Claire é levada de 1945 ao ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros. Lá ela conhece Jamie, um jovem guerreiro escocês que a faz ficar dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo de ter uma vida com ele. Outlander envolve fantasia, ficção e muita aventura, e para os amantes do gênero pode ser um prato cheio. Tão cheio, que trata-se de uma narrativa dividida em 12 livros enorme. É bom iniciar já sabendo esse (pequeno) detalhe.

2. Lugares Escrutos, de Gillian Flynn, foi relançado no Brasil neste ano pela Editora Intrínseca (siiiiiiim, a Intrínseca é a nossa nova parceira!!!!!). Na trama, Flynn traz romance, investigação e assassinato junto a trajetória detetivesca de Libby com flashbacks do dia em que ela testemunhou um brutal assassinato onde o acusado do crime foi seu irmão mais velho (na época ela tinha apenas 7 anos). O livro foi recentemente para os cinemas, então considero uma ótima pedida para quem curte o gênero, ou para aqueles que gostaram do famoso Garota Exemplar.

3. Uma Curva no Tempo, de Dani Atkins, foi lançado pela Editora Arqueiro recentemente. A narrativa traz dois possíveis futuros da personagem Rachel após um acidente: 1) ela mora sozinha em Londres, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo; 2) ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e uma carreira com que sempre sonhou. Respostas e escolhas norteiam esse livro... o que será que de fato aconteceu a Rachel? Parece ser um romance de reviravoltas e muitas surpresas.

4. Um Tigre Para Malgudi, de R. K. Narayan, foi lançado em 2012 pela Editora Guarda-Chuva. No enredo, Raja é capturado, sofre privações atrozes, transforma-se em atração de circo e participa de um set cinematográfico. Subjugado à ambição humana por riqueza e poder, descobre que o passaporte para a fama não passa de mais uma escravidão grotesca. Qual terá sido a identidade de Raja numa encarnação anterior? Destinado aos amantes de histórias sobre amizade, cultura, reflexões e a arte do desprendimento.

5. Segredos de Paris, de Zoé de Las Cases, foi lançado pela Editora Sextante mês passado. Não se trata de uma leitura em si, mas de um (novo) livro de colorir bem legal que, definitivamente, dará asas à imaginação dos apaixonados por trabalhos manuais dessa espécie. A temática da vez é a capital francesa como um dos cenários mais lindos e românticos do mundo, onde o lema é proporcionar ao leitor(a) (pintor(a), neste caso) uma viagem pelas ruas de Paris através das cores. Com certeza valerá a pena acrescentar essa delícia nas suas atividades de férias.

Portanto, fica a dica! Espero que tenham curtido as minhas recomendações, mas caso você já tenha separado suas leituras, comenta aqui embaixo quais são elas. Ou se você já leu algum dos livros da lista, deixe registrado aqui a sua opinião. Nada como a troca de conhecimento, hein!.  :))
Até mais!!!


Há algumas semanas eu contei por aqui um pouquinho da minha experiência como administradora de um Clube do Livro (para quem ainda não viu basta acessar AQUI). Desta vez, resolvi comentar sobre a prática de um Clube de Leitura, na qual venho tendo a oportunidade de vivenciar através do projeto Leitura Compartilhada.

Ilustração da Leitura Compartilhada de "A Insustentável Leveza do Ser" (Milan Kundera).

Diferente de um Clube do Livro, que envolve público (onde as pessoas não precisam necessariamente ter lido o que será exposto), sorteios e uma apresentação bem dinâmica, um Clube de Leitura tem características mais intimistas, geralmente com poucas pessoas envolvidas, cuja conversa – que diz respeito a uma leitura específica – é bem impessoal. 

Trata-se, basicamente, de um grupo com três, quatro, cinco, talvez até seis pessoas, que irão sentar (após ter lido o mesmo livro em um mesmo período de tempo) e conversar a respeito. Nesse diálogo certamente haverão comentários prós e/ou contrários à obra, afinal cada um tem um jeito de ver e perceber as coisas. E isso é o mais legal! É a sua opinião junto as demais que irão se unir em um debate interessante e talvez até infindável. E depois, por que não acrescentar tudo isso a um bom lanche?

