Olá, pessoal!
 
Para quem não lembra, fiquei de trazer ainda este mês a resenha dos dois livros que faltam da sequência de The House of Night aqui no blog, tirando o último título publicado, claro. Por isso, aqui estou!  \Õ/
No início do mês propus que isso fosse feito de uma forma mais simples para que eu possa enfim estar livre para publicar a resenha de Destinada assim que eu realizar a leitura. Como eu mencionei anteriormente, as resenhas serão feitos na ordem, mas de um modo mais simples, onde apresentarei a sinopse e meus breves comentários acompanhados com a minha nota atribuída para cada exemplar.
Vamos lá?


Título: Queimada - The House of Night (Volume 07)
Autor: P.C. Cast e Kristin Cast
Edição: 1
Editora: Novo Século
Páginas: 376
ISBN: 9788576794042

Nota: 4/5

As coisas ficaram pretas na Morada da Noite. A alma de Zoey Redbird se despedaçou. Com o coração partido, vendo tudo ao seu redor desmoronar e com vontade de ficar para sempre no mundo dos mortos, Zoey está sumindo a olhos vistos. Parece cada vez mais difícil ela se recuperar a tempo de reencontrar seus amigos e recolocar as coisas em seus devidos lugares. Stevie Rae, melhor amiga de Zoey, quer ajudá-la, mas está enfrentando problemas seríssimos. Os Novatos Vermelhos do Mal estão pisando na bola e, dessa vez, nem Stevie Rae poderá protegê-los das consequências. No meio desta confusão está Aphrodite: ex-novata, patricinha podre de rica, bruxa do inferno convicta (e com muito orgulho), tendo visões que revelam o futuro e, para piorar, com Nyx resolvendo falar por meio dela, quer ela queira ou não. A lealdade de Aphrodite pode oscilar em várias direções, mas, no momento, é o destino de Zoey que está em jogo.

Apesar de um pouco cansativo, Queimada consegue ser bom apenas pelo simples fato de atribuir o foco da trama a Stevie Rae. Claro, Zoey está debilitada, e suas chances são mínimas. Todavia, volto a afirmar que não há personagem mais arrebatadora do que a Vampira Vermelha, que se mostrou forte o bastante diante de uma situação séria e extremamente difícil. Stevie Rae lidou em toda a série (e continha a lidar) com questões desafiadoras, que vão além de tudo que os outros passaram. Impossível não amá-la (minha personagem favorita, é).

Porém, não posso deixar de citar que essa obra possui também um tom mais sério e dramático, e esses são motivos bem concretos, uma vez que a história tornou-se mais consistente e tanto adulta. A impressão de lentidão que alguns talvez sentiram nos livros anteriores acaba por aqui. Agora a narrativa tornou-se instigante e bem gostosa de ser lida.


No entanto, gostaria de explicá-los que o ''cansativa'' que eu citei no início dos meus comentários está sobre o fato de muitos dos relatos serem descritos na visão de muitos personagem, e isso se torna enfadonho sim, para alguns. No caso de House of Night eu não acho que isso aconteça. Pelo menos até agora. Gostei muito dessa nova forma que as autoras usaram para dividir os capítulos, pois acabamos percebendo quem é quem de verdade na trama.

Outra coisa que eu gostaria de citar é o crescimento que Aphrodite vem ganhado na série. Outra personagem brilhante e muito bem descrita, que no início era odiada por muitos, mas que mostrou ser muito especial, e o que é melhor, sem mudar o seu jeito de ser.

No mais, apenas quero dizer que... gostei do livro, sim. Fãs, por favor, leiam!

~*~

Título: Despertada - The House of Night (Volume 08)
Autor: P.C. Cast e Kristin Cast
Edição: 1
Editora: Novo Século
Páginas: 320 
ISBN: 9788576795025
Nota: 4/5

Exonerada pelo Conselho Supremo dos Vampiros e retornando a sua posição de Grande Sacerdotisa da Morada da Noite de Tulsa, Neferet jurou vingança contra Zoey. Seu domínio sobre Kalona é apenas uma das armas que ela pretende usar. Mas Zoey encontrou um santuário na Ilha de Skye e está sendo protegida pela Rainha Sgiach, que espera que ela possa assumir o reinado. Tornar-se a rainha seria legal, não seria? Por que ela deveria retornar à Tulsa? Depois de perder Heath, seu consorte humano, Zoey nunca mais será a mesma – e seu relacionamento com o supersexy guerreiro Stark pode também nunca mais ser o mesmo. E Stevie Rae e Rephaim? O Raven Mocker se recusa a ser usado contra Stevie Rae, mas que chances ele tem quando ninguém no mundo, incluindo Zoey, estaria feliz com este relacionamento? Ele deve trair seu pai ou seu coração? No emocionante oitavo livro da série House of Night até onde irão os vínculos da amizade e quão forte são as amarras que prendem o coração.

