Olá, queridos!

A segunda e última citação do mês foi extraída de um clássico da literatura brasileira. Memórias Póstumas de Brás Cubas é uma obra de cunho irônico e satírico sobre uma sociedade baseada na hipocrisia. O casamento, o adultério e os comportamentos individuais e sociais, por exemplo, são os direcionamentos mais explanados por Machado de Assis neste livro. Vamos à passagem?

Por fim interveio um compromisso entre o egoísmo e a piedade; eu iria vê-la em casa, e só em casa, em presença do marido, para lhe não dizer nada, à espera do efeito da minha intimação. Deste modo poderia conciliar as duas forças. Agora, que isto escrevo, quer-me parecer que o compromisso era uma burla, que essa piedade era ainda uma forma de egoísmo, e que a resolução de ir consolar Virgília não passava de uma sugestão de meu próprio padecimento.
Pág. 135
(Ediouro, 1997)


Tenham uma excelente semana!  :*

Olá, pessoal!

Hoje venho com o intuito de trazer uma resenha diferente e de um autor mais que conhecido e clássico: Fernando Pessoa. Ao ler dois livros de bolso de sua autoria, resolvi fazer uma resenha de um deles e foi aí que pensei: por que não resenhar sobre poemas? Ao mesmo tempo que é pouco ou nada comum ver por aí poemas sendo aclamados ou mesmo discutidos, trouxe a proposta de reflexão acerca de trechos minuciosos e que, de alguma forma, podem despertar uma nova paixão literária em você, leitor e fazer com que o mundo de Pessoa e seus heterônimos seja ainda mais uma nova descoberta ou aprofundamento para o seu conhecimento ;)

O livro em questão é de um dos heterônimos de Pessoa, Ricardo Reis. (Ao contrário dos pseudônimos - vários nomes para uma mesma personalidade - os heterônimos constituem várias pessoas que habitam um único poeta. Cada um deles tem a sua própria biografia, sua temática poética singular e seu estilo específico.). Aí vai um trechinho da sua biografia:

Ricardo Reis nasceu em 1887 no Porto e estudou em um colégio de jesuítas. Foi médico e fixou residência no Brasil desde 1919. Reis é o heterônimo neoclássico, da métrica perfeita, da temática pagã e da consciência da passagem rápida do tempo. Entre seus temas recorrentes podemos citar o do sofrimento diante dos mistérios da vida e da morte e as relações com as suas musas, Lídia, Neera e Cloe. Segundo a avaliação de Pessoa, “Reis escreve melhor do que eu, mas com um purismo que considero exagerado”.

Vamos à sinopse:


Este volume apresenta ao leitor todas as odes atribuídas a Reis. Também estão incluídos no livro versos e poemas anotados com pequenas alterações feitas pelo poeta, chamados de variantes, inseridos como notas de rodapé. De acordo com a biografia criada pelo próprio Pessoa, Ricardo Reis nasceu em 1887 no Porto e estudou em um colégio de jesuítas. Foi médico e fixou residência no Brasil desde 1919. Reis é o heterônimo neoclássico, da métrica perfeita, da temática pagã e da consciência da passagem rápida do tempo. Entre seus temas recorrentes podemos citar o do sofrimento diante dos mistérios da vida e da morte e as relações com as suas musas, Lídia, Neera e Cloe. Segundo a avaliação de Pessoa, “Reis escreve melhor do que eu, mas com um purismo que considero exagerado”. 

Antes de tudo, é importante se esclarecer no que se constitui uma ode. É um modelo clássico de composição poética oriundo da Grécia Antiga. Tipo de texto cantado e acompanhado pela lira (instrumento musical). Possuidor de estrofes semelhantes pela métrica estabelecida, geralmente se compõe de quatro versos em cada estrofe, porém, não é regra geral.

"Poema lírico de forma complexa e variável, a ode caracteriza-se pelo tom elevado e sublime com que trata determinado assunto. As literaturas ocidentais modernas aproveitaram sobretudo, do ponto de vista da forma, a ode composta por três unidades estróficas, correspondentes, no desenvolvimento da idéia do poema, à estrofe, à antístrofe (cantada pelo coro, originalmente) e ao epodo (conclusão do poema). A ode comportava uma série de esquemas métricos e rítmicos, de acordo com os quais era classificada."


Obra e Estilo

As primeiras obras de Ricardo Reis foram publicadas na revista Athena (fundada por Pessoa) em 1924. Algum tempo depois foram publicadas mais oito odes na revista Presença. O restante dos poemas e prosas são de publicação póstuma.
Como Fernando Pessoa mesmo disse, Reis é o heterônimo neoclássico, da métrica perfeita, da temática pagã e da consciência da passagem rápida do tempo. Dessa forma, se acomete de algumas características em comum com Alberto Caeiro, outro heterônimo de Pessoa (bio aqui).
Com grande uso de hipérbato (figura de linguagem que consiste em trocar a ordem direta dos termos da oração (sujeito, verbo, complementos, adjuntos) ou de nomes e seus determinantes.), Reis também se mune de vocabulário extremamente erudito, preciso e com manifestação imperativa demonstrando atitude filosófica.
Podemos encontrar lemas árcades inclusos em sua obra, a exemplo do Carpe Diem (Aproveite o Dia, aproveite com intensidade o presente) e Aurea Mediocritas (Mediocridade Áurea, ou seja, valorizar as coisas cotidianas). Além disso, Reis procura aceitar calmamente o destino e opta por não viver grandes emoções, sendo uma espécie de disciplina. Faz renúncia da vida através da recusa do amor e da consciência da inutilidade do esforço de mudança, já que o destino “é força superior ao homem”.  Recusa o amor para evitar desilusões de maneira que nada modifique a serenidade e razão já estabelecidas, uma vez que tudo na vida tem um fim. 

