A Filha Perdida, de Elena Ferrante, foi uma das leituras que fiz em janeiro. Como prometido no último diário de leitura, vou falar de forma bem geral o que achei da história., já que o livro tem sido bastante comentado na blogosfera e youtube afora.

Apesar de estar sendo super bem comentada, confesso que, num panorama geral, a história não me comoveu. Em partes, confesso, porque eu encontrei algo um pouco diferente do que eu esperava (as nossas expectativas realmente influenciam muito). Mas não foi só por isso.

Ao longo da leitura fui tendo a impressão que a ideia de desmistificar a maternidade através dos conflitos pessoais (e familiares) da personagem Leda, transformou-se num transtorno pessoal que deixou a narrativa cíclica e sem rumo. As coisas simplesmente não caminham e o desfecho é repentino (se essa era a intenção, ok, mas esse rumo não me ganhou).

Por outro lado, as descrições da personagem sobre seus sentimentos traz importantes reflexões acerca dos papéis que queremos desempenhar em nossas vidas. No caso da Leda, ser mãe e esposa a impedia de viver seus reais desejos. 

Isso me incomodou um pouco, pois, mesmo não sendo mãe, eu vejo esse ato como uma dádiva, um milagre da vida (o que é totalmente contrário para ela). É também uma grande responsabilidade do qual você opta por ter ou não. Temos livre arbítrio para escolher o que queremos, portanto, se você não se encaixa em determinado perfil, então porquê seguir com aquilo? Parece que a vida gosta mesmo de nos pregar peças.

Sendo assim, e apesar das ressalvas, gostei do desconforto que senti. Estar no lugar de outra pessoa que pensa diferente de você te faz olhar sob uma nova ótica e te dá novas perspectivas. Isso é criar empatia.

Além disso, Elena Ferrante tem uma escrita verdadeira, impactante e sem floreios, capaz de provocar um inquietamento em meio a pensamentos (e julgamentos) que emergem a todo instante. Considero isso como algo super positivo.

Ademais, fica a recomendação para quem curte histórias sobre o retrato da maternidade. Leia sabendo que a abordagem aqui é acerca das incertezas e as dificuldades de uma mulher em viver esse papel, o que está bem longe de ser algo mágico.

Abraços!

Antes de encarar a leitura de As Mil Noites (E. K. Johnston), que aliás já fora resenhado por aqui, decidi conferir o enredo proposto por Renée Ahdieh, em A Fúria e a Aurora. Ambos foram lançados esse ano e trazem basicamente a mesma proposta: recontar um dos maiores clássico da literatura universal, as histórias de As Mil e Uma Noites.

A ideia de ler um seguido do outro surgiu com o intuito de fazer um comparativo das obras. Como já falei por aqui a minha opinião sobre As Mil Noites, nada mais justo do que falar agora sobre A Fúria e a Autora, nem que seja por meio de uma indicação. Então vamos lá!

Na trama, Khalid Ibn Al-Rashid é o rei de Khorasan, considerado um monstro pelos moradores de sua cidade. Um dos motivos é porque, todos os dias, ele se casa com uma mulher diferente para degolar as eleitas a cada amanhecer. 

Uma das várias garotas assassinadas é Shiva, melhor amiga de Sherazade, que se candidata ao posto de noiva com sede de vingança. Assim, noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. 

No entanto, sua convivência duradoura com o rei dá a ela a chance de enxergar um homem com um coração atormentado. E assim ela se apaixona por por ele, o que a deixa num grande conflito: Shererazade deve encarar seus sentimentos, ou manter-se fiel à promessa que vez à amiga? 

Sim, a trama segue com a proposta bem parecida à original, o que já difere bastante de As Mil Noites, que inova trazendo um enredo bastante peculiar. Mas aqui também temos particularidades bem interessantes, como diversos personagens reais, que incrementam e guiam a história, deixando o leitor preso e repleto de curiosidade sobre como tudo isso irá acabar.

É claro, estamos falando de uma prosa, e isso significa que a história precisa ter embasamento para se sustentar. Quanto isso eu garanto que a autora soube fazer super bem... pelo menos nesse primeiro volume. Pois é. Após a minha leitura e a frustração de me deparar com um desfecho pouco conclusivo, descubro que a trama, na realidade, será composta por uma trilogia. Agora está explicado; ainda tem muita coisa pela frente...

Recomendo demais para quem procura uma leitura leve e cativante. Não me senti perplexa ou extremamente apaixonada pela obra, mas me encantei e gostei demais do que li. Torço para que os próximos livros tenham um nível ainda mais alto. Estou confiando na Renée!


Normalmente, outubro é conhecido como o mês do halloween. Mas aqui na blogosfera - e no booktuber -, nós o denominamos como o mês do horror/terror. Isso tem motivado cada vez mais leitores a dedicarem suas leituras de outubro ao gênero, que é bastante expansivo na literatura e conta com uma infinidade de temas instigantes.

Por isso, resolvi listar cinco autores essenciais para quem quer experimentar esse segmento literário; autores que dedicaram grande parte de suas obras ao gênero, e que impressionam pela criatividade (sombria) em meio a tantos livros publicados. Fica, portanto, essa recomendação para você!


Stephen King: É difícil falar de terror na literatura e não citar o Rei. Isso porque ele é reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração (ele tem atualmente 69 anos). São mais de 50 livros, de ficção ou não, publicados em mais de 40 países. Inclusive, muitas de suas obras foram adaptadas para o cinema. É impossível não conhecê-lo, mesmo que seja só de nome. Mas não pare por aí... vale muito a pena conhecer a escrita do autor. 

Obras recomendadas: O Cemitério; It - A Coisa; Misery - Louca Obsseção; O Iluminado.


Tess Geritssen: Terry é formada em medicina pela Universidade da Califórnia. Começou a escrever após o nascimento de filhos, obtendo sua primeira publicação oficialmente em 1987. Com o sucesso alcançado, ela desistiu da carreira de medicina e dedicou-se à escrita em tempo integral. Hoje, sua obra está traduzida em mais de 30 línguas e já vendeu mais de 20 milhões de exemplares em todo o mundo. O mais legal é que ela utilizou de sua experiência como médica para criar muitas de suas obras, que seguem sempre o gênero suspense e terror. 

Obras recomendadas: Colheita Macabra; O Predador; A Última Vítima; O Jardim de Ossos.



Edgar Allan Poe: Poe também não poderia deixar de ser citado. Suas obras são mais conhecidas góticas, cujos temas mais recorrentes lidam com a morte, incluindo os sinais físicos dela, os efeitos da decomposição, interesses por pessoas enterradas vivas, reanimação dos mortos e o luto. Por conta disso, muitas das suas histórias são geralmente consideradas partes do gênero romantismo sombrio.

Obras recomendadas: O Corvo; Assassinatos na Rua Morgue.


H. P. Lovecraft: Howard Phillips foi um escritor estadunidense revolucionário. Ele foi pioneiro em incrementar o gênero de terror com elementos fantásticos, que eram típicos somente na fantasia e ficção científica. Seus trabalhos se caracterizam por expressar uma atitude pessimista, muitas vezes desafiando os valores do Iluminismo, Romantismo, Cristianismo e Humanismo. Além disso, suas histórias têm como finalidade perturbar o leitor depois de atraí-lo para uma atmosfera de horror. Outra curiosidade é que muitos dos livros de Lovecraft foram inspirados por seus constantes pesadelos.