Não é um dos melhores livros, mas eu gostei dos relatos. Acredito que se a história fosse encurtada, ela não receberia tanta aversão por parte do público, que alegam cansaço e clamam por objetividade. E estão todos certo...

No entanto, muito simplesmente odeiam a série. Eu até entendo, de verdade. Talvez a temática, ou até a viagem que as outras têm no enredo... sim, eu entendo! Porém, o fato dela ser enorme (?) não é motivo para detestarem-na. Isso se você de fato não conhecê-la a fundo. Talvez você esteja fugindo de sagas enormes (porque eu sim estou), mas existem várias outras coleções com um número generoso de livros, e nem por isso muitos de vocês deixam de ler. O que vale é o conteúdo, e não o número ou tamanho, certo? Pensem nisso.  ;)

Apesar de surreal, eu não consigo deixar a série de lado. Ela possui picos mais baixos no enredo, mas em muitos momentos nos ofertam histórias magníficas, fantasiosas, todas dotadas com valores e alguns casos ricos em lições.

Acompanho sim, e gosto bastante de vários aspectos que ela transmite ao público leitor. É o tipo de saga politicamente incorreta que dá prazer. E, convenhamos, criatividade é algo que não falta às nossas autoras. Adorei Despertada, e espero ansiosa pelo próximo título.  :D
 
PS.: Estes comentários são simples porque não tenho o propósito de dar spoilers a ninguém, uma vez que a série é grande e muitos de vocês ainda não estão na sequência correta, por isso peço a compreensão de todos. Obrigada!

Olá, leitores! 

Estranharam uma resenha no meio da semana, e ainda por cima de dois livros em uma só post? Se sim, vou explica-los o porquê.

Muito de vocês devem saber que eu acompanho a série The House of Night, e que eu venho resenhando os livros aos poucos aqui no blog. Todavia, a saga chegou ao seu nono título (na qual pretendo ler em breve), e como apenas quatro foram apresentados aqui no Universo, resolvi elaborar dois posts para assim expor as outras quatro obras que faltam. 

As resenhas serão feitos na ordem (claro!), mas de um modo mais simples. Apresentarei a sinopse e meus breves comentários acompanhados com a minha nota atribuída para cada exemplar. O primeiro post está sendo publicado hoje, e o próximo será feito ainda este mês, mais precisamente no fim. Além de adiantar o meu lado, estarei livre para publicar a resenha de Destinada assim que eu realizar a leitura, por isso espero que não se importem.

Vamos ao que interessa, então?

Título: Caçada - The House of Night (Volume 05)
Autor: P.C. Cast e Kristin Cast
Edição: 1
Editora: Novo Século
Páginas: 400
ISBN:
9788576793113
Nota: 3/5

Novos personagens e cenários são inseridos neste quinto livro da série House of Night. Neferet, após conquistar um novo e poderoso aliado, Kalona, vira as costas para a Deusa Nyx. Juntos, arquitetam terríveis planos. O passado vem à tona, influenciando escolhas fundamentais. A Morada da Noite é ocupada por criaturas demoníacas, que sob o comando de Kalona, um ser incrivelmente belo, mantém o domínio sobre quase todos os alunos e professores. O único lugar relativamente seguro para Zoey e seus amigos é um local escondido, subterrâneo, onde uma nova raça de vampiros habita. Parece não haver fim para os problemas que continuam a surgir. O mal se abate sobre o centro de Tulsa, gerando não só o caos terreno, mas também um grande e doloroso massacre. Será Zoey forte e sábia o suficiente para enfrentar tudo o que está por vir?

De todos até agora, este foi o que eu mais demorei a ler. Apesar de visivelmente criativo e recheado de novos fatos que soam (e são de fato) instigantes, Caçada foi um tanto enfadonho. Talvez o excesso de diálogos e trechos um tanto desnecessários fizeram com que a leitura fluísse mais devagar do que o normal. Todavia, há também passagens majestosas, e os acontecimentos finais é o que dá a sensação de não arrependimento.