Esse é o momento em que você e seus amigos poderão se dar a chance de ler coisas diferentes, ou coisas que há muito tempo vocês querem ler, ao mesmo tempo em que poderão sair do âmbito virtual para ter com quem conversar sem o receio de ter "falado demais". Além da oportunidade de ter uma tarde diferente, regada de uma boa conversa, muita literatura e altos planos para os próximos encontros.

E não há regras! Você pode fazer isso todo mês, ou cada dois, três meses... o importante é fazer disso uma rotina. No projeto Leitura Compartilhada é assim. Clóvis, Érika e eu sorteamos um livro (com base nas indicações de cada um), nos propomos a realizar a leitura numa mesma data, e depois marcamos uma tarde para tagarelar sobre o que foi lido. E, como blogueiros que somos, resolvemos trazer um pouquinho dessas conversas para vocês através dos nossos vídeos. A nossa ideia é incentivá-lo a fazer o mesmo.

Mas você não precisa ser blogueiro... basta ser apaixonado por novas histórias, assim como nós. E se você for desses que ainda não possui muitos amigos leitores em sua cidade, por que não fazer isso com os amigos virtuais? Colegas blogueiros, de pages, facebook, skoob e afins? A tecnologia nos fornece uma série de possibilidades... uma conversa por skype é uma delas. Pense a respeito!

Chega de ler livros e não ter com quem conversar. E olha que quem tá falando isso é uma blogueira que sempre tá escrevendo sobre o que lê... mas como nem todos fazem isso, fica aí o incentivo para a criação de Clubes de Leitura. Eu garanto a vocês que a experiência é ótima... não há complicações, tampouco regras. Existe apenas a vontade de tornar a leitura algo menos individual.

Até mais!


''O hábito da leitura deve unir disciplina e prazer.'' 


Primeiramente, mil desculpas pelo sumiço essa semana. Ando muito atarefada com a faculdade, e cheia de preparativos para alguns projetos que só poderei contar nas próximas semanas (fiquem curiosos, haha!).

Bem, eu estava visitando uns blogs do portal da Revista Época, e me deparei com umas dicas muito legais compartilhadas pelo Danilo Venticinque enquanto leitor dedicado, e achei que seria muito válido dividir isso com vocês. O jornalista fala em sua matéria que administrar o tempo de leitura é, além de importante, algo de difícil trato. Existem de fato zilhões de ocupações e elementos em todos os lugares que tiram a nossa atenção. Isso sem falar da internet, das redes sociais e das demais tecnologias. Portanto, as dicas estão direcionadas aos leitores que querem vencer as pilhas de livros não lidos, ou ao menos controlar seu crescimento. 



Gostaria apenas de frisar que essas dicas são segredos da americana Nina Sankovitch. Para saber mais acesse a postagem original escrita pelo próprio Venticinque clicando AQUI. Vejamos...


1. Tenha sempre um livro ao seu alcance.
Para um leitor prevenido, qualquer momento de espera pode se transformar num momento de leitura. Os entusiastas do livro digital podem usar um tablet ou até mesmo um celular. Bons aplicativos de leitura, como o Kindle e o Kobo, atualizam as marcações de página em cada dispositivo e permitem que a leitura continue sem interrupções. Quem prefere os livros de papel pode reservar um espaço na bolsa ou mochila. Somando as páginas lidas nesses minutos ociosos, é possível ler livros inteiros.

2. Aceite um desafio.
Há algo em comum entre a leitura e o esporte. Um bom atleta é movido a metas, criadas para manter uma busca constante pela melhor performance possível. O mesmo deveria valer para os leitores. Depois que o hábito da leitura se estabelece, a tentação de permanecer na zona de conforto é grande. Desafiar-se é uma maneira de manter a forma. [...] Ler um livro por semana é um bom começo. Quem já faz isso pode aumentar o número para dois ou três. Estabelecer um prazo também ajuda a criar coragem para enfrentar obras longas ou difíceis.