Obras recomendadas: Os Melhores Contos de H. P. Lovecraft.


Jay Anson: O escritor, que era norte-americano, é ainda muito conhecido pela obra Horror em Amityville, que fez o maior sucesso por ter sido vendido como uma história real. Vale destacar que a trama descreve as experiências narradas por pessoas reais, George Lutz e Kathleen Lutz, em 1975. Tudo começou quando eles foram morar em uma mansão onde ocorreu uma série de crimes brutais. Acontecimentos bizarros e misteriosos obrigaram eles a fugirem antes mesmo de completarem um mês naquele lugar. Eles alegaram que a casa era possuída por algo maligno e que estava influenciando diretamente através da deterioração gradual da personalidade de George. Essa história também serviu de inspiração para várias adaptações cinematográficas, lançadas desde 1979.

Obras recomendadas: Horror em Amityville; 666.


E aí, vai encarar?
Até mais!


Agosto de 2016 chegou. Para muitos isso é sinônimo de jogos olímpicos. Independente de ser contra ou a favor da realização desse evento no Brasil, todos sentem seus ânimos aflorados graças aos significados que o esporte traz consigo. Trata-se de algo importante para quem vive disso; para quem sempre sonhou/almejou essa oportunidade; para quem vê o quanto isso une as nacionalidades.

Eu admiro os atletas brasileiros e estrangeiros, e respeito os demais participantes, tanto os brasileiros quanto os que vêm de fora com o intuito de prestigiar a competição. E quem é leigo, como eu, mas quer entender melhor como funcionam os jogos, ou até mesmo quem quer aprimorar os conhecimentos sobre os esportes olímpicos, deixarei abaixo algumas indicações literárias que podem nos ajudar.

Os jogos olímpicos tem uma grande diversidade de modalidades, por isso eu trouxe um pouquinho de tudo – de dados históricos a curiosidades. Vem conferir!


Título: O Que é Olimpismo?
Autor: Manoel Tubino
Sinopse: O livro explica as origens do Movimento Olímpico, o desenvolvimento do que se convencionou chamar de "espírito olímpico", bem como a organização das entidades olímpicas, sua estrutura, realizações, símbolos e emblemas, etc.


Título: O Brasil nos Jogos Olímpicos
Autor: Guilherme Aragão
Sinopse: Em uma edição luxuosa com 160 páginas ilustradas, o livro descreve a história dos Jogos Olímpicos desde 1896. A obra do jornalista e escritor Guilherme Aragão, desenha de maneira cronológica a memória dos jogos, conta quem foram os principais personagens e atletas, além de relacionar os momentos históricos sobre os quais os jogos aconteciam. O autor destaca também a participação das delegações brasileiras desde 1920 na Antuérpia (Bélgica) e as principais conquistas até a última edição em 2012 em Londres. O livro ainda traz informações sobre a 28ª edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, que acontecerá em agosto de 2016.


Título: O Guia dos Curiosos: Jogos Olímpicos
Autor: Marcelo Duarte
Sinopse: O Guia dos Curiosos: Jogos Olímpicos" traz tudo sobre as olimpíadas. Em 292 páginas divertidas e informativas, reúne os melhores e os piores momentos dos Jogos Olímpicos. O leitor conhecerá os grandes heróis olímpicos, seus feitos e os episódios de superação. E também as maiores loucuras e os grandes absurdos: a guerra fria no esporte, as espertezas, as burrices, os casos de doping, os romances e até as roubalheiras de juízes que mudaram a história dos jogos. Além disso, o guia conta a origem das olimpíadas e traz tabelas com resultados, medalhas e pódios.


Título: As Mulheres e o Esporte Olímpico Brasileiro
Autor: Katia Rubio
Sinopse: O livro 'As Mulheres e o Esporte Olímpico Brasileiro' tematiza a questão da participação das mulheres no campo esportivo, com destaque para aquelas que trilharam anonimamente caminhos que contribuíram para a edificação do esporte nacional. Ao mesmo tempo em que nomeia e exibe as protagonistas, não deixa de registrar as inomináveis, aquelas que, como sujeito coletivo, fizeram movimentar com seus corpos e subjetividades, não apenas os espaços nos quais o esporte se faz presente mas, sobretudo, representações, ideias e imagens sobre as mulheres e a prática de atividades físicas. Em cada um dos textos há a identificação do esporte como um território atravessado por relações de poder, grande parte delas relacionadas às questões de gênero. São, pois, muitas as razões que fazem deste livro uma leitura necessária para quem se interessa pela história do esporte olímpico nacional. 


Título:  Almanaque Olímpico Sportv
Autor: Armando Freitas e Marcelo Barreto
Sinopse: Este livro traz um conteúdo completo sobre o maior evento esportivo do planeta, os Jogos Olímpicos. Desde a Antiga Grécia até os dias de hoje – e já na expectativa para Rio 2016 –, os jornalistas esportivos Armando Freitas e Marcelo Barreto reuniram nesta segunda edição do Almanaque Olímpico um conteúdo renovado, cheio de curiosidades, recordes atualizados e diversas informações sobre os Jogos Londres 2012 e Rio 2016. A segunda parte do livro traz detalhes sobre todas as modalidades olímpicas, desde as mais populares, como futebol, até as mais desconhecidas para o público brasileiro, como tiro com arco. São 30 edições olímpicas, momentos inesquecíveis do esporte mundial e mais de 100 anos de histórias de homens e mulheres notáveis. De leitura leve e agradável, é um livro perfeito para os amantes do esporte e dos Jogos Olímpicos.


Título: Histórias Reais de Superação, Amor e Determinação em Olimpíadas
Autor: Odir Cunha
Sinopse: Há muitas formas de superação, mas poucas são tão tocantes como a do atleta olímpico, que usa de todas as suas qualidades físicas e espirituais para vencer adversários igualmente extraordinários. Este livro traz 60 histórias de pessoas que não se conformaram com as dificuldades impostas pelo destino. Obstáculos físicos, sociais, psicológicos, políticos, todos foram enfrentados com coragem e paixão por estes seres indomáveis, cujo exemplo nos enche de motivação para lutar por nossos objetivos.


Excelente agosto pra todo mundo!
Abraços,

Quem acompanha o blog há algum tempo sabe que eu adoro conhecer as tramas da Rainha do Crime. Ela que de tanto inspirar a literatura policial, acabou torando-se uma referência. Levando em consideração que Agatha Christie escreveu mais de 80 obras, eu ainda tenha um longo caminho a percorrer por suas criações literárias (ao menos as que pretendo conferir). 

Foi pensando nisso que eu decidi encaixar mais livros dela em minhas leituras desse ano (especialmente porque ano passado eu não lembro de ter lido nada da Agatha). E como eu não costumo resenhá-los, resolvi comentar por aqui os lidos até agora (em 2016, claro) como forma de recomendá-los para quem curte o gênero.