Sustento minha posição que Zoey, personagem principal, não é a minha favorita. Acredito que é justamente por isso (uma vez que é perceptível que a minha posição em relação a isso não é única), que a série ganhou um direcionamento conjunto. Nota-se em meio à leitura que os outros personagens andam ganhando cada vez mais um destaque merecedor no enredo. Aposto que se os dilemas de Zoey prevalecessem sempre, a legião de fãs iria diluir rapidamente (quem persistiu na série como eu sabe exatamente do que estou falando), o que seria uma pena, pois The House of Night, apesar de muito jovem, ou até boba para alguns, é uma série bastante densa, intrigante e desafiadora. As autoras de mostram que são capazes de nos ofertar coisas jamais vistas em outro lugar, e a criatividade posta na história é admirável.

Se Caçada fosse mais preciso, seria bem melhor.

~*~ 
Título: Tentada - The House of Night (Volume 06)
Autor: P.C. Cast e Kristin Cast
Edição: 1
Editora: Novo Século
Páginas: 384
ISBN: 9788576793533
Nota: 5/5

Depois de tanta agitação, Zoey bem que merecia um descanso. Mas não há tréguas na Morada da Noite. Lidar com três caras ao mesmo tempo, novamente, não é um alívio para o estresse, especialmente quando um deles é um guerreiro tão sexy e tão dedicado em protegê-la, que é capaz de sentir suas próprias emoções. Aphrodite tem novas visões que alertam Zoey para ficar longe de Kalona e de seu obscuro fascínio, mas mostram também que ela será a única com poderes capazes de interromper um mal imortal. Logo se torna óbvio que Zoey não tem escolha: se ela não for ao encontro de Kalona, ele se vingará, e justamente nas pessoas que ela ama. Mas ela terá coragem para fazer o que deve ser feito, a ponto de sacrificar sua vida, seu coração e sua alma? Descubra neste sexto livro da série HOUSE OF NIGHT.

Tentada foi tiro de sorte. Após um antecedente um tanto cansativo, este se superou e muito, levantando um pouco a ''moral'' da série, digamos assim.

A essa altura do campeonato, muitos já devem ter desistido de The House of Night. Não agrada nada ver parte do enredo girar em torno das confusões adolescentes de Zoey. De fato. Porém, essa história tem muito mais a ofertar. É grandioso, por exemplo, ver como muitos dos personagens cresceram e ganharam destaque, como a gloriosa Stevie Rae (minha personagem favorita), que deste Traída (segundo livro da série) ganhou um espaço maravilhoso no enredo, e, claro, Aphrodite, que se mostrou ser diferente daquela que todos imaginavam, ou até mesmo Stark, o guerreiro corajoso que se mostrou forte o bastante para ocupar o espaço que hoje possui. Além deles muitos outros personagens ganharam um sentido e, principalmente, um propósito. 

O que supomos em Caçada, vemos se concretizar em Tentada. Os capítulos a partir dessa obra se passam na versão e no pensamento de cada um deles (de todos, no geral, quero dizer). Percebemos assim a percepção dos fatos (ou de diferentes fatos ao mesmo tempo) de cada um, onde somos apresentados a visões distintas bem imprevisíveis. E, por mais confuso que isso pareça ser, não é. Garanto! A leitura, além de leve e gostosa, soa bem mais dinâmica, e você ainda pode avaliar de forma mais clara os modos e forma de agir do seu personagem favorito. Uma verdadeira inovação que muito me agradou, confesso.

Adorei ler Tentada, e não me arrependo de prosseguir com a série. É o estilo politicamente incorreto (?) bastante agradável de ser lido. Diferente, surreal e singular, sem mais.


Olá, queridos!

Após quase uma semana, eis que apareço novamente. Primeiramente, gostaria de agradecer o lindíssimo post em homenagem ao meu aniversário feito pela Isa. Lindas palavras como sempre, amiga! Obrigada por existir, por ser a minha melhor amiga, e por partilhar comigo de momentos tão especiais como este. Eu a amo.
E, claro, um obrigada também muito especial a todos que comentaram aqui, e a todos os nossos grandes amigos blogueiros e seguidores. Levarei cada palavra e os votos de felicidades expressados em meu coração.  (:

Bem, hoje é dia de citação!  \õ/   O trecho da vez, apesar de breve, é bem denso. Ele faz parte do livro Queimada, da série The House of Night, na qual eu tenho resenhado aos poucos aqui no blog.  (:  Espero que gostem...

