Título: A Arte de Fazer Acontecer*
Autor: David Allen
Edição: 2
Editora: Sextante
Páginas: 320
ISBN: 9788543102818
Nota: 4 de 5

SINOPSE: Sua mente deve estar livre para criar, e não preocupada em reter informações. Foi com esse argumento que David Allen criou o método GTD – Getting Things Done: um sistema de gestão que tem ajudado inúmeras pessoas e empresas a colocar ordem no caos.
Considerado a principal autoridade no campo da produtividade, Allen trabalhou com os melhores e mais brilhantes talentos do mundo defendendo a teoria de manter "a mente clara como água" e abordando o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Depois de 30 anos de pesquisa e prática, lançou este livro que acabou sendo publicado em 28 idiomas, tornando-se uma verdadeira referência em organização pessoal. Nesta nova edição, revisada e atualizada, David Allen insere as novas tecnologias na gestão do fluxo de trabalho e inclui as descobertas mais recentes da ciência cognitiva.

Comentários:

Livros sobre estratégias (classificados também como de negócios e/ou de autoajuda) não costumam ser resenhados aqui no blog. Contudo, existem obras são tão interessantes que não podem passar despercebidas. Pelo contrário, elas devem ser disseminadas. E uma delas é o A Arte de Fazer Acontecer, do David Allen

Praticidade, adaptabilidade e autenticidade são algumas das qualidades assinaladas por James Follows (correspondente da revista Atlantic) acerca do método de David Allen, descritas no prefácio deste livro. Diferente de outros autores, que fornecem em suas obras estratégias prontas e passos pré-definidos, Allen nos leva a pensar sobre nossas ocupações de forma individual, fazendo com que sejamos capazes de realizar nossas obrigações de forma produtiva.

E assim é descrito um processo prático capaz de ajudar pessoas como eu e você, ocupadas, estressadas e ansiosas com a falta de controle diante de tantos afazeres. Essa ajuda vem como forma de restabelecer o controle da vida, de modo que possamos adquirir sucesso pessoal e profissional. Para tanto, ele nos ensina cinco passos importantes, através de inúmeros exemplos. Eles são:

1) controlar a ansiedade e a sobrecarga de trabalho; 2) aceitar que você não pode fazer tudo ao mesmo tempo e que algumas coisas podem ficar para depois; 3) reavaliar as metas e manter o foco; 4) planejar projetos de longo prazo e revisá-los semanalmente; 5) e aplicar a regra dos dois minutos (faça, delegue, adie ou jogue fora) para esvaziar sua caixa de entrada.

Através dessas técnicas, utilizando-as do modo sugerido por Allen, é perfeitamente possível adquirir foco e produtividade em nossa rotina, e menos estresse. Aos poucos ando executando algumas dessas estratégias (ver um dos exemplos AQUI), e, ao menos comigo, a coisa tem surtido efeitos positivos... e é exatamente isso que o livro propõe: que as estratégias sejam levadas para a realidade de cada um.

Mas, atenção! Para isso você deve 'estudar' o A Arte de Fazer Acontecer. Isso mesmo! Esse é o tipo de leitura que deve ser feita tendo como suporte um bloco de anotações, caneta e marcador (post-its também!). Não basta só entender os conceitos. É preciso aplicá-los! E esse é um exercício enorme, que requer paciência e disposição, afinal são 14 capítulos oferecidos pelo autor. Há muito o que absorver.

Ademais, apesar de um pouco redundante, a linguagem é simples e de fácil entendimento. Aliás, essa edição tem a peculiaridade de tentar atingir todos os interessadas por organização, independente da finalidade de cada um. Portanto, se você gosta do tema, este livro é para você! A leitura é demorada, mas vale super a pena. Com isso, fica aí minha recomendação.

*Cortesia cedida pela Editora Sextante. 


Hoje eu vim falar de um livro super bacana, fofo, polêmico e dinâmico (uau, quantas qualidades!). Justamente por isso achei que um vídeo seria mais interativo e interessante... espero que gostem. E relevem qualquer coisa pois essa é a minha primeira vídeo-resenha e, SIM, eu fiquei muito nervosa na gravação. Haha!