Título: O Assassinato de Roger Ackroyd
Ano da primeira publicação: 1926
Em uma noite de setembro, o milionário Roger Ackroyd é encontrado morto, esfaqueado com uma adaga tunisiana – objeto raro de sua coleção particular – no quarto da mansão Fernly Park na pacata vila de King’s Abbott. A morte do fidalgo industrial é a terceira de uma misteriosa sequência de crimes iniciada a de Ashley Ferrars, que pode ter sido causada ou por uma ingestão acidental de soníferos ou envenenamento articulado por sua esposa – esta, aliás, completa a sequência de mortes, num provável suicídio. Os três crimes em série chamam a atenção da velha Caroline Sheppard, irmã do Dr. Sheppard, médico da cidade e narrador da história. Suspeitando de que haja uma relação entre as mortes, dada a proximidade de Miss Ferrars com o também viúvo Roger Ackroyd, Caroline pede a ajuda do então aposentado detetive belga Hercule Poirot, que passava suas merecidas férias na vila.Ameaças, chantagens, vícios, heranças, obsessões amorosas e uma carta reveladora deixada por Miss Ferrars compõe o cenário desta surpreendente trama, cujo transcorrer elenca novos suspeitos a todo instante, exigindo a habitual perspicácia do detetive Poirot em seu retorno ao mundo das investigações.


Título: O Misterioso Caso de Styles
Ano da primeira publicação: 1920
No meio da madrugada, a rica proprietária da mansão Styles é encontrada morta em sua cama, aparentemente vítima de um ataque cardíaco. As portas do quarto estavam trancadas por dentro e tudo indicava morte natural. Mas o médico da família levanta uma suspeita: assassinato por envenenamento. Todos os hóspedes da velha mansão tinham motivos para matar a Sra. Inglethorp e nenhum deles possuía um álibi convincente. Para solucionar o crime entra em ação o detetive Hercule Poirot, irresistível personagem criado por Agatha Christie, que faz a sua estréia neste caso intrigante. Um marco da literatura policial e um dos maiores romances do gênero.



Título: O Adversário Secreto (ou O Inimigo Secreto)
Ano da primeira publicação: 1922
Pouco tempo depois do fim da Primeira Guerra Mundial, Prudence Cowley (Tuppence) e Thomas Beresford (Tommy), jovens amigos de infância, encontram-se por acaso na saída de uma estação de metrô. Desempregados, conversam sobre as dificuldades do pós-guerra, principalmente com relação àqueles que, como eles, retornavam à vida civil. Na casa de chá Lyons’ Corner House, cada um relata a vida que levara até então: Tommy chegara ao posto de tenente, tendo sido ferido mais de uma vez em combate; e Tuppence exercera diversas funções em hospitais, contribuindo para o esforço de guerra. Buscando a reinserção na sociedade, ambos enfrentam a completa falta de perspectiva futura e, assim, juntam-se numa empreitada pouco comum, imersos na urgência de ganhar dinheiro para, ao menos, sobreviver. Para isso, decidem publicar um anúncio um tanto quanto desesperado em um jornal, mas que já revela a audaz personalidade da dupla: “Dois jovens aventureiros oferecem seus serviços. Dispostos a fazer qualquer coisa, prontos para ir de bom grado a qualquer lugar. A remuneração deve ser boa. Nenhuma proposta sensata será recusada”. Acabam remendando o final: “Nenhuma proposta insensata será recusada”. Ocorre que, antes mesmo de conseguirem veicular a mensagem, recebem um convite de um senhor – que ouvira a conversa em Lyons’ Corner House – e acabam se envolvendo na busca de documentos secretos, comprometedores e capazes de levar a Inglaterra a uma crise sem precedentes. Estes documentos teriam resistido ao famoso naufrágio do RMS Lusitania, navio de passageiros bombardeado pelas forças alemãs em 1915, e estariam nas mãos de uma moça chamada Jane Finn. Os jovens e inexperientes detetives, contatados pelo serviço secreto britânico, partem no encalço da misteriosa Jane Finn com o dever de encontrá-la antes de Mr. Brown, gênio criminoso que deseja utilizar os documentos para ampliar seu poder pelo mundo.

Dos três, a minha melhor experiência foi com O Assassinato de Roger Ackroyd, pois este se mostrou o mais chocante - especialmente na resolução dos crimes - e o que mais me prendeu. Já mais fraco foi O Misterioso Caso de Styles, uma vez que me pareceu meio óbvio. Ainda assim tem suas qualidades, além de conter características que mais tarde se tornaram a marca registrada da autora... foi muito interessante identificar isso, principalmente porque devemos levar em consideração que este foi o primeiro livro da Agatha. O Adversário Secreto, por sua vez, é especial porque foge um pouco do ritmo policial para ir mais para o lado da conspiração, da espionagem, da vida secreta. É uma trama muito rica e agradável de ser lida.

Ambos os livros são bons, cada um com seu final surpreende e suas reviravoltas que nos deixam de boca aberta. Eles se assemelham e, ao mesmo tempo, são bem diferentes. Fica a seu critério escolher por onde começar, caso tenha interesse. Vale comentar ainda que as obras da Agatha possuem várias edições... as apresentadas aqui são da Editora Globo Livros. Aliás, são as mesmas que eu li. Eles super capricharam na revisão e diagramação, sem contar as capas, que são lindas!

Recomendo demais!
Abraços!

A primeira edição de 2016 do projeto leitura de domingo chegou ao fim. De março a junho eu tive o enorme prazer de conferir (finalmente!!!) a famosa trilogia do Cemitério dos Livros Esquecidos, do queridíssimo Carloz Ruiz Zafón. E com certeza foi um período de histórias profundas que já estão me deixando com muitas saudades.

Hoje eu não estou aqui para comentar sobre a experiência de ler os três livros, um atrás do outro, somente aos domingos. Quem acompanha o blog sabe sobre essas leituras exclusivas de domingo e o quanto isso é interessante para mim quando se trata de determinados livros. Portanto, se você é novo por aqui, recomendo que acesse o nosso canal e saiba mais sobre o projeto.

O que eu quero com esse post é poder recomendar a leitura dessa trilogia através de uma boa pincelada acerca das histórias, contando ainda sobre a minha ordem de leitura e a percepção geral que tive das narrativas.



Vale começar lembrando que a trilogia é composta por A Sombra do Vento, O Jogo do Anjo e O Prisioneiro do Céu. O autor sempre deixou claro que as histórias são independentes e que por isso os livros podem ser lidos em qualquer ordem, mesmo que eles estejam interligadas de alguma forma. E estão mesmo! O principal elo são os personagens (e o cemitério de livros, por que não!?). Portanto, resolvi lê-los em ordem de publicação, conforme citados acima.

A Sombra do Vento traz como personagem principal o menino Daniel Sempere, que cresce em meio a busca infindável (e repleta de suspense) pelo autor Julián Carax. Carax é autor de A Sombra do Vento, um livro encontrado por Daniel no misterioso cemitério de livros após sua primeira visita ao lugar. É desta forma que o menino se insere em uma gama de aventuras e segredos que, aos poucos, vão transformando sua vida.