~*~

''Nossas emoções mais profundas às vezes são separadas apenas pelo tipo de seres humanos que, no fundo, somos. Luxúria e compaixão, generosidade e obsessão, amor e ódio. Costumam ser muito próximas umas das outras.'' 

Pág. 280

Amanhã tem mais...  ;)

E aí, pessoal? Tudo certo?
Então... estamos meio em falta com vocês acerca das resenhas, que é de costume postarmos todo sábado. Mas podem ficar tranquilos pois estamos trabalhando nisso para compensá-los.  (:
Por esse motivo, mesmo não sendo hábito, colocarei no ar uma resenha que, por sinal, estou devendo a vocês há algum tempo. No sábado teremos uma outra resenha publicada por aqui, por isso, aguardem! Prometo que não irão se arrepender...

Título: Indomada – The House of Night (Volume 04)
Autor: P.C. Cast e Kristin Cast
Edição:
1
Editora:
Novo Século
Páginas:
368
ISBN: 9788576793014

Indomada, escrito por P.C. Cast e Kristin Cast, é o quarto livros da série The House of Night. Nele encontramos uma sequência envolvente onde há mistos de terror, mistério e muita ação.
Resenhar uma saga detalhista e cheia de fatos não é algo simples. Há receio da minha parte em comentar coisas aqui que já foram explanadas, ou ainda pior, falar coisas que eu não deveria (e quem odeia spoiler fora de hora como eu entenderá a minha situação). Marcada, Traída e Escolhida já tiveram sua vez aqui no blog, e Indomada como continuação não poderia ficar de fora. Contudo, farei desta vez uma abordagem mais simples, falando de forma clara e concisa a essência do livro para que assim vocês possam tirar suas próprias conclusões a partir de então.
No quarto livro da série, Zoey Redbird tornara-se odiada por todos os seus amigos. Até o quarteto amoroso na qual era fizera parte havia se desfeito. Ninguém com quem contar; ninguém para confiar. Zoey passa agora a viver em um dilema mais complicado do que ela própria imaginara. No entanto, aliados inesperados estão para surgir e muita coisa ainda pode mudar. Lealdades serão testadas, amizades são rompidas, o mal será atingido, e a cobrança de sempre fazer o melhor para proteger aqueles que amam desabam de forma sólida em Indomada.
Neste livro vemos também que Zoey vai aprendendo e amadurecendo a ideia de como tornar-se uma Grande Sacerdotisa de verdade, já que nos atuais fatos ela precisa estar pronta para tomar decisões nada equivalentes a sua idade. Mesmo com medo, assustada e esgotava nossa protagonista não deixava transparecer seus receios, sempre se mostrando forte e acreditando no quanto ela é capaz de fazer as coisas acabarem bem.
Também encontramos na narrativa uma dosagem menor de questões amorosas. O que antes estava enfadonho, agora se tornou sério e reflexivo. Além de questões como a amizade e suas perdas, a família também é posta em questão, e isso é feito de uma forma inspiradora.
A leitura flui facilmente de forma curiosa e densa (no bom sentido da palavra). É instigante, e o leitor acaba percebendo isso, uma vez que chega a ser impossível não se envolver de forma extrema. Você ri, sente raiva, se preocupa, tenta dar soluções, fica bravo... até comovido ou indignado. Diferentemente do outros livros, Indomada faz com que o ledor acredite que a série The House Of Night têm uma história de verdade para contar, e que a mesma, aos poucos, está conseguindo tomar um rumo sério com o que ela tem de melhor: muita ação, mistérios, pitadas de terror e questões indispensáveis na vida de todo mortal, isto é, amor, laços de amizade, questões familiares, liderança e combate ao mal
Indomada é um livro muito bom, por isso, se você parou em Escolhida pensando seriamente se deveria continuar ou não com a leitura da série, eu te peço, dê mais essa chance as nossas autoras. Certamente você não irá se arrepender.  ;)


- Então Kalona é uma Tsi Sgili? – perguntei.
- Não. Kalona é pior. Muito pior. As Tsi Sgili são más e perigosas, mas são humanas, e dá para lidar com elas como se lida com humanos – vovó fez uma pausa e eu a ouvi respirar fundo mais três vezes. Quando vovó começou a falar de novo, abaixou a voz como se estivesse com medo que a escutassem. Cautelosa e muito, muito séria. – Kalona era o pai dos Raven Moskers, e não era humano. Nós o chamamos e a seus rebentos deformados de demônios, mas essa definição não é precisa. Acho que ''anjo'' seria a melhor maneira de descrever Kalona.
Pág. 229

 (Nota: Muito Bom!)