3. Marque um compromisso.
Ler por obrigação pode ser divertido – desde que a obrigação parta do próprio leitor. Para vencer as distrações do cotidiano e a tentação de deixar os livros para depois, reserve algum tempo todos os dias para a leitura. Alguns preferem ler na cama antes de dormir. Outros se sentem mais dispostos pela manhã, antes de ir para o trabalho. O importante é respeitar o tempo dedicado à leitura e, se possível, tentar estendê-lo. Aos poucos, ler se tornará um prazer cotidiano e o leitor se sentirá ansioso para encontrar-se novamente com os livros, como quem espera por um encontro ou um bom jantar.

4. Elimine as distrações.
Durante seu desafio de um ano, Nina deixou de usar as redes sociais e de assistir à televisão. Também passou a ler menos notícias, para concentrar-se nos livros. O prazer proporcionado pela leitura, segundo ela, superou qualquer perda causada por essas mudanças de hábito. ''Ler um livro por dia não me impediu de ter uma vida'', diz Nina. ''Pelo contrário. Minha vida tornou-se melhor, mais rica e satisfatória.''

5. Varie para não enjoar.
Um erro comum de quem embarca numa maratona de leitura é tentar ler vários livros do mesmo autor ou do mesmo gênero, sem intervalos. O esforço provoca cansaço mental e leva, invariavelmente, à desistência. Isso vale principalmente para os clássicos da literatura. Alguns livros levam tempo para ser digeridos. Uma forma de descansar sem abandonar a leitura é intercalar obras literárias difíceis com livros mais leves, desses que podemos encontrar em qualquer supermercado. [...] ''Ler livros de gêneros diferentes ajuda a manter a sanidade e amplia nossa visão de mundo'', afirma Nina.

6. Crie um diário de leituras.
A memória humana é limitada. Para muitos de nós, uma maratona de leituras é uma sobrecarga cerebral. Escrever um pouco sobre cada livro que lemos torna as lembranças mais acessíveis. [...] A escrita serve não só para nos lembrar de nossas leituras, mas também para nos ajudar a entender melhor os livros que lemos. 

7. Compartilhe suas experiências.
Por mais fascinantes que sejam os livros, às vezes nos esquecemos deles. Felizmente, não estamos sozinhos. A leitura é um hábito solitário, mas também pode ser vista como um passatempo coletivo. Leitores atraem outros leitores, e compartilhar nossas descobertas literárias com amigos é sempre um prazer. Conversar sobre livros é uma forma de reacender, em nós e em nossos interlocutores, a paixão pelos livros – e a disciplina para nos dedicarmos a mais um dia de leituras.


Muitas dessas dicas nós já seguimos, certamente. Mas é sempre bom reforçar essa ideia para fixarmos naquilo que propomos para nós e para a nossa vida. Essas metas também são válidas para aqueles que frequentemente passam por ressacas literárias (e eu confesso estar assim, infelizmente). Portanto, vou organizar melhor o meu tempo e abandonar tudo aquilo que não me acrescenta para dar mais vez aos meus livros. Quero fazer da minha vida literária uma eterna festa de histórias e conhecimento.
Espero que tenham gostado.
Até mais!

Leitores, olá!

Enfrentamos muitas coisas nas duas últimas semanas, e graças à falta de tempo o blog acabou tendo o um ritmo de postagens mais lento. Peço desculpas em meu nome e em nome dos demais colunistas, e agradeço a compreensão de todos. Dar tempo a todas as nossas obrigações não é um trabalho fácil, mas aos poucos as coisas se enquadram. Mas, bem, vamos ao que interessa.

Enquanto navegava por sites literários, me deparei com uma postagem do Universia Brasil que chama a atenção para as leituras de cunho denso, onde é afirmado que estas cultivam ainda mais a nossa inteligência e sabedoria. Deste modo, nos é ofertada uma lista com 5 categorias de leituras inteligentes, e achei que seria interessante mostra-la à vocês. Discorram suas respectivas opiniões a respeito para que possamos conversar sobre a temática pautada, ok? Segue a lista...