Em O Jogo do Anjo nós voltamos no tempo para conhecer David Martín, um homem desiludido profissionalmente e amorosamente. Além de perder o grande amor de sua vida e não conseguir se tornar um escritor renomado, David descobre ter uma doença que o levará à morte em breve. Mas as coisas vão mudando de rumo quando ele conhece o misterioso Andreas Corelli, que lhe oferece um trabalho especial. E, como se não bastasse, após aceitar a oferta sua saúde melhora milagrosamente. Contudo, tudo isso terá um preço alto do qual David terá que pagar.

Por fim, O Prisioneiro do Céu suscita as tramas anteriores, como se arrematasse ambas com novas informações e desfechos. Neste livro, Daniel está casado e continua trabalhando na livraria de seu pai (que, aliás, é um dos personagem de O Jogo do Anjo). Lá ele conhece um estranho que faz menção a Fermín, seu grande amigo e fiel companheiro nas empreitadas de A Sombra do Vento. É assim que Daniel acaba descobrindo mais sobre a história de Fermín, sobre seus pais (em especial a morte de sua mãe), e que Fermín esteve cuidando dele desde muito antes de conhecê-lo. E ainda tem mais!

Ambos possuem uma linguagem poética, fácil de ser lida e empolgantes. No entanto, Zafón não tem pressa em suas descrições e relatos, e por isso os livros se tornam mais longos do que realmente são. Demorei um pouco para terminar A Sombra do Vento justamente por esse motivo, mas a partir do segundo livro foi fácil lidar com a escrita do autor.  Além disso, todas as obras são repletas de suspense, conspirações, reviravoltas, segredos familiares, aventuras, e contam até elementos fantásticos. Às vezes não dá para medir o que é exatamente realidade.

Os personagens são bem intensos, difíceis de serem esquecidos. Todos são igualmente bem apresentados, e até os secundários nos chamam muita a atenção. Os que mais me marcaram foram o Daniel, o David e a Isabella, que é a mãe de Daniel e grande amiga de David. Isabella aparece em O Jogo do Anjo como uma das principais, e volta a ter sua história contada em O Prisioneiro do Céu.

Quanto a ordem, eu gostei da forma como realizei a leitura. Ainda assim, não veria diferença se invertesse os dois primeiros, pois eles não estão tão ligados diretamente. O Prisioneiro do Céu, contudo, deve ser lido por último, sem dúvidas. Como eu já disse, ele arremata as histórias, complementando-as enquanto nos faz relembrar do passado através de novas descobertas. A sensação é boa, e lê-lo por fim faz todo o sentido.

Dos três, o que mais me envolveu foi O Jogo do Anjo, embora o desfecho tenha me deixado estática demais, um tanto frustrada (porque em partes eu queria mais). Mas toda a narrativa é maravilhosa! A Sombra do Vento foi a minha leitura mais lenta (confesso que às vezes foi um pouco cansativa nas contações de histórias), mas é igualmente incrível e completa. E O Prisioneiro do Céu eu li bem rapidinho, pois seu ritmo é mais acelerado (as capitulações são bem curtas comparados aos livros anteriores) e ele é mais dinâmico, também. 

O Cemitério dos Livros Esquecidos é o tipo de série cujos os livros, com histórias e focos distintos, se completam de uma forma envolvente. Nada é repetitivo ou não atrativo... muito pelo contrário. Sem contra que trata, de forma geral, sobre as pessoas, as ações delas, seus sentimentos, anseios e desejos. Já por isso (e por essa ascensão dos livros) vale muito a pena. Super recomendo!


A convite da Editora Intrínseca, estou aqui para contar a vocês quais foram os três livros dentre a leva de títulos apresentados na 5ª Turnê Intrínseca que mais me chamaram a atenção, e o porquê. 

Eu achei a proposta maravilhosa, pois, como eu mesma disse no post que escrevi sobre o evento, o mais legal de tudo foi poder conhecer melhor alguns livros que normalmente eu nem pensaria em ler.

No evento, as obras foram apresentadas por categoria – ficção, não ficção e literatura jovem. Sendo assim, escolhi um título de cada para alargar minha wishlist. Vejamos então quais são.


NÃO FICÇÃO: É Isso o Que Eu Faço, de Lynsey Addario
A história da própria autora começa quando ele ainda tentava se estabelecer no fotojornalismo, na época em que os atentados de 11 de Setembro sacudiram o mundo. Por ser um dos poucos profissionais da época com alguma experiência no Afeganistão, ela foi chamada para voltar ao Oriente Médio e cobrir a invasão americana. Foi quando fez a escolha de abrir mão do conforto e da previsibilidade a fim de correr o mundo com sua câmera confrontando as mais duras verdades. 
A obra ganhou minha atenção por dois principais motivos. Primeiro, ela mostrar uma personalidade real apaixonada por sua profissão, que optou por ir à procura do que ela realmente acreditava ser importante. E, segundo, porque promete expor a violenta cultura existente contra a mulher em meio aos relatos de Lynseu, inclusive sobre o seu próprio sequestro durante a guerra civil, na Líbia. Eu, particularmente, aprecio muito essas histórias, pelos exemplos, pelas reflexões e pela realidade no qual ela nos impõe. Por que se arriscar tanto? O que ela precisou enfrentar? Será que ela conseguiu superar tudo rapidamente? Quais lições tirou a partir dessa experiência? Tudo isso eu pretendo descobrir com a leitura desse livro.

FICÇÃO: Eu Sou o Peregrino, de Terry Hayes
Na trama, Peregrino é o codinome de um homem com tantas identidades, que ele mesmo mal consegue lembrar seu verdadeiro nome. Adotado ainda jovem por uma família rica, ele se tornou um importante profissional da espionagem. Sua próxima missão é desvendar uma conspiração arquitetada para efetuar um crime terrível contra a humanidade, envolvendo uma série assassinatos brutais.
Fiquei bastante curiosa por se tratar de espionagem, e eu simplesmente adoro essa temática! Além disso, achei a história do personagem principal muito curiosa: de onde vem Peregrino? Como ele chegou até a espionagem? Ele trabalha para quem? De que forma ele irá solucionar os crimes que compõem a conspiração? Detalhe que não há um padrão, aparentemente. Sim, porque além de terem uma execução diferenciada, as barbaridades ocorreram em lugares distintos, como Arábia Saudita, Síria e Manhattan (leia a sinopse para saber mais). Estou intrigada e preciso saber mais.

JUVENIL: Simon vs. a Agenda Homo Sapiens, de Becky Albertalli
A narrativa nos apresenta Simon, um garoto gay de dezesseis anos. Sair ou não do armário é um drama que ele prefere deixar para depois. Só que ele não contava que Martin, o bobão da escola, iria chantageá-lo ao descobrir sua troca de e-mails com Blue, pseudônimo de um garoto misterioso que a cada dia faz o coração de Simon bater mais forte.
Já ouvi muitos comentários positivos sobre esse livro. E, somado a isso, sinto que estou precisando ler uma história que trate questões relacionadas aos dilemas que vivemos na adolescência, amadurecimento, e sobre o tão esperado encontro pessoal com quem realmente somos. Na turnê, fiquei sabendo que essa história tem tudo isso e muito mais! Tem humor, é delicado e traz tudo com muita naturalidade. Pronto, agora não resta dúvidas! Preciso conferir.