Título: Escolhida – The House of Night (Volume 03)
Autor:
P.C. Cast e Kristin Cast
Edição:
1
Editora:
Novo Século
Páginas:
296
ISBN: 9788576792857

Escolhida é o terceiro livro da série The House of Night, escrito pelas queridas P.C. Cast e Kristin Cast.
Dessa vez, os acontecimentos tomam um rumo misterioso e perturbador. Muito me agrada o fato da série estar centrada não somente em Zoey, nossa protagonista, mas também em Stevie Rae, sua melhor amiga, que neste volume da série luta para manter sua frágil humanidade, antes que ela se transforme em um monstro. A verdade é que todos os personagens são bem descritos e abordados na história, e isso é muito bom. Acontece que para salvar sua melhor amiga, Zoey  precisa ir contra Neferet – Alto-Sacerdotisa de Nyx, mas não é exatamente o que parece – , e para conseguir o que quer ela acaba se aliando a uma pessoa inesperada, e acaba tornando-se sua confidente e parceira. Para complicar, o horror atinge a Morada da Noite quando dois assassinatos ocorrem. Zoey se vê num drama pessoal e numa posição realmente delicada. Deve guardar segredos, até mesmo de seus amigos, tomar decisões muito importantes, e agora que acabou se envolvendo com um terceiro cara, deverá lidar com os três, já que não consegue se decidir entre eles.
O livro começa bem morno e segue assim até um determinado ponto. O que pior me agrada na história até então é o evento amoroso de Zoey. É enfadonho ler sua confusão (quarteto) amorosa, ainda mais quando estamos tratando de três garotos totalmente diferentes. Mas o que supera tudo isso são os acontecimentos sombrios que uma adolescente precisa lhe dar, e posso garantir que o que Zoey está passando não é pouca coisa.
A personagem que mais me cativou até então é Stevie Rae. Ela, neste momento da história, está passando por uma mudança completamente inimaginável... chegamos ao ponto de vê-la lhe dar com questões que desafiam tudo que existe de sobrenatural. É agoniante, e ao mesmo tempo instigante e estimulante. A partir de Escolhida, ela passa a ter mais vez na história, e assim podemos perceber também que a série começa a adotar um tom mais sério.
Outro elemento importante na qual eu gostaria de destacar é a colocação da amizade acima de qualquer outra coisa, que só se intensificou na passagem de Traída para Escolhida. É bonito ver e acompanhar o fato de Zoey não ter desistido de Stevie Rae, mesmo quando tudo parecia não ter mais jeito. E quando eu falo em não ter desistido, eu quero sintetizar que ela moveu céus e terras para que as coisas pudessem voltar ao normal e darem certo. Saber acolher, saber perdoar, demonstrar o quanto uma amizade é de fato verdade, e não importa o que aconteça sempre esse laço existirá, entre outros, são questões muito bem colocadas onde podemos ter uma verdadeira moral e tirar grandes lições de vida. É apreciável.
A obra é bem escrita, e permanece no padrão de linguagem dos outros livros. As autoras me prendem por sua irreverência, e com a leitura eu desfruto momentos de tensão, raiva, prazer, frustração... é muito bacana quando um livro desperta esses sentimentos no leitor. Escolhida é sensual e envolvente, e me deixou mais conectada ainda à história.
Indicado a todos os fãs da série, e a todos os amantes de uma boa saga surreal, divertida, jovem e ousada.

''Damien e Erik eram meus melhores amigos e eu odiava mentir para eles, apesar de essas mentiras serem, na maioria das vezes, omissão. Desde minha chegada à Morada da Noite, dois meses atrás, nós nos tornamos uma família, de modo que eles não estavam fingindo. Estavam realmente preocupados comigo. E, enquanto eu tentava disfarçar o máximo que podia, senti uma horrível premonição que me deixou toda arrepiada. E se eles descobrissem tudo que eu estava escondendo deles e se voltassem contra mim? E se deixassem de ser minha família Só de pensar naquela terrível possibilidade, senti um misto de pânico e tremedeira por dentro.''