1. Ciências

categoria não inclui apenas os livros científicos, mas todos aqueles que melhoram o nosso conhecimento sobre o mundo ''natural'', como estudos sobre a sociedade, etc. O valor desses livros não vem das teorias que eles provam (ou questionam), mas do desenvolvimento da curiosidade que eles despertam, bem como os métodos de aprendizado. Os livros científicos podem ensinar a conduzir uma investigação, confiar na sua intuição e validar temas a partir de evidências.

2. Filosofia 

Assim como a ciência, a filosofia cresce a partir do pensamento crítico. Ao contrário das ciências, que nos ajudam a entender o mundo exterior, a filosofia é voltada para dentro, facilitando o processo de entender a si mesmo. A filosofia vai melhorar o seu entendimento das necessidades e desejos humanos, além de aumentar o seu conhecimento sobre as principais prerrogativas do comportamento humano.

3. Ficções Científicas

O fato de um livro não ser baseado em uma história real não diminui o seu valor de ensinamentos. Os melhores trabalhos de ficção contêm mais verdade que muitos outros gêneros literários, pois permitem ao seu leitor uma experiência com novas realidades. As ficções criam experiências que elevam o nível de consciência e lidam com questões como a filosofia, a psicologia e até mesmo a história. Lendo ficções você pode desenvolver a sua linguagem e se tornar um melhor escritor, pensador e orador.

4. História

A história pode parecer bastante entediante a princípio, como todos aqueles nomes e datas distantes. Contudo, a história pode ser bastante estimulante se discutida da maneira correta. Ao invés de longos textos explicativos, por exemplo, é possível encarar os fatos como grandes anedotas, cheia de personagens complexos e ideias inovadoras para a época. Aprendendo o passado você se torna mais capaz de interpretar os fatos do seu tempo e consegue reconhecer, inclusive, as heranças deixadas por outras épocas.

5. Poesia

A leitura de grandes poesias produz um sentimento de admiração e reverência com relação ao poder das palavras. Ela aguça suas competências linguísticas e ajuda a desenvolver a sua eloquência. Além disso, você desenvolve o seu vocabulário e compreende melhor o significado das palavras.


Algum dos tipos de leitura citados acima é da preferência de vocês?

Estamos em época de vestibular. Embora a essa altura do campeonato muitas pessoas já tenham definido qual o curso escolhido - pelo menos aqueles que estão saindo do ensino médio -, resolvi compartilhar uma postagem muito bacana publicada no Guia do Estudante, que trata sobre profissões para quem gosta de escrever. Como geralmente quem ama ler adora essa atividade, aqui vai a dica para quem se identifica com a área, mas ainda está na dúvida. Portanto, vale a pena conferir!