Trechos que gostei e reservei para compartilhar com vocês:

Pequeno é o espaço que de nós separa
O que havemos de ser quando morrermos.
Não conhecemos quem será o morto
        De hoje que então acaba.
Só o passado, comum a nós e a ele,
Será indício de que a nossa alma
Persiste e como antiga ama, conta
        Histórias esquecidas…
Se pudéssemos pôr o pensamento
Com esta visão adentro de ideia
Que havemos de ter naquela hora,
        Estranhos olharíamos
O que somos, cuidando ver um outro
E o espaço temporal que hoje habitamos
Luz onde nossa alma nasceu
        Alheia antes de a termos.
 p.94

(31/1/1922)

Pequenos fragmentos da contra-capa:

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.


A realidade
Sempre é maios ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós própios.

[...]

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.


Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.


E como último legado do mestre, deixo breve texto dito por ele:

"Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: ‘Navegar é preciso, viver não é preciso’.
Quero pra mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa raça."

Bem, pessoal... Por hoje é só! Espero que tenham gostado ;)
Ótimo domingo a todos!

Olá, queridos!

Hoje é dia de Wishlist. A minha referente ao mês de fevereiro. Vamos conferir?

Wishlist
Nesta coluna mensal para cada uma das escritoras, serão postados 5 livros desejados, suas respectivas sinopses e comentários. Desta forma, compartilhamos gostos e podemos ver também a opinião de nossos leitores.


Apátrida - Ana Paula Bergamasco 

Uma pequena vila na Polônia. Uma menina repleta de vida. Um encontro. Vidas ceifadas. Sonhos destruídos. Infâncias roubadas. As recordações da personagem Irena amarram o leitor na História do Século XX. Baseado no estudo dos fatos que marcaram a época, o palco da narrativa é a conturbada Europa pós Primeira Guerra Mundial, culminando com a eclosão da Segunda Grande Guerra e a destruição que ela provocou na vida de milhões de pessoas. A narradora conduz a exposição em primeira pessoa, e remete o leitor a enxergar, através de seus olhos, o cotidiano a que ficou submetida. É um relato humano, sincero e envolvente que revela a passagem da vida infantil feliz da menina, para o tumulto da existência adulta, cheia de contradições.

- Um livro como este, dono de uma proposta tão intensa e arrebatadora, com uma narrativa que transparece ser majestosa e impactante, densa, totalmente real e fatídica... bem, preciso dizer mais alguma coisa? Sou apaixonada por livros que retratem as duas grandes Guerras Mundiais, e este se tornou uma prioridade de leitura que desejo sinceramente realizar em breve.


A Estrada da Noite - Joe Hill

O cinquentão Judas Coyne coleciona objetos macabros: um livro de receitas para canibais, uma confissão de uma bruxa de 300 anos atrás, um laço usado num enforcamento, uma fita com cenas reais de assassinato. Por isso, quando fica sabendo de um estranho leilão na internet, ele não pensa duas vezes antes de fazer uma oferta. "Vou vender o fantasma do meu padrasto pelo lance mais alto..." Por 1.000 dólares, o roqueiro se torna o feliz proprietário do paletó de um morto, supostamente assombrado pelo espírito do antigo dono. Sempre às voltas com seus próprios fantasmas - o pai violento, as mulheres que usou e descartou, os colegas de banda que traiu -, Jude não tem medo de encarar mais um. Mas tudo muda quando o paletó finalmente é entregue na sua casa, numa caixa preta em forma de coração. Desta vez, não se trata de uma curiosidade inofensiva, nem de um fantasma imaginário. Sua presença é real e ameaçadora. O espírito parece estar em todos os lugares, à espreita, balançando na mão cadavérica uma lâmina reluzente - verdadeira sentença de morte. O roqueiro logo descobre que o fantasma não entrou na sua vida por acaso e só sairá dela depois de se vingar. O morto é Craddock McDermott, o padrasto de uma fã que cometeu suicídio depois de ser abandonada por Jude. Numa corrida desesperada para salvar sua vida, Jude faz as malas e cai na estrada com sua jovem namorada gótica. Durante a perseguição implacável do fantasma, o astro do rock é obrigado a enfrentar seu passado em busca de uma saída para o futuro. Ancorando o sobrenatural na realidade psicológica de personagens complexos e verossímeis, Joe Hill consegue um feito raro: em seu romance de estreia já é considerado um novo mestre do suspense e do terror.