Algumas informações sobre o livro:

Título: Mulheres*
Autor: Carol Rossetti
Edição: 1
Editora: Sextante
Páginas: 160
ISBN: 9788543102276
Nota: 5 de 5


*Cortesia cedida pela Editora Sextante.


Até mais! Beijos,


Título: A Passagem
Autor: Justin Cronin
Edição: 1/2010
Editora: Sextante
Páginas: 816
ISBN: 8599296820
Nota: 3,5

SINOPSE: Quase um século depois que uma pesquisa científica financiada pelo Exército dos Estados Unidos foge do controle, tudo o que resta é uma paisagem apocalíptica. As cobaias utilizadas nos experimentos – prisioneiros a caminho do corredor da morte – escaparam do laboratório e iniciaram uma terrível carnificina, alimentando-se de qualquer ser com sangue nas veias e espalhando por todo o continente o vírus inoculado nelas. Um em cada 10 habitantes pode ter sido infectado. Os outros nove se tornaram presas desses virais, criaturas animalescas extremamente ágeis e fortes cujos únicos pontos fracos parecem ser a hipersensibilidade à luz e uma pequena área frágil próxima ao esterno.
Em uma fortificação construída nas montanhas, cercada de muralhas de concreto e holofotes superpotentes, uma comunidade tenta sobreviver aos constantes ataques noturnos. Mas a precária estrutura que a protege está com os dias contados: as baterias que alimentam as luzes começam a falhar e uma invasão é iminente.
Não se sabe o que aconteceu ao resto do mundo: a comunicação foi cortada, não há governo e o Exército nunca cumpriu a promessa de voltar. Provavelmente estão todos mortos. Mas a chegada de uma misteriosa andarilha traz novas expectativas: ao que tudo indica, ela tem as mesmas habilidades dos virais, mas não sua necessidade de sangue. Agarrando-se a essa esperança, um grupo parte da Colônia para buscar mais sobreviventes – e a verdade fora dos muros.

Comentários

Suspense, ficção científica, múltiplos personagens, um cenário apocalíptico e um salto no tempo de aproximadamente um século. Esses são alguns dos elementos que compõe o livro A Passagem, escrito por Justin Cronin. O primeiro de uma trilogia que, ao que parece, se unirá aos épicos do século XXI. Bom, estrutura ele tem para tanto, porém, com algumas ressalvas.

Complementando a sinopse – que a meu ver traz um excelente resumo da obra –, a história dá início com aquela que será a fundamental para o desenrolar de todo o enredo. Me refiro a Amy Harper Bellafonte, a Garota de Lugar Nenhum. Amy ainda é uma menina quando é levada para o laboratório onde dose prisioneiros condenados a morte se encontram. Eles se tornaram cobaias de uma experiência secreta do Governo Americano, para o teste de um suposto vírus manipulado com a propósito de curar algumas doenças.

Mas é graças a isso que a América (pelo menos esse é o cenário da trama) passa a experimentar a iminência do apocalipse, que se instaura com rapidez e violência. Deste modo, passamos a presenciar uma sociedade dividida por humanos, que retrocedem e vivem pela busca da sobrevivência, e "virais", isto é, os infectados que fizeram do mundo um mar de escuridão. 

E onde exatamente Amy se insere? Ela reaparece cerca de 100 anos depois, em um futuro pós-apocalíptico, naquilo que o autor chama de Primeira Colônia, onde existem apenas poucos sobreviventes refugiados. O mais incrível disso tudo é que Amy está jovem! Bom, ela foi a 13ª cobaia do experimento, mas seu procedimento foi o único que não saiu do controle. Agora ela parece ser a única e última esperança de sobrevivência. Mas como e por quê?

O livro requer uma leitura lenda e cuidadosa. Além do salto no tempo, e das várias descrições, muitos personagens aparecem no meio do caminho, principalmente após a segunda parte do livro. Inclusive, a obra é divida em várias partes, e os capítulos são um pouco extensos. Apesar disso, e da quantidade de páginas em geral, os números parecem um detalhe pequeno... se não fosse pelo excesso de detalhes descritos pelo autor.