  • CIÊNCIAS SOCIAIS – É o estudo das origens, do desenvolvimento, da organização e do funcionamento das sociedades e culturas humanas. Com toda a bagagem teórica adquirida com o passar do tempo, é natural que esse profissional queira compartilhar seu conhecimento escrevendo textos. Leia mais.
  • CINEMA E AUDIOVISUAL – É a elaboração e a produção de audiovisuais artísticos, documentais, publicitários, institucionais ou jornalísticos para veiculação em diversas mídias, como cinema, internet, tv aberta e a cabo e circuitos fechados de programação. Como toda produção tem um roteiro, esta profissão é ideal para quem gosta de escrevê-los. Leia mais.
  • HISTÓRIA – É o campo do conhecimento que estuda o passado humano em seus vários aspectos: economia, sociedade, cultura, ideias e cotidiano. O profissional naturalmente, pode compartilhar o seu dia a dia e suas experiências em textos. Leia mais.
  • JORNALISMO – O jornalista é o profissional da notícia. Ele investiga e divulga fatos e informações de interesse público, redige e edita reportagens, entrevistas artigos, adaptando o tamanho, a abordagem e a linguagem dos textos ao veículo e ao público a que se destinam. Leia mais.
  • LETRAS – É o estudo da língua portuguesa e de idiomas estrangeiros e de suas respectivas literaturas. O profissional pode se dedicar à escrita profissional, trabalhando para editoras. Leia mais.
  • PRODUÇÃO EDITORIAL – É o conjunto de atividades envolvidas na edição e na publicação de obras impressas ou eletrônicas. Por ser responsável pela produção de conteúdo, este profissional pode se dedicar à redação e edição de textos. Leia mais.
  • PUBLICIDADE E PROPAGANDA – O publicitário cria, realiza e divulga campanhas e peças publicitárias, procurando a melhor forma de apresentar um produto ou serviço ao consumidor e promover sua venda. Como comunicador, este profissional tem autonomia para redigir peças publicitárias, como roteiros de comerciais de TV, por exemplo. Leia mais.
  • RÁDIO E TV – São as atividades ligadas à criação, à produção, à edição e à direção de programas de rádio e TV. Esse profissional se envolve na elaboração e na veiculação de programas jornalísticos, esportivos ou de variedades, exceto nas atividades reservadas a jornalistas e atores, como reportagem e dublagem. Ele monta a programação da emissora, redige roteiros, produz e edita programas. Leia mais.
  • TEATRO – É o conjunto de técnicas usadas na criação, direção, montagem e interpretação de espetáculos. O profissional usa os movimentos corporais e a voz para representar personagens e transmitir ao público histórias, ideias e sentimentos. Está habilitado ainda a dirigir e escrever peças teatrais, novelas e filmes, bem como fazer críticas em veículos de comunicação e elaborar obras didáticas. Leia mais.
  • TRADUTOR E INTÉRPRETE – É a transposição do significado de textos e de falas de um idioma para outro. O tradutor faz a versão escrita de livros, documentos e textos em geral de uma língua para outra. Leia mais.

E você, se identifica com alguma das profissões acima?


Fonte: Livros e Pessoas. Dicas de Luciana Leitão.

Foi à procura de sugestões de livros que acabei me deparando com uma sucessão de dicas interessantíssimas que tem como objetivo incentivar os leitores assíduos a melhorar o seu modo de ler. Decidi, portanto, compartilhar com vocês, como costumo fazer eventualmente. Acho que tudo é válido, ainda mais quando estamos falando em leitura e incentivo da mesma.

Publicado originalmente na Universia, as dicas elaboradas visam também mudar o fato de muitos acharem que ler pode ser algo difícil e cansativo, descobrindo o porquê isso acontece por vezes. Como eles mesmos propõem, ''As habilidades de uma pessoa na leitura, como a compreensão e velocidade, são diretamente relacionadas aos seus hábitos de leitura. Alguém que costuma ler raramente não terá facilidade em leituras mais complexas e que exigem maior concentração.''

Se você tem andado com problemas em realizar uma leitura precisa, identifique quais são suas principais dificuldade, e confira as dez dicas abaixo. Elas pretendem ajuda-lo a se tornar um leitor melhor!

1. Pratique
É obvio que para começar, você deve começar a ler. Não espere ficar semanas sem praticar e depois ler um livro de 700 páginas em uma semana. Para ser um bom leitor, você deve transformar a leitura em um hábito contínuo e parte de sua rotina. Não espere ter tempo para ler, pois isso dificilmente acontecerá, já que quando temos tempo extra, aproveitamos para outras atividades. Priorize suas leituras e aproveite a hora de almoço ou o trânsito para adiantá-la.

2. Alargue seus horizontes
Nunca limite seus tópicos de leitura, e procure sempre por novos conteúdos e escritores diferentes. Não importa o quanto você gosta de determinado assunto, não fique focado apenas em livros sobre ele. Quanto mais você souber sobre diferentes tópicos, mais fáceis serão suas próximas leituras.