- Sou doida por este livro há anos. Acho sua proposta tão incrível e instigante, que mal posso esperar para ler... e espero que isso não vai demorar para acontecer.  :)


O Diário de John Winchester - Alex Irvine

Baseado na série de TV Supernatural, "O Diário de John Winchester" é a reprodução fiel do livro-chave consultado pelos irmãos Dean e Sam Winchester nos episódios. Nele estão reunidos os muitos segredos colecionados por John para enfrentar a saga da família: ameaças sobrenaturais, demônios, fantasmas, espíritos, bruxas e vampiros estão minuciosamente descritos e detalhados nas centenas ilustrações do Diário. Lançado com enorme sucesso em vários países, a tradução brasileira foi feita em cuidadosa pesquisa do universo Supernatural.

- Impossível não almejar este livro quando se é fã de Supernatural, e eu me incluo entre estes sem sombra de dúvida. Acredito que a obra nos remete ao seriado de forma ainda mais intensa, revivendo e entendendo melhor certos fatos do mesmo. Parece mesmo muito bom. 


Correr ou Morrer (Trilogia Maze Runner / Livro I) - James Dashner

Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e o apresentam à Clareira, um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, a primeira enviada à Clareira. E mais surpreendente ainda é a mensagem que ela traz consigo. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr, correr muito.

- Já comentei sobre a trilogia aqui no blog, que inclusive já possui dois títulos lançados aqui no Brasil... com uma propostas dessas, uma vez que sou demasiadamente interessada em leituras do gênero, não podia deixa-lo de fora da minha wishlist. 


Amante Sombrio (Série Irmandade da Adaga Negra / Livro I) - J. R. Ward

Nas sombras da noite, em Caldwell (Nova Iorque) se desenrola uma sórdida e cruel guerra entre os vampiros e seus carrascos. A Irmandade e seus caçadores e os assassinos. E existe uma Irmandade Secreta de seis vampiros guerreiros, os defensores de toda a sua raça. Nenhum deles deseja aniquilar a seus inimigos com tanta ânsia como Wrath, o campeão da Irmandade da Adaga Negra. Wrath, o vampiro de raça mais pura dos que povoam a terra, tem uma dívida pendente com aqueles que, há séculos, mataram seus pais. Quando morre um de seus mais fiéis guerreiros, deixando órfã uma jovem mestiça, ignorante de sua herança e seu destino, não resta a ele outra saída senão levar a bela jovem para o mundo dos não mortos. Traída pela debilidade de seu corpo, Beth Randall se vê impotente para resistir aos avanços desse desconhecido, incrivelmente atraente, que a visita toda a noite, envolto nas sombras. Suas histórias sobre a Irmandade a aterrorizam e a fascinam... E seu simples toque provoca chispas de um fogo que pode acabar consumindo a ambos.

- Após várias indicações ofertadas à minha, a Irmandade da Adaga Negra tem sido uma das séries que eu mais almejo ler no momento, e olha que eu estou tentando sinceramente fugir de sagas com um número gênero de obras. Além disso, tem a questão do direcionamento sobrenatural, que gira em torno de vampiros, algo já tão batido no mercado literário. Todavia, segundo algumas fontes, após a leitura de IAN, sua percepção sobre esses seres muda completamente. Será mesmo?
Em abril haverá um evento da série aqui em AJU, e não sei se até lá eu terei lido algo, mas podem apostar que lá eu estarei.  \Õ/

E vocês, pessoal, já leram alguma das obras citadas? Falem-me sobre, vou adorar saber!

Olá, galera :)

Na busca de um livro interessante e num estilo mais "light", acabei me deparando com essa gracinha de livro e recente lançamento da Editora Intrínseca da série "Como Treinar o Seu Dragão" (pela qual a Fran é apaixonada e adora) ;)

Vamos à sinopse?


Banguela era um Dragão Comum sem nada de especial que pertencia ao verdadeiramente extraordinário viking Soluço Spantosicus Strondus III. Mas nem sempre foi assim. Houve um tempo em que Soluço achava difícil ser um herói, e Banguela achava ainda mais difícil ser o dragão de um herói. Afinal, ser desobediente e atrevido não é tão fácil quanto parece. Em Como treinar o seu viking, a nova aventura da série Como treinar o seu dragão, Banguela conta uma história da época em que Soluço era apenas um menino - e parecia bastante improvável que, no fim das contas, ele se tornasse o grande Chefe dos Hooligans Cabeludos. Soluço e o amigo Perna-de-peixe, com a ajuda de seus respectivos dragões, Banguela e Vaca Aterrorizante, precisam enfrentar um grande desafio do Programa de Treinamento de Piratas: vencer seus arquirrivais Malvado Melequento, Bafoca de Maluquício e a dragoa Lagarta de Fogo na Competição de Caça. Organizada pelo treinador Bocão Bonarroto, a prova de pesca noturna reserva aos participantes todos os perigos escondidos nas profundezas do mar e, aos perdedores, três semanas apavorantes limpando o banheiro dos dragões da tribo.