De início, essa riqueza é precisa e necessária. Incrivelmente envolvente, eu diria. Mas a medida que o a história vai se desenvolvendo, Cronin exagera ao ir fundo demais, deixando algumas partes um pouco confusas e até repetitivas. Além disso, ele acresce cenas que, para mim, foram totalmente desnecessárias e cansativas. O engraçado é que, ao mesmo tempo em que ele excede em alguns pontos, em outros eles acaba sendo impreciso, a exemplo dos próprios virais, que não são claramente narrados.

Cronin escreve bem, e com certeza criou uma história rica, com elementos novos e instigantes. Só para vocês terem uma noção, há partes em que um diário (de uma sobrevivente da Primeira Colônia) é apresentando em uma conferência num futuro ainda mais distante. Ou seja, muita coisa (boa, espero) vem aí... espero que "Os Dose", continuação da trilogia, se supere nestes pequenos detalhes apontados, e que nos traga coisas que realmente sustentem as dúvidas deixadas para trás.

Portanto, recomendo para aqueles que curtem o gênero. Isso é fundamental para que você passe por cima das inconsistências sem querer desistir, principalmente por tratarmos aqui de um livro consideravelmente grande.

A Passagem fez parte do meu projeto #LeituraDeDomingoUL. Abaixo, segue o vídeo onde eu comento mais sobre o mesmo e, principalmente, como foi realizar esta leitura durante 17 domingos. Não deixe de conferir!!!



E aí, galera?!
Vamos pra mais uma resenha de um livro da nossa parceria com a Editora Sextante?  ;) 
 
Título: O Doador
Autor: Lois Lowry
Editora: Sextante
Páginas: 185
ISBN: 9788599296448
Nota: 2 de 5


"Ganhadora de vários prêmios, a autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal: não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína. Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora – o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes. Uma única pessoa, o Doador, é responsável por ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de tornar-se o próximo Doador. Ele é avisado de que será um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar."

Nesse mundo que Lois Lowry criou não existe sofrimento, dor, preconceito... mas também não há a existência do amor. Ainda tem mais: não há escolhas ou parâmetros, a sociedade escolhe por você.
Jonas, uma criança de 12 anos, é escolhido pra ser o próximo Doador, aquele que detém todas as memórias desse povo. Em uma sociedade onde os seres possuem uma vida estratificada, Jonas terá de ser forte o suficiente para guardar essas memórias e sua vida muda radicalmente quando percebe o modo em que tudo se dava antes dessa estruturação distópica.

O livro nos remete ao ponto de que não somos nada sem nossas escolhas e nosso livre arbítrio de poder julgar o que é melhor para nós. Tendo em vista uma sociedade com tudo pronto e feito, não temos então a liberdade de pensar, de agir conforme nossos ideais, de poder dar voz aos nossos anseios...

Decepcionou-me muito, posto o ''alarde'' descrito na contracapa de cinco milhões de exemplares vendidos e de que seria um livro inesquecível. Posso dizer que em termos de falta de emoção e enrolação o livro ganha... A história é pequena, mas ainda assim eu demorei na leitura por justamente não ter a emoção esperada em conjunto com a decepção... Acho que a história deveria ter tido um desenvolvimento melhor e, apesar de se tratar de uma distopia (total ficção que possuem regras não aplicadas ao nosso mundo como tecnologia nunca pensada, pensamento e sociedade controlada, dentre outros), Admirável Mundo Novo e 1984 dão de dez a zero neste, apesar da intenção ter sido boa e com personagens bem construídos.

Recomendo que leiam para verem se gostam do estilo, afinal, opiniões divergem sempre. Só alerto para que não tenham toda essa ilusão pela sinopse como eu tive.