3. Leia ativamente
Não seja um leitor imóvel que apenas espera o fim da história. Aproveite a leitura ao máximo. Faça anotações, grife partes interessantes e anote dúvidas que o escritor pode responder ao longo do texto ou que ficam para uma sequência, no caso de uma série de livros ou crônicas.

4. Inspire-se
Se você está desmotivado, leia algo de algo que você admira ou sobre assuntos que você gosta muito. Depois de iniciar essas leituras, não espere que elas terminem para determinar seu próximo livro, mas já estabeleça sua meta seguinte.

5. Velocidade
Você não precisa se preocupar com seu ritmo pessoal, já que cada pessoa tem uma maneira particular de absorver as leituras. Apenas tome cuidado para não ler de forma muito lenta, dando chances para a desmotivação ou desperdício de tempo, ou ler de maneira rápida, fazendo com que o conteúdo fique confuso ou mal compreendido.

6. Prepare-se
Se você não conhece o autor ou o contexto do livro – por exemplo, se você lê algo sobre a Angola da década de 1960 – é importante pesquisar informações básicas que irão ajudá-lo na compreensão do texto. Você evitará frustrações e confusões e poderá aproveitar ainda mais aquilo que o autor deseja transmitir.

7. Vocabulário
Mesmo os leitores mais experientes precisam estar atentos nessa área. Algumas leituras não podem ser feitas sem um dicionário ao lado, não importa o quanto a pessoa entenda a língua portuguesa. Um bom vocabulário e a compreensão exata das palavras fazem com que frases complexas sejam simplificadas e outras informações subentendidas sejam captadas.

8. Hora e local
Para alguns, ler em ônibus lotados não é uma tarefa difícil, pois essas pessoas conseguem se concentrar facilmente, mesmo com barulhos e conversas paralelas. Outras pessoas precisam de silêncio e tranquilidade para conseguir absorver o conteúdo. Além do local, é importante escolher o horário certo para ler. Não deixe para fazer isso por último, quando for dormir, especialmente se for algo mais complexo.

9. Comece com livros fáceis
Se você não costuma ler e quer adquirir esse hábito, evite frustrações e comece com leituras mais fáceis. Vá evoluindo gradativamente e estabeleça metas para não desanimar.

10. Não use os lábios
Algumas pessoas costumam ler em voz alta ou movimentar os lábios enquanto lêem. A leitura é uma atividade particular dos olhos e do cérebro, por isso só faça isso quando uma frase estiver realmente difícil de entender ou você não souber pronunciar determinada palavra. Ler em voz alta ou movimentando os lábios aumenta significativamente o tempo de leitura e faz com que ela seja mais cansativa.

E então, curtiram?

Na postagem anterior eu explanei acerca da Carolina Ribeiro, autora independente que por hora não possui nenhum livro seu publicado oficialmente. Essa, todavia, é uma realidade que muitos autores brasileiros passam ou já passaram anteriormente em relação a editoração de suas respectivas obras. Inclusive, há muito blogueiro a fora que sonha em publicar um livro, que escreve independentemente, que ama o universo da literatura que almeja fazer parte dele. Foi pensando nisso que eu resolvi compartilhar com vocês um texto a título de curiosidade interessantíssimo, escrito pela Gabriela Nascimento, do blog  Gabi Gabiruska. Sua proposta nada mais é do que ofertar dicas de como apresentar seu enredo a uma editora, e de como despertar o interesse da mesma. Segundo ela, nossos autores – muitos bem talentosos – infelizmente acabam se ''queimando'' com editores por não saberem como APRESENTAR seu material. Ela também argumenta que os leitores brasileiros vêm se aprimorando e se sofisticando, e, graça a isso, é normal que o cenário fique propício para o surgimento de novos talentos da escrita. Mas neste ponto ainda caminhamos atrasados, seja pelas poucas editoras que não dão apoio à formação e profissionalização dos autores, seja pelo amadorismo com que eles mesmos abordam as editoras.

Deste modo, vou apresentar o que a Gabriela propôs à você, que quer ter uma chance no mercado literário.