Uma narrativa docemente infantil, mas encantadora... Não sou adoradora de ficção fantasiosa, mas quando vi o filme de "Como Treinar o Seu Dragão" me vi entretida e apaixonada na história. Recomendo sim a série e anuncio o lançamento aqui para que, de alguma forma, seja um incentivo para iniciar a leitura da série e descobrir aos poucos o mundo encantador que ela promete :)

Abraços a todos os queridos ;)

Olá, leitores!

Na tentativa de promover o Skoob, tendo como referência dados dos IBGE do ano de 2005, escrevi esse texto na tentativa de mostrar que, apesar dos enormes avanços tecnológicos na qual estamos acometidos, existem sim bons leitores que ainda dão prioridade aos livros físicos. Sendo assim, decidi compartilhá-lo com vocês, por isso espero que gostem.


Ferramentas virtuais, como o Skoob, ajudam na utilização frequente de livros no papel. 

Quando falamos sobre serviços gráficos, logo pensamos na modernidade e nas transformações vindas com ela. As tecnologias andam tomando um espaço considerável na vida das pessoas, e as publicações digitais andam mudando aos poucos a forma como elas consomem livros, jornais, revistas ou qualquer outro tipo de arquivo impresso. Isso põe em discussão o futuro desses meios de informação e entretenimento que até pouco tempo, ocupavam grande parte das atividades do comércio cultural. No entanto, lidamos com outro dado bastante relevante em meio à modernidade. 

A tecnologia pode estar presente na vida de um leitor de várias maneiras, mas as páginas dos livros físicos ainda serão folheadas por muito tempo, isso graças também a internet. Segundo o IBGE, o percentual pessoal de atividades culturais industriais, em termos de Edição e Impressão, ainda estão em alta, possuindo uma média de 45,6% em todo o Brasil. Basicamente, se você é um leitor ativo e bem informado, com certeza conhecerá uma das redes sociais mais acessadas e dinâmicas da atualidade, e o que é melhor, ele é dedicado unicamente para leitores. 

O Skoob – semelhante também ao Orkut – é moderno e muito fácil de usar. Nele você poderá criar sua própria estante virtual, listando os livros que tem, aqueles que deseja ou pretende ler, aqueles que abandonou, emprestou, ou até mesmo os seus favoritos. Nesta ferramenta você também poderá publicar resenhas, adicionar amigos, mandar recados e atribuir notas aos livros da sua estante. Além de prático, ele incentiva e motiva não só o jovem, sendo isso válido também para pessoas de qualquer idade. Atualmente, a sociedade possui a necessidade de estar sempre bem informada sobre as últimas novidades e lançamentos, não só do mundo literário, mas também dos cinemas, que também acabam influenciando nas leituras cotidianas.

Os jovens, hoje, lêem e escrevem muito na internet, abrindo um caminho para a leitura de livros no papel. Infelizmente, as pessoas têm o hábito de querer substituir, e não somar, mas é evidente que nem tudo é o que parece, e mesmo com toda a tecnologia presente, ainda existem bons leitores físicos. O hábito da leitura faz com que as pessoas passem a se expressar melhor, tanto na linguagem oral quanto na escrita, melhorando seu vocabulário, e aumentando seu raciocínio. Existe coisa melhor?


Olá, queridos!

Sábado é o dia dedicado às resenhas, e ainda em clima de ''Harlan Coben'', já que o nosso Destaques do Mês foi direcionado exclusivamente a ele, trouxe para vocês a resenha de Cilada na qual eu já havia prometido anteriormente. Percebi acerca dos últimos comentários aderidos no blog que este é um livro muito querido e almejado por parte dos leitores... então, vamos às minhas opiniões e comentários?

Título: Cilada
Autor: Harlan Coben
Edição: 1/2010
Editora: Arqueiro
Páginas: 272
ISBN: 9788599296936
Nota: 4 de 5
 
Cilada é um livro misterioso, cheio de reviravoltas e bastante inteligente. Notamos ao término da leitura o quanto a obra é perspicaz e impressionante, e o quanto não deixa a desejar.

O enredo gira em torno de três histórias diferentes. No início, aparentemente, elas não possuem uma ligação direta. Entretanto, com o desenrolar da trama, presenciamos pontes de acessos à outras histórias, fazendo da narrativa um verdadeiro quebra-cabeça recheado de muito mistério. Inclusive, o mistério é uma característica verossímil de Cilada, e impressiona. Vamos conhecer um pouquinho dessas histórias?

O primeiro enigma se encontra sobre o desaparecimento de Haley McWaid. 17 anos, responsável, aluna exemplar e disciplinada, e que sonha entrar para uma boa faculdade. Certa noite, Haley não volta para casa, e três meses emanam sem que se tenha nenhuma notícia dela. Será que a garota ainda se encontra submergida, ou será que aconteceu o pior? E qual o motivo? A próxima charada, digamos assim, está sobre o assistente social Dan Mercer, que recebe um estranho telefonema de uma adolescente decidindo assim ir ao seu encontro. Ao chegar ao local, ele é surpreendido pela equipe de um programa de televisão que o exibe em rede nacional como pedófilo. Inocentado por falta de provas, Dan é morto logo em seguida. Porém, o corpo dele não é encontrado no local do crime, e existem testemunhas que acreditam saber qual é o assassino de Dan, e porquê isso aconteceu. Na junção dessas duas histórias está Wendy Tynes, a repórter que armou a cilada para Dan. Wendy sempre confiou apenas nos fatos, mas seu instinto lhe diz que Mercer talvez não fosse culpado. Agora ela precisa descobrir se desmascarou um criminoso ou causou a morte de um inocente. Se envolvendo excessivamente no caso, a jornalista também começa a ser ameaçada, deixando tanto a sua vida como a de seu único filho em perigo.