Essas foram as surpresas que a Turnê Intrínseca me trouxe. Foi realmente muito bom saber um pouco mais sobre essas tramas. Agora eu gostaria de saber quais foram os livros que mais chamaram a atenção de vocês durante as suas respectivas turnês, ou se curtiram algum dos títulos citados aqui. Deixem nos comentários abaixo.
Abraços,

Existe, sim! Ao menos para mim.

Para início de conversa, quero deixar claro que não sou apegada ao vínculo que existe entre um livro e sua adaptação. Acredito que ambos possuem formatos diferentes, e que, justamente por isso, jamais serão 100% iguais. Afinal, traduzir literatura para cinema não deve ser um trabalho fácil. 

Ainda assim, já que as adaptações cinematográficas levam os livros às telonas, esse reflexo não só acaba existindo, como também é difícil dissociá-lo. É por isso que eu gostaria de dividir com vocês uma experiência recente que tive, onde, pela primeira vez em muitos anos, eu cheguei a conclusão que o filme é melhor que a trama original. Estou me referindo a obra de Robert James Waller.

Imagem promocional de "As Pontes de Madison".

Em As Pontes de Madison, Robert Kincaid é um fotógrafo que vai até Madison County com a missão de registrar as belíssimas pontes da cidade. Lá ele conhece Francesca Johnson, uma mãe de família que está a espera dos filhos e do marido, que acabam de sair em viagem. Enquanto Robert é um homem aventureiro, Francesca tem uma vida pacata e por isso não possui grandes perspectivas.

Conhecer Robert acendeu em Francesca uma chama quase que inevitável. Desde o primeiro encontro dos dois, a atração e o sentimento de admiração por ele a fez cultivar sensações desconhecidas, levando-a a um intenso romance que durou somente quatro dias. Um romance clandestino, inadequado, mas capaz de mudar os corações maduros dessas pessoas.

Clint Eastwood estrelou como Robert Kincaid e Meryl Streep atuou como Francesca Johnson.

Livro e filme possuem uma ótima sintonia, embora a narrativa da adaptação tenha apresentado mudanças significativas na ordem de algumas cenas, para melhor adequar-se. O que não foi apenas pertinente, como também deixou a trama mais fluida e mais bem contada. Graças a isso, temos ainda em evidência a consternação dos filhos de Francesca, sobrepostos ao do casal principal, o que deu um toc mais emocionante à história – vale ressaltar que tanto o livro quanto o filme contam com flashbacks e saltos no tempo. 

O que me mais me atraiu na história foi a forma intensa como esse sentimento é transmitido; contado com tanta verossimilhança, que nos leva a refletir a pensar decisões por eles. Trata-se de uma condição difícil, uma vez que suas vidas são conduzidas sobre bases bem diferentes. Mas toda essa intensidade e emoção eu só consegui sentir e vivenciar a medida que as cenas do filme iam se desenrolando... com o livro eu só assimilei toda essa sensação ao final, após o término da leitura.

O filme é de 1995, e foi dirigido pelo próprio Clint Eastwood. O roteirista foi Richard LaGravenese.

Não acredito que isso tenha a ver com o fato de que eu já sabia o desfecho da trama quando assisti o filme. Isso porque, após a leitura, eu nem estava mais cogitando assistir a adaptação. Só o vi porque alguns amigos insistiram (ainda bem!!!), para ser sincera. Justamente por isso resolvi conferir sem grandes expectativas, bem tranquila e à toa. Quando percebi, estava chorando. E isso não ocorreu quando realizei a leitura, como aconteceu com várias pessoas (sim, eu fiquei emocionada e triste, mas não havia chorado... até ver o filme).

Enfim, independe do fato de eu ter apreciado mais a adaptação do que a obra original, ambos compõe a base para uma série de reflexões sobre a vida e as decisões que ela nos leva a tomar; sobre o amor; sobre os nossos relacionamentos; e sobre as demonstrações de afeto e respeito que temos (ou deveríamos ter) para com aqueles que vivem diariamente ao nosso redor. As Pontes de Madison é tudo isso... um romance tão real que chega a ser cruel. Mas que vale muito a pena ser apreciado.


O Dia Internacional da Mulher originou-se nos primeiros anos do século XX, em um contexto de lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. Para celebrar esse dia, atestando a ideia de que devemos lutar por nossos ideais e sonhos, resolvi compartilhar com vocês três livros diferentes de mulheres determinadas que eu estou louca para ler.

Vamos ver?
Livre traz a jornada de uma mulher em busca do recomeço. Essa mulher é Cheryl Strayed, a própria autora, que, aos 22 anos, achou que tivesse perdido tudo. Após a morte da mãe, a família se distanciou e seu casamento desmoronou. Quatro anos depois, sem nada a perder, tomou a decisão mais impulsiva da vida: fazer uma trilha que atravessa a costa oeste dos Estados Unidos sem qualquer companhia. Cheryl não tinha experiência em caminhadas de longa distância e a trilha era bem mais que uma linha num mapa. Em sua caminhada solitária, ela se deparou com ursos, cascavéis e pumas ferozes e sofreu todo tipo de privação. O que eu espero dessa leitura é absorver o processo de transformação pessoal vivido por Cheryl através dessa experiência, e de que forma isso a fortaleceu.

Não é a primeira vez que Eu Sou Malala, da própria Malala Yousafzai, aparece por aqui. A história da garota que se tornou conhecia no mundo todo por defender o direito à educação feminina tem me atraído há muito tempo. Pelo que eu sei o livro mostra a recuperação de Malala após ser atingida por uma um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Tudo isso porque ela resolveu não se calar numa sociedade que valoriza apenas filhos homens. A obra também acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar, as asperezas da vida numa região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã.

Grito de Guerra da Mãe-Tigre, escrito por Amy Chua, fala sobre sua decisão de criar as filhas, Sophia e Lulu, à moda chinesa. Trata-se de uma mãe radical que se opõe de maneira drástica à indulgência dos países ocidentais, expondo o choque das visões de mundo oriental e ocidental no que diz respeito à criação dos filhos. Vi que o livro recebeu muitas críticas positivas, pela intensidade da história, e negativas, justamente por isso, por discordarem com as ações da autora. Quanto a mim, quero tirar minhas próprias conclusões sobre as expectativas de Amy em relação às duas filhas, e os riscos que ela enfrentou para isso.

Me conta aí se vocês leram algum desses livros, o que acharam. Ou se existem histórias de mulheres fortes que vocês desejam conferir. Vou adorar receber recomendações do tipo. E, ah! Um feliz dia da mulher para todas as guerreiras do mundo, cada uma a seu modo.

Um abraço!

Carnaval nos remete a alegria e animação. Mesmo para quem não custe o estilo da festa, o feriado de cinco dias é uma ótima pedida para quem quer descansar e adiantar as leituras atrasadas. Independente se você costuma ou não curtir a folia, tenho certeza que irá arranjar um tempinho para ler... afinal, leitor que é leitor não desperdiça oportunidades como esta.

