O projeto Leitura Compartilhada, em parceria com a Érika Rodrigues (Relicário) e o Clóvis Marcelo (De Frente com os Livros),
volta em sua 3ª edição. O livro da vez é "A Insustentável Leveza do
Ser", do Milan Kundera. Nossas resenhas individuais e vídeo com demais
comentários você confere na última semana deste mês. Então, fique
ligado!
A ideia é que com esse projeto nós possamos realizar uma mesma leitura em um mesmo período de tempo, com o intuito de compartilhar com vocês nossas opiniões de uma forma mais dinâmica e divertida.
E enquanto nossa leitura atual está sendo realizada, reveja (ou assista, caso ainda não tenha visto) o vídeo anterior, onde comentamos mais detalhes sobre o livro de "Eleanor & Park", da Rainbow Rowell. Basta clicar AQUI.
SINOPSE: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.
Comentários:
A chegada dos livros da americana Rainbow Rowell tem provocado o maior rebuliço no universo literário – devemos levar em consideração que seu foco tem sido o jovem-adulto, público este que vem se mostrando em ascensão. De todas as tramas publicadas, Eleanor & Park foi a que mais me interessou, a priori, principalmente diante de tantos comentários positivos na blogosfera literária. Mas foi graças ao projeto Leitura Compartilhada, realizado em parceria com os blogueiros Clóvis e Érika, que eu atestei que a aceitação universal nem sempre conta com a minha.
Eleanor é ruiva, gordinha e meio depressiva; Park é descendente de coreano, um pouco reservado e muito romântico. Apesar de diferentes, eles acabaram se apaixonando após algumas idas e vindas no ônibus escolar, mas levar um romance aos dezesseis anos, ainda mais com as adversidades impostas pela conturbada família dela, tornou-se algo bastante conflituoso.
Mesmo assim, ambos viveram um romance avassalador (para eles). Para Park, Eleanor é como o ar, essencial para a sua existência; para Eleanor, Park é a pessoa que a descobriu, seu grande e primeiro amor. E assim segue a história, mostrando a construção e o amadurecimento do romance. Isso, inclusive, deu lugar ao bullying e aos conflitos familiares indicados na sinopse, e até mesmo no início do livro (essas questões são apenas pinceladas).
Seguem algumas considerações: mesmo que a história se passe em 1986, eu achei os personagens principais muito bobos para a idade deles. Além disso, o relacionamento em si é um pouco exagerado, assim como vários outros elementos do livro. Todo mundo é apático em relação ao que Eleanor vive na casa dela, ao mesmo tempo em que são indiferentes ao fato dela sempre estar na casa dele, todos os dias. Ninguém descobre nada ou tenta resolver as situações complexas que surgem. O enredo, no geral, não evolui. Até o romance deles acabam empacando em dados momentos.
Apesar disso ei gostei muito da escrita da autora e da estrutura adotada por ela. Os capítulos são narrados em terceira pessoa, mas a todo momento há uma mescla de percepções, migrando de Eleanor a Park, o que deu um dinamismo bem bacana ao livro. Saliento ainda as muitas referências que Rainbow faz às coisas da época, que vão de músicas a quadrinhos. São estratégias para que o leitor se identifique com a trama, e isso dá super certo.
Porém, mesmo assim, eu me senti bem frustrada. Existem pontos positivos, como já citados acima – acrescidos aos poucos personagens que te conquistam pela vivacidade que eles possuem (a exemplo da família do Park, que é maravilhosa) –, mas no geral não há nada de extraordinário. Além do péssimo desfecho, as questões trabalhadas no gênero jovem-adulto deram lugar a um dramático romance adolescente, o que para mim soou como um livro infanto-juvenil.
Enfim, eu esperava bem mais desta história, ainda mais porque ela parece ter tocado muita gente. Mas para mim foi o contrário: o romance não tem nada de novo, e a trama deixa muitas pontas soltas. Recomendo para quem está procurando um passatempo bem levinho, ou um entrenimento para se distrair.
Para conferir mais comentários sobre o livro pautado, assista abaixo o vídeo da 2ª edição do nosso projeto. Nele você também irá saber qual será o título da nossa próxima Leitura Compartilhada.
O Leitura Compartilhada, em parceria com a Érika Rodrigues (Relicário) e o Clóvis Marcelo (De Frente com os Livros), está de volta!
Na primeira edição do projeto, na qual chamamos temporariamente de book tour, nós realizamos a leitura do livro "Cadê Você Bernadette?", da Maria Semple, cujo resultado você confere AQUI. Além das nossas resenhas individuais, fizemos também um vídeo bem legal onde realizamos a discussão da obra com mais detalhes.
E desta vez não será diferente. A ideia é que periodicamente uma mesma leitura seja realizada por nós três para que, ao final, possamos conversar e compartilhar nossas opiniões com vocês. Por isso, a partir de hoje, 5, estaremos dando início a leitura de "Eleanor & Park”, da Rainbow Rowell, que inclusive foi o livro sorteado em nosso primeiro vídeo. Vale salientar que os ossos comentários devem ser publicados ainda este mês em nossos canais e blogs, por isso fiquem ligados.