A narrativa é feita em terceira pessoa sob o ponto de vista do personagem da vez. O livro é muito argucioso. O fato de não termos uma única história no centro da trama é o que mais instiga. É estimulante ler quando você percebe que o autor sabe como mesclar as histórias sem deixar um ar cansativo, e principalmente como interligá-las. Nas investigações da morte de Dan e do desaparecimento de Haley, verdades inimagináveis são reveladas, e eu garanto que a surpresa tomará conta do semblante do ledor por inúmeras vezes. E não se enganem! Cilada é o tipo de livro que impressiona e surpreende até as últimas palavras.

Ao longo da obra, encontramos vários outros personagens secundários que carregam consigo uma importância fundamental na história, embora de início o leitor não considere isso. Aconselho a lerem com calma, aproveitando cada fato para avaliar os personagens de forma cuidadosa, afinal, não devemos confiar em ninguém.

Como fã de romances policiais, confesso não ter me surpreendido em demasiado com o desfecho de uma das histórias. Mas também não posso negar que o fato acontecido nem me passou pela cabeça, o que é bom, uma vez que fiquei espantada. No entanto, chocada mesmo eu estive com a resolução dos outros casos. O autor se mostrou muito astuto e esperto, dono de uma obra maravilhosa.

Tratando de forma plausível a culpa, o luto, a vingança e o perdão, este é o tipo de romance policial que todo fã deveria ler. Super indicado!

Muitas vezes na vida somos obrigados a fazer julgamentos que talvez não gostaríamos de fazer. E queremos que eles sejam fáceis. Queremos confinar as pessoas em categorias bem definidas, anjos ou monstros, mas quase sempre o buraco é mais embaixo: a verdade está em algum lugar entre os dois extremos. E esse é o problema. Os extremos são bem mais fáceis. 
Pág. 86

Olá, pessoal!

Animados para a mais nova coluna do blog? Isso mesmo!

Inauguramos hoje nossa coluna mensal de "Destaques do Mês". Com o propósito de divulgar e apresentar autores que andam se destacando visivelmente no mercado literário, ela se constituirá de uma biografia, um lançamento, e um outro título. Detalhe: Será temática, ou seja, tudo correspondente a um mesmo autor. Trazemos de primeira um grande exmeplo de sucesso e autor da nossa editora parceira, a Arqueiro: Harlan Coben. Gostaram? Então vamos conferir!

 
O Destaques do Mês é uma coluna referente à proeminência de autores, lançamentos e obras aclamadas que possuem em comum um direcionamento temático. Dada à ênfase, esta será ofertada uma vez por mês, como já diz o próprio nome.


Autor destaque e sua biografia:

Harlan Coben nasceu no dia 4 de janeiro de 1692, em Newark, em New Jersey nos Estados Unidos. Após ter terminado o curso em Ciência Política, trabalhou na indústria de viagens. Vive com a mulher e quatro filhos.
Coben estava em seu último ano na faculdade, quando ele percebeu que queria escrever. Seu primeiro livro foi aceito quando era 26, mas depois de publicar dois stand-alone thrillers nos seus vinte anos (Play Dead em 1990 e Miracle Cure em 1991), ele decidiu por uma mudança de direção e começou uma série de thrillers com seu caráter Myron Bolitar . Os romances da série popular de seguir os contos de um ex- basquete jogador virou agente esportivo (Bolitar), que muitas vezes se encontra a investigar assassinatos envolvendo seus clientes. 
Coben ganhou um prêmio Edgar, um prêmio Shamus Award Smelly (para escrever sobre New Jersey) e um Prêmio Anthony, e é o primeiro escritor a ter recebido todos os três. Ele também é o primeiro escritor em mais de uma década para ser convidado a escrever ficção para o New York Times página op-ed. Ele escreveu um conto intitulado A Chave para o meu Pai, que apareceu 15 junho de 2003.
Em 2001 ele lançou seu thriller independente pela primeira vez desde a criação do Bolitar Myron série em 1995, Não Conte a Ninguém, que passou a ser seu romance mais vendido até hoje. O diretor de cinema Guillaume Canet transformou o livro em um thriller francês, Ne le dis à personne em 2006. Coben seguido Não Conte a Ninguém com mais seis romances stand-alone. Segure o seu romance de 2008 foi lançado em apertadas 15 de abril de 2008 e se tornou seu primeiro livro para estrear em 1 º lugar na lista do New York Times Best Seller. Embora esta seja uma outra novela stand-alone, Coben comentou em seu site oficial que certos personagens principais de The Woods fará breves aparições. O seu romance de 2009, Long Lost, apresentou um retorno de Myron Bolitar e também estreou como número 1 sobre o New York Times lista dos mais vendidos.
Seus livros publicados no Brasil pela Editora Arqueiro são:
  • Não Conte a Ninguém 
  • Confie Em Mim
  • Cilada
  • Desaparecido Para Sempre
  • Quando Ela Se Foi
  • Alta Tensão
  • Jogada Mortal

