Minha resenha não fará jus à obra, mas espero que eu tenha conseguido transparecer o quão maravilhoso foi poder ter lido esse livro. Vale muito a pena devido a sua particularidade e a carga emocional e divertida, que unidas resultaram em uma trama muito convidativa e bacana de ser lida. Apreciem!
Título: P.S. Eu Te Amo
Autor: Cecelia Ahern
Edição:
Editora: Novo Conceito
Páginas:368
ISBN:9788581630625
Nota: 5 de 5
SINÓPSE: ''Gerry e Holly eram namorados de infância e ficariam juntos para sempre, até que o inimaginável acontece e Gerry morre, deixando-a devastada. Conforme seu aniversário de 30 anos se aproxima, Holly descobre um pacote de cartas nas quais Gerry, gentilmente, a guia em sua nova vida sem ele. Com ajuda de seus amigos e de sua família barulhenta e carinhosa, Holly consegue rir, chorar, cantar, dançar e ser mais corajosa do que nunca.''
Diferente de muitos, não li P.S. EU TE AMO com o objetivo de compara-lo com a produção cinematográfica da obra, mas sim com o interesse de avaliar a evolução da narrativa de Cecelia Ahern. A autora, desta vez, conseguiu de fato me surpreender, coisa que após a leitura de AQUI É O MELHOR LUGAR eu não achei que fosse possível. Deixando claro que eu nunca duvidei da capacidade de escrita da Cecelia, mas jamais achei que fosse morrer de amores por algum livro seu.
P.S. EU TE AMO possui um pouco mais de cinquenta capítulos não muito extensos, todos narrados em terceira pessoa. Com uma linguagem coloquial e integralmente acessível, o enredo propõe que o leitor se aventure ao lado de Holly durante longos meses de superação, mas, apesar da temática proposta, o livro pautado não possui exclusivamente o gênero dramático. O diferencial dado por Cecelia é justamente a mescla de particularidades que ela oferta nos fatos da trama... nota-se não apenas os momentos de tristeza e aflição vividos por nossa protagonista, mas também os períodos de descontração e alegria. Isso torna a leitura convidativa, instigante, emocionante e divertida. Uma bela forma de conduzir um texto que se tornou tão original quanto sua ideia inicial.
Não basta apenas criar um conceito. É preciso saber desenvolvê-lo para dar certo. E é exatamente isso que presenciei no ato da leitura: uma história muito bem escrita, com um formato único. É fácil demais se identificar... e não somente com os acontecimentos, pois os personagens também são extremamente característicos, e encontra-los em nosso cotidiano não é algo difícil. No geral é tudo muito imprevisível, triste e pensante, mas também com muitas cenas felizes, passagens marcantes e fatos divertidíssimos. É impossível não rir, não impressionar-se ou não pensar a respeito.
A obra possui um acervo de especialidades que compõem muito bem toda a trama. Cecelia acerta muito quando decide em não apenas focar na morte do Gerry e na dor da Holly... os demais personagens (seus pais, irmãos e melhores amigos, por exemplo) também tem suas vidas expostas, mescladas a situação principal, e isso dá uma pitada especial na narrativa. Te faz rir, o emociona e ainda faz com que vivencie toda a situação.
É um livro que, apesar de fictício, é extremamente real. E provedor de grandes ensinamentos, também. A leitura como um todo foi uma surpresa muito boa... sua leveza e a falta de pressa pelo término me ajudaram a saborear cada cena com apego. Vale muito a pena para quem busca um enredo que trata a superação da morte de alguém especial de uma forma reflexiva (e bem diferente), e para os demais interessados também. Recomendo a obra com muito gosto, inclusive, pois não é sempre que temos o prazer de ler algo tão belo e original ao mesmo tempo. Tenho certeza que você não irá arrepender-se.
- Ai, Sharon, se todos os momentos de minha vida fossem repletos de coisas perfeitas assim, eu nunca mais reclamaria.
- Mas, Holly, a vida de ninguém é repleta de momentos perfeitos. E se fosse, não seriam perfeitos. Seriam apenas normais. Como você conheceria a felicidade se nunca passasse pelas fases tristes?
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