1. Antes de sair enviando e-mail, anexando seu texto, pare e pense:

O que deve conter na minha proposta de livro?
Mesmo que seu livro já esteja finalizado, ainda assim, é importante que você tenha uma proposta a apresentar. Ela é um pouco diferente para ficção e não-ficção, mas de uma modo geral, é importante que contenha e aborde ao menos os seguintes tópicos:
• Visão geral
• Marketing
• Promoção do livro
• Livros concorrentes
• Sobre o autor
• Sumário
• Resumo (2 a 3 linhas) de cada capítulo
• Capítulo da amostra

Uma apresentação bem feita pode despertar paixão no editor e até mesmo dispensar a leitura do livro todo. Use essa estrutura para sua proposta de livro e você será considerado um profissional. Embora existam outros métodos que você pode usar, uma proposta de livro deve responder às perguntas:
• ''Que livro é este?''
• ''Quem vai comprá-lo, quem leria?''
• ''Como a editora pode promovê-lo?''
• ''Que livros competem com ele?''
• ''Quem é o autor?''
• ''Quais são os temas abordados no livro?''

Só respondendo a essas perguntas você terá chances de convencer uma editora a publicar seu livro. É por isso que você precisa abordar todas essas seções e trabalhá-las.

2.    O que é uma visão geral, afinal? E por que eu preciso de uma?

A visão geral é a seção mais importante da proposta de um livro, na verdade, pode ser a coisa mais importante que você já escreveu. Duvida?

Digamos que você é um escritor inédito. Você não sabe como convencer uma editora, então você vai em frente e escreve algumas cartas/e-mails perguntando à editores de editoras diferentes se eles gostariam de ver o seu livro. Enquanto isso, você não tem o livro para mostrar-lhes, mas você só quer saber como eles vão reagir ao novo sucesso do pedaço. Adivinha o quê? Todos eles dizem a mesma coisa: ''Desculpe, mas não aceitamos submissões sem agentes ou sem indicação (ou não estamos recebendo materiais para análise no momento).'' Então, você escreve para alguns agentes literários perguntando se eles gostariam de ver o seu livro, e adivinhem? Quase a mesma reação, só que desta vez o refrão diz: ''Desculpe, mas não avaliamos manuscritos, apenas propostas.''

A questão é que o caminho para sua entrada no mundo editorial não é escrever um livro, é escrever uma proposta do livro. Os parágrafos introdutórios de sua proposta serão a visão geral, porque eles oferecem o retrato do seu projeto e colocam seu livro num contexto. Se um editor ou agente literário não lê a descrição inicial, se eles não se conectam desde o começo, se os dedos dos pés não começam a formigar nas primeiras palavras – bem, acho que não preciso desenhar para você não é mesmo? Agora você pegou o “X” da questão.

A visão geral é o seu prato principal. É o seu cartão de visitas, a sua única chance real de sucesso. Ela abre as portas para que você faça o seu “discurso de venda” – para o seu agente literário, em seguida, para um editor, e depois para a editora. Em outras palavras uma boa visão geral não é apenas o início, mas a seção mais importante, da sua proposta de livro.

Então o que uma VISÃO GERAL deve dizer?
Uma visão geral padrão pode ser dividida em três partes:
1) A introdução.
2) O gancho do livro (principalmente para não-ficção, para ficção pode incluir algo como a ambientação da trama, indicando local no tempo-espaço).
3) A descrição do livro em poucas palavras (Para ficção pode citar personagens principais e suas caraterísticas psicológicas e físicas).

A introdução geralmente contém um parágrafo (ou alguns parágrafos se você é for mais prolixo) e é como um artigo de jornal. Diga algo intrigante, que leve aos assuntos do seu livro. A melhor maneira de aprender a escrever uma introdução é ler jornal e revistas.
O gancho deve conter um resumo de uma frase sobre seu livro. Ele deve conter o título e deve resumir o livro de forma concisa. Outra coisa que geralmente contém é a frase ''o primeiro livro para… [Preencher o espaço em branco]'' porque os livros originais tem uma chance muito melhor de venda.
A descrição do livro deve fechar com a indicação de seu tamanho e uma data de conclusão prevista: ''O livro terá 55 mil palavras (ou 300.000 caracteres com espaço) e será entregue seis meses após assinatura do contrato.''