Lançamento atual:

Depois de ver sua carreira no basquete profissional chegar ao fim antes mesmo de começar, Myron Bolitar trabalhou para o FBI, formou-se em direito em Harvard e hoje está à frente de uma agência de representações esportivas, que toca com a ajuda da grande amiga Esperanza. Tudo parece ir bem até que Valerie Simpson, uma tenista que já foi a maior promessa do esporte, é morta durante um jogo do Aberto dos Estados Unidos. Ao que tudo indica, a jovem estava lá em busca de Myron, mas foi encontrada antes pelo assassino. Myron não imagina por que Valerie foi atrás dele, mas se sente culpado por não tê-la encontrado a tempo. Para piorar, seu cliente mais importante, o tenista Duane Richwood, se torna o principal suspeito do crime. Em busca da verdade, Myron descobre que a jovem vinha sendo assediada por um fã obcecado desde o início da carreira. Além disso, seis anos antes, ela estava prestes a ficar noiva do filho de um senador quando o rapaz foi morto sob estranhas circunstâncias. Enquanto tenta desvendar o assassinato da tenista, Myron se tornará um obstáculo para os interesses da máfia, de um político poderoso e de uma família influente. Agora ele e as pessoas que mais amam podem ser as próximas vítimas.

Sucesso como são, as obras de Coben sempre carregam legiões de fãs e adoradores da sua narrativa. Com certeza quem é fã desse gênero maravilhoso que é o suspense, sempre se encantará pela sua história e seus personagens cheios de personalidade e com muitas histórias a descobrir e contar.  ;)


 Uma das obras mais aclamadas:

O livro nos conta a história de Will Klein, que, quando garoto, tinha um herói: seu irmão Ken. Eis que um dia, uma garota da vizinhança (ex-namorada de Will) é estuprada e brutalmente assassinada. E o pior: Ken é considerado o principal suspeito. Ken desaparece sem deixar pistas. Para aumentar ainda mais a tensão na vida de Will, sua namorada também desaparece. Além disso, alguém parece querer manter certos fatos sob sigilo a todo custo. Dessa forma, Harlan conduz o leitor às mais ardilosas viradas na trama. Um mistério que vai levá-lo ao mais surpreendente desfecho; um suspense que mostra a busca pelo assassino, pela vítima, pela verdade. Lançado no ano de 2010, Desaparecido Para Sempre é uma das obras mais aclamadas e queridas do Harlan Coben. 

Definido principalmente como brilhante e intenso, esse é o tipo de história que todo fã de um bom mistério deve ler!  \Õ/

Olá, leitores!

Graças a falta de tempo, a resenha que eu deveria ter postado no sábado acabou não sendo publicada. É por isso que eu a trago hoje, em um dia não menos especial, para que vocês também possam ter a chance de conhecer um pouquinho acerca de uma excelente obra que tive o prazer de ler recentemente. Apreciem! 

Título: A Casa Torta
Autor: Agatha Christie
Edição: 14/2002
Editora: Nova Fronteira
Páginas: 220
ISBN: 8520914985
Nota: 4 de 5

A Casa Torta é mais um dos plausíveis romances policiais escrito por Agatha Christie. Este foi publicado em 1949, e, segundo a própria autora, é um de seus dois trabalhos favoritos. Posso confessar algo? É um dos meus favoritos da dela também.  \Õ/


O enredo gira em torno da morte do octogenário Aristide Leonides. Dono de uma grande fortuna e envenenado em sua própria mansão, o Sr. Leonides vivia com toda a sua família — sua esposa, cinqüenta anos mais jovem, dois filhos, duas noras, três netos e uma cunhada. Qualquer um poderia tê-lo matado, e o único motivo evidente é a fortuna deixada como herança. Mas parece pouco provável que alguém se dispusesse a sujar as mãos por causa do testamento de um velho em idade já tão avançada. 

Charles Hayward não tem como não se envolver na história: Sir Arthur Hayward, seu pai, é o comissário-assistente da Scotland Yard responsável pelo caso; e Sophia, com quem pretende se casar, é uma das netas da vítima. Portanto, Charles tem seus motivos para tentar solucionar o mistério, e não descansa até assim fazê-lo, pois, de certa forma, ele depende disso para que Sophia case-se com ele.

Em A Casa Torta, nem tudo é o que parece ser, e as aparências na maioria das vezes enganam de verdade. O livro é inteligente e extremamente instigante. Uma qualidade visível que Agatha Christie possui é a forma como ela escreve, levando a história a tomar um percurso interessante, por vezes até fascinante, fazendo com que o ledor aguce sua capacidade de desvendar os crimes que ela propõe. Esta obra é pensante, erudita e imprevisível. Ela surpreende, e pega todos de surpresa.