(Nota: Muito Bom!)

Confira também as resenhas dos dois primeiros livros da série aqui.

Olá, pessoal!

Hoje eu trago uma resenha do segundo livro de um das minhas sagas favoritas. Confesso que não é tão simples assim escrever sobre um livro tão bacana e tão rico em detalhes como este, mas espero que gostem. Tentei dar informações importantes, mas sem oferecer spoilers, então, aproveitem a leitura! :)


Título: Traída – The House of Night (Volume 02).
Autor: P.C. Cast e Kristin Cast.
Edição: 1
Editora: Novo Século.
Páginas: 344
ISBN: 9788576792505

''A verdade nua e crua era que eu tinha medo, medo do que podia descobrir e do que não podia, e medo de não ser forte o bastante para lidar com uma coisa nem outra.''

Traída, segundo livro da série The House of Night, com autoria de P. C. Cast e Kristin Cast, é mais um eletrizante e maravilhoso conto protagonizado por Zoey, agora oficialmente Zoey Redbird, e seus companheiros da Morada da Noite, lugar onde ela descobre ser seu verdadeiro lar. 

A continuação de Marcada agora se tornara mais emocionante, como se fosse um ponto de partida para os acontecimentos invadirem a vida de Zoey, colocando-a em prova. Em Traída, ela se torna a líder das Filhas das Trevas, trazendo muitas responsabilidades de forma que ela precisa guiar o grupo no caminho certo, coisa que Aphrodite, a antiga líder e até então maior rival de Zoey, não pôde fazer. 

Neste livro vemos que a nossa protagonista firma suas amizades, namora sério com Erik, um dos garotos mais lindos da Morada da Noite e ex de Aphrodite, e descobrimos também o quanto ela é especial. Mas a obra se mostra interessante mesmo quando nos deparamos com situações que começam a escapar do controle de todos. Garotos começam a ser encontrados mortos - com todo o sangue drenado. E logo, todos os humanos começam a suspeitar dos vampiros. Entre esses garotos (as), a morte novamente cai sobre o lugar, levando quem menos se espera, sendo esta uma pessoa muito especial para Zoey. Ela, por sua vez, ainda tem que lidar com uma traição que ameaça desestabilizar a sua alma. E o pior de tudo: seus amigos não podem saber de nada, pois se isso acontecer, a vida deles corre um sério risco. Mas ela ainda precisa de ajuda pra realizar essa missão, e ela virá de onde ninguém acreditaria. Além de toda essa confusão, há ainda um fato que mudará a vida dela e de seus amigos para sempre. 

O livro é muito bom. Ainda melhor que o primeiro, já que somos apresentados há um acervo de acontecimentos instigantes. A linguagem e todos os aspectos e características do livro permanecem no padrão do primeiro, já apresentados aqui. Acredito que os pontos desinteressantes do livro são, às vezes, linguagens meio bobas, e comparações desnecessárias, deixando a leitura meio enfadonha por vezes. O fato é que estamos lhe dando com uma saga surreal, jovem, sombria, vampírica e realista, uma mescla que talvez não agrade parte do público leitor, mas o que mais me chamou a atenção foi justamente essa junção. São diversos personagens bem descritos, em diversas situações, onde os mesmo têm suas vidas unidas por, talvez, obra do destino. 

Em Traída aprendemos que para se ter um amigo de verdade, precisamos amá-lo – junção esta de todos os bons sentimentos existentes. Só que mais que isso, precisamos demonstrar este sentimento, antes que seja tarde. Nada é capaz de preencher a perda de um confidente, alguém que nos conhece completamente. Porém, nossa rotina nos mostra que a vida continua e que a lembrança é permanente. Aprendemos que perder um amigo é como perder um pedaço de si, algo irreparável em nossa vida. 

Se você curtiu a leitura de Marcada, não sabe o que Traída lhe reserva. Muitas emoções? Pode apostar que sim.