Feito isso, você estará pronto para avançar para a próxima seção da sua proposta – a seção de marketing. Mas isso fica para a Parte II...

Importante: Antes de pensar em enviar seu original, é imprescindível que você pesquise o foco de cada editora. Não vá enviar um livro de culinária para uma editora que 
publica apenas livros infanto-juvenis, certo?
Fonte: Gabi Gabiruska 
 
E então... alguém aqui tem interesse em publicar um livro algum dia? Se sim, curtiram as dicas?

Diante dos inúmeros questionamentos expostos nos 10 Motivos Para Ler Livros Atuais publicado em maio (Link AQUI), por que não fazer o mesmo, só que desta vez com os clássicos? Sabemos bem o quão debatido isso tem sido por conta da atual literatura ofertada que, evidentemente, vem ganhando um espaço notório, deixando as obras majestosas do passado um pouco para trás. Mas esquecidas elas nunca devem ser... devemos dar a chance aos enredos que marcaram época, e que um dia foram aclamadas de forma sem igual (e muitas ainda continuam sendo). E como bem disse Alessandro Martins do blog Livros e Afins, autor dos motivos abaixo, ''a mania de estar na crista da onda faz com que cada vez mais se leia apenas livros da última década. Porém, há muita coisa boa para ler com mais de cem anos.'' Vamos conferir?

1. Aumente seu vocabulário: muitas palavras usadas em livros antigos não são comuns hoje em dia. Um vocabulário maior dá a você mais ferramentas para se expressar melhor, ainda que prefira usar as palavras cotidianas.
2. Melhore sua redação: ao ler, ainda que inconscientemente – isto é, sem que você precise se preocupar com isso -, você absorve um pouco do estilo do autor.
3. Melhore seu modo de falar: você agora terá um vocabulário melhor, uma redação melhor e, portanto, articula melhor os pensamentos. Se articula melhor o pensamento, articula melhor a fala.
4. Tenha novas ideias: os clássicos, por definição, vem do passado, mas – ora – todo mundo está lendo os mesmos blogs, os mesmos best-sellers e as mesmas porcarias escritas no mês passado. As ideias contidas em um clássico são antigas, mas muitas vezes estão esquecidas. Um leitor criativo e crítico, saberá dar o verniz de originalidade e contemporaneidade a elas.
5. Tenha perspectiva histórica: o que é bom hoje pode ser esquecido amanhã, mas há uma razão para os clássicos terem permanecido tanto tempo por aí. Não dependa tanto da crista da onda.
6. Divirta-se: não deixe que a linguagem antiga seja uma barreira. O melhor motivo para ler um livro é diversão. Há quem discorde, mas – para mim – as outras razões vêm depois.
7. Sofisticação: nada mais fútil do que ler pensando apenas em enriquecer sua conversação com alguma citação esnobe, mas, enfim, se é o seu caso, nada como tirar da manga aquela frase famosa de Dom Quixote para arrematar um argumento.
8. Ser mais seletivo: com o tempo você vai deixar de querer qualquer livro ruim. Por que perder tempo com porcarias, ou apostá-lo no incerto, se você já sabe o que é bom para você?
9. Desenvolva uma voz distinta: se você lê blogs demais e clássicos de menos, tem desperdiçado a chance de ter um estilo que se destaque em relação ao de outras pessoas que trabalham com a palavra escrita.
10. Aprenda ideias atemporais: existe uma crença errônea de que o novo é sempre melhor que o antigo e de que as ideias passadas não são aplicáveis ao presente. Muitas vezes, a novidade não passa da deturpação da antiguidade. Ao ler os clássicos, você entra em contato com conhecimentos que estão de acordo com aqueles que os criaram, sem que nada tenha sido suprimido, acrescentado ou alterado.

E aí, o que acharam?