Foi pensando nisso que eu resolvi trazer hoje três livros legais, com humores diferentes, como recomendação para você que pretende passar o feriado conferindo novas histórias e se deliciando com elas. Aproveite esse tempo que falta até o carnaval para providenciar as obras e organizar suas leituras. Vamos lá!?


O primeiro livro é o incrível "Cadê Você Bernadette?", da Maria Semple. Apesar de abordar alguns temas sérios, tudo é contado de forma cômica e leve. Sem contar que a Bernadette, personagem principal, é uma figura! Tenho certeza que você irá se divertir muito com essa leitura fluida e incrivelmente peculiar. Leia a resenha na íntegra.

A próxima trama também traz temas bem sérios, do cotidiano, mas ainda assim consegue ser descontraída. Estou falando de "Um Mais Um", da Jojo Moyes. Os personagens não são muito simpáticos, mas a história como um todo é comovente, leve e bem peculiar. Acho até que deveria virar um bom filme. Saiba mais sobre o livro aqui.

Minha última recomendação é nada mais nada menos que "Eu Sou o Mensageiro", do Markus Zusak. Eu li esse livro há bastante tempo, mas lembro de ter me divertido horrores com o fracassado Ed Kennedy, nosso protagonista. Essa também é uma história comovente e inspiradora, e ao mesmo tempo leve e gostosa de ser lida; bem fluida. Você vai se emocionar! Leia a resenha na íntegra.

~*~
Dadas as recomendações, deixo aqui meu abraço e desejo que todos tenham um excelente feriado, repleto de diversão e ótimas leituras. Aproveito a oportunidade para comentar que, por conta disso, devo voltar a aparecer aqui apenas na semana que vem. Portanto, até lá!


Eu deveria ter feito a resenha dos dois livros que estão sendo recomendados aqui hoje. Mas, na época, uma série de publicações já estavam programadas, então acabou que não deu tempo. Em todo caso, eu não poderia deixar de falar, mesmo que parcialmente, sobre essas duas histórias super queridas que eu amei ter a oportunidade de ler este ano. Vamos lá!?


Título: Simplesmente Acontece
Autor: Cecelia Ahern
Edição: 1
Editora: Novo Conceito
Páginas: 448
ISBN: 9788581635453
Nota: 5 de 5

SINOPSE: O que acontece quando duas pessoas que foram feitas uma para outra simplesmente não conseguem ficar juntas? Todo mundo acha que Rosie e Alex nasceram para ser um casal. Todo mundo menos eles mesmos. Grandes amigos desde criança, eles se separaram na adolescência, quando Alex se mudou com sua família para os Estados Unidos. Os dois não conseguiram mais se encontrar, mas, através dos anos, a amizade foi mantida através de emails e cartas. Mesmo sofrendo com a distância, os dois aprenderam a viver um sem o outro. Só que o destino gosta de se divertir, e já mostrou que a história deles não termina assim, de maneira tão simples.

COMENTÁRIOS: O livro é narrado por cartas, e-mails, cartões, chats, sms's e bilhetes, do início ao fim. Para alguns pode soar confuso, mas, para mim, deixou a leitura mais dinâmica, leve e irreverente. Os personagens são cativantes, mesmo os mais irritantes, e é perfeitamente possível imaginar todas as situações e emoções. Não há superficialidade; há veracidade. Pode até ser cansativo para alguns, já que a trama se desenrola por várias décadas, mas achei necessária a construção das fases da vida dos protagonistas, amparada ao amadurecimento deles. É, sem dúvidas, um romance delicioso e inteligente, e muito bem construído. Tem amor, amizade, erros, perdas, família, acertos... tem tudo que um bom romance deve ter. Super recomendo!

~*~


Título: Um Mais Um
Autor: Jojo Moyes
Edição: 1
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
ISBN: 9788580576542
Nota: 4 de 5

SINOPSE: Há dez anos, Jess Thomas ficou grávida e largou a escola para se casar com Marty. Dois anos atrás, Marty saiu de casa e nunca mais voltou.
Fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite, Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky, que ela cria há oito anos. Jess está muito preocupada com o sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive apanhando dos colegas. Já Tanzie, o pequeno gênio da matemática, tem outro problema: ela acabou de receber uma generosa bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar a diferença. Sua única esperança é que a menina vença uma Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. Mas como eles farão para chegar lá?
Enquanto isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação Ed Nicholls, decide se refugiar em sua casa de praia por causa de uma denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. Entre ele e Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista. Mas quando Ed fica bêbado no pub em que Jess trabalha, ela faz questão de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e da irmã — que insiste em que ele vá visitar o pai doente —, Ed oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até a cidade onde acontecerá o torneio.
Começa então uma viagem repleta de enjoos, comida ruim e engarrafamentos. A situação perfeita para o início de uma história de amor entre uma mãe solteira falida e um geek milionário.

COMENTÁRIOSEste foi o último livro da Jojo que li, e, dentre todos, o mais diferente e previsível. No geral trata-se de uma trama leve, descompromissada e até divertida. A escrita da autora é maravilhosa, e isso nos permite digerir a história do início ao fim. Esse é o tipo de livro para ser lido sem muita expectativa, apesar da temática séria. Ao invés de realizar a leitura com uma carga pesada de concentração, achando que teria um enorme drama envolvido, percebi que seria melhor aproveitar o tempo para ir conhecendo os personagens (que, aliás, não são muito afetuosos), e a forma como eles reconstroem as suas vidas, mesmo quando não há esperança. Indico!

Se vocês ainda não leram esses livros, mas gostam da temática, LEIAM!
Beijos,



O dia das crianças está chegando, e muitos de vocês provavelmente já devem ter providenciado os presentes dos filhos, irmãos, sobrinhos, primos, netos (quem sabe!?)... enfim. E quem ainda não providenciou, deve estar na correria para isso. Bem, opção é o que não falta...

Falando por mim, se tem uma coisa que está sempre em minha lista de compras para presentes, e que além de barato é educativo, é livro (nem preciso dizer, não é mesmo?). Aliás, livro é algo que a gente não deveria cogitar comprar somente em datas comemorativas. Livro é para circular em todos os momentos da vida, especialmente na infância.

Por isso, pesquisando livros infantis para presentes, acabei me deparando com opções que abrangem também os adultos. A oportunidade de compartilhar uma história e se sentir tão instigado quanto uma criança ao menos é interessante para mim. Além de representar incentivo para os pequenos que estão iniciando essa deliciosa aventura pelo mundo da leitura.

Pensando nisso, decidi compartilhar o que encontrei em minhas pesquisas para saber a sua opinião. Se é atrativo; se você já leu e, se sim, o que achou da história; se compraria para si ou para uma criança. Enfim, estou super interessada para saber o que você pensa, e para saber outras recomendações também. Mas antes, confira a lista!


1. As Loucas Aventuras do Barão Munchausen, de Rudolf Erich Raspe
É possível virar um lobo do avesso? Ou fugir da barriga de uma baleia? Ninguém sabe bem quem teria inventado tantas mentiras. Talvez o Barão de Munchausen, o maior mentiroso de todos os tempo. Prepare-se para as doze aventuras deste livro, que são uma garantia de boa e divertida leitura.