"Inverno de 1964. Uma violenta tempestade de neve obriga o Dr. David Henry a fazer o parto de seus filhos gêmeos. O menino, primeiro a nascer, é perfeitamente saudável, mas o médico logo reconhece na menina sinais da síndrome de Down. Guiado por um impulso irrefreável e por dolorosas lembranças do passado, Dr. Henry toma uma decisão que mudará para sempre a vida de todos e o assombrará até a morte: ele pede que sua enfermeira, Caroline, entregue a criança para adoção e diz à esposa que a menina não sobreviveu. Tocada pela fragilidade do bebê, Caroline decide sair da cidade e criar Phoebe como sua própria filha. E Norah, a mãe, jamais consegue se recuperar do imenso vazio causado pela ausência da menina. A partir daí, uma intrincada trama de segredos, mentiras e traições se desenrola, abrindo feridas que nem o tempo será capaz de curar."

E aí, pessoal?!
Hoje trago pra vocês a indicação de um livro que me chamou demasiada atenção há algum tempo. Comprei, acabei emprestando e ainda não o li, mas acho de excelente indicação pra quem adora um drama bem consistente e envolvente, como é este enredo de Kim Edwards.

Além de ter sido um renomado livro por conter em seu enredo dramas familiares, processos e consequências de escolhas e segredos ao longo de uma vida, O Guardião de Memórias conta com uma excelente construção e realismo em seu enredo e personagens. É fascinante, emocionante, dramático e realista. A amplitude magnífica deste livro é capaz de envolver o leitor da primeira à última palavra, com emoções profundas e grandes surpresas.

Dr. Henry e Norah, sua esposa, viviam extremamente felizes e tinham uma vida tranquila, até que Norah engravida. No dia do parto, a neve consumiu o tempo e as estradas não estavam em boas condições. Foi então que Dr. Henry decidiu fazer o parto de sua mulher, o qual ofereceu uma grande surpresa ao médico: eram gêmeos, um menino e uma menina.
O menino nasce saudável, já a menina, percebeu-se que ela era portadora da Síndrome de Down. Não aceitando este fato, o médico pede à sua enfermeira Caroline que a leve dali com a desculpa que a menina não sobreviveu ao parto.
Caroline, com dó da pobre recém nascida, vai embora da cidade levando-a consigo e acaba por criar com muita dedicação e amor a menina Phoebe.
É a partir daí que se entrava o grande conflito desta obra. Se eu fosse você não deixaria de ler.  ;)


A indicação de hoje vai para os amantes de um bom terror/suspense.  :)
"Muitos objetos de sua coleção particular do grotesco e do bizarro eram presentes enviados por fãs. Na realidade era raro ele próprio comprar algo para a coleção. Mas quando Danny Wooten, seu assistente particular, disse que havia um fantasma à venda na internet e perguntou se ele não queria comprar, Jude não pensou duas vezes. Era como sair para almoçar, ver o prato do dia e decidir que queria aquilo sem dar sequer uma olhada no cardápio. Certos impulsos não exigiam reflexão."

Uma lenda do rock, John Coyne, possui gostos bizarros e vive isolado em uma fazenda colecionando itens macabros e namoradas góticas. Ao saber de um leilão de um paletó de um morto na internet, resolve comprá-lo. Ele só não contaria que o paletó viria com a presença do espírito do morto. Esse fantasma é o vingativo McDermott, padrasto de uma ex-amante de Jude que se suicidou.

Na busca de uma solução para se livrar de McDermott, Coyne procura pistas sobre o fantasma indo para o Sul atrás de quem lhe vendeu o paletó: a irmã da ex-amante morta. Será McDermott capaz de conseguir assombrar e matar Coyne? Pistas acerca do fantasma serão suficientes para Coyne se livrar dele?

A Estrada da Noite é um romance de terror, dotado de agilidade e surpresas, onde a mistura do sobrenatural e de personagens complexos torna a história intrigante. Joe Hill, com seu romance de estreia, conseguiu figurar na lista dos mais vendidos do jornal The New York Times e ser consagrado como o mais recente mestre do suspense e terror.

Livro indicado para os amantes de uma história macabra e dotada de muito suspense e reviravoltas. Curiosidade à flor da pele.