O livro é narrado pela pessoa de Charles Hayward, e achei bem interessante a envoltura dele com muitos dos personagens. Sua ânsia e sede de incriminar o verdadeiro assassino mesclam com o cuidado e a precisão, afinal, ele está lidando com a família da futura esposa. Confesso apenas não ter curtido muito essa atitude, todo esse envolvimento, mas o contexto o leva a isso, uma vez que a própria Sophia pediu uma solução a ele... é de fato inevitável.


Outra ocorrência bastante curiosa é que no início da obra, a autora disponibiliza o nome de todos os principais personagens, e com isso uma breve descrição de cada um deles. Ela também oferta nas entrelinhas um motivo aceitável para que tal pessoa descrita almeje a morte do Sr. Leonides. Isso dá mais motivos para que o leitor explore a obra de uma forma ampla, desconfiando assim de tudo e de todos. É por isso que não ficarei citando nomes alheios aqui... qualquer menção poderá servir  de spoiler, e não pretendo oferta-los a vocês. Além do mais, são muitos os personagens envolvidos, outra tática inteligente que a autora usa para que o leitor demore para decifrar o verdadeiro culpado. Isso se decifrar.

Apesar de muitos acreditarem que o final e o desfecho do crime tenham sido um pouco incoerentes, eu os achei bem verossímeis. A possibilidade amedronta o ledor, e o deixa impactado. É com certeza um final que dificilmente alguém imaginou que aconteceria. Além disso, o que acontece com o assassino e o motivo que o leva a fazer isso soa emocionante e incrível. É perspicaz.

Indicado a todos os fãs da rainha do crime, e a todos os amantes de um bom suspense policial.


- Eu acho que é por isso que eu lhe disse que nós vivemos todos juntos numa Casa Torta. Eu não quis dizer torta num sentido de desonestidade. Eu creio que quis dizer é que todos nós não conseguimos crescer e nos tornarmos independentes, responsáveis, íntegros. Nós somos um pouquinho tortos e enrolados. 

Olá, pessoal!!

Depois de grandes atrasos aqui no blog com a correria que ando tendo, venho trazer uma citação bem bacana... Na verdade uma espécie de prólogo do livro "O Encontro Marcado" do escritor Fernando Sabino, excelente exemplar da literatura nacional.

“O homem, quando jovem, é só, apesar de suas múltiplas experiências. Ele pretende, nessa época, conformar a realidade com suas mãos, servindo-se dela, pois acredita que, ganhando o mundo, conseguirá ganhar-se a si próprio. Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio. Encontrá-lo é perdê-lo, é contemplá-lo na sua libérrima existência, é respeitá-lo e amá-lo na sua total e gratuita inutilidade. O começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos as mãos vazias, na medida em que tenhamos ganho ou pretendamos ganhar o mundo. Neste momento, a solidão nos atravessa como um dardo. É meio-dia em nossa vida, e a face do outro nos contempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, pobre e nu. Este é o preço do encontro, do possível encontro com o outro. A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então, o trabalho do homem que merece o seu nome.” 
(De uma carta de Hélio Pellegrino a Fernando Sabino)

Amei o trecho e a possibilidade filosófica que ele nos propõe, principalmente porque tive uma identificação instantânea... Comecei a leitura deste livro e espero que saia logo, logo uma resenha dele por aqui :D

Bem, queridos, me despeço por aqui desejando uma ótima semana a todos! :*

Olá, queridos!  \Õ/

Trago hoje a vocês uma novidade super bacana na qual os planos de colocá-lo em prática já estavam sendo traçados desde o fim do ano passado. Isso mesmo, o Universo agora conta com uma nova coluna, e esta será ofertada uma vez por mês. A idéia surgiu graça a enorme demanda de livros que andam ganhando vida nas telonas dos cinemas, então, por que não argumentar sobre uma adaptação contrária? Calma, gente, vou explica a vocês como funcionará...


O Adaptações Literárias 
consiste em apresentar, discutir e argumentar sobre filmes que deveriam ganhar vida nas páginas físicas dos livros. Coluna ofertada uma vez por mês pela Fran.


Assim como existem inúmeros títulos vivos no Universo Cinematográfico graças às obras literárias, não podemos negar que há produções de um potencial plausível oferecido todos os anos aos cinéfilos de plantão. E se, por acaso, algumas dessas tramas (as mais dignas, pelo menos) ganhassem vida nas páginas físicas dos livros? O Adaptações Literárias apresentará isso... todo mês teremos aqui um filme, sua respectiva sinopse e breves comentários que nos levam a crer sobre sua excelência. E você, leitor, não pode ficar de fora dessa! Argumente também e opine sobre quais filmes você gostaria de ver ser explorado por aqui... será uma mescla maravilhosa, eu garanto!

Bem, sem mais delongas, o primeiro filme a ser comentado será O Livro de Eli, uma produção de 2010 dirigida pelos irmãos Albert Hughes e Allen Hughes, tendo como roteirista Gary Whitta.