2. Contos de Grimm para todas as idades, de Philip Pullman
Afirmando que conservar uma única versão dessas histórias é como prender um pássaro numa gaiola, o autor toma a liberdade de acrescentar e inventar detalhes que tornem a narrativa mais fluida e divertida. Ao final de cada uma delas, um breve comentário sobre personagens, curiosidades, versões semelhantes e finais alternativos traz ainda mais riqueza para essas clássicas histórias.

3. Marcelo, Marmelo, Martelo e Outras Histórias, de Ruth Rocha
Os personagens dos três contos deste livro são crianças que vivem no espaço urbano. Elas resolvem seus impasses com muita esperteza e vivacidade - Marcelo cria palavras novas; Teresinha e Gabriela acabam se identificando, apesar das diferenças; Caloca compreende a importância da amizade.


4. Bisa Bia, Bisa Bel, de Ana Maria Machado
"Quando escrevi 'Bisa Bia, Bisa Bel' só estava com muita saudade de minhas avós. Vontade de falar sobre elas com meus dois filhos. Não imaginava que poucos depois ia ter uma filha e essa linhagem feminina ainda ia ficar mais significativa para mim e que este livro fosse ganhar tantos prêmios e tocar tanto os leitores...." E esta é a história de uma menina e de sua avó e a descoberta de muitas coisas.

5. Joões e Marias, de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta
Toda criança já sonhou com a famosa casa de doces e guloseimas do clássico conto infantil de João e Maria. Mas e se ela fosse feita de legumes? Ou de frutas? Ou, quem sabe, de picolés? Em Joões e Marias você encontrará muitos outros modos de contar essa história. Há versões para todos os gostos, e cada uma tem um sabor especial.

6. O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry
Esse dispensa apresentações, não é mesmo? É o tipo de livro que devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordações... o reencontro, o homem-menino.


Um excelente feriado a todos!
Beijos,


Amanhã, 20 de julho, é comemorado o Dia do Amigo e Internacional da Amizade. Por isso, resolvi listar aqui alguns lançamentos que trazem em sua narrativa essa temática tão linda, para que sejamos todos inspirados a ler mais obras sobre o que muitas vezes ilumina as nossas vidas: as verdadeiras amizades.

Vejamos o que as editoras andam preparando para nós...


1. Plutão, da R J Palacio, é mais um conto de Extraordinário. Desta vez a autora  traz a história de Christopher, o melhor amigo de infância do nosso querido August Pullman. Plutão acompanha Chris ao longo de um dia especialmente complicado: os pais estão se divorciando e ele está com dificuldades na escola. Mas mesmo afastado do velho amigo, é relembrando alguns desafios e aprendizados que teve ao lado de Auggie que Chris encontra algum conforto para seguir. Uma linda história sobre o valor da amizade na vida das crianças, uma vivência intensa e marcante.

2. Eu Estive Aqui, da Gayle Forman, nos apresenta Cody após um trágico acidente que envolve sua melhor amiga, Meg. A pedido dos pais de Meg, Cody viaja a Tacoma, onde a amiga fazia faculdade, para reunir seus pertences. Lá, acaba descobrindo muitas coisas que Meg não havia lhe contado. Porém, sua maior descoberta ocorre quando ela encontra o notebook da melhor amiga e dá de cara com um arquivo criptografado, impossível de abrir. Até que um colega nerd consegue desbloqueá-lo... de repente tudo o que ela pensou que sabia sobre a morte de Meg é posto em dúvida. Uma história tensa, comovente e redentora, que mostra que é possível seguir em frente mesmo diante de uma perda indescritível.

3. Quem, eu?, de Fernando Aguzzoli, traz a história do próprio autor, que abriu mão do emprego e dos estudos para cuidar de sua avó, Nilva, diagnosticada com Alzheimer. Da convivência dos dois surgiram momentos divertidíssimos, histórias e confidências que o neto resolveu compartilhar em uma página criada no Facebook. Alimentada diariamente por Fernando com posts, fotos e vídeos, a página comoveu centenas de pessoas e conquistou milhares de fãs. Assim surgiu o livro Quem, eu?, que chega agora em nova edição revista e ampliada, com uma reunião de todos os momentos vividos entre os dois.


4. Eu, Você e A Garota Que Vai Morrer, de Jesse Andrews, é uma mistura de drama e humor em um retrato preciso da adolescência em face do amadurecimento. Na trama, Greg tem apenas um amigo, Earl, com quem passa o tempo livre jogando videogame e (re)criando versões bastante pessoais de clássicos do cinema, até a sua mãe decidir que ele deve se aproximar de Raquel, colega de turma que sofre de leucemia. Contrariando todas as expectativas, os três se tornam amigos e vivem experiências ao mesmo tempo tocantes e hilárias, narradas com incrível talento e sensibilidade. 

5. Perdidos Por Aí, de Adi Alsaid, narra a história de quatro jovens ao redor do país, com apenas uma coisa em comum: uma garota chamada Leila. Hudson, Bree, Elliot e Sonia encontram em Leila uma amizade incomum, que chega até eles de forma inusitada. Mas quando ela vai embora, a vida de cada um deles se transforma para sempre. Mas é durante sua própria jornada de quase sete mil quilômetros através do país que Leila descobre que a única maneira de encontrar o que você está procurando seja se perdendo ao longo do caminho.

6. Soldier, de Sam Angus, inicia com a convocação de Tom Ryder para lutar na Primeira Guerra Mundial, e não imagina o quanto o seu irmão mais novo, Stanley, sentirá sua falta. A única alegria do garoto são os filhotes de Rocket, a cadela premiada que é o orgulho da família. Porém, ao descobrir que Rocket teve filhotes mestiços, o pai de Stanley fica furioso e ameaça afogar os cãezinhos. Inconformado e desejando reencontrar Tom, Stanley foge de casa e consegue se alistar no exército britânico. Uma história onde somente o amor incondicional pelos animais será capaz de fazê-lo sobreviver à brutalidade e à frieza dos campos de batalha.


Feliz dia do amigo, meus queridos!
Até mais!

Os livros de colorir para adultos são os novos queridinhos do mercado editorial, e isso não é segredo para ninguém. Talvez em outros países o gênero tenha se expandido mais cedo, mas aqui no Brasil ele começou a tornar-se popular somente no final de 2014, com o lançamento de Jardim Secreto: livro de colorir e caça ao tesouro antiestresse, da britânica Johanna Basford, pela Editora Sextante. 

O sucesso foi tanto (só em março deste ano Jardim Secreto vendeu mais de 22 mil exemplares no total), que em abril a editora lançou sua segunda obra neste segmento. Foi a vez de Floresta Encantada, da mesma autora, bombar na categoria de livros mais vendidos no país. 

Com a febre de vendas, várias outras editoras decidiram apostar no gênero, todas inspiradas em novas propostas temáticas a fim de atender a preferência de todos. Foi percebendo a rapidez com que tantos livros de colorir chegaram ao mercado editorial, que eu revolvi fazer uma lista deles para você que está interessado em adquirir novas experiências antiestresse. Veja!