''O que diabos tem de errado comigo? Meu peito está apertado e meu estomago está tão enjoado que eu tive que engolir com força para não vomitar. O zumbido nos meus ouvidos melhorara, mas não houve alivio da ansiedade que tinha se apoderado de mim como um pacote. Tudo dentro de mim gritava algo está errado! Algo está errado!
Enquanto andei gradualmente notei que a noite, que estava limpa, com um céu cheio de estrelas ajudando a quase lua cheia a iluminar a grossa escuridão, de repente se encheu de nuvens. A suave brisa legal tinha virado fria, fazendo as folhas secas tremerem ao meu redor, misturando o cheiro de terra e vento com a escuridão... e isso me acalmou e o tumulto de pensamentos desconexos e a ansiedade diminuíram o suficiente para mim poder pensar.''

(Nota: Excelente!)

Confira também nossa resenha sobre ''Marcada'', primeiro livro da série The House of Night.

Marcada, escrito por P. C. Cast e Kristin Cast, é o primeiro livro da saga The House of Night (Morada da Noite). Esta é uma narrativa de adolescentes que estão passando por uma fase um pouco complicada de suas vidas, possuidores de problemas com família, namorado(s), amigos, e outros, além do fato de que alguns deles precisam passar pela transformação mais assustadora de suas vidas: tornar-se um vampiro.

O enredo é direcionado a princípio à Zoey Redbird, uma garota aparentemente comum, que sofre sérios problemas com a matemática, e com vida que levava. Vivendo ao lado do padrasto na qual ela odeia, sua relação com sua mãe torna-se complicada e difícil demais. A única pessoa que ela mostra confiar e realmente amar (ou pelo menos uma das) é a sua avó, além do seu namorado, Heath. Esses pareciam problemas aparentemente comuns da vida de qualquer adolescente... até que tudo muda quando ela é marcada para tornar-se uma vampira. Para isso acontecer, ela precisaria mudar-se para a Morada da Noite, onde passaria por um processo de aprendizagem, transformação e adaptação de seu corpo para só assim virar uma vampira de verdade. Ao chegar nessa nova escola, Zoey sente-se um pouco deslocada, tornando-se o centro das atenções, até porque, ela não é uma novata qualquer.

O livro é bem surreal, de fato. A forma como os vampiros são transformados é diferente da forma convencional que já conhecemos. A forma como eles são marcados se dá através de um "rastreador" que elegem quais serão as pessoas que tem a chance de serem vampiras, sendo que elas possuirão a marca de uma lua crescente na testa para diferencia-los dos humanos. Sem mencionar o fato de que todos possuem o conhecimento sobre a existência dos vampiros. Eles não são necessariamente aceitos, mas todos sabem sobre a Morada da Noite.

O que mais me chamou a atenção, é que essa não é uma história apenas de vampiros, ou de romance entre adolescente. É mais que isso. É uma narrativa jovem, de adolescentes que precisam tornar-se vampiros, mas que também precisam lhe lidar com fatos cotidianos que todo jovem enfrenta: vida amorosa, brigas, conflitos, amizades que vem e vão, tudo isso é abordado. A história em si também não é unicamente direcionada a Zoey, mas sim, a todos que a cercam, como seus familiares e amigos. Além de tudo isso, eles precisaram lhe dar com grandes responsabilidades, e com fatos sombrios que irão decorrer ao longo da história.

A linguagem da obra é muito jovem, renovada e vulgar, por isso, apesar de surreal, ele é bem realista. Acredito que vale apena ler. Apesar de um pouco bobinho, por vezes, a série tem muita coisa interessante a nos mostrar... sua riqueza de fatos e acontecimentos são bem distribuídos ao longo do livro, e continuará assim ao longo da série, sem mencionar que essa é uma leitura muito viciante. É por essas e outras que, se você curte histórias que envolvam vampiros, magias, intrigas, romance e muito mais em um clima bem sobrenatural, com certeza não poderá deixar de ler essa série.


''As coisas seriam diferentes se uma novata mais poderosa tomasse o lugar de Aphrodite como líder das Filhas das Trevas.
Eu dei um pulo, sentindo-me culpada, mas disfarcei tomando um grande gole de refrigerante. O que eu estava pensando? Eu não tinha sede de poder. Eu não queria ser Grande Sacerdotisa e nem me meter em uma batalha pé no saco com Aphrodite e metade da escola (a metade mais atraente, aliás). Eu só queria encontrar um lugar para mim nesta vida nova, um lugar que me fizesse sentir em casa – no qual eu me encaixasse e fosse como o resto das pessoas.''

 (Nota: Muito bom!)