Em um futuro distópico, um andarilho luta para proteger um livro que tem os segredos para salvar a humanidade. A idéia apresentada é que, não importa o que aconteça, Eli deve levar este livro a alguém realmente confiável, e uma voz parece guiá-lo. É importante lembrar também que na produção 30 anos se passaram após a última guerra, e que muitos ali não possuem educação necessária, e vivem em péssimas condições, sem terem muitas vezes o que beber e o que comer. Em outras palavras, o mundo encontra-se devastado e completamente destruído. Estamos lidando com um filme que, sem ter a preocupação de explicar o que de fato aconteceu no passado, nos apresenta o futuro pós-apocalíptico, onde as pessoas (pelo menos aqueles que restaram) brigam por coisas tão simples que nem se quer damos o devido valor, como a água, por exemplo.

O filme é dotado de ação, e temos muitas peças espalhadas em um tabuleiro enorme, onde as coisas só parecem fazer sentido ao longo da trama. O livro que Eli carrega também é motivo de briga e discórdia, e as coisas se tornam tão imprevisíveis que deixa qualquer um sem fôlego. Os personagens, por sua vez, são bem densos. Muitos deles apenas incrementam a história, mas além de Eli temos a participação essencial de Carnegie e Solara. O vilão, digamos assim, se torna cego graças à ambição de obter a obra que Eli carrega consigo, e Solara ajuda o nosso protagonista a seguir com sua missão, dando continuidade ao seu legado. As dúvidas se tornam muitas, assim como a perplexidade por trás das cenas fortes e do cenário hostil. Assim, o final torna-se épico, e totalmente inesperado.

O longa é prolixo, trata sobre a humanidade e sobre os valores que a vida nos oferta, e possui consigo pitadas de crenças, fé e nos faz pensar no que realmente acreditamos. Creio que gostar ou não desse filme vai muito a depender do telespectador e da visão que ele possui sobre o tema tratado.

Entre altos e baixos, a produção ganhou um número excelente de adoradores que o veneram, assim como também não agradou parte dos telespectadores. É ambíguo. Contudo, mesmo assim, acredito que o enredo de O Livro de Eli se tornaria interessante se ofertada em um livro. Apesar de a história girar em torno de algo tão simples e de tão fácil acesso, ainda é pouco valorizada na atualidade, e trás consigo mensagens tão sublimes que, de verdade, não consigo ver a produção como algo insano, apesar das suas falhas. É imprevisível, instigante, emociona, faz meditar e é carregado de reflexões. E uma junção como esta cairia bem em uma obra literária, não acham? Criativo e diferente, sem dúvida.

No mais, despeço-me frisando que o meu propósito não é resenhar um filme de forma crítica a apresentá-lo a vocês, assim como também não tenho a finalidade de descrever o filme por completo oferecendo spoilers indevidos. Meu objetivo aqui é mostrar criações que possuem potencial para tornarem-se livros, mesmo que apenas nos nossos desejos pessoais. Espero não ter soado confusa, assim como espero que vocês tenham gostado da nova coluna. Opinem e dividam comigo a concepção de vocês acerca do assunto, ok? Vou adorar saber.

Até mais!  :*


Confira também o site oficial do filme, e/ou  trailer do mesmo.

E aí, galera?!
Vamos pra mais uma resenha de um livro da nossa parceria com a Editora Sextante?  ;) 
 
Título: O Doador
Autor: Lois Lowry
Editora: Sextante
Páginas: 185
ISBN: 9788599296448
Nota: 2 de 5


"Ganhadora de vários prêmios, a autora Lois Lowry constrói um mundo aparentemente ideal: não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína. Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora – o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes. Uma única pessoa, o Doador, é responsável por ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de tornar-se o próximo Doador. Ele é avisado de que será um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar."

Nesse mundo que Lois Lowry criou não existe sofrimento, dor, preconceito... mas também não há a existência do amor. Ainda tem mais: não há escolhas ou parâmetros, a sociedade escolhe por você.
Jonas, uma criança de 12 anos, é escolhido pra ser o próximo Doador, aquele que detém todas as memórias desse povo. Em uma sociedade onde os seres possuem uma vida estratificada, Jonas terá de ser forte o suficiente para guardar essas memórias e sua vida muda radicalmente quando percebe o modo em que tudo se dava antes dessa estruturação distópica.

O livro nos remete ao ponto de que não somos nada sem nossas escolhas e nosso livre arbítrio de poder julgar o que é melhor para nós. Tendo em vista uma sociedade com tudo pronto e feito, não temos então a liberdade de pensar, de agir conforme nossos ideais, de poder dar voz aos nossos anseios...

Decepcionou-me muito, posto o ''alarde'' descrito na contracapa de cinco milhões de exemplares vendidos e de que seria um livro inesquecível. Posso dizer que em termos de falta de emoção e enrolação o livro ganha... A história é pequena, mas ainda assim eu demorei na leitura por justamente não ter a emoção esperada em conjunto com a decepção... Acho que a história deveria ter tido um desenvolvimento melhor e, apesar de se tratar de uma distopia (total ficção que possuem regras não aplicadas ao nosso mundo como tecnologia nunca pensada, pensamento e sociedade controlada, dentre outros), Admirável Mundo Novo e 1984 dão de dez a zero neste, apesar da intenção ter sido boa e com personagens bem construídos.

Recomendo que leiam para verem se gostam do estilo, afinal, opiniões divergem sempre. Só alerto para que não tenham toda essa ilusão pela sinopse como eu tive.