SINOPSE: Bernadette Fox é notável. Aos olhos de seu marido, um guru tecnológico da Microsoft e rock star do mundo nerd, ela se torna mais maníaca a cada dia; para as demais mães da Galer Street, escola liberal frequentada pela elite de Seattle, ela só causa desgosto; os especialistas em design ainda a consideram uma gênia da arquitetura sustentável; e Bee, sua filha de quinze anos, acha que tem a melhor mãe do mundo.
Até que Bernadette desaparece do mapa. Tudo começa quando Bee mostra seu boletim (impecável) e reivindica a prometida recompensa: uma viagem de família à Antártida. Mas para Bernadette, que ojeriza a Seattle e às pessoas em geral, uma viagem ao extremo sul do planeta é uma perspectiva um tanto problemática.
Para encontrar sua mãe, Bee compila e-mails, documentos oficiais e correspondências secretas, buscando entender quem é essa mulher que ela acreditava conhecer tão bem e o motivo de seu desaparecimento. Sem sentimentalismos, mas com muita empatia, Cadê você, Bernadette? trata do amor incondicional de uma filha por sua mãe imperfeita.
Comentários:
Cadê Você Bernadette?, escrito pela romancista Maria Semple, é um livro extremamente peculiar! Particularmente falando, sua narrativa incomum me proporcionou uma nova experiência de leitura; uma experiência que acabou indo além, e que me agradou em vários sentidos. E é bom estar aqui para contar a vocês em que sentido minhas expectativas foram gratificadas.
Bernadette Fox tem sérios problemas com as pessoas; ela faz qualquer coisa para evitá-las. Quando sua filha, Bee, a pede de presente uma viagem (em família) para a Antártida, inicia-se uma saga de acontecimentos, trapalhadas e maus entendidos que fazem da nossa protagonista uma anti-heroína... tudo porquê Bernadette é uma antissocial assumida.
Esses incidentes, por sua vez, levam ao seu desaparecimento, e é junto a Bee que, aos poucos, vamos descobrindo o que realmente aconteceu. A menina, com um incrível instinto de detetive, vai unindo vários documentos que nos dão a chance de juntar os fatos que ocorreram antes, durante e depois do sumiço de Bernadette. Em resumo trata-se de um livro dentro de um livro, proposta que acabou deixando a narrativa mais descritiva... e incrivelmente instigante.
Maria Semple criou um enredo singular: múltiplos gêneros (cartas, e-mails, SMS, boletins do FBI, diálogos, palestras, etc), fatos reais em meio ao irreal, personagens secundários que são destaques (e inclusive fundamentais para que haja a devida compreensão sobre a personagem principal) e muito sentimentalismo. Tudo isso desenvolvido sob forte humor. A autora foi muito criativa e ousada, pois mesmo com uma narrativa tão rica, ela conseguiu ser coerente do início ao fim.
Uma das coisas mais legais que a trama nos passa é a intensa relação de mãe e filha que Bernadette e Bee compartilham – uma devoção que nos faz torcer por elas. Outra lição retirada neste livro é que maus entendidos e falta de comunicação podem nos colocar em muitas ciladas... Bernadette passou por muita coisa complicada, e parte delas se deve às suas trapalhadas e confusões.
Infelizmente, como nenhuma obra é totalizada, eu não curti muito a resolução do desaparecimento. Sinceramente, achei tudo muito fantasioso e improvável. Além disso, confesso que achei algumas partes um pouco monótonas (a obra é dividida em oito), mesmo que sejam fundamentais. Claro que toda a obra compensa, até porque o desfecho (capítulo final) traz uma sensação de missão cumprida – além da obra ser muito bem inscrita.
Por essas e outras eu super recomendo o livro. Não se trata de uma história de mulherzinha. Você vai se envolver, vai rir, vai se tornar um(a) tiete de Bernadette, vai idolatrar a autora por sua genialidade e vai querer reler essa trama mais vezes. Pois é. Um verdadeiro e delicioso quebra-cabeça que todo mundo deveria conhecer.
A leitura deste livro é resultado do projeto 'Leitura Compartilhada', em parceria com o Clóvis Marcelo (De Frente Com os Livros) e a Érika (Relicário). Confira no vídeo abaixo mais algumas considerações sobre a história pautada, e saiba mais sobre nosso o projeto. Em abril voltaremos com mais uma edição, desta vez sobre Eleanor e Park, de Rainbow Rowell.
Em meio as metas e desafios literários que tomam conta da blogosfera neste início de ano, a Érika (numrelicario.blogspot.com), o Clóvis (defrentecomoslivros.blogspot.com) e eu nos unimos para tocarmos um projeto de leitura compartilhada na qual preferimos chamar simplesmente – e a priori – de book tour.
A partir de hoje, 22, estaremos dando início a leitura de "Cadê Você Bernadette?", de Maria Semple. A ideia é que no dia 11 de março nossas resenhas sejam publicadas em nossos respectivos blogs. Pretendemos também gravar um vídeo (que deverá ser publicado junto a resenha) com comentários acerca das nossas impressões (de um modo geral) e dos benefícios que há em desenvolver atividades como esta, em parceria com outros blogs.
Torçam por nós! O resultado vocês verão por aqui no mês que vem. ;)
Excelente domingo pra todo mundo, e até a próxima. =*