Imagem: Google.
 
1. Natureza Para Colorir (Christina Rose), da L&PM, traz uma jornada de descobertas entre folhagens, pássaros e insetos que ganharão vida com um toque de cor. São 50 ilustrações que inspiram uma viagem por linhas, curvas e espaços em branco. Além deste, a editora conta com o Livro de Bolso Para Colorir e Relaxar, com imagens de animais, flores, plantas e mandalas que promete levar sua mente para longe do stress de todos os dia.

2. Livro de Colorir: Natureza e Paisagens, da Discorevy Publicações, tem o propósito de fazer com que o leitor encontre com o seu ''eu'' interior, ativando a harmonização e a paz do seu corpo e mente através das cores. Outro livro com a mesma proposta que faz parte do mesmo grupo editorial é o Animais Silvestres.

3. Gatos: O Livro de Colorir (Marjorie Sarnat), da Galera Record, conta com ilustrações criadas especialmente para os entusiastas de felinos. Apresenta-se como uma válvula de escape para um mundo repleto de corações, motivos floridos, diferentes texturas e, é claro, gatinhos.

Imagem: Google.

4. O Pequeno Príncipe Para Colorir (Maxx Figueiredo), da Universo dos Livros, é inspirado na obra clássica de Antoine de Saint-Exupéry, e traz um conjunto de lindas ilustrações que vão transportá-lo ao mundo maravilhoso do principezinho e sua visita à Terra.

5. O Livro de Estampas Para Colorir (Billy Waqar), da Saraiva, explora a criatividade através de ilustrações únicas que garantem horas de diversão e relaxamento. A editora também conta com O Livro Para Colorir Junto, que possui pares de figuras com diferentes temáticas para você colorir com um amigo. 

6. Arteterapia: Jardim Encantado (Sophie Leblanc), da Alaúde, apresenta universos diferentes e paisagens naturais para você reinventar conforme sua criatividade. Seja com lápis de cor, giz de cera ou canetinha, o importante é relaxar e soltar sua imaginação. 

7. Um Jardim de Cores (Sally Moret), da Gutenberg, é inspirado na beleza e na vitalidade da mãe natureza, celebrando assim as maravilhas do nosso ambiente natural. São ilustrações impressionantes, cheias de flores, jardins e muito mais. Ainda nesta editora encontramos O Livro do Sossego (Ariane Freitas), criado com o propósito de oferecer relaxamento, tranquilidade e prazer através das cores.

Imagem: Google.

8. Mandalas Mágicas 1 (Nina Corbi), da Vergara & Riba, traz a experiência de pintar algo transcendental, cujo conceito é a escuridão como provedora da vida. A ideia é que o leitor perceba que as mandalas transformam as energias negativas em positivas. 

9. Floresta Mágica Para Colorir, da Coquetel, estimula a criatividade e combate o estresse do dia a dia através de desenhos que envolvem plantas, flores, animais, além de imagens escondidas e outras tarefas, como completar um desenho ou criar uma poesia.

10. Mindfulness (Emma Farrarons), da Best Seller, é repleto de cenas belíssimas e padrões intrincados e sofisticados que convidam o leitor a meditar sobre uma obra de arte enquanto serenamente preenche as páginas com cores. 

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É livro que não acaba mais. Por isso, fica aí as dicas para quem garante que a atividade relaxa e estimula a criatividade.


A indicação de hoje é destinada para todos que amam guiar sua vida de forma planejada, assim como eu; ou para aqueles que buscam ter mais controle em suas atividades diárias. Porque ser organizado faz bem

Título: Vida Organizada
Autor: Thaís Godinho
Edição: 2014
Editora: Gente
Páginas: 224
ISBN: 9788573129717

SINOPSE: Thais Godinho acredita que a organização é o segredo para que possamos viver uma vida coerente com o que somos e, para isso, criou a máxima definitiva para o método que pode permitir que você alcance seus objetivos. Assim, a autora mostra diversas possibilidades para que você consiga fazer o que deve fazer em todas as áreas da sua vida: casa, trabalho, família, de modo que você nunca perca de vista o que realmente importa. Pare de se afogar em uma rotina que não lhe traz satisfação e que parece ser uma sucessão infinita de metas que você não consegue cumprir. Chegou o momento de respirar fundo e tomar uma decisão muito importante: ser uma pessoa organizada a partir de hoje!

Eu não sou do tipo psicótica, que leva uma vida cronometrada desde a hora de acordar até a hora de dormir. Mas se tem uma coisa que eu odeio é perder tempo. Percebendo isso, resolvi pesquisar acerca de métodos simples de organização para que eu pudesse ter uma vida, no mínimo, mais confortável. 

Foi nesse meio percurso que conheci o blog da Thaís (há mais ou menos dois anos). A princípio eu não era uma leitora assídua, confesso, mas vez ou outra eu dava uma checada nas dicas que mais se ajustavam com a minha realidade. Quando percebi, já havia criado uma admiração singular pela autora. Afinal, quem não quer ter a chance de tocar seus projetos em meio as mil atividades que ocasionalmente já acumulamos? Eu sim.

Embora eu tenha me tornado desde 2011 (quando entrei para a faculdade e criei o blog) uma pessoa mais centrada, notei que ainda tinha muito a aprender – e por isso decidi comprar este livro. Não sou (exatamente) uma dona de casa, ou mãe, mas como a grande maioria tenho várias atividades que norteiam minha vida... algumas mais importantes, outras nem tanto, e quando não se tem a noção do que é de fato uma prioridade, sua vida pode virar uma bola de neve.

E é justamente isso que o livro da Thaís propõe, que você entenda de que modo podemos definir nossas prioridades, e quais ferramentas podemos utilizar para otimizar nosso dia-a-dia. Diferente de muitos títulos do gênero, Vida Organizada não oferece uma fórmula pré-fabricada. A autora, através de uma linguagem bem simplista, ajuda o leitor a se descobrir e a criar sua própria rotina. Tudo isso por meio de vários exercícios legais, que nos levam a pensar sobre nossos hábitos, nossas tarefas e nossos sonhos. Logo, esse é o tipo de livro que precisa sempre ser relido, tipo um manual.

Me identifico com a Thaís porque, assim como ela, acredito que nossa vida deve ser levada com coerência. Claro que não devemos viver demais o futuro, mas planejar algumas coisas para realizarmos daqui (ou dentre) a cinco anos, por exemplo, é algo que eu quero para mim. E suas listas (eu também amo listas, Thaís!) e exemplos que fizeram ver que esse é um exercício de vida saudável.

Vida Organizada traz oito capítulos (1- Por onde começar quando tudo está um caos?; 2- Como alcançar nossos objetivos?; 3- Pausa para começar a destralhar!; 4- Começando a criar rotinas; 5- Agenda, compromisso e tarefas: manual do usuário; 6- Casa em ordem, mente sã; 7- Como destralhar sua checklist do trabalho; 8- 1,2,3: é só começar) bem legais que com certeza irão te ajudar a otimizar seu tempo e a pensar mais em você, em seus sonhos e em como você quer levar vida adiante. Mas lembre-se: ter uma vida organizada só depende de você!

Recomendo!